segunda-feira, 15 de maio de 2017

Há esperanças II

Sei lá, tem horas que não precisa falar muito...

Há esperanças I

Essa corrida foi boa, sim.
E em uma edição com menos de seis minutos fica ainda melhor.
Há esperanças...

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Hoje sim...hoje sim???

12 de maio de 2002.
Depois de trabalhar na concentração dos 10Km Tribuna FM e de acompanhar a largada da prova, subi para a redação do Expresso Popular, no 10º andar.
Estava só o Duda, contínuo, na redação, acompanhando as primeiras voltas do GP da Áustria.
Foi há 15 anos.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Reunião dos 7, ou 14


Sebastian Vettel, 4
Lewis Hamilton, 3
Fernando Alonso, 1
Kimi Raikkönnën, 1...
Liga não, estava só tentando umas contas por aqui. Como se jornalista fosse bom de contas.
Em 1993, mais precisamente no dia 9 de maio, o pódio de Barcelona reunia, naquele GP da Espanha, seis títulos mundiais.
Se pudéssemos juntar os três hoje, seriam 14.
E só não são mais porque o de vermelho saiu de cena cedo demais.
E os três jamais compuseram um pódio novamente.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

10 de maio de 1997

Não é pela partida em si. Primeira fase de um Campeonato Paulista e nada mais.
Não é pela vitória santista. Resultado normal, como seria normal se o Corinthians tivesse vencido. Clássico é isso.
Não é pelo aniversário de Vanderlei Luxemburgo.
É pelo fato curioso: exatos 20 anos daquela noite de sábado.
É pela maneira como Müller decidia um clássico. Minutos finais e pressão do Corinthians. A bola chega e ele bate como se estivesse na sala de casa.

terça-feira, 9 de maio de 2017

A hora da prova


Lewis Hamilton terá, em Barcelona, a mais cristalina possibilidade de sua carreira (e quiçá de sua vida) de mostrar ao mundo, à Fórmula 1, ao automobilismo e a si mesmo que tem um grande currículo por estar entre os grandes. O momento nem de longe é favorável ao tricampeão do mundo e apresentar motivos para ser lembrado pelas três conquistas pode ser maior do que um bom resultado no GP da Espanha.
Aos fatos: Hamilton ainda não entrou do campeonato de 2017. É o vice-líder, ok, mas já são 13 pontos de diferença para Sebastian Vettel que, só por estar na liderança, mostra que Hamilton tem muito mais adversários do que imagina. Até porque eles não estão limitados ao hospitality center da Mercedes.
A Ferrari foi bem, muito bem nos testes de início de ano. E, ao contrário do que fora projetado, 2017 aparece como um ano que foge à regra do treino é treino e corrida é corrida. O time vermelho venceu duas das quatro etapas, colocou seus dois carros na primeira fila na Rússia e tem o líder do campeonato. A julgar pelo fato dos testes de início de temporada terem sido realizados em Barcelona e a próxima etapa ser lá...quem é o favorito??
Ao entrar nos boxes de seu time para pensar na resposta, Hamilton vê um jovem finlandês, bastante compenetrado e com uma imensa vontade de vencer. Tanto que venceu a primeira na última etapa, levou Mr Lauda a olhar para o time e dizer "viram como eu estava certo?" e elevou seu moral lá dentro a níveis bem mais elevados. Já tinha sido pole no Bahrein e vem confirmando com o tempo a tese do grande piloto que só precisava de um bom carro.
Hamilton não foi tricampeão por acaso. Nem em 2008, quando o conjunto da obra e as escorregadas ferrarianas o levaram à primeira conquista, nem em 2014 e 2015, quando, mesmo com mais moral que Rosberguinho, enfrentou uma disputa interna mais ou menos bastante árdua. Não havia a intenção dele repetir as tretas do passado com Bottas, mas vai que o finlandês consiga umas poles ou uma vitoriazinha a mais...vontade e talento não lhe faltam...
O tetra depende mais de Hamilton do que de qualquer outro. A Ferrari cresce, mas ainda não pega as Mercedes acertadas e com pilotos dispostos. Um deles já mostrou que está.

2017, 16, 15, 14...

Frases que serão ditas e ouvidas de agora até o fim do Campeonato Brasileiro:
"Pintou o campeão" (depois da primeira rodada).
"Esses são os favoritos ao título" (os mesmos de sempre mais o time do coração, em uma análise isenta e imparcial).
"O futebol do Rio e de São Paulo tem que aprender com esse estado" (quando um time qualquer vence nas três primeiras rodadas).
"O time começou mal, mas se recupera. Estamos só no começo do campeonato".
"É uma maratona. Tem jogo quarta e domingo".
"Acho que se perder mais uma o treinador cai".
"Esse time pequeno é a sensação do campeonato".
"Nas últimas edições do campeonato, quem venceu o primeiro turno ficou com o título no fim"
"Era candidato ao título, mas ainda pode brigar por uma vaga na Libertadores".
"Essa janela da Europa enfraqueceu o time".
"Não adiantou trocar o treinador. O problema é o time".
"Era candidato à vaga na Libertadores, mas ainda dá para entrar na Sulamericana".
"A média de gols está altíssima, mesmo com o artilheiro do campeonato tendo marcado 10 gols".
"O time grande está ameaçado de queda. Você é a favor da mala branca?"
"É, caiu. Estava tudo errado desde o começo".
"Foi campeão. Já imaginava".

domingo, 26 de junho de 2016

Um pouco além do resultado

O torcedor do Santos do início dos anos 90 estaria com a semana conquistada e, quiçá, o mês de julho, com uma vitória por 3 a 0 sobre o São Paulo no Pacaembu. Rivalidade, histórico, palco da partida, tudo levaria a um êxtase sem igual para alguém que se aproximava do ano 10 sem comemorar um título (e amargaria muito mais que isso) e via, em paralelo, o adversário da tarde de domingo erguer taças sistematicamente.
Mas não seria apenas isso.
Porque o São Paulo do início dos anos 90 não era apenas um time que jogava como se fora uma orquestra. Era uma equipe que disputava a partida de quarta à noite, com chuva, em Borboleta do Catupiry, como se estivesse no Nacional de Tóquio enfrentando o Barcelona, valendo o Mundial Interclubes. Jamais se entregou com facilidade, jamais aceitou uma derrota, jamais achou normal sair de um clássico de cabeça baixa, reconhecendo a superioridade do adversário.
O São Paulo de 2016 se porta desta maneira, E valoriza ainda mais a vitória santista.
Porque o Santos do início dos anos 90 não era ruim, mas vencer um adversário arrumado como aquele São Paulo era fato a ser comemorado e muito. o Santos de 2016 é o time arrumado, que soube se acertar e conseguiu o devido entrosamento. E vence o São Paulo de 2016 como se enfrentasse o time pequeno lá de Borboleta do Catupiry. 
Não foi o placar, 3 a 0 nu e cru. Foi a forma como esse prato foi preparado. Entram nesse contexto o domínio santista, o toque de bola envolvente, a maneira como soube se portar diante das investidas são-paulinas. 
Renato foi o mestre no Pacaembu e ensinou Thiago Maia. Lucas Lima e Vitor Bueno foram a genialidade. Gabriel e Rodrigão, o complemento, embora Gabriel precise trabalhar a mente. Se expõe demais ao entrar em qualquer desavença. pode ficar visado por árbitros e adversários. Não precisa disso, Tem muito talento e não pode desperdiçá-lo com coisas pequenas.
"Ah, mas o Bauza poupou uma parte do time para a Libertadores". Ok, vamos lá: se o cidadão não tivesse condições, não vestiria a camisa do São Paulo. Se ele poupa e o São Paulo vence, imaginem as senhoras e os senhores o que colegas iriam publicar enaltecendo a genialidade do homem e a destreza do Tricolor. E, se for para poupar, voto com o relator Walter Casagrade Jr: então que nem treinem.
Falo da maneira passiva como o São Paulo aceita algumas derrotas e o que aconteceu no Pacaembu mostrou de maneira clara. Calleri, sim, foi voluntarioso. Tanto que exagerou ao tentar tirar a bola de Vanderlei. Luiz Araújo mostrou que estava a fim de incomodar. Mas só. Pouco para o São Paulo. Pouco para um clássico.
O Santos, sim, mostrou vontade, talento e entrosamento. E o resultado mostrou o que foi a partida. O santista de 2016 está acostumado às decisões de títulos e uma vitória no clássico talvez não garanta a semana. Mas a noite de domingo e a manhã de segunda-feira, sim.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

"Eu volto com a taça"

O trabalho é interessante quando segue o contexto que o gosto sempre indicou, mas alguns trabalhos são mais interessantes que os outros.
Um deles me tirou de casa por volta das 11 da manhã de uma quarta-feira nublada e fria. Era 22 de junho, E havia apenas duas certezas: uma de que muitas horas de trabalho viriam e a outra de que seriam horas de trabalho sob tensão. Um sentimento que ultrapassava as quatro linhas do gramado do Estádio Paulo Machado de Carvalho. Porque o que aconteceria naquela noite, por si só, provocaria a tal tensão. Mas, paralelamente, havia o chegar lá, instalar-se, executar, agir para o trabalho dar certo.
E surgiu, na hora do hashtag partiu, uma frase que marcava uma certeza não muito certa, mas naquele instante convincente:
"Eu volto sei lá que horas, mas volto com a taça".
Fomos, Ao meu lado, a genialidade de Ted Sartori e o dinamismo e a competência de Marcelo Hazan, Havia muito o que aprender com eles. Alexsander Ferraz, Rogério Soares e Nirley Sena cuidariam das imagens. Chegada e instalações check e o Pacaembu ganhou ares de decisão com o cair da noite. Caiu junto a internet, para não mais voltar e, sim, comprometer bastante o trabalho.
E trabalho havia. Sentir o clima do Pacaembu e do seu entorno para transmitir essas informações a quem da Baixada ou de qualquer parte da galáxia acessasse. Algumas informações chegaram, outras não. Da retaguarda, o gênio e sempre amigo Anderson Firmino tranquilizou. Não era culpa do repórter se a transmissão digital derruba a passagem de dados.
Houve tempo para gravar o vídeo 'vamos ser tri', enquanto Santos e Peñarol reprisavam o segundo fato mais relevante de 1962. Havia um aspecto retrô sim, bem como as más lembranças de quem viveu de maneira intensa dos 18 anos de fila e parecia ainda não ter se acostumado às rotinas de decisões. Santos e Peñarol lembravam mais os duelos pela falecida Supercopa dos Campeões da Libertadores, aquela em que o Santos entrava pelos títulos que não vi e que em pelo menos em 1991 (que me lembre) terminou diante dos uruguaios.
Talvez porque o Santos de 1991 não tinha Arouca, nem o calcanhar de Ganso, nem o chute de um garoto que sequer havia nascido naquele ano. O gol de Danilo era certeza antes do chute. Preferi olhar para cima, para a área Vip e ver a reação de um ex-camisa 10, que chacoalhava seu paletó vermelho Ferrari enquanto abraçava quem aparecesse pela frente. Um gol contra lembrou que nada havia sido fácil e jamais será. Uma festa ofuscada pela batalha campal e na área de Imprensa. Sim, jornalistas brasileiros e uruguaios quase saíram no tapa. Houve xingamentos e voos de objetos. O bombom que acertou minha orela direita jamais foi encontrado para ser degustado lentamente diante do agressor. Esse também jamais foi achado (ou tornar-se-ia agredido).
Colhi algum material importante na saída. Papo informal com os mais conhecidos na porta do ônibus. Acertei com o Léo aquela entrevista que ele estava devendo. Ao mesmo tempo um zagueiro de Dracena levava a taça para dentro do ônibus. 
Retornei à base às 4h40, depois de andar junto com o comboio que acompanhava a chegada do ônibus na madrugada santista. Tomei um banho, escrevi neste espaço. O dia estava claro. Um novo dia de um novo tempo. Deve ter sido esse o título do texto. O deste, vou decidir agora. "Título vem por último", é o que dizem desde o primeiro ano de Jornalismo. Esse título era o último e foi o único in loco.
A taça eu não trouxe. Mas foi bom ter visto para onde ela foi...

domingo, 19 de junho de 2016

Metade do copo - corrida boa ou chata?


Legal a corrida em Baku.
Lugar 100% novo, GP da Europa de volta ao calendário, uma pista desafiadora, cheia de retões, vários pontos de ultrapassagem em áreas largas, curvas onde só passa um e os cegos do castelo voltam para casa se não tiverem a devida cautela...enfim, interessante.
Chata a corrida em Baku.
Fatalmente quem precisa promover a categoria irá enaltecer as trocentas ultrapassagens. Sim, louvável, mas esta vem sendo uma das cenas mais comuns nos scripts das provas da temporada 2016 da Fórmula 1. E em Baku não foi diferente. E, vamos e venhamos: em suma, a corrida foi Rosberg de ponta a ponta, como foram os anos Schumacher e Vettel, o GP do Brasil de 2015 e qualquer época em que haja uma equipe ou um piloto dominantes.
Tudo muito bom e muito bem para o alemão, que segue, enfim, para o título, depois de ver a taça que poderia ser dele ir para as mãos de Hamilton em 2015.
Falando nisso, há uns 10 dias, em uma conversa informal com o mestre Claudio Carsughi durante o almoço de lançamento do câmbio CVT dos Nissan March e Versa (sim, estar com o mestre tornou-se comum desde a ida para o Jornalismo Automotivo), perguntei a ele se era verdade que Hamilton perdeu o foco está mais preocupado com o marketing e não esteja nem aí para nada mais.
Com genialidade e o sotaque inconfundível, Carsughi começou sua resposta com um "bem,..." para depois dizer que Hamilton PODE ter percebido um trabalho pró-Rosberg na Mercedes. Alemão com alemão, entendem? E isso PODERIA provocar um desinteresse.
Aí são vários motivos: Hamilton já tem três mundiais e poderia 'acomodar'. Hamilton já 'roubou' a taça em 2015 e pode não fazer o mesmo esforço desta vez. A Mercedes pode fazer dois campeões diferentes em sequência, sendo eles companheiros de equipe nos dois anos. Em uma puxada rápida na memória, veio apenas a McLaren em 1988 e 1989, com Senna e Prost, nessa ordem.
É possível. E pode ser real...