quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Quem ama não trai


Em qualquer empresa séria, um funcionário não tem o direito de dizer abertamente que prefere trabalhar em outro lugar sem que isso acarrete em algum tipo de punição. É como eu chegar à redação dizendo que quero ir para outro jornal, por ser um jornal que eu lia na minha infância, por eu me identificar com os leitores de lá etc, etc...tudo isso na presença da alta cúpula do veículo para o qual presto serviços. Não, dificilmente alguém toma essa atitude.
Vágner Silva de Souza nasceu em 11 de junho de 1984. Naquela época, o Brasil tinha três títulos mundiais e o Palmeiras havia vencido dois Campeonatos Brasileiros. Enquanto crescia no bairro de Bangu, no Rio de Janeiro, Vágner ouvia falar do jejum de títulos que o Palmeiras enfrentava.
Um dia depois de Vágner completar 9 anos de idade, o tal jejum foi para o espaço. Edmundo, Evair & cia conquistaram o Campeonato Paulista. No mesmo ano vieram o Torneio Rio-SP e o Brasileiro. Em 1994, quando Vágner chegou aos 10 anos, o Palmeiras levantou mais um Paulista e o quarto Brasileiro. E o Brasil faturava o tetra nos Estados Unidos.
No ano em que Vágner completou 12, o Palmeiras era campeão paulista de novo, marcando mais de 100 gols. Quando ele fez 14, veio o título da Copa do Brasil e, quando ele tinha 15, viu o Palestra Itália vir abaixo com a conquista da Libertadores.
O Palmeiras já era grande, muito grande em 2002, quando Vágner foi artilheiro do Campeonato Paulista de Juniores. Naquele mesmo ano, ele foi flagrado com uma menina no quarto da concentração do time durante a Copa SP de Juniores. Um clube sério teria dado-lhe o devido bico. Mas existe clube sério no Brasil? Não só ficou como ganhou o apelido que marcaria sua carreira, sua assinatura e seu nome na camisa: Love.
Em 2003, faria o maior Campeonato Brasileiro de sua vida; o da Série B, segunda divisão para os íntimos. Diante de potências como Londrina e Marília, virou ídolo e campeão. Em 2004, foi embora para a Europa. Itália? Espanha? Inglaterra? Não, Rússia.
Cinco anos passaram e ele quis voltar. Parte da torcida o queria, afinal, a Série B é uma conquista inesquecível. Veio a peso de ouro, ganhando mais que todos, sendo atração em jogos nos quais nada fazia. Quem era Cleiton Xavier? E esse tal de Diego Souza? Marcos? O que ele fez nos últimos tempos? O que importava era Vágner Love. Chegou no segundo turno, fez cinco gols e o Palmeiras, líder absoluto, era disparar e ser campeão...nem a Libertadores.
Vágner vira alvo de parte da torcida. Membros da Academia Brasileira de Letras tiveram que largar o trabalho numa tarde de terça para esperá-lo na agência bancária. Para ele, era demais.
Se mandou para o Rio. Lá, viu a Gávea e o escudo do clube do coração; o Flamengo. Disse : É aqui". E disse abertamente. Só esqueceu que em uma gaveta de um escritório em algum lugar da Zona Oeste de São Paulo, há um pedaço de papel com o nome dele escrito. Parece que chamam esse papel de contrato. Dizem que tem uma data lá e que ele só pode ir embora depois desse dia. A não ser que o Palmeiras receba um dinheiro ou pegue um jogador da Gávea. Aí, Love pode ir.
Ah, mas o Flamengo já avisou: nada de Everton. Está certo, afinal, Vágner Love diz que não quer mais jogar no Palmeiras, abandona o clube, declara amor ao outro, passa por cima desse tal de contrato e o Palmeiras ainda se acha no direito de ter direitos? Poderia ser. Em um futebol com tantas inversões de valores, por que o clube traído não pode pensar em ser compensado? A não ser que a tendência seja esta mesma: o certo é fazer o errado...

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Revival


Se você leu a edição de hoje do jornal A Tribuna, de Santos, ou se navegou pelo site do jornal, você não está vendo demais, não está com o sono atrasado, nem lendo coisas onde não há nada: Giovanni quer, sim, jogar pelo Santos em 2010. E está muito próximo disso.
Estava ao lado do ótimo repórter Luciano Ribeiro quando ele falava por telefone com o Estado do Pará. Do outro lado da linha, o maior ídolo da torcida santista nos anos 90 revelava o desejo de voltar. Aos 37 anos, afirma estar em boa forma física e precisaria de uns 15 dias para ficar pronto para ir a campo. Não joga uma partida oficial desde a metade do ano passado, quando deixou o Mogi Mirim.
Giovanni está mais perto da Vila do que ele mesmo imagina. Não somente pelo que ele fez no Pacaembu no final da tarde de 10 de dezembro de 1995, mas por dois fatores que hoje são decisivos: o primeiro é o fato do presidente do Santos, Luiz Álvaro Ribeiro, jamais ter aceitado a forma como o Messias saiu do Santos, no início de 2006. Ele foi escurraçado junto com Luizão e Cláudio Pitbull, assim que Vanderlei Luxemburgo pisou na Vila Belmiro. Como as vitórias encobrem os erros, o Santos foi campeão paulista naquele ano e boa parte da torcida esqueceu deste fato.
O segundo fator responde pelo nome de Jamelli. O ex-companheiro de Giovanni em 1995 e 1996 é o atual gerente de futebol do Sanos. Os dois se falam a todo instante.
Se Giovanni jogar seis meses, dedicaria o restante do tempo a caçar talentos lá pela Região Norte. Foi ele quem trouxe um tal de Paulo Henrique Ganso, a quem Caio Ribeiro (o da Globo, ex-jogador) classificou para o blogueiro como um "baita jogador".
Giovanni está perto. Não está 100% certo, mas está muito mais próximo do que estaria se diretoria e treinador não tivessem mudado. Quer ser o Giovanni de 1995. Sem Luxemburgos, sem Márcios Rezendes, apenas ele e a torcida.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Escassez

O dia tem 24 horas (ou 23 horas, 56 minutos e 4 segundos, de acordo com os professores de Geografia). Uma semana tem sete dias. Multiplicando 7 por 24, chegamos à conclusão de que uma semana tem 168 horas. É esse o período que falta para o fim do marasmo.
A temporada do futebol brasileiro dura 11 meses. O mês restante é dedicado às férias. E como esses 30 dias demoram a passar...
Jornais, sites e qualquer outro informativo dedicam o espaço e o tempo obrigatórios às restropectivas, às entrevistas com jogadores que estão passeando em qualquer lugar do Brasil, aos jogos beneficentes e, principalmente, às especulações. E mesmo esse último quesito anda bem enfraquecido.
Um exemplo clássico: as vendas de jornais impressos e os acessos aos sites devem ter crescido assustadoramente com as notícias do interesse do Santos pelo Marquinhos. Justifica-se: um jogador que passa por São Paulo e Flamengo, vai se destacar no Avaí e é mais conhecido por ter virado personagem do Rock & Gol do que pelo futebol apresentado, realmente vem para mudar a história.
E o Léo Lima no São Paulo, alguém viu? Já se apresentou. E o que querem saber mesmo é se Guiñazu vem ou não. Esse, sim, é o que interessa para muita gente.
E a novela Flamengo/Vágner Love/Palmeiras? Triste de acompanhar.
Passamos por mais um fim de semana, o terceiro sem partidas oficiais e o penúltimo antes da retomada. Qual a principal notícia do domingo? O Jogo das Estrelas, com Zico e Romário juntos.
A tendência é melhorar. Falta só uma semana para alguns times se apresentarem. Na segunda que vem, Roberto Carlos chega ao Corinthians. Pelo menos as coisas começam a se movimentar um pouco. Aliás, o Corinthians precisa ser movimentado. Ou então os sites se auto-destruirão se continuarem a colocar como manchete do clube a última postagem do Mano Menezes no twitter.
O ano tem 12 meses. Durante 11 o futebol tem assunto. E como é chato enfrentar o único mês em que nada acontece.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Quem avisa...


Não sou nem nunca tive vocação para ser abutre. E se tem algo do qual tenho plena consciência é que a diretoria do Santos não tem nem duas semanas de trabalho oficial.

Porém (e essa palavra justifica muita coisa), algumas coisas precisam ser colocadas de forma clara. Por mais que Jamelli & cia. estejam trabalhando para montar o time para 2010, não dá para considerar os Brunos (Rodrigo e Aguiar) e Marquinhos como reforços. Podemos classificá-los como contratações. Entre contratações e reforços, como diria o saudoso repórter Pinheiro Neto, "há um oceano, não é, boa gente?"

Os Brunos foram bem em Portuguesa e Guarani, respectivamente, mas Santos Futebol Clube é outra conversa. É uma responsabilidade maior, torcida maior, visibilidade maior e a consequente cobrança maior. Se não agradar a uma meia dúzia de malas que frequentam as sociais da Vila Belmiro, um abraço.

Marquinhos foi bem no Avaí. E só no Avaí. No São Paulo e no Flamengo, nada. Dizem que ele sofreu uma contusão na Gávea e isso o atrapalhou. Mas o resultado final não foi bom.

Agora surge o nome de Souza, aquele mesmo que a torcida do Corinthians adora. Acho que o Santos poderia dar uma olhada um pouco melhor no mercado da bola. Se não era unanimidade no Flamengo e se é uma unanimidade negativa no Corinthians...

É cedo para falar qualquer coisa? Sim, é. Mas é importante falar antes. Se as contratações mostrarem que são reforços e calarem a boca do blogueiro, este espaço será utilizado para admitir o engano. Se tudo se confirmar, houve o aviso...

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal

Sem assuntos relevantes nas nossas duas paixões, futebol e automobilismo, reservo este post para dedicar a todos os leitores, seguidores e colaboradores deste blog um Feliz Natal. Mas, por favor: não se esqueçam do aniversariante, nem da missão que Ele veio cumprir neste mundo.
Um abraço!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Eu voltei


Vocês repararam que não explorei muito o assunto Michael Schumacher enquanto a coisa toda não se confirmou. A Fórmula 1 é cheia de especulações (embora nos últimos tempos a maioria tenha sido verdade) e não valeria a pena ficar discutindo o "pode ser".
Mas o caso de Schumacher não "pode ser". O caso de Schumacher "é". O alemão chega aos 41 anos dia 3 de janeiro e volta ao cockpit depois de três temporadas fora, aliás, aposentado. Vai mesmo pilotar a Mercedes GP.
Vamos aos fatos: a Mercedes GP até outro dia era Brawn GP, aquela mesma equipe novata, que não passaria do Q1, andaria lá atrás e encerrou o ano com os títulos de pilotos e de construtores. Isso sem ter a Mercedes por trás.
A então Brawn GP era comandada por Ross Brawn, um mestre em estratégias de corrida, que quando trabalhou na Ferrari comandou por dezenas de vezes os trabalhos para que um certo alemão vencesse as provas, um tal de Michael Schumacher, que agora volta a trabalhar com o antigo estrategista.
Se isso vai representar mais vitórias para o alemão, não se sabe. Discutir se ele pode ou não ser campeão novamente não leva a nada neste momento. O talento dele é acima da média e a idade não fala alto com ele, mas não se sabe que carro ele terá em mãos. Se for um carro igual ou melhor ao que levou Jenson Button a vencer seis etapas neste ano, a Era Schumacher estará de volta. Mas, neste momento, não é isso que importa. O fato é que a presença do alemão vai esquentar ainda mais um grid que já vinha empolgante. E vai disparar comercialmente os interesses da Fórmula 1.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Outra vez

Vanderlei Luxemburgo reapareceu. Fui informado há 10 dias que ele passaria um tempo no Nordeste para descansar, antes de assumir o Atlético-MG.
Mas ele resolveu voltar. Mandou (ou mandaram por ele) um texto em seu blog descendo a ripa no J. Hawilla, que andou falando do treinador à TV Bandeirantes. Hawilla é o dono da Traffic, parceira do Palmeiras, de onde Luxa levou um bico no início do segundo semestre.
Não vi as declarações de J. Hawilla, mas uma coisa é certa: já passou da hora de Luxa esquecer o Palmeiras. Ele passou meses no Santos, falando do Palmeiras. O desempenho pífio de sua última passagem pela Vila Belmiro tinha, na cabeça dele, dois culpados: a Imprensa e o Palmeiras. Os resultados não vieram no Santos por culpa do Belluzzo, só faltou dizer isso.
No penúltimo post de Luxa, mais uma vez atacando a Imprensa, este blogueiro enviou um comentário, devidamente deletado e não publicado no blog do treinador, mas que basicamente dizia o seguinte: Não faça com o Galo o que o sr fez com o Santos. O sr é treinador do Atlético-MG, não do Palmeiras. Esqueça o Palestra Itália. E mais: a torcida atleticana não tem a mesma paciência, nem a mesma meia-dúzia de alienados que frequentam as cadeiras da Vila Belmiro. Em Belo Horizonte, ou o foco é o clube, ou o sr pode deixar a Cidade do Galo, virar para a esquerda na estrada e ir até Confins, que é ali pertinho, pegar um avião e retornar.
Diz o treinador que não falará mais sobre o Palmeiras. Esperamos por isso...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Mas é estranho


Lionel Messi vai receber hoje o prêmio de melhor jogador do mundo, salvo se houver uma tremenda reviravolta. Mas o que é o melhor jogador do mundo? Quem chega a esse patamar?
Dizer que Fulano de Tal é o melhor do mundo em sua área é uma pretensão altíssima. Seria necessário verificar todos os profissionais do planeta, fazer uma avaliação isenta, chegar a um consenso e bater o martelo. No futebol, seria necessário ir a 204 países e verificar 242 milhões de jogadores profissionais (dados da Fifa em 2002). Ou seja, não dá.
Então, há um cálculo que pode ajudar a eleger o melhor. Os melhores jogadores de vários países são distribuídos pelos clubes europeus, que dispõem de poder aquisitivo para pagar aquilo que eles valem. Esses clubes disputam o título em cada país (alguns vencem) e, na temporada seguinte, são reunidos na Liga dos Campeões da Europa. Essa competição tem um campeão e, via de regra, um jogador desse time arrebenta e faz a diferença. Se esse jogador é um dos melhores do país dele, está num clube de ponta, disputou uma competição com adversários do mesmo patamar e venceu, é o melhor. E, nos últimos anos, o Mundial Interclubes só confirma a tendência desenhada meses antes.
O prêmio que Messi receberá hoje é a consequência do que fez Cristiano Ronaldo pelo Manchester United em 2008, e o mesmo que Kaká fez pelo Milan em 2007.
Mas que há coisas estranhas, há. E não dá para tirar a razão de quem defende algumas teses. Primeiro: desde 1991, apenas um jogador da defesa levou o prêmio; Fabio Canavarro, em 2006. Isso quer dizer que, na avaliação, só quem faz a diferença lá na frente merece o prêmio. Coitado do goleiro. Pode pegar 10 pênaltis por jogo que não será lembrado. O único cogitado não merecia o prêmio. Lembram da Copa de 2002? Oliver Khann eleito o melhor jogador, enquanto Rivaldo e Ronaldo ganhavam o título para o Brasil?
Segundo; muitos perguntam: e quem diz que lá na África não tem alguém melhor que Messi? Pode até ser que tenha e, sinceramente, concordo quando alguém diz que os brasileiros que ganharam esse prêmio não seriam lembrados se não tivessem ido para a Europa. Mas aí caímos na história de visitar mais de 200 países todos os anos.
Por essas e por muitas outras, o prêmio vai para Messi. E em 2010, fiquemos de olho da Champions League.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Curto e grosso


Exceção feita a quem está de plantão, como é o caso do blogueiro, domingo é dia de descansar o corpo e a mente. Potanto, vamos elaborar uma conta rápida para não queimar os neurônios sem a devida necessidade.

Lionel Messi, o argentino mais espanhol que existe, foi escolhido o melhor jogador do Mundial de Clubes. Já havia marcado um gol decisivo contra o Atlenate, fez o gol do título do Barcelona (se foi por acaso ou não é outra discussão) e foi eleito o melhor jogador da decisão.

A matemática é simples: O Barcelona venceu a Liga dos Campeões e Messi foi escolhido o melhor jogador da competição. Some a isso a Bola de Ouro da revista France Football. Acrescente agora o título mundial e o prêmio de melhor jogador da competição.

Resultado: alguém duvida que nesta segunda-feira ele receberá o prêmio de melhor jogador do mundo?

sábado, 19 de dezembro de 2009

Richarlyson condenado

Juro que relutei para falar sobre Richarlyson. Fiquei em dúvida, porque são poucos os que levam a sério quando o assunto é o dito jogador. Mas, desta vez, algumas coisas ultrapassaram os limites.
O que Richarlyson faz ou deixa de fazer com o cabelo dele, é algo que só compete a ele. Particularmente, achei que ficou horroroso, ridículo, mas se ele viu o produto final no espelho e achou bom, problema dele. O que não dá para aceitar é um profissional, em qualquer área, ser ameaçado por conta de uma decisão pessoal e, sobretudo, em uma questão que não muda a vida de ninguém. Richarlyson ser ameaçado por colocar um aplique no cabelo é algo que não tem nome.
Que uma parte da torcida do São Paulo pega no pé do Richarlyson, é público e notório. Mas a ameaça transcende qualquer perseguição, ultrapassa todos os limites. E todo mundo sabe o que motiva essa parcela da torcida (torcida?) a encher a paciência do jogador: a suspeita de que Richarlyson seja homossexual.
Vamos aos fatos: Richarlyson jamais declarou ser homossexual. Muitos alegarão: "ah, mas ele ia dar entrevista para o Fantástico e contar tudo"; "ah, mas tudo leva a crer". Para, para tudo! Sei lá se ele ia conceder entrevista ao Fantástico; não concedeu. E tudo levar a crer deixa só no âmbito da suspeita. Se ele não disse nada, ninguém pode afirmar. Acabou.
E outra coisa: se ele for, e daí? O que muda? Até onde sabemos, o que importa é o cara jogado. Joga bem? Ótimo. Joga mal? Vai pra reserva. Fim de papo. O que faz fora de campo é problema dele, desde que não prejudique o rendimento.
Atitudes como essa são resumidas em duas palavras: falso moralismo. O cidadão que ameaça um jogador por um aplique horroroso não se auto-condena por não tentar arrumar um emprego. Sim, porque o sujeito que tem tempo de protestar no CT numa manhã de terça provavelmente não é um praticante da labuta. Ninguém se condena por abandonar a família (se é que tem) numa tarde de domingo para ir ao estádio.
E o mais curioso: os mesmos que condenam Richarlyson por algo que suspeitam dele são os que deixam de procurar representantes do sexo oposto aos finais de semana para ficar quatro horas ou mais atracado com outros do mesmo sexo nas arquibancadas, gritando o nome dos homens que estão em campo. E o êxtase será se, ao final da labuta, conseguir agarrar a camisa suada de um daqueles homens...

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Di Grassi - parte 2

Desta vez, a probabilidade de erros de digitação e quedas no sistema diminui. O primeiro post foi escrito na Av. 23 de Maio, com o carro em movimento. Desta vez, estamos em condições mais adequadas...
Quem acompanha um pouco de automobilismo sabe que existem dois tipos de cobertura do assunto: a cobertura normal e a da Rede Globo. Na cobertura normal, são 26 pilotos, quatro brasileiros, alguns com mais chances que outros e vários estrangeiros que estão escrevendo o nome na história. Na Globo existem quatro brasileiros e um bando de barbeiros que seriam reprovados na auto-escola da esquina. Alain Prost, por exemplo, era persona non grata por aqui.
Mas quem acompanha um pouco mais o assunto percebeu que Lucas Di Grassi está com os pés fincados no chão. Só ele sabe como foi difícil chegar à Fórmula 1 e, principalmente, só ele dimensiona o desafio que tem pela frente. Por isso e pela inteligência que tem, ele passou a quilômetros de distância do discurso de "vou vencer e ser campeão logo". Ao contrário, quer tudo isso, mas sabe que precisará trabalhar muito com a equipe.
Lucas não estabeleceu metas, mas ao ser perguntado por este que vos escreve sobre as metas que a Virgin Racing estabeleceu, disse que é um projeto para dois, três ou quatro anos. "Se os resultados vierem antes, melhor".
Lucas, portanto, tenta tirar de si uma possível pressão, que seria injusta com um estreante. Não está, por enquanto, preocupado em seeeeeeeeeeeeeer do Brasiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiilllll, mas quer ser reconhecido e admirado como Rubens Barrichello e Felipe Massa. "Esse assédio só vem com resultados. Se acontecer comigo, é porque os resultados vieram. Vou achar ótimo".
O que podemos concluir? Não esperem a Virgin brigando pela pole já na primeira etapa. Isso será obrigação de Ferrari e McLaren (nem a Brawn, que perdeu em qualidade, entra). Lucas e sua equipe ficam em uma posição mais "cômoda". Se forem bem, superaram as expectativas. Se forem mal, o projeto não era para agora mesmo.
Só não acreditem nessa história de "o nosso Lucas". Di Grassi não é nosso; é dele e da família dele. No cockpit é ele quem comanda e a equipe quem coordena. Qualquer resultado, bom ou ruim, será dele.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Ele não está de graça...

Demorei pra escrever, não foi? Justifica-se: esteva na coletiva do Lucas Di Grassi. E olhem: esle está com os pés no chão.
Di Grassi sabe que não chegou a uma equipe de ponta e que terá de trabalhar muito para conseguir resultados. Mas quer esses resultados e vai buscá-los; disso vocês pode ter certeza.
Logo na primeira senaba de etsetes, foram 12 horas por dia no sinulador, ao lado de Timo Glock. A propósito: diz o Alex Tai, CEO da Virgin Racing, que não tem essa de primeiro e segundo pilotos. Os dois terão igualdade de condições.
Algumas ponderações do piloto: não esperem uma reedição da Brawn GP 2009. A Virgin é uma equipe nova e a Brawn era a antiga honda, nada a ver, portanto. Outra coisa: resultados só para daqui a três, quatro anos. Se vierem em um ou dois anos, melhor. E duelo com Bruno Senna, jamais, pode esquecer, eles são amigos.
Di Grassi está preocupado mesmo com as novas regras da Fórmula 1. essa história de não reabastecer vai deixar o carro mais pesado, cinco segundos mais lento no início das provas. Por isso, dá-lhe simulador.
Alguns detalhes, mais tarde, até mais!!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Importância


Então o STJD pensou, analisou as imagens, pensou mais um pouco, tentou julgar, pensou um pouquinho mais e deu o veredicto: 30 jogos fora do Couto Pereira, uma multa de R$ 610 mil e estamos conversados: o assunto Coritiba está encerrado.
Dentro da lei desportiva, dentro daquilo que a legislação pode alcançar, uma punição exemplar. Mas não paga nem 10% daquilo que foi provocado pelos vândalos há quase duas semanas.
A invasão de campo, as tentativas de agressão aos jogadores das duas equipes (como se o Fluminense tivesse culpa da incompetência do Coritiba) e as agressões provadas e gravadas em vídeo a policiais poderiam ter resultado em mortes. E não seria com 30 jogos que o problema estaria resolvido. Muito menos com R$ 610 mil. Primeiro porque essa punição é relativa. Por enquanto, o Coritiba poderá jogar em seu estádio no Campeonato Paranaense. Segundo porque o que aconteceu no dia 6 foi digno de interferência do Ministério Público.
O Couto Pereira é de propriedade do Coritiba. O prejuízo material foi do clube, o que mostra a inteligência de quem invadiu o gramado. Mas a agressão covarde a um policial ferido envolve a participação do Estado. Um funcionário público foi ferido de maneira selvagem no exercício do seu trabalho. Se isso não for motivo para uma ação, não se sabe mais o que é preciso fazer.
Os lordes ingleses, futuros membros da Academia Brasileira de Letras, que foram detidos depois do tumulto, deram razões bem plausíveis para o que fizeram: o Coritiba não poderia cair. O Sport, o Náutico e o Santo André também não. Ninguém cai porque quer. Rebaixamento é fruto de uma série de atitudes incompetentes, que passam por todos os setores de um clube. E nada justifica o que foi feito.
Imagine você, em sua empresa, não realizando uma tarefa dentro das exigências da companhia ou aquém daquilo que seu patrão espera. Ele, então, junta-se aos associados e eles saem batendo em quem não fez o trabalho direito.
Tudo é justificado pela paixão ao clube. Gostaria de ver se essa mesma...(deveria dizer gente?)...lutaria de maneira tão convicta por aquilo que realmente interessa. Ninguém ameaça quebrar a Secretaria de Saúde da cidade onde faltam médicos. Ninguém destroi a Secretaria de Educação dos lugares onde faltam escolas. Ninguém protesta contra um sistema de transportes arcaico, no qual o gado recebe um tratamento melhor do que o passageiro que paga pelo serviço. Ninguém cerca o prefeito que não manda tapar os buracos das ruas, que não manda asfaltar nada. Não. Isso não tem relevância. Importa o futebol, a paixão pelo clube. Em nome dela, tudo é válido, tudo é entendido, tudo é justificado. Dar uma boa educação ao meu filho é secundário. O que importa é meu time jogar na Primeira Divisão.
Nada mais importa. Nem você importa. Ou você acredita que o jogador do time rebaixado vai se importar com você quando estiver dirigindo seu carro...importado?

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Nova era

Está terminando oficialmente a Era Marcelo Teixeira no Santos. A partir desta terça-feira, Luiz Álvaro de Oliveira Ribeiro responde pela presidência do clube.
É impossível, neste momento, prever o que vai acontecer. Correndo risco zero de fazer uma previsão errada, dá para afirmar que tudo o que foi visto e entendido como administração do Santos nos últimos 10 anos deixará de existir; será diferente. Se o que está por vir vai melhorar, deixar na mesma ou piorar o clube, não há como dizer.
Luiz Álvaro assume um clube repleto de vícios, de cadeiras cativas, de encostados. Em vários escalões terá autonomia e a caneta para mudar. Em outros, poderá adaptar, dizer que agora mé diferente.
No futebol profissional, é hora da prática, algo bem diferente e muito mais difícil do que elaborar discursos oposicionistas. Bem melhor é dizer que está tudo errado quando o outro lado está no comando. Bem mais fácil é proclamar que faria melhor. Bem mais difícil é fazer esse melhor. E agora a antiga oposição pode fazer melhor. E o torcedor exige esse melhor.
Nas finanças, a auditoria é quase uma obrigação. O homem que assume a presidência neste momento é o mesmo que demitiu-se do Conselho Deliberativo em 2003, quando o órgão aprovou as contas do clube "com ressalvas". Não era conselheiro em 2005, quando a administração deixou de explicar a matemática na qual entram R$ 170 milhões com vendas de jogadores, o clube possui um patrimônio de R$ 20 milhões e os outros R$ 150 milhões....devem ter se juntado à mala que caiu do avião...agora, Luiz Álvaro tem a maioria do Conselho e todas as possibilidades de fazer a auditoria.
Mas o torcedor não espere atos miraculosos, tampouco heroicos. A regra é: chegar na campanha dizendo que está tudo errado na administração atual, prometer a oitava, a nona e a décima maravilha para o primeiro dia após a posse, vencer as eleições e depois dizer que não sabia que encontraria tantas dificuldades, ou dizer que recebeu uma herança maldita...espero estar errado desta vez...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Quase lotada


O apelo jornalístico desta notícia não é assim uma coisa que se diga: "Supimpa, que notícia!" Mas pela tradição da equipe e para mostrar que a Fórmula 1 não fica estacionada no período ocioso, vale.
Esse carro aí da foto é a nova Lotus, que confirmou nesta segunda-feira quem vai ocupar o cockpit: o italiano Jarno Trulli e o finlandês Heikki Kovalainen. Trulli, 35 anos e com 12 de Fórmula 1, estava na falecida Toyota. Ficaria desempregado de qualquer maneira. Kovalainen também, pois a McLaren deu-lhe o devido bico nos fundilhos após a vinda de Jenson Button. O finlandês tem 28 anos e vai para a quarta temporada na categoria. O piloto de testes será o malaio Fairuz Fauzy.
O chefe da equipe, Tony Fernandes, foi para o twitter e mandou o recado: "nós somos sérios". Quer dizer, por mais que a equipe seja novata (e a Lotus é novata?), não esperem a disputa para não ficar em último. É o que ele diz. Fernandes disse ainda que a briga da Lotus será com as outras novatas; Campos, USF1 e Virgin/Manor.

sábado, 12 de dezembro de 2009

O velho Vamp



Tive a oportunidade de estar com esta figura aí da foto. Ele mesmo, Vampeta, o velho Vamp. Esteve em Santos para participar do jogo de fim de ano promovido por Serginho Chulapa e Gilberto Costa, na praia.
Confesso ter mudado meu conceito. Não gostava muito daquele jeito falastrão e provocador que ele tinha, mas hoje, por incrível que pareça, vejo que esse tipo de jogador faz falta: aquele provocador, polêmico, mas que entra em campo e resolve.
Vampeta continua o mesmo. Inteligente, de bom papo, humilde, sabedor daquilo que fala e, sobretudo, falando o que pensa. Se não gostar, problema seu. Olha só algumas coisas que ele disse a este repórter.
1- Torceu para o Palmeiras ser campeão brasileiro. "Quando o Corinthians saiu da disputa, torci para o Palmeiras, para que o título ficasse em São Paulo".
2- Que Diego Souza, que nada! "O craque do Brasileirão deveria ser o Petkovic. Ele conduziu o Flamengo ao título".
3- Corinthians; quem sabe a Libertadores? "Graças a Deus, Boca e River não estão. E nem o Palmeiras, que eliminou a gente duas vezes".
4- O melhor Corinthians era o de 2000. "Arrumamos a zaga com o Fábio Luciano e o Adílson Batista. Dali pra frente era só alegria". (NR: o meio-de-campo daquele time tinha Vampeta, Rincón, Ricardinho e Marcelinho Carioca. O ataque era formado por Edílson e Luizão)
5- Faltam mais Vampetas no futebol. "Hoje o jogador não fala mais. Tudo é o empresário. Eu parei, o Romário parou, ficou o Ronaldo sozinho".

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Raça vascaína


Quero deixar uma coisa bem clara antes de dar início a este post: eu não gosto do sr Antonio Carlos Zago.
Antonio Carlos encerrou a carreira de jogador em 2007, defendendo o Santos. No último jogo do Campeonato Brasileiro daquele ano (derrota por 4 a 2 para o Fluminense, na Vila Belmiro), o zagueiro ajoelhou-se no gramado, recebeu mil homenagens e, no dia seguinte, assumia a gerência de futebol do Corinthians. Até aí, tudo bem, não fosse o fato dele já estar trabalhando para o clube do Parque São Jorge quando ainda jogava no Santos e, principalmente, tentando levar atletas da Vila Belmiro para lá.
Porém, como diz o filósofo, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. A torcida do Vasco não pode rejeitar o nome de Antonio Carlos como possível treinador da equipe por causa da acusação de racismo. Lembram? Antonio Carlos jogava no Juventude e, em um jogo contra o Grêmio, teria chamado Jeovânio de "macaco" e, ainda por cima, esfregou dois dedos no braço. Ele disse que se arrependeu, foi punido e o assunto foi encerrado.
Antonio Carlos está no São Caetano e estava bem cotado para assumir o Vasco. Mas a torcida vascaína foi para a internet e deixou claro que quer qualquer um, menos ele. No Orkut, a comunidade "Vasco da Gama", com 373 mil membros, expõe em sua página de apresentação uma foto de Zago e os dizeres: "Racista, não".
Qualquer tipo de racismo é abominável, seja contra negros, nordestinos, judeus e por aí afora. Mas Antonio Carlos já se desculpou e esse assunto deveria ser deixado de lado.
Se a torcida argumentar que Zago não tem a devida experiência para assumir um time com a grandeza do Vasco no primeiro ano da volta à Série A, concordo e assino embaixo. Mas não aceitá-lo no clube por causa de um deslize é o que podemos classificar como "falso moralismo". Afinal, que atire a primeira pedra quem nunca pecou...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Avisado antes


São Paulo ainda se recuperava de uma anormal terça-feira quando a Fórmula Indy definiu o traçado do GP do Brasil, dia 14 de março, em São Paulo.

Conforme dissemos neste espaço, a pista será na área do Sambódromo. O anúncio oficial sai logo, logo.

A reta principal será na pista local da Marginal Tietê. As duas faixas da rua Olavo Fontoura serão usadas e a ligação entre elas será a Praça Campo de Bagatelle. Os carros vão até o estacionamento do Anhembi e, de lá, retornam à Marginal.

A chuva de terça deixou toda essa área inundada, inclusive a pista do Campo de Marte, que fica em frente ao Sambódromo. Março é um mês chuvoso. Bom, o traçado foi anunciado com três meses de antecedência...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Luxação


Então, o Atlético-MG acertou com Vanderlei Luxemburgo. O treinador dá continuidade à sua caminhada na descendente indo para Minas Gerais. O Galo, debaixo da felicidade do presidente Alexandre Kalil, tenta enxugar as lágrimas de um 2009 decepcionante trazendo um treinador caro, que vem sendo ultrapassado por alguns novatos, mas que sempre dá a esperança de ter algum coelho naquela cartola.
Cartola...a ambição de Luxa. O afã de comandar os clubes por onde passa deixou seu trabalho como treinador em segundo plano. Desde 2004 foram três títulos paulistas e nada mais. Teve nas mãos equipes prontas para erguerem Copas do Brasil e Libertadores. Não o fez.
No Real Madrid, foi mal. Boicotado, é verdade. No Santos, mandou Giovanni embora, dispensou outros atletas sem razões plausíveis, inchou o elenco com jogadores do modesto Iraty e esvaziou os cofres do clube com seu salário e os vencimentos de uma grande e cara comissão técnica. Em dois anos, venceu os dois estaduais. E só. Ao final de 2007, tornou-se cabo eleitoral de Marcelo Teixeira. O presidente foi reeleito e perdeu o treinador, que seguiu para o Palmeiras.
No Palestra, Luxa não foi buscar atletas no Iraty, mas encaixou seus jogadores. Custou caro ao clube e só deu um Campeonato Paulista. Não se entendeu com a facção (nem era obrigado a isso) e, em dado momento, pensou que estivesse na Vila Belmiro. Quis mandar mais que o presidente. Caiu.
Voltou para o clube onde, se quisesse, sentava na cadeira do mandatário e dava ordens nele. Mas o Santos não era o mesmo de antes. E Luxemburgo não era mais o mesmo treinador. Enquanto se preocupava em elaborar projetos para o clube todo, como se a função assim o permitisse, Luxa via Muricy Ramalho chegar perto do quarto título brasileiro consecutivo. Disse que teria uma parcela da responsabilidade no caso de um eventual título Alviverde, mas não teve nenhuma culpa da queda em 2002, pois havia saído antes. Vanderlei ainda viu Adílson Batista e Dorival Júnior crescerem, viu Ricardo Gomes consolidando um bom trabalho no Brasil, viu Andrade perder a condição de interino para ficar com a de campeão, com uma arrancada que começou na Vila Belmiro, em cima do time comandado por Luxemburgo.
Enquanto tudo isso acontecia, Luxa estava atrelado ao seu projeto de ir além dos gramados. Em campo, os resultados não vieram e alguém tinha que carregar esse ônus. Que fique com a Imprensa. Afinal, para que noticiar a derrota? A solução foi escolher dois profissionais éticos e competentes do maior veículo de comunicação da Baixada Santista e execrá-los via internet. Palavras, linhas e textos dedicados aos jornalistas. Era por culpa deles que o Santos não vencia. "É bom que a torcida saiba que o repórter Fulano trabalha contra o Santos", chegou a dizer em um dos textos. Deu espaço para comentários mentirosos, elaborados por seres inexistentes. Chegaram a utilizar o nome de ex-funcionários do jornal indevidamente.
A última cartada foi trablhar na campanha para a reeleição de Teixeira. Afinal, quem mais lhe daria o clube para fazer o que bem entendesse? O associado do Santos disse: "chega". Luxemburgo deixou o Santos sem que ninguém chorasse, sem que ninguém o taxasse de mercenário. Saiu da pior forma: ignorado.
Em 2010, quer repetir no Galo o que fez no Cruzeiro em 2003. Se conseguir a metade desse resultado, baterá no peito e dirá: "eu existo". Caso contrário, a Imprensa mineira pode dar início ao sorteio para saber quem será a bola da vez. E Kalil que fique de olhos arregalados, antes que seu nome mude para Alexandre...Caiu...

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Indycação de chuva



Resolveu chover em São Paulo. Muito mais do que qualquer um poderia esperar. Em uma madrugada veio 60% da água esperada para os 31 dias de dezembro.
Quem vive em São Paulo sente na pele e quem não vive imagina: os rios transbordam, as marginais param, os acessos às rodovias ficam comprometidos, o congestionamento se alastra. Eram 119km na manhã de terça-feira.
Dos 13 pontos de alagamentos intransitáveis, 10 estavam nas marginais. A Tietê era a pior. O Campo de Marte ficou parcialmente inundado. O caos foi instalado na Zona Norte.
E o que temos a ver com isso? Em março de 2010, a Fórmula Indy desembarca em São Paulo, para uma prova nas ruas. O circuito não foi definido, mas as correntes mais fortes indicam uma área na Zona Norte da Cidade, envolvendo um trecho da Marginal Tietê e as proximidades do Campo de Marte. Há quem defenda até a utilização da pista do aeroporto.
Não é necessário ser um gênio para saber que março é um dos meses mais chuvosos do ano em São Paulo. A pergunta: e se resolver cair essa água lá pelos dias 12 e 13?
Pensar agora para não chorar depois...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Deu Luiz Álvaro, por quê?


Marcelo Teixeira assumiu a presidência do Santos no finalzinho de 1999, com a responsabilidade e a ânsia de acabar com os 15 anos sem títulos de expressão. De cara, meteu a mão no bolso, colocou R$ 26 milhões no clube e foi às compras: Carlos Germano, Márcio Santos, Rincón, Valdo, Valdir Bigode etc. O título paulista bateu na trave. E só. Trouxe Edmundo e Marcelinho Carioca. Não resolveu.
Esperou quase três anos por uma conquista, que veio com um time montado quase a custo zero, por pratas da casa. Mostrou ao mundo Diego, Robinho, Alex, Elano e Renatinho. O Santos, que há tempos não sabia o que era Libertadores, quase foi campeão.
Veio Luxemburgo, montou um time consolidado e conquistou o Brasileiro de 2004. Auge. Em 2006 e 2007, dois títulos paulistas.
Não existe uma frase ou um só motivo capazes de resumir por quê Marcelo não continuou à frente do Santos FC. São vários motivos que, juntos, formam a palavra "desgaste".
Marcelo conquistou a torcida ao manter um bom relacionamento com as organizadas, deixar a Vila Belmiro bonita e tentar manter um bom contato com o exterior. Valorizou os ex-jogadores do clube, dando-lhes funções no clube e homenageando-os constantemente. Mas, como todo líder, não acertou em tudo. E, no caso dele, o acúmulo de desacertos foi fatal.
Teixeira se eternizou no poder ao alterar o estatuto do clube de uma hora para outra. Tinha a maioria dos conselheiros, capazes de aprovar orçamentos "com ressalvas". Não trouxe a oposição para perto, ao contrário. Se um opositor se manifestasse, era acusado de estar contra o Santos.
As conquistas vieram, é verdade, e o ajudaram a se manter por mais tempo no cargo. Mas nunca é demais lembrar que os quatro títulos foram ganhos com dois treinadores que não se limitam a exercer as atividades para as quais foram contratados. Vanderlei Luxemburgo e Emerson Leão dão palpites em tudo: desde a altura do muro do CT até a vinda de jogadores do Iraty. O Santos nada conseguiu sem eles. Carlos Alberto Silva, Giba, Parreira, Geninho, Cabralzinho, Celso Roth, Oswaldo de Oliveira, Gallo, Nelsinho Baptista, Márcio Fernandes, Cuca, Vágner Mancini...foram apenas treinadores. Não tiraram o Santos do lugar.
Leão e Luxemburgo entraram em atrito com Fábio Costa. Luxa escurraçou Giovanni da Vila Belmiro, mandou Rodrigo Tiuí embora, não segurou Léo Lima nem Luiz Alberto. Preferiu gênios como Vítor Júnior e André Belezinha. E o presidente? Deixava, melhor assim. Paga R$ 1 milhão por mês à comissão técnica e tudo bem.
Nos bastidores, Marcelo foi perdendo aliados. Diretores entregaram os cargos. Conselheiros pediram demissão, inclusive um que não gostou da aprovação do orçamento com ressalvas. O nome dele era Luiz Álvaro.
O biênio 2008/09 foi decisivo. O Santos não foi além de um vice-campeonato Paulista. Quase caiu nos dois Brasileiros. A relação desgastou. Marcelo não tinha mais o controle. Apostou todas as fichas em um projeto montado por Luxemburgo, mas o torcedor estava cansado de Luxemburgo. Não acreditava mais nesses projetos; queria mudança.
Luiz Álvaro, aquele conselheiro que saiu, apareceu como alternativa. Se o projeto era mirabolante, se ele poderia afundar o clube, ninguém sabia. Mas era uma ideia diferente. Aliados a ele, muitos ex-Teixeiristas. Eu mesmo, no dia da eleição, cumprimentei dois deles. E só no sábado foi possível perceber o tamanho do apoio a Luiz Álvaro. E ali deu para imaginar: não seria fácil Marcelo vencer. E não venceu. Luiz Álvaro teve maioria de votos nas 10 urnas.
Como fica o Santos agora? É cedo para dizer. Se Luiz Álvaro vai melhorar ou piorar, não se sabe. O que se sabe é que fará diferente. Marcelo ia fazer igual, mas o torcedor estava cansado de ser igual...

sábado, 5 de dezembro de 2009

Deu Luiz Álavro


Luiz Álvaro de Oliveira é o novo presidente do Santos FC. Em uma apuração surpreendente, ele venceu Marcelo Teixeira e comandará o clube pelos próximos dois anos.
O líder da Chapa O Santos Pode Mais teve vitória absoluta. Seu grupo recebeu a maioria dos votos em todas as urnas. Tanto que antes do anúncio da oitava urna (eram 10), Marcelo subiu no palco e cumprimentou o vencedor. Gesto de quem reconhece a derrota.
Quando a apuração estava na metade, logo após o anúncio do resultado da quinta urna, uma confusão generalizada tomou conta do Salão de Mármore da Vila Belmiro. Membros das torceidas organizadas (sempre eles) e integrantes das chapas entraram em conflito. Até gás de pimenta jogaram. E não foi a Polícia, porque não havia policiamento lá dentro. Só quando a PM chegou (e demorou) a apuração foi retomada.
Confira os votos urna a urna:
Urna 1
Chapa 1: 207 votos
Chapa 2: 117 votos
Urna 2
Chapa 1: 200 votos
Chapa 2: 112 votos
Urna 3
Chapa 1: 140 votos
Chapa 2: 90 votos
Urna 4
Chapa 1: 228 votos
Chapa 2: 120 votos
Urna 5
Chapa 1: 143 votos
Chapa 2: 94 votos
Urna 6
Chapa 1: 205 votos
Chapa 2: 118 votos
Urna 7
Chapa 1: 211 votos
Chapa 2: 136 votos
Urna 8
Chapa 1: 161 votos
Chapa 2: 127 votos
Urna 9
Chapa 1: 194 votos
Chapa 2: 97 votos
Urna 10
Chapa 1: 192 votos
Chapa 2: 118 votos
Total de votos
Chapa 1: 1.882 votos
Chapa2: 1.129 votos
A adrenalina por tudo o que aconteceu ainda é alta. Fica difícil fazer qualquer análise neste momento. Faremos isso em breve.
E agora, mais do que nunca, aguardemos...

Eleições - tarde



Eu avisei: o clima andava pesado demais.

Permaneci dentro e fora da Vila Belmiro por quase uma hora. Cumprimeitei os dois candidatos e alguns conhecidos. A boca-de-urna é de fazer inveja às leis do TSE: os caras te cercam e você nem sabe mais quem defende quem. Detalhe: eu não sou sócio e não ia votar. E mesmo que fosse sócio, não votaria.

E o que aconteceu depois? Eu presenciei duas brigas, confirmei mais duas e, no final da tarde, soube de uma quinta. Isso sem contar os quatro engraçadinhos que tentaram votar em nome de sócios falecidos.

Na pior das brigas, um militante (não sei de qual chapa) teve fratura exposta no braço. Saiu de lá na viatura do Resgate.

A apuração já começou. São 10 urnas. Nas duas primeiras, deu oposição.

Aguardemos...

Eleições - manhã


Duas pessoas tentaram entrar nas eleições do Santos FC com documentos de terceiros. Naturalmente, foram impedidos de votar.

Não se sabe qual chapa defendiam.

Manhã aparentemente tranquila na Vila Belmiro. Marcelo Teixeira tomou café em um empório, foi rezar e, em seguida, foi para a Vila Belmiro.

Luiz Álvaro fez boca-de-urna logo cedo e foi votar assim que as urnas foram abertas.

Por enquanto, a coisa está mais tranquila do que se imaginava. A votação acaba às 18 horas e a apuração tem previsão de terminar lá pelas 19h30, 20 horas.

Aguardemos...

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Façam suas escolhas


O tema do post desta sexta-feira estava idealizado há mais de uma semana: a 24 horas das eleições no Santos FC, promover a apresentação dos dois candidatos e expor algumas das principais propostas das duas correntes que querem administrar o Santos até 2011.

Na quarta-feira desta semana, dois e-mails foram enviados, um para cada candidato, via Assessoria de Imprensa. Foram elaboradas cinco perguntas cujas respostas ajudarão o associado a escolher uma das chapas. Para evitar problemas, as perguntas foram rigorosamente as mesmas. O pedido foi para que as respostas fossem enviadas até a noite de quinta-feira.

Na tarde de quinta, recebo a ligação do jornalista Aldo Neto, representando o Grupo Rumo Certo, de Marcelo Teixeira. Aldo confirmou o envio das respostas. Até a manhã de sexta (ou seja, depois do prazo pré-estabelecido) a assessoria do Grupo O Santos Pode Mais sequer comunicou o recebimento do e-mail.

Um dos motes do Autobola é jamais cometer injustiças. Desta forma, seria errado deixar de apresentar as propostas dos dois candidatos porque um deles não respondeu às perguntas. Quem acompanha este blog percebeu que não houve posicionamento a favor de nenhum candidato. E é em nome da consideração que o Grupo Rumo Certo teve com este espaço que vamos publicar as propostas de Marcelo Teixeira. O Grupo O Santos Pode Mais, infelizmente, não ignorou o Autobola, tampouco este jornalista. Ignorou o torcedor e o associado do Santos.

Marcelo Pirilo Teixera, empresário, 45 anos

Sócio do Santos desde 1983

Vice-presidente no período 1990/91 e presidente nos períodos 1992/93 e de 2000 até hoje

Curiosidades: Filho do ex-presidente Milton Teixeira, foi o presidente mais jovem da história do clube ao ssumir o cargo aos 27 anos de idade, em 1992.

Por que ser presidente do Santos pelos próximos dois anos?

Quero dar sequência ao excelente trabalho que nosso grupo vem desenvolvendo no Santos FC ao longo destes anos. Temos vários planos disponíveis em nosso site http://www.rumocertosfc.com.br/ para quem desejar melhor conhecê-los. Além do mais, temos um compromisso com o quadro associativo. Não podemos correr riscos de fazer um planejamento que não seja à altura das projeções do Clube frente à uma data futura tão importante que é o centenário. Estou colocando meu nome, o nome da minha família, empenhado em reunir ainda mais glórias para o Santos FC.

O que será feito para fazer do biênio 2010/11 um período melhor que o biênio 2008/09?

Um planejamento estratégico para ser realizado pressupõe um intenso conhecimento do organismo do clube e das influências por ele recebidas das mudanças do ambiente nos aspectos políticos, econômicos, sociais e tecnológicos, visando mantê-lo sempre em condições de competição. Vamos dar seqüência ao trabalho que resultou em muitos dividendos para o clube. Melhoramos nossas receitas com o aumento das ações de marketing e ampliação dos produtos licenciados, contamos com parcerias com marcas consagradas, elevamos o valor de nossa cota de TV, fizemos crescer o número de sócios, entre tantas outras iniciativas que obtiveram resultados extremamente positivos.O futebol é a nossa principal prioridade e já estamos discutindo um planejamento com a comissão técnica visando os próximos anos. A base do time atual, especialmente a formada pelos jogadores prata-da-casa, será mantida porque é muito promissora. Iremos reformular parte de nossa equipe, com contratações para fortalecer nosso elenco. As perspectivas são muito promissoras e tenho certeza de que nosso desempenho será muito superior ao deste ano.

Quais os planos para os próximos dois anos?

Recebemos o ambicioso e promissor projeto para o Futebol do técnico Vanderlei Luxemburgo para os próximos três anos, com a condição da nossa permanência para o seu bom desenvolvimento. O clube não pode retroceder, não ficaria feliz e tranquilo em abandonar nosso compromisso com o quadro associativo e torcedores santistas deixando nossa equipe de futebol apenas com a honrosa disputa da final do Paulistão de 2009, como melhor resultado obtido nestes últimos dois anos. Queremos mais, já provamos que nossa capacidade é para recolocar o Santos FC nas principais disputas nacionais e internacionais.Temos compromissos com parceiros, que confiam suas marcas e investem em nossos produtos pela confiança e credibilidade da administração. Nossos excelentes profissionais e futuras contratações condicionam a nossa permanência. Queremos formar uma equipe forte e competitiva, sem interrupção do atual programa de trabalho. O ano de 2010 será atípico, com a realização da Copa do Mundo de Futebol na África do Sul, todos os clubes ficarão três meses sem jogos oficiais, devemos programar o plano financeiro e administrativo a fim de suprirmos esta deficiência.Reformularemos nosso plantel de atletas, dinamizaremos os setores do clube profissionalizando e renovando com uma política de produtividade e resultados. Continuaremos dando sequência a valorização do Futebol Feminino, confirmando o Campeonato Mundial de Clubes para o Brasil e em Santos. Inauguraremos a Santos Mega Stores no Estádio, assim como a ampliação do já consagrado Memorial das Conquistas com uma linguagem moderna e dinâmica, com equipamentos de alta resolução semelhantes ao Museu do Futebol, no Pacaembú. Instalaremos também o Restaurante Arena Pelé, com ênfase no cardápio homenageando a fantástica história do clube, do Rei e de nossas outras estrelas ao longo dos períodos de nossa história.

O que o torcedor pode esperar do futebol do Peixe?

O futebol é a nossa principal prioridade e já estamos discutindo um planejamento com a comissão técnica visando os próximos anos. A base do time atual, especialmente a formada pelos jogadores prata-da-casa, será mantida porque é muito promissora. Iremos reformular parte de nossa equipe, com contratações para fortalecer nosso elenco. As perspectivas são muito promissoras e tenho certeza de que nosso desempenho será muito superior ao deste ano.

Por que o associado deve votar em Marcelo Teixeira?

Como bem disse um dos grandes nomes que apóiam a Chapa, o ouvidor público e jornalista Francisco La Scala Jr., ao parafrasear Oswaldo Justo, decidir é comparar. E, de um lado, temos uma série de realizações promovidas ao longo de 10 anos pelo Grupo Rumo Certo. Do outro, apenas discursos. O nosso grupo precisa de nossa experiência. A associada e o associado reconhecerão nosso trabalho e confirmarão nas urnas a vitória da Chapa 2, da situação, que continuará no Rumo Certo, que o santista já conhece e confia.

Luiz Álvaro de Oliveira Ribeiro, economista, 66 anos

Conselheiro do Santos FC por 17 anos

Candidato à presidência nas eleições de 2003

Curiosidades: é neto de Álvaro de Oliveira Ribeiro, presidente do Santos FC na época da construção do Estádio Urbano Caldeira

Por que ser presidente do Santos pelos próximos dois anos?

Sem resposta

O que será feito para fazer do biênio 2010/11 um período melhor que o biênio 2008/09?

Sem resposta

Quais os planos para os próximos dois anos?

Sem resposta

O que o torcedor pode esperar do futebol do Peixe?

Sem resposta

Por que o associado deve votar em Luiz Álvaro?

Sem resposta

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Respeito??

O Fluminense não tem uma torcida tão numerosa quanto a do Flamengo, tampouco a popularidade do time da Gávea. Mas nesta quarta-feira decidiu uma competição internacional e, como dizem alguns filósofos, foi "Brasil na Copa Sul-Americana".
Dessa forma, não deu para entender o tratamento que parte da mídia destinou ao jogo disputado no Maracanã. O Estado de São Paulo e a Grande BH só tiveram acesso a uma emissora de TV aberta para acompanhar a partida: a Bandeirantes (ou Band, como queiram). Na Globo, emissora que compra até os direitos do Torneio da Estiva e maior defensora da tese de que o clube X é Brasil na Libertadores (ou qualquer outra competição), foi gentilmente oferecido o filme "Encurralados". Só que a Globo esqueceu de alguns pequenos detalhes:
1- São Paulo e Minas Gerais são praças onde há torcedores do Fluminense
2- São Paulo e Minas Gerais são praças onde há torcedores querendo secar o Fluminense
3- São Paulo e Minas Gerais são praças onde há pessoas que gostam de futebol, independente de quem vá jogar.
E o que foi que aconteceu? As duas emissoras empataram na audiência: 13 pontos para cada. O que a Globo fez? Deu um jeito de exibir os 25 minutos finais da partida no Maracanã.
Duas explicações para esse "jeito". Uns defendem que o filme foi para o intervalo, entrou um plantão do Jornal da Globo com o jogo e o filme não voltou mais. Outros dizem que alguns intervalos do filme foram atropelados, os personagens deixaram de ficar encurralados mais cedo e sobrou tempo para abrir a transmissão do Maracanã. Como o blogueiro estava se dirigindo à sua residência, sendo informado da partida pelo rádio, não foi possível constatar in loco o que realmente ocorreu, embora seja fácil entender: a Globo percebeu ter tomado a decisão errada.
E aí vem outro detalhe: o blogueiro ouviu o segundo tempo da partida pela Rádio Jovem Pan. Sim, porque a Bandeirantes ignorou a partida, como havia feito na semana passada. Às 23h30, era exibida a Voz do Brasil, enquanto a JP rasgava com Rogério Assis, o mestre Cláudio Carsughi e com Rodrigo Viga no gramado do Maracanã.
A tese de que o torcedor só assiste aos jogos do time dele e que se for outro ele desliga a TV ou o rádio só existe na mente de alguém que desconhece por completo o mundo futebolístico. A Rede Globo demonstrou total incoerência ao defender a tese do time ser "Brasil na competição" e não permitir que todo o País tenha acesso à partida. Ainda bem que existe a TV Bandeirantes.
Sabemos que a Globo enxerga o futebol como um produto, decidindo datas, horários e partidas a serem exibidas de acordo com interesses comerciais e de acordo com a audiência, sem em nenhum momento verificar a importância que aquela partida tem.
E por quê? Porquê quem toma essas decisões jamais sujou a bemuda no cimento da arquibancada, nunca tomou aquele sorvete de limão que você, em hipótese alguma, quer conhecer a procedência. Desconhecem o sabor do sanduíche de pernil do Morumbi, do cachorro-quente do Maracanã ou do feijão tropeiro do Mineirão. Jamais deixaram o estádio queimados de sol ou molhados com a água da chuva. Nunca estiveram em banheiros imundos, não sabem a adrenalina que é pegar um ônibus lotado após uma partida qualquer. Eles, em momento algum, grudaram suas bocas no alambrado para xingar técnicos e bandeirinhas. São essas pessoas que hoje dizem entender tudo sobre o mundo da bola. São essas as pessoas que decidem o que é melhor para você. São essas pessoas que sabem que, se seu time não estiver em campo, você nem vai querer saber do jogo. Como se eles soubessem alguma coisa...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Cobras mandadas


Há dez anos, Marcelo Teixeira era o candidato da oposição no Santos FC. Enfrentava José Paulo Fernandes, então vice de Samir Jorge Abdoul-Hak. A campanha santista no Brasileirão de 1999 foi sofrível. E a cada gol que o time levava na Vila Belmiro, parte da torcida virava-se imediatamente para as tribunas e entoava: "Ei, Samir, vai tomar no c...". Em seguida, o coral pedia Teixeira no comando.
A promiscuidade na relação clubes/torcidas organizadas é mais antiga que o próprio futebol. Por qualquer razão, as facções apoiam ou deixam de apoiar jogadores, técnicos e dirigentes. Dizem que os motivos mais comuns são políticos e/ou financeiros. E é realmente estranho ver faixas das torcidas em qualquer lugar onde os times joguem.
Mas como em qualquer realção, há o exagero. E o caso de Vágner Love é só o mais recente. Ele foi agredido quando ia a uma agência bancária próxima ao Palestra Itália, a mesma agência onde Lenny enfrentou a "fúria" de meia dúzia na semana passada. Na hora em que Vágner ia ao banco, o goleiro Marcos estava lá dentro.
Se Lenny, Vágner Love e Marcos foram à mesma agência, significa que o elenco palmeirense frequeta aquele local. Mas isso nós ficamos sabendo agora. E de que forma os "torcedores" sabiam antes? E por quê agredir um jogador que, apesar da má fase, fez um gol no Atlético-MG? Que razões alguém teria para ver Vágner Love fora do Palmeiras? Detalhe: a mesma torcida que lotava o Palestra em 2003, quando o Palmeiras, com Love, disputava a Série B.
Será que os jogadores terão de mudar de agência por questões de segurança?
Outra coisa; era uma tarde de terça-feira. Será que esses "torcedores" já ouviram falar em trabalho?
A história mostra que não. Em 2001, o CT do Santos foi invadido em um dia de semana. Em setembro do ano passado, Emerson Leão foi agredido de maneira covarde na Vila Belmiro, em um dia de semana. Quando o Corinthians quis se livrar de Tevez, a "torcida" sequer considerou o fato do argentino estar com a filha de meses de vida no carro.
Enfim, são mais de mil casos, mas todos centralizados em uma questão: os clubes. É como você criar uma cobra cascavel em casa. Não adianta alimentar, cuidar e dar carinho. Aquilo é uma cobra venenosa e cedo ou tarde vai se revelar.
Quer financiar, pedir apoio, ter os interesses atendidos, que o faça. Mas uma hora tudo isso pode se voltar contra você. Depois, não reclame.
Vágner Love foi mais um caso. Infelizmente, não foi o último.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

No Rumo Certo, Santos pode mais



Terça-feira de esfriada básica na camapnha eleitoral no Santos. Por enquanto. Uma mentirinha aqui, um ataque ali, mas nada de impacto.
O site da Rumo Certo comenta o debate de domingo entre os candidatos. Diz o texto que Milton Neves é candidato ao Conselho Deliberativo pela oposição e usa sua tribuna para fazer campanha. O autor do texto "esqueceu" de citar que, no programa Esporte por Esporte, da Santa Cecília TV (de propriedade da família Teixeira), o apresentador faz muito mais: jornalisticamente, ataca a oposição até de forma gratuita e defende Marcelo Teixeira mesmo sem argumentos. Tudo em nome da imparcialidade e independência. E detalhe: ai do jornalista que ousar declarar não apoiar nenhum dos candidatos e cometer o crime hediondo de dizer que trabalha com isenção. Será taxado como mentiroso e oposicionista enrustido, porque jornalista que é jornalista não pode dar igualdade para os dois lados. Meu Deus!!
Bom, vamos ao campo. No Pacaembu, as Sereias da Vila (eita, nome feio) buscam o título da Copa do Brasil. Não será fácil. O adversário é Botucatu, time que por duas vezes seguidas foi campeão paulista em cima do Santos, inclusive neste ano. O técnico Kleiton Lima já havia avisado que o adversário é um time perigoso. Está certo que, no estadual, Marta e Cristiane não jogaram, o que desta vez pode tornar as coisas muito diferentes.
Se o Santos vencer, Marta falará. E não estranhem se os jornais publicarem exatamente a mesma coisa que ela disser para as emissoras de TV. É que a Rainha não fala com a mídia impressa, apenas com a televisão. O jornal A Tribuna, de Santos, tentou entrevistá-la há mais de um mês e ela sequer respondeu "sim" ou "não". Pouco antes, Marta deu um chá de cadeira na reportagem da AT Revista, que aguardou por horas uma entrevista previamente agendada e que não foi concedida. No dia marcado, além da demora, Marta falou com a TV e foi embora sem atender o pessoal da revista. Dias depois, a reportagem entrou em contato direto com a Rainha, que devolveu com alguns impropérios.
Alguém disse a ela que o importante é estar na TV, é aparecer na "Grobo". E ela acreditou. E de quem é a culpa? Nossa...

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

E o clube, onde fica?


Está difícil a vida do associado do Santos. Em seis dias será escolhido o presidente do clube para os próximos dois anos (podem ser 6, 8, 10...) e o duro é justamente decidir quem deve assumir a bronca por lá.
No domingo, Milton Neves antecipou o enrolado debate na Rádio Bandeirantes. Colocou os dois candidatos ao vivo. Excelente iniciativa a de promover um confronto de ideias. Pena que os convidados não tenham colaborado.
Ao invés de propostas, ataques. Ao invés de mecanismos para tornar o Santos grande, briguinhas pessoais. "Você nem aparece no estádio", gritava Marcelo Teixeira; "Você trata o Santos como se fosse a sua universidade", respondia Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro.
É verdade que Teixeira provocou. Luís Álvaro entrou no ar primeiro e começou a apresentar suas ideias, dizendo o por quê de não concordar com a atual administração. Teixeira veio logo depois e, ao invés de rebater com propostas, foi direto para os ataques pessoais, no melhor estilo "menino mimado que não pode ser contrariado". Luís Álvaro poderia ter mantido o nível lá em cima, mas não quis.
O Santos foi deixado de lado para que duas pessoas que amam o clube pudessem ofender-se mutuamente. Enquanto Marcelo mostrava a face ditatorial, ao não aceitar a menor crítica à sua gestão, Luís Álvaro colocava até a Santa Cecília TV no meio da jogada. Ficou feio para os dois e mais feio ainda para o Santos, que agora sabe em que mãos estará até 2011.
No domingo à noite, Marcelo foi ao Programa Esporte por Esporte, da Santa Cecília TV. Teve pelo menos 2h30 para apresentar ideias e atacar o adversário. Aliás, algo democrático, já que Luís Álvaro teve 1h30 de espaço há duas semanas, no mesmo programa. O fato de Marcelo ser o dono da emissora e do apresentador do programa defendê-lo com unhas e dentes (no melhor caráter jornalístico) não quer dizer nada. Tanto que os dois candidatos tiveram rigorosamente o mesmo espaço: Marcelo quase três horas e, Luís Álvaro, 1h30.
Em suma: sábado, é bom a Polícia ir para a porta da Vila Belmiro. Isso é sério. O clima está mais quente que a temperatura na Cidade e há uma enorme possibilidade de termos confrontos entre simpatizantes das duas chapas. Isso se não surgirem denúncias de fraude durante a votação. Mas tudo está justificado: é o amor que os dois candidatos têm ao clube.
Pobre Santos!

sábado, 28 de novembro de 2009

Os descarados

Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro participou do programa Esporte Record Litoral. Nenhuma novidade. Manteve o discurso de antes, sobre amadorismo da atual gestão, diz negociar com quatro treinadores, que sejam só treinadores e ficou naquele papo de projeto profissional para o Santos. Só o final foi bom: quase chamou os adversários para sair na mão.
Marcelo Teixeira não foi. Estava convidado e não apareceu. Paula Paparelli e João Paulo Vergueiro mostraram a cadeira vazia. Poderiam ter colocado o Marquinhos, aquele BOB que fazia parte do Rock & Gol.
Enquanto isso, o Santos FC (vejam bem: Santos, nada de Chapa 2, Grupo Rumo Certo, nada; Santos FC) dispara e-mails acusando a Chapa 1 (nesses termos) de querer dificultar o debate entre os candidatos à presidência. Marcelo Teixeira quer o confronto na terça-feira às 20 horas. Nesse mesmo dia, às 21 horas, o time feminino disputa a final da Copa do Brasil no Pacaembu. A oposição se agarrou a esse argumento para jogar o debate para sexta-feira, às 22 horas. O medo deles é que o debate seja transmitido apenas na Santa Cecília TV o que, convenhamos, seria o mais lógico, porém, nada imparcial...
Em papel timbrado do Departamento de Comunicação do Santos Futebol Clube, o título da matéria é: Chapa 1 cria imposições para dificultar realização de debate. Prestem atenção: O Santos, o clube, atacando a Chapa 1. Isso porque Marcelo Teixeira não usa a máquina. Não, de jeito nenhum...

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O efeito Goiás



Mais uma vez o Goiás decide, ou ajuda a decidir a sorte em um Campeonato Brasileiro. Tem sido assim na era dos pontos corridos. Eterno coadjuvante ( e que neste ano quase foi além disso), o time goiano aparece como o verdadeiro fiel da balança. Domingo, exatamente como em 2008 e com a diferença de ser na penúltima rodada, o Goiás determina se o São Paulo será ou não campeão brasileiro.

Em 2005, o Goiás fez o "jogo do título" com o Corinthians. Evidentemente seria difícil arrancar o título dos paulistas, fosse por forças internas ou, principalmente, externas. Os goianos até venceram (3 a 2), mas àquela altura o Corinthians não perderia mais o título. E não perdeu.
Os dois times voltaram a se encontrar em 2007, em circunstâncias bem contrárias. Mais uma vez em Goiânia, o empate por 1 a 1 levou para a última rodada a decisão sobre qual dos dois cairia para a Série B. No jogo seguinte, Paulo Baier teve que bater três pênaltis para marcar um mísero gol sobre o Inter, salvar o Goiás e despachar o Corinthians.
E, no ano passado, veio o "Caso Maddonna". A confusão Wagner Tardelli/FPF mudou o árbitro da partida. Goiás e São Paulo jogaram em Brasília na última rodada. O gol de Borges confirmou o quase certo título tricolor.
A história se repete, mais uma vez em Goiânia, mais uma vez com Goiás x São Paulo. Sem pretensões, o Goiás pode estar aberto a "ofertas". Mas a grande oferta poderia vir do próprio Goiás: oferecer um pouco mais de dúvida e mandar a decisão do campeonato para a última rodada.
É aguardar.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Eu prometo



Promessas e mais promessas. Agora, é a vez de jogadores aparecerem como joguetes nas mãos de situacionistas e oposicionistas do Santos.
A oposição já falou em Keirrison, que saiu do Palmeiras, foi para o Barcelona e, de lá, saiu emprestado ao Benfica (no melhor estilo Rodrigo Fabri/Real Madrid). K-9 estaria insatisfeito em terras portuguesas e isso facilitaria o retorno dele ao Brasil. Dizem que o Santos pode mais: contar com um grupo de empresários para trazê-lo.
A situação não deixou por menos e agora fala no colombiano Macnelly Torres, de 25 anos, que foi do Cúcuta e está no Colo Colo. O Santos o quis em 2008, mas os chilenos chegaram antes, com US$ 3 milhões e agora estariam querendo R$ 5 milhões. Outros nomes comentados (atrelados a uma vitória de Marcelo Teixeira) são Obina, Marquinhos, do Avaí (aquele mesmo que virou personagem do Rock & Gol) e Victor Simões, do Botafogo.
De acordo com o meu amigo Sanches Filho, do Estadão, o caso de Torres é o que mais gera desconfiança. Os direitos econômicos do jogador só seriam comprados pela Target Sport (TSPO), empresa formada por investidores, se Teixeira ganhar. Sanches conversou com o empresário Ricardo Mendes, que disse estar tudo apalavrado e agora é só esperar pelas eleições.
Em suma, situação e oposição adotaram a mesma estratégia: vote em mim que esse jogador virá.
Qualquer semelhança com o que vemos por aí há décadas é mera coincidência...

Fórmula Indy em SP

Fórmula Indy em São Paulo e nas ruas. Sim, informação confirmada.
Nem Rio de Janeiro, nem Salvador, muito menos Ribeirão Preto. Dia 14 de março, a corrida será em São Paulo (que já dá o exemplo com a Fórmula 1) e nas ruas. Ninguém disse, por enquanto, onde será o "circuito".
Há o que se fazer? Muito, demais. Mas eu gostei...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Vence o Fluminense?



O Fluminense está louco para calar a minha boca. Outro dia disse aqui que o time já estava na Série B. Ainda acho que cai, mas aquela certeza de antes, claro, não é a mesma. Aliás, qual a certeza que dá para ter neste Brasileirão?
Mas nesta fase de franca ascensão Tricolor, nenhum jogo foi tão chave quanto o desta quarta-feira. Muito mais que a virada sobre o Cruzeiro no Mineirão (até porque a derrota naquele dia era certa), o Fluminense tem a maior de todas as chances de mostrar que está, sim, recuperado. Vencer a LDU em Quito vai além de um triunfo na altitude; vai além de uma vingancinha da Libertadores de 2008, vai além de praticamente assegurar a taça da Copa Sulamericana. Uma vitória em Quito mostraria que o Fluminense de hoje é grande, muito diferente daquele time de dois meses atrás. Mostraria ser o Fluminense um time que dá orgulho ao torcedor, que não teme nada nem ninguém.
E não há muito o que mudar. Conca fazendo a ligação com o ataque e Fred se posicionando bem. E, claro, tomar os cuidados para não se desgastar demais, porque em Quito isso complica tudo.
Se vai vencer, não dá para prever; se vai cair no Brasileiro, menos. Se vencer, dá mais esperanças de não cair no Brasileiro.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Campanha pesada

A campanha eleitoral no Santos Futebol Clube está cada vez mais acirrada. Como o momento atual do futebol do clube é um assunto bastante agradável, desde que não seja nem lembrado, a politicagem dá mais audiência.
Na segunda-feira (23/11), o Programa Esporte por Esporte, da Santa Cecília TV, recebeu membros da Chapa Rumo Certo, grupo de Marcelo Teixeira. Como o programa tem como mote a democracia, todos os dias tem recebido partidários do atual presidente santista, ao passo que a oposição teve uma (isso, uma) oportunidade de ir ao mesmo programa. Está certo. Afinal, "a nossa autenticidade vem da nossa independência", como diz o jingle do dito programa.
Nada demais no espaço cedido diariamente ao grupo de Marcelo Teixeira. Apenas os mesmos discursos de que está tudo maravilhoso no Santos, que o futebol de hoje não pode apagar tudo o que foi feito até aqui e alguns ataques à oposição. Coisas do tipo "todos os projetos deles vão afundar o Santos".
Tambem na segunda-feira, o blogueiro recebeu um e-mail com um convite para assistir a um vídeo que mostrava Luís Álvaro, candidato da oposição, ao lado de "um homem armado". O dito vídeo mostra os dois nos camarotes da Vila Belmiro, no jogo Santos x Coritiba. Uma seta (por sinal muito mal feita) mostra a tal "arma" usada pelo cidadão que acompanhava Luís Álvaro. Um texto que acompanha o vídeo diz que o sujeito é policial civil e candidato ao Conselho Deliberativo e questiona as razões dele ir armado ao estádio, além do fato dos dois estarem nos camarotes e não junto com a torcida.
1- Vi o vídeo e mostrei a alguns colegas. Não há como afirmar que se trata de uma arma. Pode ser uma pochete ou mesmo um celular. O "acusado" não pega a tal "arma" em momento algum. O objeto está na cintura e identificá-lo como arma é quase impossível.
2- Ainda que seja uma arma, o homem citado é policial civil, portanto, está autorizado a andar armado.
3- Diante dessa "acusação", qual a tentativa? Insinuar que, se a oposição vencer, o Santos resolverá os problemas à bala?
Finalizando: o e-mail foi enviado por gordinhosexysfc. Meu Deus!!!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Boa semana


O São Paulo pode ser campeão domingo que vem. Basta vencer o Goiás e torcer para que os adversários diretos tropecem. E é possível que eles tropecem.

Só que é possível também que o São Paulo não vença o Goiás em Goiânia. Vamos dizer que o time goiano não se torne patriota e não transforme a camisa verde em amarela e o título do São Paulo não estará tão seguro assim. Um empate em Goiânia levaria o São Paulo aos 63 pontos. O Flamengo, com 61, pode e tem tudo para vencer o Corinthians, chegando aos 64, levando toda a decisão para a última rodada. Mas não acaba aí. O Internacional (59 pontos) pega o rebaixado Sport. Vencendo, vai aos 62 pontos e entra na última rodada com enormes possibilidades de ser campeão. E até o Palmeiras pode entrar na briga. Dos quatro, é o que tem a missão mais dura, já que o Atlético-MG ainda pode entrar na Libertadores.

A combinação, portanto, seria essa:

São Paulo - não deve perder em Goiânia, mas pode empatar: 63 pontos

Flamengo - se não amarelar outra vez, vence o Corinthians: 64 pontos

Inter - só não vence o Sport se tiver mala branca: 62 pontos

Palmeiras - tarefa difícil, mas pode vencer o Galo: 62 pontos

E a conversa fica para a última rodada.

Previsão para a semana: vão levantar a possibilidade do Corinthians entregar o jogo para prejudicar o São Paulo. Anotem e me cobrem...

Dois pólos



Por eliminação, incompetência ou má vontade mesmo, o São Paulo está mais próximo do objeto da foto ao lado. Parece que não há mais ninguém interessado, então manda lá para o Morumbi outra vez.
De todas essas dúvidas que o Campeonato Brasileiro deste ano está proporcionando, ficam duas conclusões; uma boa e outra ruim.
A boa: desde 2003, só o Santos deu um pouco de emoção à reta final de um campeonato. Em 2004, assumiu de vez a liderança na penúltima rodada, com uma improvável vitória sobre o São Caetano (3 a 0) no ABC. No domingo seguinte, enfrentou o Vasco em vantagem sobre o Atlético-PR. Nos outros anos, Cruzeiro (2003), Corinthians (2005) e São Paulo (2006-2008) assumiram a ponta bem antes e a duas rodadas do final eram os favoritos.
A ruim: se o São Paulo confirmar o título, dará o argumento que faltava aos defensores da volta do mata-mata, alguns dos quais, inclusive, com grande$ intere$$e$ ni$$o.

domingo, 22 de novembro de 2009

Continuem



A Santa Cecília TV é uma emissora afiliada à TVE-RJ para a Baixada Santista e de propriedade da família Teixeira.

Por uma dessas "coincidências", os intervalos comerciais da emissora estão sendo abastecidos com uma "propaganda" da Chapa Rumo Certo, na qual membros ilustres da chapa dizem por quê o associado do Santos deve votar em Marcelo Teixeira no dia 5. Logo depois, entra o slogan: "Quem tem tanto a mostrar merece continuar".

Impressionante a agilidade desse pessoal. Em menos de 24 horas gravaram, editaram e puseram a propaganda no ar. Sim, porque até outro dia, Marcelo não era candidato...e quem tem tanto a mostrar, merece continuar, já que no Santos não existe continuísmo...

sábado, 21 de novembro de 2009

Oficial


Quem já imaginava e quem tinha certeza, pega o rojão de 13 tiros e acende. Quem duvidava ou achava impossível, pega fôlego e depois do três (1, 2, 3) diga "OOOOOOOOOHHHHHHHH"...

Marcelo Teixeira é candidato à presidência do Santos!!!

Quem poderia imaginar?

Tirando os sócios, os torcedores e a Imprensa...ninguém. Enfim, é a 6ª candidatura de Marcelo, que terá Norberto Moreira como vice.

A história se repete...desde 2003, quando não poderia mais se candidatar (isso se não tivesse mudado o estatuto do clube na calada da noite), Marcelo diz que não será candidato. Da primeira vez, foi duro acreditar. Por que mudaria o estatuto e depois colocaria outro candidato? Em 2005 e 2007 ninguém mais acreditava. Só que agora parece que a coisa foi mais séria. A família não queria mesmo. Clodoaldo Tavares Santana, gerente de futebol, disse ao jornal A Tribuna, de Santos, que Marcelo tentou convencê-lo a ser o candidato quando faltavam duas horas para o término das inscrições das chapas. Diante da recusa do ex-volante, Marcelo teve que dizer: "Tá, vou eu mesmo".

Há cinco semanas, ouvi uma frase: "O Marcelo não é candidato, mas ninguém acredita". E não dava para acreditar...

Dia 5 acontecem as eleições. E o que vai acontecer nesse dia, ninguém sabe, mas é possível imaginar...

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Quase oficial



A chapa Rumo Certo (ou a chapa de Marcelo Teixeira) marcou para as 17 horas desta sexta-feira a oficialização da candidatura à presidência do Santos. Vamos fingir que não sabemos de nada e trabalhemos só com a informação oficial. São quatro possibilidades:
1- Marcelo Teixeira sair candidato (novidade)
2- O vice-presidente Norberto Moreira ser o nome escolhido
3- José da Costa Teixeira, presidente do Conselho Deliberativo
4- Clodoaldo Tavares Santana, ex-volante e gerente de futebol
Sincera e honestamente, é Marcelo Teixeira. Pronto. Está certo que a família Teixeira não o quer mais na presidência, mas já não quis em outras ocasiões.
Mas...e se não for Marcelo o candidato? Será assim mesmo. Clodoaldo só aparece na lista para confundir um pouco. Ele está ligado à Fifa, organização de Copa do Mundo e não teria tempo. Norberto (gente finíssima, por sinal), é vice de Marcelo desde 2000 e Teixeirão (que não é parente) é braço direito do Marcelo. Alguém acha que Marcelo acompanharia tudo de longe? Outra coisa: mesmo com Marcelo de olho, qualquer outro nome enfraquece o grupo que administra o Santos hoje. Marcelo tem boa aceitação em outros clubes e nas federações e é bem relacionado com a Conmebol e a Fifa. Tanto que tenta tornar Santos uma das sub-sedes da Copa 2014.
Independente do nome que vier, ainda está difícil para a oposição. A campanha cresce, órgãos de Imprensa divulgam diariamente textos indicando a vitória dos opositores, mas quem conhece os corredores da Vila Belmiro sabe que não será fácil. Pode haver uma reviravolta? Pode, mas é difícil.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Ambiente que ferve

Quinta-feira quente, ou melhor, fervendo, sobra calor, vem chuva por aí.
Dia que começou antes mesmo do sol aparecer e que vai terminar muito, mas muito depois dele se pôr.
Clima quente, ambiente fervendo nos gramados e nos tribunais. E três conclusões a serem tiradas:
1- Maurício e Obina só foram mandados embora do Palmeiras porque a briga foi no campo, em um jogo com TV aberta. Ao vivo, diante das câmeras. Os dirigentes ficaram com medo de passarem por bananas e tomaram a decisão ali mesmo. Fosse a troca de sopapos no túnel ou dentro do vestiário e nada disso teria acontecido. Poderia até vir um desmentido, ficar no diz-que-me-diz e a culpa recair sobre a Imprensa. Muricy disse ter visto várias dessas brigas nos vestiários. A última mais famosa foi Fábio Costa x Fabiano Eller, em Marília. Melhor assim; a decisão evitou que na semana que vem alguma emissora de TV promovesse o aperto de mãos entre os dois, o abraço fraternal (tudo pela amizade, nada pela audiência). Os jogadores, então, dariam uma entrevista e diriam que "isso é coisa do futebol mesmo, todo mundo estava de cabeça quente, afinal, é a vontade de ganhar. O ambiente está ótimo e a Imprensa fica querendo tumultuar, por isso o time não vence. Ah, essa Imprensa, sempre inventando coisas".
2- Heber Roberto Lopes agiu certo em Grêmio x Palmeiras e Leandro Pedro Vuaden errou em São Paulo x Vitória. Que diferença houve entre Maurício/Obina e André Dias/Hugo? Para parte da Imprensa, foi questão de interpretação e Vuaden acertou em cheio. Os membros do "Jornalismo Futebol Clube", que jamais revelam para quem torcem, afinal, "jornalista não tem time; eu nunca torci para ninguém", continuam na defesa isenta e incansável ao São Paulo...
3- Para o STJD, o segundo amarelo de Jean e o soco de Borges são rigorosamente a mesma coisa. Seis jogos para o Borges ou um só para o Jean, mas os auditores estão mais preocupados com as camisas que usam por baixo dos ternos. Aliás, o São Paulo, pra variar um pouco, já tem a desculpinha em caso de uma eventual perda do título.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Mudou tudo, ou não

Lutei comigo mesmo para decidir se escrevia um novo post ou não. Mas como o post anterior estava quase centralizado em Kimi Raikkönen, vamos a ele.
Lito Cavalcanti, exímio comentarista do Sportv, colocou o finlandês na Brawn/Mercedes em 2010. Bateu o martelo e deu como certo, mas a fonte não foi citada. No site da Brawn GP, nada ainda. Nos jornais ingleses, menos. Lito não costuma errar. Foi o único brasileiro a cravar Button na McLaren, quando o assunto ainda era especulação. E não é de dar barrigadas. Se der, a barriga vai ser grande, porque a minha vai junto...
Se tudo se confirmar, troco da Brawn/Mercedes na McLaren depois da ida de Jenson Button...aguardemos...

Obrigado, Kimi

Kimi Raikkönen está fóra da Fórmula 1. E não vejo a possibilidade dele voltar algum dia. Steve Robertson, agente do piloto, já disse que em 2010 o finlandês estará em férias da categoria. Pode ser que ele vá competir no rali e existe a possibilidade dele participar das 24 horas de Le Mans.
Steve disse ao jornal funlandês Turun Sanomat que a McLaren era a única opção para o ex-piloto da Ferrari, mas os ingleses preferiram Jenson Button. Se Kimi retornar em 2011, será pela Red Bull, que abriria mão de Sebastian Vettel ou de Mark Webber. A única parte boa para Kimi é embolsar mais do que o previsto, comforme rege o contrato com a Ferrari. Recebe a multa e, não correndo no ano que vem, ganha mais.
Duas coisas:
1- Lamentável. O cara é campeão de 2007, um talento extraordinário e fica de fora. Poderia acertar com outro time? Sim, mas campeão tem seu preço e não é todo mundo que está disposto a pagar. E para passar um ano inteiro tentando, no máximo, chegar ao Q2, melhor ficar fora. A digniade fala mais alto.
2- Não volta mais, o que é mais lamentável ainda. Poucos ficam fora por um ano e voltam no outro, ainda mais os consagrados. A não ser que a Red Bull realmente o leve. Não sei até que ponto os austríacos conseguem competir com a conta bancária de Maranello para segurar um talento como Sebastian Vettel.
Sobre Jenson Button: já é da McLaren. Ross Brawn disse que o melhor seria ele permanecer na Brawn/Mercedes. Uns entenderam como esperança de que ele fique; outros como crítica a um piloto que já se foi. Como eu disse no fim de semana, se você está em férias, não vai fazer uma visitinha à empresa concorrente. Button foi a Woking e foi recepcionado por Martin Withmarsh. Precisa falar mais alguma coisa?
Na McLaren ele dividirá os boxes e as atenções com outro campeão: Lewis Hamilton. Se teremos uma reedição de Alonso/2007, ninguém sabe. Lewis e principalmente papai Anthony são muito ciumentos. Lewis usa o argumento "eu sempre estive aqui", mas Button pode alegar que foi campeão com um carro desacreditado. É aguardar.
Questão central: salário. Button ganhava 3 milhões de libras na Brawn e passará a ganhar seis (R$ 17 milhões, mais ou menos). Mr. Ross não estava disposto a pagar tudo isso, mas o que foi que eu disse lá em cima? Campeão tem seu preço...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Cadê o Glock? Achado

Terça-feira muito louca, mas muito louca mesmo. Trânsito infernal em São Paulo logo cedo. Duas horas para percorrer um trecho vencido normalmente em 10 minutos. Tudo por um caminhão tombado. Enfim...
Correria, até demais...
Timo Glock será piloto da Manor GP em 2010. Foi confirmado. "Todo piloto tem o mesmo objetivo em comum, conquistar o título mundial um dia, mas eu quero ter sucesso participando do processo de construção da equipe e ter um papel importante no desenvolvimento do carro", disse o alemão, que pertencia à Toyota, equipe que não volta em 2010.
Glock deu aquela pancada nos treinos para o GP do Japão e não correu mais. Entrou um tal de Kobayashi no lugar dele, fez mais história do que ele e o pessoal já está sentindo falta do japonês.
Quem será companheiro de Glock, ninguém sabe, mas o patrocinador da Manor será a Virgin, ex-Brawn. Se der a sorte que deu aos ingleses em 2009, a Manor estará bem servida.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Razão social e econômica



A Brawn GP acabou. Durou apenas um ano e já era...
Brincadeira, apenas mudou de nome, mas de certa forma, foi isso que aconteceu.
Explica-se: a Mercedes tinha umas ações da McLaren e resolveu vendê-las, ou seja, fornece motores para o pessoal de Woking até 2015, mas não controla mais nada por lá. Além disso, anunciou a compra da Brawn, que já no ano que vem será chamada de Mercedes GP.
Os alemães compraram 75,1% da Brawn; foram 45,1% do próprio bolso e 30% via Aabar, uma empresa de Abu Dhabi (tinha que ser). Assim, as flechas de prata estarão em outros boxes no ano que vem, além, é claro, da estrelinha de três pontas.
Pilotos da Brawn/Mercedes? Ninguém sabe. Dizem que Nico Rosberg estará na ex-Brawn (ele é alemão) e que Nick Heidfeld (outro alemão) pode estar na jogada. Jenson Button deve mesmo seguir para a McLaren, fazendo dupla com Lewis Hamilton, o único confirmado entre as quatro vagas envolvidas. É aguardar...
Mudando bastante de assunto: que notícia triste que veio da Grécia. Lembram do De Nigris, aquele mexicano que jogou no Santos em 2006? Pois é, morreu repentinamente. Estava no Larisa, time grego. Sentiu-se mal no domingo à noite e nem houve tempo de chegar a um hospital; morreu antes. Por enquanto, falam em infarto. Tinha 31 anos. Triste, muito triste...