quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Valeu!

Vou ser sincero mais uma vez.
Eu não gosto dessas festas de fim de ano.
Sei lá, não vejo motivo para tanta muvuca, tanta gritaria, gente bebendo e gritando no meio da rua porque vai mudar o ano.
De qualquer maneira, eu espero que você, leitor deste espaço, tenha um feliz 2011.
Não porque será um novo ano.
Mas porque eu devo desejar o que há de melhor para aqueles que leem, comentam, concordam, discordam, enfim, colaboram para o andamento deste blog.
Muito obrigado por mais um ano e fica a promessa de continuarmos juntos.
Feliz 2011!!

666, o número das bestas

Sinistro...
Este é o post nº 666 do Autobola...
Normal, como foi o 665 e como serão o 667, 668, 669...
Os grandes clubes do Brasil retornam das férias na semana que vem.
E qual foi a grande contratação de dezembro?
Talvez Diego Cavalieri no Fluminense, Felipe, o goleiro, no Flamengo ou Richarlyson no Galo. E só.
Em São Paulo, foi uma vergonha.
Quando não tivemos empresários-fazendeiros, dedicados à plantação de notícias, tivemos os cartolas-fazendeiros, adeptos da mesma atividade.
Nada mais explica o alarde "Ronaldinho Gaúcho no Palmeiras" senão a tentativa alviverde de se manter no noticiário.
Porque, pelos últimos resultados, estaria restrito a uma nota de 30 linhas em uma coluna nos jornais.
O Palmeiras andou em débito com o elenco atual, com jogadores que ganham bem menos que R$ 1,3 milhão, o que foi oferecido a Ronaldinho (dizem).
Mas falou no nome dele durante duas semanas.
O Verdão apareceu muito mais na mídia quando Valdivia falou o que quis ao colega e meu amigo Conrado Giulietti, da Rádio Eldorado/ESPN.
No Corinthians, as mesmas duas semanas foram dedicadas a Adriano. O Imperador vem, acertou salários, só falta falar com a Roma, Gilmar Rinaldi negando, Andrés Sanchez negando e...não veio. Disse que volta para lá.
Só acertou com Wallace, que caiu com o Vitória.
Do time dos sonhos de 2010, Iarley e Tcheco já foram. Danilo...
E o São Paulo? Perdeu Ricardo Oliveira, está louco para dar um bico em Dagoberto e quer Guiñazu.
Querer não é poder...
Ainda não fechou com Juan, ex-Flamengo. O jogador deixou bem claro que o São Paulo é o Plano B.
A prioridade é a Europa.
O São Paulo, exemplo de administração e profissionalismo, exemplo de contratações acertadas, aceitou.
O Santos acertou com dois ex-cruzeirenses (leia-se dedo de Adilson Batista) e chutou Jamelli para fora da Vila Belmiro.
Nessa base, os quatro paulistas mantiveram-se, bem ou mal, na mídia. Grandes balões de ensaio garantiram aberturas de páginas, o que, particularmente falando, foi ótimo. Porém, de efetivo, nada vezes nada.
Teremos um início de 2011 muito, mas muito melancólico.
Com forçações de barra que tiveram prazo de validade.
E ganharam espaço na mídia.
Mas a culpa é da mídia que acredita? Deveria a mídia simplesmente ignorar as notícias plantadas?
Não, essas notícias, mesmo que plantadas, devem ser sim publicadas.
Os cartolas merecem passar por essa vergonha.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Subiu no telhado

“Não tenho nada concreto a dizer sobre esse assunto. A verdade é que não teria nenhum problema, não tenho medo de enfrentar nenhum companheiro, porque nunca tive. Nenhum dos meus companheiros de equipe nunca somou nem um ponto a mais do que eu. Não me preocupa se vier Vettel ou qualquer outro que seja”.
Fernando Alonso, sobre a possibilidade da Ferrari contratar Sebastian Vettel hoje, amanhã ou depois.
Você viu Felipe Massa falar sobre esse assunto? Sobre ter Vettel como companheiro de equipe?
Eu não...
Iiiihhhhhh...

Ehehê, Montoya...

Enjoo, 39º de febre, noite mal dormida, enorme injeção de Dramin na veia, 40 gotas de Paracetamol e sono incontrolável na sequência.
Sim, a semana de Réveillon com a qual sempre sonhei...
Como tudo tem prazo de validade, essa fase está chegando ao fim.
Vamos em frente.
Juan Pablo Montoya sequer cogita voltar à Fórmula 1.
Disse que nada muda por lá; um carro é mais rápido que o outro e não consegue passar.
E afirma estar feliz na Nascar.
Vamos aos fatos.
Montoya, campeão da F-Indy em 1999, vencedor das 500 milhas de Indianapolis e das 24 horas de Daytona, fracassou na Fórmula 1.
Não é um loser, mas não deu certo na categoria. Simples assim.
Em 2003, anunciou ao mundo que iria para a McLaren a partir de 2005.
Só esqueceu de avisar a Williams que, claro, não gostou.
Sabotou o carro dele depois disso? É, pode ser...
E pelo jeito a Nascar não deve ter a cultura dos resultados.
Porque lá ele também não vence nada.
Mas se diz estar feliz, que seja feliz.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Destino

O ano era 1999.
A data, 28 de novembro.
O local, Estádio Cícero Pompeu de Toledo.
O jogo, São Paulo x Corinthians, primeira partida das semifinais daquele Campeonato Brasileiro.
O Corinthians vence por 3 a 2 e a partida apresenta um fato histórico: o goleiro Dida defende dois pênaltis cobrados por Raí no segundo tempo.
Duas faltas bem marcadas, por sinal, pelo árbitro...sim, Edilson Pereira de Carvalho.
Este que vos escreve, na época repórter de campo da Rádio Atlântica de Santos, estava posicionado atrás do gol defendido por Dida.
Alguma dúvida sobre o que iria acontecer?
A edição do jornal Lance! do dia 29 estampava a foto de Dida operando o milagre. E a cara do repórter observando o acontecimento.
Os anos passam e o Corinthians inaugura o Memorial das Conquistas.
No dia 29 de fevereiro de 2008, o clube lança o carro com o qual disputaria a Fórmula Superliga.
E vai este repórter ao evento.
Ao adentrar no Memorial, o susto:
A tal foto do Dida estava lá, estampada em tamanho gigantesco.
O que fez com que a cara daquele repórter, até então magro, ficasse imensa.
Então o Timão chega aos 100 anos e faz um filme oficial: Todo Poderoso.
Que conta com depoimentos de diversas personalidades ligadas ao clube.
Entre esses, Tobias.
Que grava seu testemunho dentro do Memorial.
Com a tal foto de fundo.
E lá está a fuça do repórter mais uma vez.
No Memorial do Santos, nenhuma foto, nenhuma referência.
Na história recente do Corinthians...

Mensagem

Sim, o Natal já passou.
Mas o clima continua.
E o cartão de Boas Festas da Red Bull merece ser mostrado, mesmo depois da data.
Se você não viu, aproveite. Se já viu, curta um pouco mais.
Provocativo? Claro.
Mas a italianada pediu...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Pra você também

Aos leitores, colaboradores, patrocinadores, admiradores e opositores deste espaço.
Aos que gostam e aos que não gostam.
Aos que apenas leem, aos que comentam, aos que concordam, discordam, elogiam, xingam, sugerem, reclamam...
Um Natal com muita paz.
E não esqueçam do único e real motivo para toda essa festa:
O aniversariante.
Um abraço!!

Achados e Perdidos

Todo mundo acha objetos dados como peridos dentro do carro.
Até na Fórmula 1.
Terceiro treino livre no Bahrein e Robert Kubica encontra...bom veja você mesmo...

Interpretação

"Sebastian é rápido, inteligente e jovem. Ele irá pilotar um carro vermelho cedo ou tarde".
Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari, em entrevista ao jornal alemão Express.
Uma daquelas entrevistas que serão negadas em breve e, diante da verdade, ganharão o argumento da má interptetação.
Não há o que interpretar.
A Ferrari sonha com Vettel, "cedo ou tarde".
A Ferrari tem dois pilotos.
Um tem dois títulos mundiais e levou o patrocinador majoritário para Maranello.
O outro ficou no quase em 2008 e, em 2010, levou uma chuva de críticas da própria equipe.
Sebastian Vettel seria companheiro de quem?
Pra bom entendedor...

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Um a menos

Vitaly Petrov continua na Renault.
Que agora chama Lotus Renault.
Forma e mantém a dupla com Robert Kubica.
Uma possibilidade a menos aos brasileiros que estão flutuando por aí.
Lucas Di Grassi disse ao Grande Prêmio que tem 90% de chances de permanecer na F1 em 2011.
E admite a condição de reserva em alguma equipe.
Pelo andar da carruagem, é exatamente o que vai acontecer.
E o próprio Di Grassi sabe disso.
Mas não vai confirmar publicamente neste momento...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Tchau




A coisa estava se desenhando. Até virar verdade.
Lucas Di Grassi está fora da Virgin.
Entra o belga Jerome D' Ambrosio.
Aquele mesmo que treinava às sextas e ninguém dava a mínima.
Aquele mesmo que chegou com a grana.
Quer dizer, Di Grassi está fora da titularidade da Virgin.
Poderia aceitar ser reserva.
Mas reserva por reserva, eu iria para um time maior.
E Di Grassi já foi da Renault.
Há vagas de titular em outras equipes?
Teoricamente, sim, pois Force India e Toro Rosso ainda não anunciaram nada oficialmente.
Mas que vai ser difícil ver o brasileiro no grid em 2011, vai.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Bia

Confesso: não vi o Desafio das Estrelas.
O mês está complicado e qualquer folguinha que apareça tem que ser aproveitada em 250%.
Mas Bia Figueiredo venceu.
Com Barrichello em segundo e Felipe Giaffone em terceiro.
Quer dizer, venceu a segunda bateria. Lucas di Grassi, melhor na primeira parte, ficou com o título geral.
E quer saber? Gostei do resultado.
Dessa segunda bateria
Primeiro porque o evento, por mais que levem a sério (estou falando dos pilotos), é uma confraternização de fim de ano.
Segundo por Bia. Além de competente, humilde e inteligente.
Os demais atributos, na condição de jornalista casado e sério (até parece), deixo para meus caros leitores/comentaristas.
Mas Bia é uma pessoa determinada, do tipo "sou mulher sim, em um mundo masculino, mas vou para a pista buscar meu espaço".
Gosto de mulheres assim.
Está de parabéns.
Se você também não viu, vai aqui uma facilidade.
Aproveite.


sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

15 anos (2)

17 de dezembro.
Faz 15 anos.
Não dá para esquecer.
E não é choro.
Porque outras derrotas vieram. E todas foram aceitas.
Mas esta não dá.
Sobretudo porque Márcio Rezende carimbou o passaporte para a Copa de 98 depois disso.
Sobretudo porque, dez anos depois, ele faria a mesma coisa, no mesmo estádio, na mesma trave
Sobretudo pela narração "imparcial e cheia de profissionalismo" de Galvão Bueno.
Enfim, está na história...
Não tem o gol mal anulado.
Melhor assim...


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Covardia

“Foi um ano difícil, mas fomos a nova equipe com a maior confiabilidade. Acho que a única razão pela qual não terminamos em décimo foi o fato de Lotus e Vrigin contarem com pilotos mais experientes”.
Collin Koles, chefe da Hispania, à Autosport.
Certo, os caras montam um kart com carenagem de F-1 e os pilotos que são os inexperientes.
Ou seja, não sabemos nada a respeito do assunto...
Enfim, o recado foi dado aos dois pilotos:
Tchau

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Que dúvida...

“Em um certo momento da temporada, Massa ficou de saco cheio e mandou seu irmão (para dirigir). Para este Felipe, eu dou nota 7. Para Alonso, em sua primeira temporada na Ferrari, eu dou 9,5. Mas, infelizmente, nem ele venceu”.
Luca de Montezemolo, presidente da Ferrari, em um jantar com jornalistas italianos.
Inteligente, o leitor deste blog não tinha dúvidas de que esse é o sistema ferrarista de ser.
E já sabemos como as coisas funcionarão em 2011...

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Mais uma dele

“Ele é muito rápido, mas eu sinto que ele tem dificuldade para controlar suas emoções. Eu o vi apontando o dedo para os comissários na área dos pits e achei difícil de compreender aquilo nesse nível. Parecia mais uma criança pequena".
Jacques Villeneuve, para a revista francesa Auto Hebdo.
Tem mais:“Quando ele comete um erro, eles dizem ‘não, você não fez nada de errado, está tudo bem'".
Rancoroso esse Villeneuve.
Para ele, ninguém serve. Ninguém mesmo. Só ele.
Afinal, foi campeão uma vez...há 13 anos...e com um carro no qual até uns conhecidos meus teriam levantado a taça.
Depois disso, vem sendo rejeitado sistematicamente na Fórmula 1.
Mas é a categoria que não presta.
Ele é o maior entre os maiores.
E o pior: ele fala sério...



Recebeu

Fica a imagem.
O cara mereceu.
E o troféu é dele.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Liberado

A FIA voltou a permitir o jogo de equipe na F1.
Alguma vez foi proibido?
E alguma vez as equipes deixaram de praticar?



sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Vende-se

Segundo o jornal As, a Hispania foi colocada à venda.
Sem estrutura nenhuma, não foi encontrada outra saída.
Havia a esperança de se encostar na Toyota, mas o time espanhol não conseguiria cobrir as exigências financeiras.
Arrumar investidores também está difícil.
Notícia ruim para Bruno Senna, que continua avançando no funil.
Notícia boa para a Fórmula 1, que se livra desse Fórmula 3 melhorado.

15 anos (1)

10 de dezembro de 2010.
Faz 15 anos.
Mas não dá para esquecer.
Um daqueles dias em que o torcedor vibrou, sofreu, chorou.
Um time que não era lá essas coisas, não era mesmo.
Mas tinha um diferencial, que respondia sob a alcunha de Giovanni.
Um time que se juntou e disse: "vai dar".
E não foi. Não foi para o vestiário. Preferiu ficar em contato com o torcedor no intervalo.
Nada contra o Fluminense, por favor.
Mas teve jogador que atuou pelo Flu e disse para mim, anos depois, que o time achava impossível o Santos reverter.
Enfim, um daqueles dias em que dá orgulho de ser santista.
Ao contrário dos últimos anos...


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Sério?

"Como estou sendo honesto, acho que eu estava mais motivado por raiva contra o Briatore do que por um desejo de consciência limpa".
Nelsinho Piquet, sobre a denúncia contra o ex-patrão.
Como se a gente não soubesse...

Max que insistência!

Max Mosley não está mais na FIA, mas nem por isso deixa de dar seus pitacos.
Por sinal, os mesmos que dava quando estava por lá.
Ele insiste na teoria da redução de custos.
Agora, diz que pelo menos três equipes podem cair fora da F1 em 2011.
"O futuro parece sombrio. Em 2011 serão necessários quase US$ 100 milhões para competir, sendo que 30 ou quarenta sairão de Bernie Ecclestone, 20 ou 25 de patrocinadores ou de um piloto pagante. Creio que pelo menos seis equipes estão se perguntando como farão para conseguir o resto, mas é possível que duas ou três equipes saiam antes do tempo”.
Vamos ver se ele tem razão.
Mas que a limitação de testes deixa a F1 bem chata, ah, deixa.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Renault Retrô




A Lotus Cars,da malaia Proton, negociou com a Genii Capital parte das ações da Renault e vinculou o nome à escuderia francesa.
Assim, a equipe passará a chamar Lotus Renault GP Team.
O contrato vai até 2017.
O problema é que a Team Lotus, aquela dos carrinhos verdes de 2010, já se registrou para 2011 com o mesmo nome.
Ou seja, teremos duas Lotus no grid.
A coisa toda foi parar na Justiça. Dependendo do que acontecer, a Lotus de 2010 muda o nome para 1Malaysia, denominação original do time de Tony Fernandes.
A propósito: a Renault vai trocar o amarelo pelo clássico layout da escuderia.
Não sei no que vai dar isso.
Mas que o carro ficou com um ar retrô, ah, ficou.
E bate uma saudade...

Fanfarrão


É...Bernie Ecclestone é um fanfarrão.
Como diria Ary Toledo, "se a vida lhe der um limão, faça uma limonada; se a vida lhe der uma goiaba, faça uma goiabada; se a vida lhe der um cágado..."

Um a menos

A melhor notícia para o torcedor do Corinthians em 2010 saiu agora.
A saída do diretor Mário Gobbi.
Gobbi é aquele mesmo que não fez nada de bom pelo clube e passou mais tempo dando sorrisinhos para os amigos em programas de rádio e TV.
Porque ele não atende a mídia impressa.
Disse em palavras extremamente claras que todo e qualquer jornalista de mídia impressa distorce o que o entrevistado diz.
Opinião sensata e bem embasada para alguém que ocupou um cargo público.
Será que era dessa forma que ele agia no Detran?
Nos próximos dias, muitas "verdades" surgirão sobre a saída do diretor.
E sei lá qual foi o real motivo.
Se eu fosse corintiano, me atentava apenas ao fato.
Um a menos.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Besta-Seller

Então Mark Webber disputou as últimas quatro etapas da F1 com o ombro fraturado.
E injetou cortisona para correr no Japão e na Coreia do Sul.
E tudo isso vem na publicação de um livro.
A Red Bull deve ter adorado ler isso.
A propósito: a fratura ocorreu numa queda de bicicleta.
E foi por uma queda de bicicleta que ele quebrou a perna no início do ano.
Enfim, melhor ele andar em quatro rodas mesmo.
E se a moda das revelações por livro pegar, os diários secretos de Felipe Massa esgotariam em menos de uma hora...

Mais uma dele

“Acho que eu estou melhor do que nunca, e gostaria de me sentir assim quando estava na Ferrari. Foi um tempo em que eu sentia que tratavam Schumacher de certa maneira, mas eu deveria ter sorrido mais, que teria sido melhor. Mas aquela época me fez evoluir, e agora estou vivendo uma fase adorável”.
Rubens Barrichello, à revista Autosport. Ele recebeu um prêmio do órgão por sua carreira como um todo.
Legal, que bom que ele se sente bem.
Mas já teve tempo mais que suficiente para esquecer a Ferrari.
A verdade é que jamais esqueceu.
Ou jamais engoliu tudo o que passou por lá.
Quando teve oportunidade de fazer tudo diferente.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Registrado

Diego Nunes venceu a última etapa da Stock Car, em Curitiba.
E Max Wilson foi o campeão.
Está registrado.
E já é muito para a categoria...

Dívida aumenta

O Fluminense é o campeão brasileiro de 2010.
E, com isso, aumentou sua dívida com a CBF.
Porque, como sabemos, o Fluminense está há 10 anos de favor na Série A do futebol brasileiro.
Não lembra? Já falamos sobre isso neste espaço.
Em 1999, o Flu foi campeão da Série C. Por méritos, jogaria a Série B no ano seguinte.
Só que estourou o tal escândalo Sandro Hiroshi/Botafogo/Gama.
E o Brasileirão de 2000 foi organizado pelos clubes, com o nome de Copa João. Havelange (meu Deus!).
O Fluminense jogou o Módulo Verde, uma espécie de 1ª divisão.
Ok, o campeonato não era da CBF, nenhum problema.
Em 2001, a CBF pegou o campeonato de volta.
E qual a surpresa ao vermos o Fluminense na elite.
E desde então, está lá de favor.
Como esteve de favor em 1997.
Só que, ali, a justiça foi feita logo.
E o futebol tem dessas coisas.
No ano passado, por pouco o Flu não voltou à Série B para, aí sim, voltar no campo.
E neste ano comemora o título.
E quer saber de uma coisa?
Se eu fosse torcedor do Flu, não estaria nem aí para este post.
Mas que é tudo fato, é...

sábado, 4 de dezembro de 2010

O Egoísta

“Não tenho só 99,9% de certeza de que vou ficar, mas sim 100%. Desde o começo, tenho um contrato de longo prazo com a equipe, e tenho dito que estou fazendo isso para ajudar a construir um time forte para o futuro”.
“Bom, eu já estou confirmado, então não há nada a anunciar. Mas compreendo que a equipe queira fazer o anúncio da dupla de pilotos quando a segunda vaga já estiver definida. Acho que é certo tomar um tempo para fazer a escolha certa entre juventude e experiência”.
“Não acho que teremos de esperar muito para ter essa notícia. Espero que saia antes do Natal".
Palavras de Timo Glock, ao site oficial da Virgin.
Ou eu já deveria chamar de Marussia Virgin?
É o novo nome, mas ainda estou meio reticente. Cedo ou tarde essa nomenclatura será adotada.
Enfim, o alemão se anunciou. Porque uma entrevista ao site oficial para falar isso significa um anúncio.
Quando ele fala em experiência + juventude, o resultado dá Jerome D'Ambrosio, o belga que pode tirar Lucas Di Grassi do cockpit.
Se bem que Glock não parece muito preocupado com o "outro".
Ele garantiu o dele e o resto que se exploda.
Egoísta esse sujeito...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Melhor não entender

Na gestão de Marcelo Teixeira o Santos negociou porcentagens de direitos federativos de alguns jogadores com a DIS.
Entre eles Neymar, Ganso e André.
Luís Álvaro Ribeiro e seu grupo, na época oposição, criticaram, dizendo ser um absurdo o clube abrir mão do patrimônio.
Luís Álvaro venceu as eleições e tornou-se presidente.
Entrou com uma ação na Justiça e ganhou, em primeira instância, da DIS.
Passados 11 meses das eleições, negociou 5% de Neymar com o Grupo Teisa, formado por amigos dele.
Nessa leva, teve Arouca e o goleiro Rafael.
No caso de Neymar, o valor pago foi bem abaixo dos 5% sobre a multa rescisória.
Multa que aumentou em 10 milhões de euros no dia seguinte ao da negociação.
Ou seja, se Neymar for vendido hoje, o grupo fica com 5% sobre 45 milhões de euros, tendo pago bem menos que 5% sobre os 35 milhões de euros (valor antigo da multa).
De acordo com o presidente, foi com esse dinheiro que o Santos conseguiu repatriar Elano, além de garantir o 13º da rapaziada.
Em outras palavras, tomou a mesma atitude, antes criticada.
Nunca fui bom em economia.
Em matemática, menos.
Sobre bastidores do futebol, vejo que não entendo absolutamente nada mesmo.
E a cada dia eu me convenço de que é melhor assim...

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Ah, bom

Pouco antes do GP do Brasil, Bernie Ecclestone detonou as equipes pequenas, classificando-as como uma vergonha para a Fórmula 1.
Vem o dito cujo agora e muda o discurso, dizendo que é bom tê-las, desde que não andem com cuias de esmola.
Comecei a achar que o pau dado pelos assaltantes tivesse chacoalhado o cérebro do chefão da categoria.
Engano.
Ecclestone resolveu atacar Max Mosely, presidente da Formula One Management (FOM).
O mesmo que estabeleceu o teto de 40 milhões de euros por temporada, para atrair os menores.
Ou seja: em nome da política, mudou o discurso.
Ou seja 2: política é igual em todo lugar...

Aleluia, Pastor!

Essa é a Fórmula 1.
"Não, veja bem, não é assim, há negociações, pode ser, pode não ser".
E quase sempre é.
Então, a Williams anuncia Pastor Maldonado como companheiro de RubensBarrichello.
Estava mais do que óbvio.
Só que jamais se crava alguma coisa na Fórmula 1.
Os principais patrocinadores deixaram a ex-grande equipe.
O venezuelano chegou com dinheiro de petrolífera...é você mesmo.
Nico Hulkenberg rodou. A pole em Interlagos veio tarde demais.
E por que Barrichello fica?
Pela experiência e por ser um excelente arrumador de carros.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Apenas detalhes

Sobre a numeração da Fórmula 1 em 2011, alguns detalhes a serem destacados:
- Um monte de 'A definir'
- A Lotus tem o time completo, sem Bruno Senna, cogitado para ir para lá
- Aliás, nem Bruno nem Lucas Di Grassi aparecem na lista
- Muito menos Vitaly Petrov na Renault
Então, vamos lá:
Isso significa que, nem Bruno, nem Di Grassi se garantiram.
Por enquanto...
Tem uma vaga na Renault, uma na Williams e duas na Toro Rosso.
Acho (e apenas acho) que a vaga na Williams será de Pastor Maldonado.
Restariam Renault e Toro Rosso.
E por que não?
Se repararmos, nenhum dos dois está em pânico, achando que ficará fora do grid.
No ano passado, Bruno estava.
Podem estar aguardando o momento ideal para os anúncios.
Joguei duas possibilidades.
Existe uma terceira, lançada por Di Grassi.
Ser piloto de testes em uma equipe maior.
Sim, é frustrante para que já foi titular, mas não vamos esquecer que até 2005 o piloto de testes da Ferrari era Felipe Massa.
Se for uma equipe que valorize a base, talvez valha a pena.
Mas ainda acho que há vagas para os dois.
Vamos aguardar...

A definir

E a numeração da Fórmula 1 para 2011 fica assim.
Ou melhor: a definir...
Red Bull
1 - Sebastian Vettel
2 - Mark Webber
McLaren
3 - Jenson Button
4 - Lewis Hamilton
Ferrari
5 - Fernando Alonso
6 - Felipe Massa
Mercedes
7 - Michael Schumacher
8 - Nico Rosberg
Renault
9. Robert Kubica
10. A definir

Williams
11. Rubens Barrichello
12. A definir

Force India
14. A definir
15. A definir

Sauber
16. Kamui Kobayashi
17. Sergio Perez
Toro Rosso
18 - A definir
19 - A definir
Lotus
20 - Jarno Trulli
21 -Heikki Kivalainen
Hispania
22 - A definir
23 - A definir
Virgin
24 - A definir
25 - A definir

terça-feira, 30 de novembro de 2010

E o resultado...

Nenhum jornalista é bom em matemática.
Se fosse, não seria jornalista.
Naturalmente, no caso deste que vos escreve, o quadro permanece inalterado.
Talvez uma porta entenda mais do assunto do que eu.
Mas vamos recorrer ao terror dos responsáveis pela notícia e tentar chegar a uma conclusão.
Fernando Alonso disse que, em 2011, tudo será mais fácil. "Teremos uma grande temporada no próximo ano, com um carro muito competitivo".
Stefano Domenicali disse que Massa deve voltar a ser extraordinário, como foi em 2008. Assim, não perde tempo reclamando do aquecimento dos pneus. "É fundamental para ele, como piloto e como Ferrari".
Luca di Montezemolo foi pelo mesmo caminho. "Espero muito do Felipe no próximo ano. Estou certo de que voltará a ser o cara que vimos em 2008".
Vamos às contas:
Um ano mais fácil para Alonso representa, de modo natural, um ano mais difícil para Massa.
Sobretudo em uma categoria na qual só há lugar para um. Em uma equipe que normalmente trabalha só para um.
E esse um não é Massa.
Se a coisa será mais fácil para Alonso, como Massa será o cara de 2008?
A não ser que ele se supere demais.
E mesmo que consiga, estará sujeito às mensagens obscuras pelo rádio.
Ou seja...
Conhecemos o resultado final...

domingo, 28 de novembro de 2010

Desnecessário



Uma coisa estúpida e desnecessária.
Assim, Bernie Ecclestone definiu o assalto do qual foi vítima, ao lado da namorada, a brasileira Fabiana Flosi.
Em suma: os caras chegaram arregaçando, nem anunciaram assalto nem nada.
E se foi coisa encomendada, fizeram bem feito, porque levaram os brincos da menina.
A imagem (extraída do site Amigos da Velocidade) resume bem o que aconteceu.
É mais ou menos o que pode acontecer com você, se insistir em passar a temporada nas praias do Guarujá.
Na terra onde se mata vereador, você terá sorte se ganhar 'só' um hematoma no olho.
Se sair vivo, está no lucro...

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Pressão

Quase duas semanas depois, a Itália ainda não engoliu o desfecho da temporada 2010 da Fórmula 1.
E cobra mudanças.
Eu disse a Itália, não a Ferrari.
De acordo com a Autosprint,o australiano Chris Dyer, atualmente engenheiro-chefe e responsável pela estratégia do time de Maranello, vai rodar.
Luca di Montezemolo nega. Diz que só "a máquina" vai mudar para 2011.
A Ferrari parece ter aceitado a derrota, mesmo estando com o título praticamente ganho.
A Itália não aceitou.
E sabemos qual é a influência que o país exerce sobre a equipe.
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Vitaly Petrov teve sua página no Facebook invadida por fãs de Fernando Alonso.
Reclamaram e chegaram a fazer ameaças.
Parece brincadeira.
Pena que não é...

Pérola de Lata

Você pode até considerar a Desciclopédia um site humorístico.
Mas muitas verdades são ditas ali.
Sobretudo no artigo sobre a cidade de Guarujá.
Uma das mais completas e verdadeiras frases refere-se à política local.
"Democracia em Guarujá é bala na cabeça".
Mais um caso acontece.
O vereador Luís Carlos Romazzini foi assassinado em casa.
Por isso a cidade deixou de ser Pérola há anos.
Enchentes, péssimas condições de saúde e educação.
E os governos, sejam de direita ou esquerda, nada fazem.
Porque são tortos.
Porque a política local prefere defender os próprios intere$$e$.
Mas o que isso importa?
Os turistas chegarão em breve, achando tudo lindo e maravilhoso.
Ah, se conhecessem a verdade...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Voltou e falou

Lucas Di Grassi está de volta ao Brasil.
E participou do Pit Stop, programa exibido pela TV Uol.
Disse coisas interessantes.
Não sabe se corre no ano que vem, porque a Virgin ainda quer piloto que chegue com patrocínio e ele não sabe se é o caso dele.
E há propostas de equipes maiores para o cargo de piloto reserva, o que não seria ruim, pelo que ele deu a entender.
Disse mais:
É difícil conseguir patrocínio tendo um "inimigo" como Bruno Senna.
A gente explica.
Bruno vive a mesma situação de Lucas: ou arruma patrocínio ou arruma outro emprego.
Ou seja, são concorrentes.
Lucas não disse, nem quis dizer, mas eu digo, porque vejo a coisa assim.
Na hora de buscar um patrocinador, Lucas é um Di Grassi e Bruno é um Senna...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Para refletir

A semana começou com a Fórmula 1 em busca de novidades e o futebol com milhares de assuntos debatidos 50 milhões de vezes.
Considerando que ando numa semana meio complicada, com tempo curto e que não tenho o menor interesse em debater neste espaço assuntos como os candidatos ao título brasileiro, se o São Paulo entregou o jogo, se está havendo mala branca etc etc, vou mandar uma ligeira reflexão para iniciarmos a semana.
Na última sexta-feira, um comerciante de Santos inaugurou uma estátua em homenagem a Pelé, em virtude dos 41 anos do milésimo gol.
O cara é um fanático. Tudo na padaria dele tem referências ao Santos. Em 2004, enquanto este que vos escreve passava pelo local logo após a conquista do título brasileiro, os caras estavam fazendo churrasco no meio da Av. Epitácio Pessoa. Para conseguir passar, tive de meter a mão na buzina do carro e gritar "SANTOS!!".
Mas isso não vem ao caso. O fato é que estavam lá na cerimônia de inauguração e eis quem surge...
Sua Majestade!
Desceu de um carro comum e foi para os braços do povo sem seguranças.
Eu disse sem seguranças.
E inaugurou o monumento pessoalmente
Na mesma semana, eu havia feito um contato com Eder Jofre.
Ao identificar-me, o campeão mundial de boxe passou a me tratar da mesma forma que a um repórter da CNN ou do Washington Post.
Fica a reflexão.
Pelé vai para os braços do povo sem seguranças.
Eder Jofre atende a Imprensa de modo igual.
Enquanto isso...
...vocês já imaginam o que eu ia dizer...

sábado, 20 de novembro de 2010

Mais lento, mas Alonso

Deu Fernando Alonso no segundo dia de testes com os pneus da Pirelli.
Mandou 1min40s529.
Três décimos a menos que Felipe Massa na sexta-feira.
Michael Schumacher foi o segundo e Sebastian Vettel o terceiro.
O quarto foi Rubens Barrichello.
Pastor Maldonado foi o penúltimo com a Hispania, mas ficou à frente da Virgin de Timo Glock.
Se a primeira impressão for mesmo a que fica, consideremos a Ferrari otimista.
Mas claro que falta muito.
E é evidente que Alonso continuará a ser a prioridade em Maranello.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Borracha nova

Felipe Massa deve ter menos problemas com aquecimento do que tinha nos tempos da Bridgestone.
Tempos que ele prefere esquecer.
Quem viu a mudança no semblante do piloto em Interlagos ao ouvir a pergunta sobre os pneus, entendeu.
Ele não aguentava mais.
E em Abu Dhabi, parece começar a mudar essa história.
Junto com a Pirelli.
O brasileiro foi o mais rápido no primeiro dia de testes.
Cravou 1min40s170.
Sebastian Vettel foi o segundo, com 1min40s500.
O terceiro foi um dos moleques da McLaren: Gary Paffet, com 1min40s874.
Rubens Barrichello andou lá atrás, mas a Williams priorizou os testes aerodinâmicos e trabalhou com limitador de velocidade.
Foi só o começo, mas com um pouco de paz ao brasileiro.
Tem mais, tem mais...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Tudo novo

Daniel Ricciardo, 21 anos, australiano, conhece?
Iremos conhecer.
Pegou a Red Bull com a qual Mark Webber venceu na Hungria e foi o mais rápido em Abu Dhabi.
Tempo de 1min38s102, 1s3mais rápido que a pole de Sebastian Vettel no sábado passado.
Em segundo ficou Jerome D'Ambrosio, belga, que está com a Renault. Em terceiro, o inglês Sam Bird, com a Mercedes.
O único brasileiro, Luiz Razia, foi 12º com a Virgin.
E assim foi o teste de novatos pós-temporada.
Ainda participaram o mexicano Sergio Perez, confirmado na Sauber para 2011 (6º colocado) e o venezuelano Pastor Maldonado, praticamente certo como companheiro de Rubens Barrichello na Williams. Ele ficou em 8º.
Entre sexta e sábado, os artistas da Fórmula 1 do presente estarão de volta ao circuito.
Serão os testes de pneus.
A Pirelli chegou, a Bridgestone deu adeus.
E uma cara de anos 80 vai surgir.
Não sei se em virtude da Pirelli ou dos testes de pneus.
Coisas que há muito tempo estavam fora da F-1.

A culpa

Uma derrota para a Argentina só é desagradável por uma questão de rivalidade.
As circunstâncias não foram as que tornam o resultado uma tragédia.
Um gol no final, marcado por um craque como Messi, sobre uma Seleção Brasileira em formação e que não jogou tão mal assim.
O que causa estranheza é o tratamento dedicado a Douglas.
Proporcionalmente, o Felipe Melo do amistoso.
"Douglas, vai tomar no c...", gritou Mano Menezes, ao ver que seu pupilo havia perdido a bola de maneira infantil e deu início à jogada do gol argentino.
O áudio captado foi claro.
E muita gente entrou na onda de crucificar o jogador do Grêmio.
Como se a culpa fosse dele.
Vamos aos fatos:
A convocação de Douglas é, no mínimo, obscura.
Isso para não dizer outra coisa.
Se a Seleção é lugar para grandes craques ou jogadores que vivem momentos espetaculares, não é lugar para Douglas.
Ele jamais se encaixou nesses quesitos.
Nunca foi craque e viveu uma boa fase no Corinthians, em 2008. E só.
Jamais foi jogador para compor elenco de Seleção Brasileira.
Portanto, o primeiro erro estava na convocação.
A qual não sei e sinceramente prefiro não saber em qual critério foi baseada.
E Douglas é um jogador que perde bolas com facilidade.
E depois não volta para tentar consertar.
No jogo entre Grêmio x Santos, na semifinal da Copa do Brasil deste ano, Rodrigo Mancha ficou marcado por perder duas bolas que originaram dois gols gremistas.
Nunca mais jogou na Vila Belmiro.
Porém, se você pegar o VT da partida, verá Mancha voltando em desespero para recuperar a bola perdida nas duas ocasiões.
Algo que você não verá em Douglas, responsável por perder a bola que originou o segundo gol santista no Olímpico, na mesma partida.
Ele perde a bola, o Grêmio tenta de tudo para recuperá-la e Douglas volta calmamente, como se não fosse com ele.
E não esqueçamos: Douglas está no Grêmio depois de naufragar no Oriente Médio.
O histórico já mostrava.
Só não viu quem não quis.
Ou quem não quis ver...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O dinheiro, sempre ele

Se você gosta do circuito de Albert Park, se acha Melbourne bonita, se curte o GP da Austrália, aproveite.
Pode ser que acabe depois de 2014.
E, por incrível que pareça, Bernie Ecclestone não tem nada a ver com isso.
Embora o problema seja dinheiro.
Explica-se: desde 1996, quando a prova passou para o Ibirapuera melhorado, a corrida é financiada pelos contribuintes locais.
Adivinha...
Os amigos do Crocodilo Dundee estão achando caro demais, mesmo gostando do negócio.
John Brumby, ministro de estado de Victoria (onde está Melbourne) diz que pra manter a corrida, há um custo de 50 milhões de dólares australianos (Uns R$ 100 milhões) e ela não poderia ser viável para além de 2014, quando acaba o contrato com a Formula One Management.
Gosto de Malbourne. Gosto do GP da Austrália.
Não queria que acabasse.
Mas sou um saudosista.
Gostava mesmo era de Adelaide...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Depois de Yas Marina

Não foi um título resumido ao talento, pois essa característica é muito mais acentuante em Fernando Alonso.
Também não foi um título resumido ao melhor carro, porque Mark Webber tem a mesma máquina e não venceu.
Foi o título de Sebastian Vettel e da Red Bull.
De Sebastian Vettel por pular de improvável e precipitado para o real.
E foi o título da Red Bull pela política do "vão para a pista e se espanquem; que vença o melhor".
Cheguei à conclusão de que esse discurso de "ética na Fórmula 1" e "as coisas devem ser decididas na pista" é uma mania tupiniquim, sem passaporte. A Red Bull foi criticada em várias instâncias pelo sistema que adotou. Sim, meus amigos, muita gente defendeu o jogo de equipe.
O que não entendi foi a firmeza para a defesa de uma ideia momentânea. Primeiro, a Red Bull deveria ter priorizado Vettel, então à frente de Webber no campeonato. Em Interlagos, formou-se uma fila dos que defendiam a prioridade ao australiano. Diziam que o pessoal das asinhas poderia entregar o título para a Ferrari.
Poderia sim, se arriscou sim, mas venceu. Fato.
Sobrou para Alonso reclamar de Vitaly Petrov. Sim, ele queria que o russo abrisse caminho em uma disputa de posições porque..."is...faster...than...you". Tá bom, Alonso, só que o carro da Renault é amarelo.
Definitivamente, Alonso era o dono dos carrinhos na infância. Ou era do jeito dele ou ele não brincava mais.
A Williams renovou com Barrichello. Mais uma daquelas verdades que são mentiras até que se tornem verdades. Coisas da Fórmula 1.
E para onde vamos agora? Sei lá, para casa, mas os assuntos não acabam. Tem muita especulação para virar verdade ainda.
E um novo campeão...

domingo, 14 de novembro de 2010

O perfil do campeão

Nome: Sebastian Vettel
Nascimento: 3 de julho de 1987, em Heppenheim (Alemanha)
Início da carreira: Aos 7 anos, no kart. Em 2004, foi campeão da na F-BMW Alemã, vencendo 18 de 20 corridas. Passou pela Fórmula 3 Europeia
Na Fórmula 1: Começou como terceiro piloto da Sauber, em 2006, realizando testes na Turquia. Estreou realmente no GP dos Estados Unidos de 2007. No mesmo ano, foi para o GP da Hungria como titular da Toro Rosso, equipe pela qual venceu o GP da Itália de 2008. Em 2009, iniciou na Red Bull
GPs disputados: 56
Vitórias: 10
Pódios: 16
Pontos: 301
Pole positions: 14
Voltas mais rápidas: 5

Vettel, improvável, mas real

O relógio marcava 12h42 pelo horário de Brasília, 18h42 em Abu Dhabi.
E a Fórmula 1 tinha um novo campeão.
Aos 23 anos, um alemãozinho talentoso, rápido, por vezes precipitado e até por isso improvável, entrava para a galeria dos imortais. A mesma que tem nomes como Juan Manuel Fangio, Graham Hill, James Hunt, Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet, Ayrton Senna, Alain Prost, Jackie Stewart, Michael Schumacher, etc, etc, etc...
O nome dele: Sebastian Vettel.
A equipe: Red Bull.
O mais jovem a conquistar o título na história. Improvável pelo estilo arrojado, que por vezes provocou derrotas e até os questionamentos sobre estar ou não pronto para ser campeão. Improvável por jamais ter liderado um campeonato.
Improvável, mas real.
Sebastian Vettel venceu com autoridade o Grande Prêmio de Abu Dhabi. Com autoridade e inteligência. Lewis Hamilton foi o segundo colocado e Jenson Button o terceiro. Fernando Alonso, o provável há pelo menos três corridas, foi apenas o 7º. E Mark Webber, mais provável que Vettel, chegou em 8º.
Assim, Vettel chegou aos 256 pontos. Alonso ficou com 252 e Webber com 242. Hamilton fechou com 240.
Vettel lidera o campeonato pela primeira vez, na última prova. E é campeão.
Largando na pole, a vida de Vettel estava muito mais fácil. Melhor segurar o ímpeto do segundo colocado do que tentar forçar uma liderança. Ele se segurou bem. No pelotão, Alonso, de cara, perdeu a terceira colocação para Button.
Porém, ainda na primeira volta, Michael Schumacher rodou. Tocado ou não, ficou na contramão. E Vitantonio Liuzzi subiu com a Force India na Mercedes do alemão. Safety car.
A retomada veio na quinta volta e em pouco tempo os pit stops começaram. Hamilton parou na volta 12. Felipe Massa (que chegou em 10º) na 14. Alonso foi parar na volta 16, junto com Mark Webber e voltando à frente do australiano.
Aí a coisa começou a degringolar para o espanhol. Alonso voltou atrás de Vitaly Petrov, porém, mesmo com mais qualidade, não chegava perto do russo. Até andava a menos de 1 segundo de diferença, porém, estranhamente, não atacava. Lá na frente, Button andava à frente de Vettel, que tinha parado na volta 23 e voltado em segundo. Porém, Button demoraria a entrar nos boxes.
Alonso não ultrapassava de modo algum. As posições só eram ganhas quando outros pilotos iam para a troca de pneus. Para Vettel, o caminho para o título abriu de vez na volta 39, quando Button foi para os boxes. Então, enfim, o alemãozinho que mostrava talento em 2008, quando venceu em Monza com uma humilde Toro Rosso (tornando-se o mais jovem a vencer), o alemãozinho precipitado e que sempre pode errar sozinho, mostrou maturidade. Não foi afoito, não foi além do que precisava. Atuou como um veterano, administrou e chegou à vitória. E às lágrimas.
Fora do carro, uma comemoração normal de um campeão, nada de extravagante. Na galeria dos campeões, um novo nome e, sobretudo, um grande nome.
Mais que a vitória de Vettel, destaca-se o título da Red Bull. O pessoal das asinhas poderia ter colocado tudo a perder ao não escolher um piloto e trabalhar para ele, ao mandar os dois se matarem na pista e quem ganhar, ganhou. Foram criticados por isso. Arriscaram tudo em Interlagos, ao permitirem que Vettel vencesse sem ordens de equipe. Vestissem os dois macacões vermelhos e fatalmente viria uma ordem pelo rádio.
Talvez parecida com a que veio na Alemanha, terra de Vettel, quando o campeonato estava longe de ser definido e a Ferrari estava escolhendo um pseudo-campeão.
Não, a Red Bull não. A Red Bull decidiu na pista. Arriscou, poderia ter visto Alonso campeão. Nem assim mudou a política. Os dois na pista e que vença o melhor.
Venceu a Red Bull, com barba e cabelo. Títulos de pilotos e de construtores.
Venceu o esporte.
A imagem da vitória: Vettel chorando no rádio da Red Bull
A imagem da derrota: Alonso reclamando com Petrov depois da prova, exigindo que o russo abrisse para que ele passasse. Talvez exigindo que a Ferrari invadisse o rádio da Renault e dissesse a Petrov: "Alonso...is...faster...than...you".
Melhor a Ferrari dizer ao seu piloto: "We...are...the...great...loseres".

sábado, 13 de novembro de 2010

Yas Marina - o grid

As previsões que indicavam a indefinição do campeão mundial de Fórmula 1 até as últimas curvas de Abu Dhabi estão se confirmando.
Deu Sebastian Vettel na pole em Yas Marina.
O alemãozinho mandou 1min39s394.
Lewis Hamilton sai em segundo. Cravou 1min39s425. Fernando Alonso é o terceiro, com 1min39s792. E Mark Webber é só o quinto, com 1min39s925.
As contas, vamos para as contas: É difícil ultrapassar em Yas Marina. Imaginemos aquela fila indiana do início ao fim (não vai acontecer, mas vamos simular). Alonso seria o campeão, com 261 pontos. Vettel o vice, com 256 e Webber ficaria em terceiro, com 248
As Red Bull já tinham mandado bem pela manhã. Vettel foi o primeiro e Webber o segundo. Na tarde/noite de Yas Marina, o treino foi naquele ritmo bem...chato. O Q1 e o Q2 foram burocráticos. Os medalhões garantiam seus tempos e recolhiam. Restava aos intermediários a luta contra o limbo.
Ok, algo diferente: Robert Kubica não foi para o Q3. E Vitaly Petrov foi.
O próprio Q3 não foi, digamos, empolgante. Não fosse pela disputa do título e pelo fato de Abu Dhabi não ter pontos de ultrapassagem, ou seja, o grid fala muita coisa, e daria sono. Tanto que Vettel conseguiu a pole muito antes do fim. Não foi daqueles treinos em que o tempo do primeiro colocado vem no último segundo, nada disso.
E pelo que se viu nos treinos, o pessoal larga com pneus macios.
Odeio frases batidas, mas vou mandar esta: A sorte está lançada.
1º Sebastian Vettel (Red Bull) 1min39s394
2º Lewis Hamilton (McLaren) 1min39s425
3º Fernando Alonso (Ferrari) 1min39s792
4º Jenson Button (McLaren) 1min39s823
5º Mark Webber (Red Bull) 1min39s925
6º Felipe Massa (Ferrari) 1min40s202
7º Rubens Barrichello (Williams) 1min40s203
8º Michael schumacher (Mercedes) 1min40s516
9º Nico Rosberg (Mercedes) 1min40s489
10º Vitaly Petrov (Renault) 1min40s901
11º Robert Kubica (Renault) 1min40s780
12º Kamui Kobayashi (Sauber) 1min40s783
13º Adrian Sutil (Force India) 1min40s914
14º Nick Heidfeld (Sauber) 1min41s113
15º Nico Hulkenberg (Williams) 1min41s418
16º Vitantonio Liuzzi (Force India) 1min41s642
17º Jaime Alguersuari (Toro Rosso) 1min41s738
18º Sebastien Buemi (Toro Rosso) 1min41s824
19º Jarno Trulli (Lotus) 1min43s516
20º Heikki Kovalainen (Lotus) 1min43s712
21º Timo Glock (Virgin) 1min44s096
22º Lucas di Grassi (Virgin) 1min44s510
23º Bruno Senna (Hispania) 1min45s085
24º Cristian Klien (Hispania) 1min45s296

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Yas Marina - sexta-feira

Treino de sexta não vale nada, é o que dizem.
Se valesse alguma coisa, Fernando Alonso seria o campeão.
Lewis Hamilton foi o mais rápido em Yas Marina.
Cravou 1min40s888
Sebastian Vettel ficou em segundo, Alonso em terceiro e Mark Webber em quarto.
Não precisa nem fazer contas.
Resolveu chover em Yas Marina pela manhã.
Sim, no meio do deserto.
E essa atividade foi regada a água, com Vettel em primeiro (1min42s760), Hamilton em segundo e Jenson Button em terceiro. Webber foi o quarto e Alonso o sexto.
No tempo geral, Felipe Massa foi o 6º. Rubens Barrichello o 15º, Lucas Di Grassi o 22º e Bruno Senna 0 24º.
E vamos para o sábado.
Porque a pista não tem pontos de ultrapassagem.
E a formação do grid vai valer muita coisa...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Alguma dúvida?

“Temos coisas mais importantes para pensar antes disso, pois precisamos ajustar o carro e fazer uma boa classificação. É melhor gastar mais energia nisso do que pensando no que vai acontecer no domingo. Se essa situação acontecer, sabemos que estamos correndo pela equipe”.
“Os favoritos claramente são o Mark e o Fernando. Eu só vou tentar fazer a minha melhor corrida, e vai depender de onde os outros dois caras estiverem”.
Frases de Sebastian Vettel, sobre o que pode acontecer em Abu Dhabi.
Como diria Galvão Bueno em Suzuka, em 1991...
"EU SABIA, EU SABIA!!"

Beatles na F-1

O amigo jornalista Luiz Gomes Otero enviou-me esta pérola na semana da decisão da temporada 2010 da Fórmula 1.
Trata-se de um dos clássicos de Goerge Harrison no período pós-Beatles.
"No início do vídeo, explica-se que a inspiração foi em Jackie Stewart e Nikki Lauda. Eram outros tempos. Dificilmente Webber ou Vettel serviriam para inspirar o ex-beatle", diz o colega, que conta mais.
"Faster foi gravada em 1979, no disco da canção Blow Away. E a venda do single foi destinada à Fundação Gunnar Nilsson. O piloto Gunnar Nilsson morreu de câncer nos anos 70. Sua família criou uma fundação para financiar estudos sobre a doença. No encarte do disco a canção é dedicada ao circo da F1 e à memória de Ronnie Peterson. Como se vê, George era um humanitário, acima de tudo. Além de ser fã da alta velocidade".
Considerando que o blogueiro por vezes é um neandertal tecnológico, ainda não houve um acerto para você ir direto à página. Por isso, copia e cola.
Um dia em aprendo...
http://www.youtube.com/watch?v=jMm4bhs6GYY



quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Na hora certa

Jarno Trulli disse que vai continuar a fazer hora extra na Fórmula 1.
Ou seja, não sai da Lotus.
Ou seja, Bruno Senna já era.
Será mesmo?
Historicamente, a Fórmula 1 tem dessas coisas.
Nada é verdade, nada é confirmado, até que um dia todo mundo confirma uma verdade.
E não é hora de confirmar nada, até porque a temporada não acabou.
Trulli pode dizer que não sai, mas precisa combinar com a Lotus.
Tinha um segundo rumor de que ele iria para a Nascar.
Diz ele que só foi acertar os relógios com Juan Pablo Montoya.
A empresa patrocina os dois.
Insisto: tudo é mentira até que se torne verdade.
Vamos aguardar.

"Is faster than you"

Fernando Alonso é o favorito ao título, pela classificação e pelo estilo.
Mark Webber é o líder nas bolsas de apostas.
Eu gostaria que desse Webber, mas acho que dá Alonso.
Agora, vamos deixar a hipocrisia de lado.
Alonso tem 246 pontos, Webber 238 e Vettel 231.
Imaginemos que, em Abu Dhabi, tenhamos uma repetição de Interlagos: Vettel em primeiro, Webber em segundo e Alonso em terceiro.
Então teríamos Vettel com 256 pontos, Webber com 256 pontos e Alonso com 261 pontos.
Alonso campeão.
Porém, se a duas voltas do fim da prova, a Red Bull ordenar a inversão de posições, Webber vai a 263, Vettel a 249 e Alonso aos mesmos 261.
Webber campeão.
Agora pergunto: você, em nome da esportividade e para não ser criticado como a Ferrari foi e deve ser, abriria mão de um título mundial para ficar com a fama de ético?
Eu também não...
E a Red Bull também não...
E todo mundo vai entender.
Como entendeu e bateu palmas para a Ferrari em 2007.
Um só nome para definir.
Circunstâncias.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Só o Pastor resolve

"Eu me vejo aqui no ano que vem".
Rubens Barrichello, sábado, respondendo à pergunta deste que vos escreve e apontando para os boxes da Williams.
Isso quer dizer o seguinte: é ele e mais um no ano que vem.
A Fórmula 1 tem dessas coisas. Os caras acertam tudo e deixam para anunciar num dia qualquer, de preferência depois da temporada.
E aí a questão é quem será o outro da Williams.
As primeiras informações eram de que o time não queria Nico Hulkenberg. Fui apurar e vi que era exatamente o inverso: os caras não querem abrir mão dele.
E não é por causa da pole em Interlagos.
O problema da Williams chama dinheiro.
Está perdendo os principais patrocinadores (Philips e Banco RBS) e precisa de receita.
Foi feita uma oração e encontraram um Pastor cheio da grana.
Agora vem o nó: a Williams não quer dar um bico em Hulkenberg, nem morre de amores por Maldonado (outra informação contrária). Só que o venezuelano tem o que o time precisa.
Maldonado vai dar umas voltas com a Hispania em Abu Dhabi. A Williams fornecerá o câmbio para a Hispania no ano que vem. Uma solução que pode ser adotada pelos ingleses seria emprestar Hulkenberg para a filial, ficar com Maldonado em 2011, levantar o caixa e trazer o alemão de volta.
Resta saber se o pole em Interlagos vai assinar um contrato nessas condições.
Até porque Hispania significa andar lá atrás e ouvir reclamações dos que têm carros melhores.

Era o que tinha

Ficamos um tempo sem dar espaço para a bola.
Eu falei sobre isso: o futebol anda chato demais, sem assunto e com polêmicas forçadas em nome da audiência.
Sem contar que tudo que envolve paixão é sempre mais complicado.
Mas Adilson Batista fechou com o Santos.
Não é o técnico ideal, mas o que tinha no mercado.
Nem no Santos era unanimidade. Ok, das pessoas que decidem as coisas no Santos, uns poucos entendem do assunto, mas o fato é que o treinador não era nome de consenso.
Eu preferia Abel Braga, mas aí o Santos não teve culpa.
E Adilson era o nome disponível.
Já estão falando que ele quer levar Thiago Heleno para a Vila Belmiro.
Como levou para o Cruzeiro e o Corinthians.
Enfim, demos tempo a ele.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Saldão











Três dias acordando muito cedo, dormindo tarde.




Nove ou dez horas de trabalho direto todos os dias.




Muita água, muito café, sanduíche de atum, almoço na Ferrari, sobe-e-desce escadas, celebridades, coletivas disputadas, ex-pilotos que falam duas ou três palavras, sol, calor, trânsito, chuva, mais trânsito, sol, menos trânsito.




E uma visão privilegiada de tudo.




Quero mais...

Depois de Interlagos

Enfim, vamos para Abu Dhabi.
E muitos de nós, que não pudemos ver Jackie Stewart, Gilles Villeneuve, Grahan Hill, Fangio, etc etc etc, vamos virando testemunhas da história.
Porque pela primeira vez a Fórmula 1 chega à última etapa com quatro pilotos tendo chances de título.
Fernando Alonso (246), Mark Webber (238), Sebastian Vettel (231) e Lewis Hamilton (222).
Ok, eu também tiro Lewis Hamilton dessa parada. São 24 pontos de diferença para Fernando Alonso, quer dizer, o inglês teria de vencer, torcer para Alonso não pontuar e para a Red Bull, no máximo, chegar lá atrás.
Mas matematicamente dá e por isso ele é candidato ao título.
Falando de quem realmente pode vencer, a Red Bull faz um bem ao esporte e um mal a si mesma. Faz um bem ao esporte quando manda os dois pilotos se matarem na pista e quem vencer, venceu. E um mal a si mesma quando não define o trabalho para um piloto e pode ver os dois perdendo o título.
E aí são dois fatores: um é a própria luta interna, que pode ocasionar um tiro no pé (Turquia, por exemplo) e o outro é Alonso, que não vai abrir mão de um título nem por 10 zilhões de euros.
Vamos lembrar que, em Istambul, Vettel foi feito um louco pra cima de Webber, os dois bateram, o alemãozinho caiu fora e Webber continuou, mas perdeu a corrida para Lewis Hamilton.
Mas a culpa por tudo isso é de Webber. Até outro dia, a Red Bull apostava em Vettel, jovem, talentoso e que será campeão cedo ou tarde. Webber era aquele veterano, boa gente, mas sem pinta de campeão. O caso foi que o australiano venceu na Inglaterra e mandou o recado: "Nada mal para um segundo piloto".
Tudo bem que, de lá para cá, Webber só venceu na Hungria, Mas foi 6º colocado na Alemanha e na Itália, segundo na Bélgica, no Japão e no Brasil e terceiro em Cingapura.
Somou pontos. E chegou.
Visão do blogueiro: a Red Bull só vai se manifetar na última volta do GP de Abu Dhabi, dependendo do que acontecer. Isso se Alonso permitir.
Visão do blogueiro 2: Poderia dar Webber. Alonso já foi campeão e Vettel será. Webber tem a última oportunidade.

domingo, 7 de novembro de 2010

Acabou...

Três dias de trabalho, acordando cedo, dormindo tarde.

Valeu cada instante.

Contarei, não sei se de uma só vez ou por partes.

Mas valeu, se valeu e como valeu.

Acabou, que pena...

Interlagos - não deu

Deu para notar que a coisa não iria caminhar quando Fernando Alonso chegou a Interlagos. "Não tem nada garantido", dizia.
Estava adivinhando.
Deu Sebastian Vettel, com Mark Webber em segundo e Alonso em terceiro. Deu Red Bull no Mundial de Construtores e pode dar no título de pilotos. Barba e cabelo.
Não deu para Alonso, não deu para a Ferrari. E tem que ver se vai dar em Abu Dhabi. Se a red Bull andar como andou em Interlagos, não vai dar.
Para Felipe Massa não deu. saiu em 9º, a Ferrari fixou mal o pneu dianteiro direito e ele fechou em 15º, tomando volta de Vettel.
Alonso foi a 246 pontos, Webber a 238 e Vettel a 231.
Uma etapa no Bahrein, semana que vem e mais nada.
Hamilton tem 222 pontos. Matematicamente, dá. Mas não vai dar.
O roteiro foi aquele mesmo: Nico Hukkenberg saiu na frente, mas Vettel ultrapassou antes do 'S do Senna'. E no final da reta oposta, deu aquela espalhada que Webber agradeceu. Hulk só segurou Alonso, enquanto as Red Bull, iam embora. Trabalhou melhor que muito escudeiro.
O dia era da Red Bull. Todo mundo trocando pneus antes da 15ª volta (a pista chegou aos 51º) e o pessoal das asinhas só na 25 e 26, na ordem: Webber e Vettel. e aí o alemãozinho se largou, se mandou, foi embora.
A corrida estava chata até Vitantonio Liuzzi bater a Force India na saida do 'S'. entrou o safety car, que caiu quando faltavam 16 voltas.
Vettel administrou, Webber passeou e Alonso viu que não ia dar. Não em Interlagos.
E vamos para o Bahrein. É domingo. E de lá, para as férias, com um campeão definido.
Quem vai ser?
Vamos ver...Alonso já foi campeão, Vettel será agora ou depois, mas será. Poderia ser Webber, porque talvez não dê mais para ele.
Façam suas apostas.

Isso é um assalto

Zero de trânsito até Interlagos.
Chegada absolutamente tranquila.
Sol e calor extremos.
Sei bem o que é isso. Olhei agora para o Setor G e lembrei perfeitamente de 2007.
Nunca mais. Ou venho trabalhar, ou pago caro e pego um lugar coberto, ou fico em casa.
Aliás, uma coisa é o ingresso do Setor G ser mais barato. Outra é o torcedor ser desrespeitado.
Button falou sobre a tentativa de assalto. Estava voltando para o hotel no sábado quando surgiram uns caras a pé. Quatro ou seis, ninguém sabe ao certo. Um com um pedaço de pau e outros armados. O motorista de Button se enfiou no meio dos carros na Marginal e conseguiu escapar. Ninguém ficou ferido.
Ah, ele deu uma batidinha em um carro que não tinha nada a ver com a história. A McLaren disse que vai pagar.
Acontece em vários lugares, mas aqui sempre ganha uma dimensão maior.
E de qualquer maneira é uma vergonha.
Agora, vamos para a corrida.
Acho que Alonso não sai campeão.
Mas a F-1 sempre pode surpreender.

sábado, 6 de novembro de 2010

Interlagos - o grid (surpreendente)

Digamos que você goste de uma boa aposta. Então você pega R$ 100,00 e faz uma fezinha na Fórmula 1. Vai apostar no pole position para o GP do Brasil de 2010.
Então você escolhe entre Sebastin Vettel, Mark Webber e Fernando Alonso. Felipe Massa? Pode ser, se você for meio maluco. Agora, se você for um insano, aposta em Nico Huklenberg.
Bom, o cara tem 23 anos, está na primeira temporada, só andou lá atrás, em uma equipe que há cinco anos não faz a pole e ainda está ameaçado de desemprego. Tem um pastor rico chegando por lá e não estamos falando de Igreja Evangélica...
Então você ficou doido de vez e apostou nele. Parabéns, você ganhou.
Agora pode acordar...ah, você está acordado...
Pois é, deu Nico Hulkenberg em Interlagos, com Vettel em segundo e Webber em terceiro. Vettel, mais de 1s mais lento, pode acreditar. E o Alonso, possível campeão em Interlagos (apenas possível), sai em quinto. e Felipe Massa, fiel escudeiro, em 9º.
A vida de Alonso vai ser difícil mesmo. a pista estava molhada, secou e todo mundo trocou os pneus. E aí a Ferrari não controu a temperatura ideal, como disse Massa ao blogueiro. "Não atingimos a temperatura ideal na pista úmida. Os outros conseguiram. eram 10 minutos no Q3 e eu tendo que dar duas voltas para atingir a temperatura".
Desculpa? Não, fato.
Mas a corrida não deve ter surpresas. Barrichello disse que a Williams não tem carro para vencer.
Ou seja, teremos disputa direta pelo título.
Quer apostar em alguém?
Segue o grid

1º Nico Hulkenberg (Williams) 1min14s470
2º Sebastian Vettel (Red Bull) 1min15s519
3º Mark Webber (Red Bull) 1min15s637
4º Lewis Hamilton (McLaren) 1min15s747
5º Fernando Alosno (Ferrari) 1min15s989
6º Rubens Barrichello (Williams) 1min16s203
7º Robert Kubica (Renault) 1min16s552
8º Michael Schumacher (Mercedes) 1min16s925
9º Felipe Massa (Ferrari) 1min17s101
10º Vitaly Petrov (Renault) 1min17s656
11º Jenson Button (McLaren) 1min19s288
12º Kamui Kobayashi (Sauber) 1min19s385
13º Nico Rosberg (Mercedes) 1min19s486
14º Jaime Alguersuari (Toro Rosso) 1min19s581
15º Sebastien Buemi (Toro Rosso) 1min19s847
16º Nick Heidfeld (Sauber) 1min19s899
17º Vitantonio Liuzzi (Force India) 1min20s357
18º Adrian Sutil (Force India) 1min20s830
19º Timo Glock (Virgin) 1min22s130
20º Jarno Trulli (Lotus) 1min22s250
21º Heikki Kovalainen (Lotus) 1min22s378
22º Lucas Di Grassi (Virgin) 1min22s810
23º Cristian Klien (Hiapania) 1min23s083
24º Bruno Senna (Hispania) 1min23s796

Interlagos - o último

Vamos de um chavão: "Por essa, ninguém esperava".
Então tá; você apostaria em Robert Kubica? Eu também não...
Pois o polonês foi lá e cravou o melhor tempo da manhã em Interlagos. Marcou 1min19s191 nos últimos minutos, deixando para trás o então pole Sebastian Vettel, que fez 1min19s500. Lewis Hamilton foi o terceiro, com 1min19s536.
Dentro da Ferrari, Felipe Massa andou na frente, com 1min19s735, quarto lugar no geral. Fernando Alonso foi o quinto, com 1min19s791.
E Mark Webber foi apenas o 11º.
Choveu em Interlago. Choveu muito. Pela manhã, dava para ouvir a água caindo na sala de Imprensa. Depois parou. a prova de F-3 Sulamericana aconteceu normalmente e não havia indícios de que iriam cancelar o último treino livre da Fórmula 1.
As equipes ficaram entre os pneus intermediários e compostos para chuva. Quem escolheu os intermediários se deu melhor. Na Red Bull, Webber andava na frente de Vettel enquanto os jogos de pneus eram diferentes. Quando o alemãozinho resolveu trocar, superou o companheiro. Massa saiu com pneus de chuva, voltou aos boxes e colocou intermediários. Andou melhor. Alonso, com intermediários o tempo todo, chegou a ser pole.
Isso até o polonês surpreender.
Não sei como será a tarde. Neste momento, uma imensa nuvem negra cobre Interlagos. e tem gotinhas na janela.
Vou lá pra fora para, pelo jeito, me molhar um pouco. E volto depois...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Interlagos - sexta-feira (2)

É, Alonso, a vida não tá fácil não...
A Red Bull andou na frente de novo. Sebastian Vettel foi o mais rápido mais uma vez, com 1min11s968. E outra vez com Mark Webber em segundo, com 1min12s072. O espanhol foi só o terceiro, com 1min12s328.
E a Ferrari, que deixou Alonso a pé pela manhã, resolveu trair Felipe Massa à tarde. Meia hora para o fim do treino e a embreagem vai embora. Massa para no final da reta oposta.
Para Massa, normal e não vai se repetir.
Para os dois pilotos da Ferrari, basta chover no sábado que tudo se resolve.
Massa acredita em uma "melhor condição". Alonso já acha que Vettel não é tão rápido assim em pista molhada.
a previsão do tempo indica chuva pela manhã, no último treino livre, mas parece que não chove à tarde.
Na sexta, os medalhões começaram com pneus duros e depois partiram para os moles. Os operários foram de pneus moles nos 90 minutos. A temperatura do ar era de 30º e a da pista de 45º. Ou seja, penus muito desgastados.
Ficou a curiosidade: a Red Bull andou melhor no trecho mais lento, o do Pinheirinho. Os dois carros cravaram rigorosamente 36,3s, 0,1s a mais que Alonso e 0,3 a mais que Hamilton.
O que vai acontecer sábado e domingo?
Sei lá...
Em tempo: o blogueiro está em Interlagos, com tudo para fazer. O imediatismo por aqui não será tão imediato assim. Conto com a compreensão de todos.

Interlagos - sexta-feira (1)

Fernando Alonso passou as últimas duas semanas dizendo que não seria campeão em Interlagos.
Parece que estava adivinhando.
Não só viu as Red Bull andando na frente nos primeiros treinos livres em Interlagos, como não concluiu sua própria atividade.
A Ferrari teve um problema de motor no finalzinho.
Sebastian Vettel foi o mais rápido, com 1min12s328. Em segundo ficou o temido (ao menos para Alonso) Mark Webber, que cravou 1min12s810. Em terceiro e quarto, Lewis Hamilton e Jenson Button.
Alonso foi o 13º, porém, mesmo sem motor, andou à frente de Felipe Massa, o 14º.
Treino de sexta não vale nada?
Pode ser, mas se valer...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Enjoou

Em Uberlândia, o pernambucano Nielson Nogueira Dias arruma um pênalti para o São Paulo em um lance no qual nem falta houve e, se houve, foi visivelmente fora da área.
No Pacaembu, o alagoano Francisco Carlos Nascimento inventa um pênalti em Dentinho que só ele viu.
E o futebol anda enjoando mais e mais...
Não está dando mais. É muita incompetência junta, muito atendimento a interesses de quem jamais calçou chuteiras.
E quando você reclama daquilo que não está correto, ainda se arrisca a ler e ouvir xingamentos daqueles que, em nome da paixão, acham que podem fazer o que bem entendem.
Porque entendem (se é que entendem alguma coisa sobre qualquer coisa) que você está contra o maravilhoso time deles.
Como se eu estivesse a favor deste ou contra aquele.
O São Paulo iria vencer o Cruzeiro de qualquer maneira. Não por ter jogado maravilhosamente bem, até porque não foi o caso, mas pelo nada que a Raposa jogou.
Ou seja, não precisava de um pênalti inventado.
E o Corinthians faria 7 ou 8 no pobre do Avaí se tivesse jogado um pouco melhor.
Ou seja, não precisava de um pênalti inventado.
Conclusão: não foi roubo, foi incompetência dos árbitros mesmo.
E estamos falando de jogos.
Quando não há partidas, a coisa piora.
Notícias diárias para falar bem de jogador 'X'.
Na verdade, para agradar clube e empresário.
Tentativa frustrada de entrevista no seu quintal porque a assessoria do clube prefere privilegiar (no real sentido da palavra) os órgãos que realmente entendem de futebol, como CQC, Pânico, Caldeirão do Huck etc etc etc.
Ou seja, não importa a notícia, mas a audiência.
E o torcedor acredita.
E você fala o contrário e é xingado.
E o nível do futebol está cada vez mais baixo.
E o nível das arbitragens...eles sabem o que é nível?
E o nível dos cartolas...bom, deixa pra lá.
E o blog vai naturalmente proporcionando mais espaço ao Auto do que à Bola.
Espero que compreendam.
Mesmo que não concordem.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Vai ajudar

"Ninguém entra na pista para correr. A gente entra para vencer. É o que sempre fiz e vou continuar fazendo. Quero encerrar o ano de maneira competitiva, ainda mais correndo no Brasil".
Felipe Massa, em entrevista coletiva em São Paulo, com a presença deste que vos escreve.
Na terça, ele já tinha dito que poderia repetir o que fez em 2007, quando ajudou Kimi Raikkönen a sair de Interlagos com o título.
Ou seja: ele vai ajudar Alonso e acabou. Se por muito menos ajudou na Alemanha...
Mas tem um porém aí: Massa lembrou que, depois de 2007, diziam que ele estava fadado a ser escudeiro e em 2008 o título mundial para ele bateu na trave. Ele pode repetir o feito em 2011.
Só falta o título bater na trave mais uma vez.
O porém agora é do blogueiro.
Raikkönen foi um funcionário da Ferrari campeão do mundo.
Alonso levou o patrocinador-mor da Ferrari.
Entenderam?

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Carochinha

"O Brasil é a terra do Felipe e, conhecendo-o do jeito que conheço, estou certo de que ele terá uma motivação extra para andar bem".

"Ele vai querer mostrar seus fãs que ele pode ir bem, então espero que ele entre de vez na briga, fazendo o que for possível para vencer".

"Ele será muito rápido, o que exatamente é o que precisamos para alcançar nossa meta".
Três frases de Stefano Domenicalli sobre Felipe Massa.
Todos nós sabemos qual é a meta que a Ferrari quer alcançar.
E não é a vitória de Felipe Massa.
A não ser que isso ajude Fernando Alonso.
Há quem acredite no contrário.
Os mesmos que acreditam em Papai Noel...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Água

"Sol e aumento de nuvens de manhã. Pancadas de chuva à tarde e à noite".
É o que diz o Instituto Climatempo sobre a previsão do tempo para domingo.
Calor, com pancadas de chuva à tarde...
Interlagos não tem pancadas de chuva; tem dilúvios de curta duração.
Em 1993, a prova foi interrompida e depois veio o espetáculo de Ayrton Senna.
Em 2003, a corrida acabou antes da hora.
Em 2008, uma nuvem negra, no melhor estilo 'Independence Day', se apossava do autódromo enquanto Lewis Hamilton ultrapassava Timo Glock para ficar em quinto lugar e se tornar campeão do mundo.
Robert Kubica já disse que o Brasil é uma loteria.
Se chover, realmente é.
Não que a falta de água vá mudar essa loteria.
Se o calor de 30º previsto se confirmar, a guerra será entre os pneus.
Em 2007 esse fator foi considerado.
Mas com sol forte ou chuva, pobre Setor G...

sábado, 30 de outubro de 2010

Mais uma?

Vem a Autosport e diz que a Ferrari tentou um jogo de equipe em Yeongam.
A ideia era a seguinte: quando Fernando Alonso saiu em busca da liderança (isso antes de conseguir), Felipe Massa segurava o pelotão de trás.
Não há nenhuma prova concreta, nenhuma gravação.
Mas eu não duvido.
Com o histórico que o pessoal de Maranello tem, com os exemplos de A1 Ring/2002 e Hockenhein/2010, uma a mais ou uma a menos não fazem a menor diferença.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Diferenças na igualdade

Dizem por aí que Bruno Senna pode sentar no cockpit da Lotus em 2011.
E como piloto titular.
Iria para o lugar de Jarno Trulli, que a essa altura deve estar ligando para agendar horário na Previdência Social.
Eu prefiro aguardar.
Até porque a Fórmula 1 é 99% negócio e 1% especulação.
Está certo que o 1% aparece bem mais que os 99, mas isso é outro assunto...
Mas prefiro esperar uma certeza.
Evidentemente seria uma boa para o brasileiro. Não que vá sonhar com pódio, mas teria um carro para pelo menos tentar um Q2 e andar menos de 8s atrás do primeiro colocado.
Um patrocinador e pode estar dentro.
Já temos as correntes que defendem a reedição Senna/Lotus, lembrando das temporadas de 1985, 86 e 87, vitória em Estoril e blá, blá, blá.
Principalmente porque a Renault pode ser a fornecedora de motores da Lotus em 2011.
Sabe quando a Renault forneceu motores para a Lotus?
Em 1985, 86...
Já fecharam a equação.
Gente, estamos falando de Bruno Senna, Bruno.
E de uma Lotus anglo-malaia, sem sotaque inglês, sem Peter Warr, sem John Palyer Special, sem Camel.
Apenas uma Lotus.
Apenas um sobrinho.
Mas que eu iria correndo para lá, ah, eu iria...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Super Oferta











Se você tem saudades da Benetton-Ford B 194, o carro que deu o primeiro título mundial a Michael Schumacher em 1994, aproveite essa mega promoção!!
O carro está à venda e você pode levar para a sua casa um pedaço histórico da Fórmula 1, afinal, foi com esse carro que começou a história de sete títulos mundiais.
Está certo que o maior adversário dessa máquina se foi em uma tragédia, que o piloto desta relíquia a jogou contra outro concorrente na prova decisiva, mas isso não vem ao caso...
O preço cabe no seu bolso.
Apenas 1,5 milhão de euros.
Saudades? Tenho sim, mas só do bico de tubarão.

Separados por um nariz


Fábio Jr, atacante do América-MG e Tony Kanaan, piloto de F-Indy.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Pés no chão

"Vamos manter os pés no chão, pois ainda não ganhamos nada".
Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari, ao comentar para a Autosport a possibilidade do time ser campeão já no Brasil.
Por mais que pareça falsa humildade, política ou, em palavras menos doces, demagogia, o dirigente tem razão.
Não por Fernando Alonso, que tem capacidade e fará de tudo para vencer em Interlagos.
Mas por Felipe Massa, que não consegue resolver nem a própria vida, e pelas Red Bull, que dificilmente reeditarão o GP da Coreia.
Mark Webber venceu no Brasil em 2009.
Porque Jenson Button se contentou em chegar em quinto e ser campeão assim mesmo.
Se vencer neste ano, coloca fogo de vez no campeonato.
Se chegar em segundo, também.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O tempo não passa

“Sinto muito por Sebastian. Tenho que lembrar de quase uma década atrás, quando todos pensavam que a Ferrari estava louca por pensar no campeonato tão cedo. Se a Red Bull tivesse feito o mesmo, a preocupação seria muito menor agora”.
De Michael Schumacher, para o microfone da Sky TV.
Em outras palavras: ele defende o jogo de equipe na Red Bull para favorecer Mark Webber, acha que o procedimento já deveria ter começado e bate palmas para o episódio A1 Ring/2002.
Por que será??

Aprovado

Trecho de e-mail recebido:
"Informamos que foi aprovado o credenciamento para cobertura jornalística do Grande Prêmio Petrobras do Brasil de Fórmula 1 - 2010. O evento acontece no autódromo de Interlagos, nos dias 5, 6 e 7 de novembro".
Lá vamos nós...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Depois de Yeongam

Nas últimas quatro temporadas, o GP do Brasil determinou o campeão mundial de Fórmula 1.
Foi assim em 2006, com o bi de Fernando Alonso, na brilhante vitória de Felipe Massa e mais brilhante ainda corrida de Michael Schumacher, em sua até então despedida. Foi assim em 2007, quando a Ferrari inverteu as posições nos boxes para Kimi Raikkönen tirar a liderança de Massa, num jogo de equipe mais que compreensível, pois Iceman só seria campeão se vencesse. E não dá para esquecer o sol e os 32º no descoberto Setor G.
Foi assim em 2008, na ultrapassagem de Lewis Hamilton sobre Timo Glock na subida dos boxes (e de onde estava o blogueiro, final da reta oposta, parecia uma ultrapassagem sobre um retardatário) e foi assim em 2009, com Jenson Button cantando "We are the champions" no rádio da Brawn GP.
Em 2010 não será assim.
E não será porque estamos em uma temporada em que nada se define até o fim de cada prova. Vimos isso em praticamente todas as etapas.
Mas o que aconteceu na Coreia do Sul foi fora do normal. Mark Webber aumentaria a diferença na liderança do campeonato até bater o carro de modo estúpido. Sebastian Vettel iria assumir a liderança até ser ultrapassado por Fernando Alonso e sofrer um improvável estouro de motor da Red Bull. Alonso, que estava fora de cogitação, é o novo líder. E Lewis Hamilton, que ficaria com poucas chances, está vivo na briga.
Será muito difícil Alonso ser campeão em Interlagos. Seria necessária uma combinação improvável. Pode acontecer? Sim. A Red Bull mostrou que não é perfeita, Vettel é o mesmo garoto afoito de sempre e Webber não é o cara que vai arriscar tudo por um título. Mas Hamilton ainda está na briga. Pode bancar o precipitado novamente, mas pode também mostrar maturidade.
Pela matemática (e se eu fosse bom nisso não seria jornalista), Alonso será campeão se vencer e as Red Bull não pontuarem em Interlagos. Mas acho difícil essa combinação. O pessoal das asinhas vai acertar os carros e não vejo muita probabilidade em uma reedição da Turquia (Vettel cacetando o carro de Webber).
Alonso pode até vencer (e terá essa obsessão), mas as Red Bull vão levar a briga para Abu Dhabi.
E a temporada 2010 da Fórmula 1 entrará de vez para as 1001 noites...

domingo, 24 de outubro de 2010

Separados por um meio de campo




Dimas Filgueira, técnico do Ceará e Paulo César Carpegiani, treinador do São Paulo.


Para qual banco os jogadores olhavam??

Alonso, um pouco de tudo

Quem foi, realmente, o vencedor do GP da Coreia do Sul?
Apontar o vencedor de fato é fácil. Fernando Alonso, com Lewis Hamilton em segundo e Felipe Massa em terceiro.
Estão sentindo falta de alguém? Cadê Sebastian Bettel? Onde está Mark Webber? Cadê a Red Bull?
As respostas mostram que Alonso foi o vencedor de fato, mas o caminho que o tornou o vencedor foi um dos mais estranhos dos últimos tempos. E, sem dúvida, o mais maluco desta temporada.
Não que Alonso esteja ligando pra isso. Ele fez por onde e chegou aos 231 pontos, assumindo a liderança do Mundial, a duas etapas do fim da temporada. Mark Webber manteve os 220 pontos, Hamilton chegou aos 210 e Vettel permaneceu com 206.
A primeira resposta, portanto, foi dada. As Red Bull não completaram a prova. Por dois motivos diferentes. E com o mesmo fim.
Foi uma corrida que teve de tudo. Mas de tudo mesmo. Chuva, atraso, ameaça de encerramento antes da hora, batidas, safety car, safety car e...mais safety car...
Começou com a chuva. Forte o suficiente para encharcar os principais pontos da pista. E provocar o atraso na largada. Foram 10 minutos de espera, até a largada, com o safety car, sem volta de apresentação. melhor nem classificar como largada...Sebastian Vettel andava em primeiro, com Mark Webber em segundo.
Depois de lentas e ridículas três voltas (sim, três), bandeira vermelha. Para tudo, encostem os carros no grid, tirem os capacetes e podem dar uma passeada pelo paddock. Chuva que aperta, chuva que diminui, olha aqui, avalia ali e...é, vai todo mundo para a pista de novo.
O tempo? 49 minutos. Foi o que marcou o cronômetro na passagem da quarta volta.
O safety car continuou na pista. Lento, arrastado, atrasando. Mais de 10 voltas nessa balada, mesmo com a pista já apresentando todas as condições. Quando recolheu, a corrida começou. Em todos os sentidos...
Menos de três voltas após a saída do safety car, Mark Webber resolveu dar uma de Sebastian Vettel. Ao invés de administrar o segundo lugar e atacar na hora mais correta, preferiu ser afoito, arriscar tudo. Rodou. Literalmente. Pior, bateu as rodas da Red Bull no muro, voltou para a pista e Nico Rosberg, que tinha acabado de ultrapassar Lewis Hamilton, não teve como segurar a Mercedes. Pancão e tchau para os dois.
Lá na frente, Vettel sorriu. E tinha motivos para isso. Alonso não iria chegar. a ele, só cabia administrar.
Não demorou muito e Sebastien Buemi acertou a Toro Rosso na Virgin de Timo Glock. a batida provocou mais um safety car e decidiu a prova. E talvez o campeonato...
Alonso estava na frente de Hamilton quando entrou nos boxes. Vettel foi junto. E a Ferrari se atrapalhou com a roda dianteira direita do carro do espanhol. Vettel se largou na frente e, na pista, Hamilton passou sem ver Alonso.
Só que o espanhol voltou daquele jeito. Não demorou para ultrapassar Hamilton. E começou a se aproximar de Vettel.
Chegou depois da volta 45. Na 49, deu o bote no final da reta dos boxes e levou. Não só a primeira posição como um presentaço: o motor da Red Bull estourou (pois é, motor de Red Bull estourado). Fim de prova para o alemãozinho, até aquele instante o líder do campeonato. Chegaria aos 231 pontos se vencesse. Vinha com genialidade, até ser traído por fatores sobre os quais não tem controle.
E Massa, com tudo isso, subiu no pódio. De onde quase caiu, depois de tropeçar ridiculamente na escada.
Coube a Alonso administrar e comemorar. Líder de um campeonato que não tem definição. E que não deve ter até a última curva de Abu Dhabi.
Dia 7, a prova é em Interlagos.
Pegando fogo?
Não, incediando...