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quarta-feira, 10 de maio de 2017

10 de maio de 1997

Não é pela partida em si. Primeira fase de um Campeonato Paulista e nada mais.
Não é pela vitória santista. Resultado normal, como seria normal se o Corinthians tivesse vencido. Clássico é isso.
Não é pelo aniversário de Vanderlei Luxemburgo.
É pelo fato curioso: exatos 20 anos daquela noite de sábado.
É pela maneira como Müller decidia um clássico. Minutos finais e pressão do Corinthians. A bola chega e ele bate como se estivesse na sala de casa.

domingo, 26 de junho de 2016

Um pouco além do resultado

O torcedor do Santos do início dos anos 90 estaria com a semana conquistada e, quiçá, o mês de julho, com uma vitória por 3 a 0 sobre o São Paulo no Pacaembu. Rivalidade, histórico, palco da partida, tudo levaria a um êxtase sem igual para alguém que se aproximava do ano 10 sem comemorar um título (e amargaria muito mais que isso) e via, em paralelo, o adversário da tarde de domingo erguer taças sistematicamente.
Mas não seria apenas isso.
Porque o São Paulo do início dos anos 90 não era apenas um time que jogava como se fora uma orquestra. Era uma equipe que disputava a partida de quarta à noite, com chuva, em Borboleta do Catupiry, como se estivesse no Nacional de Tóquio enfrentando o Barcelona, valendo o Mundial Interclubes. Jamais se entregou com facilidade, jamais aceitou uma derrota, jamais achou normal sair de um clássico de cabeça baixa, reconhecendo a superioridade do adversário.
O São Paulo de 2016 se porta desta maneira, E valoriza ainda mais a vitória santista.
Porque o Santos do início dos anos 90 não era ruim, mas vencer um adversário arrumado como aquele São Paulo era fato a ser comemorado e muito. o Santos de 2016 é o time arrumado, que soube se acertar e conseguiu o devido entrosamento. E vence o São Paulo de 2016 como se enfrentasse o time pequeno lá de Borboleta do Catupiry. 
Não foi o placar, 3 a 0 nu e cru. Foi a forma como esse prato foi preparado. Entram nesse contexto o domínio santista, o toque de bola envolvente, a maneira como soube se portar diante das investidas são-paulinas. 
Renato foi o mestre no Pacaembu e ensinou Thiago Maia. Lucas Lima e Vitor Bueno foram a genialidade. Gabriel e Rodrigão, o complemento, embora Gabriel precise trabalhar a mente. Se expõe demais ao entrar em qualquer desavença. pode ficar visado por árbitros e adversários. Não precisa disso, Tem muito talento e não pode desperdiçá-lo com coisas pequenas.
"Ah, mas o Bauza poupou uma parte do time para a Libertadores". Ok, vamos lá: se o cidadão não tivesse condições, não vestiria a camisa do São Paulo. Se ele poupa e o São Paulo vence, imaginem as senhoras e os senhores o que colegas iriam publicar enaltecendo a genialidade do homem e a destreza do Tricolor. E, se for para poupar, voto com o relator Walter Casagrade Jr: então que nem treinem.
Falo da maneira passiva como o São Paulo aceita algumas derrotas e o que aconteceu no Pacaembu mostrou de maneira clara. Calleri, sim, foi voluntarioso. Tanto que exagerou ao tentar tirar a bola de Vanderlei. Luiz Araújo mostrou que estava a fim de incomodar. Mas só. Pouco para o São Paulo. Pouco para um clássico.
O Santos, sim, mostrou vontade, talento e entrosamento. E o resultado mostrou o que foi a partida. O santista de 2016 está acostumado às decisões de títulos e uma vitória no clássico talvez não garanta a semana. Mas a noite de domingo e a manhã de segunda-feira, sim.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

"Eu volto com a taça"

O trabalho é interessante quando segue o contexto que o gosto sempre indicou, mas alguns trabalhos são mais interessantes que os outros.
Um deles me tirou de casa por volta das 11 da manhã de uma quarta-feira nublada e fria. Era 22 de junho, E havia apenas duas certezas: uma de que muitas horas de trabalho viriam e a outra de que seriam horas de trabalho sob tensão. Um sentimento que ultrapassava as quatro linhas do gramado do Estádio Paulo Machado de Carvalho. Porque o que aconteceria naquela noite, por si só, provocaria a tal tensão. Mas, paralelamente, havia o chegar lá, instalar-se, executar, agir para o trabalho dar certo.
E surgiu, na hora do hashtag partiu, uma frase que marcava uma certeza não muito certa, mas naquele instante convincente:
"Eu volto sei lá que horas, mas volto com a taça".
Fomos, Ao meu lado, a genialidade de Ted Sartori e o dinamismo e a competência de Marcelo Hazan, Havia muito o que aprender com eles. Alexsander Ferraz, Rogério Soares e Nirley Sena cuidariam das imagens. Chegada e instalações check e o Pacaembu ganhou ares de decisão com o cair da noite. Caiu junto a internet, para não mais voltar e, sim, comprometer bastante o trabalho.
E trabalho havia. Sentir o clima do Pacaembu e do seu entorno para transmitir essas informações a quem da Baixada ou de qualquer parte da galáxia acessasse. Algumas informações chegaram, outras não. Da retaguarda, o gênio e sempre amigo Anderson Firmino tranquilizou. Não era culpa do repórter se a transmissão digital derruba a passagem de dados.
Houve tempo para gravar o vídeo 'vamos ser tri', enquanto Santos e Peñarol reprisavam o segundo fato mais relevante de 1962. Havia um aspecto retrô sim, bem como as más lembranças de quem viveu de maneira intensa dos 18 anos de fila e parecia ainda não ter se acostumado às rotinas de decisões. Santos e Peñarol lembravam mais os duelos pela falecida Supercopa dos Campeões da Libertadores, aquela em que o Santos entrava pelos títulos que não vi e que em pelo menos em 1991 (que me lembre) terminou diante dos uruguaios.
Talvez porque o Santos de 1991 não tinha Arouca, nem o calcanhar de Ganso, nem o chute de um garoto que sequer havia nascido naquele ano. O gol de Danilo era certeza antes do chute. Preferi olhar para cima, para a área Vip e ver a reação de um ex-camisa 10, que chacoalhava seu paletó vermelho Ferrari enquanto abraçava quem aparecesse pela frente. Um gol contra lembrou que nada havia sido fácil e jamais será. Uma festa ofuscada pela batalha campal e na área de Imprensa. Sim, jornalistas brasileiros e uruguaios quase saíram no tapa. Houve xingamentos e voos de objetos. O bombom que acertou minha orela direita jamais foi encontrado para ser degustado lentamente diante do agressor. Esse também jamais foi achado (ou tornar-se-ia agredido).
Colhi algum material importante na saída. Papo informal com os mais conhecidos na porta do ônibus. Acertei com o Léo aquela entrevista que ele estava devendo. Ao mesmo tempo um zagueiro de Dracena levava a taça para dentro do ônibus. 
Retornei à base às 4h40, depois de andar junto com o comboio que acompanhava a chegada do ônibus na madrugada santista. Tomei um banho, escrevi neste espaço. O dia estava claro. Um novo dia de um novo tempo. Deve ter sido esse o título do texto. O deste, vou decidir agora. "Título vem por último", é o que dizem desde o primeiro ano de Jornalismo. Esse título era o último e foi o único in loco.
A taça eu não trouxe. Mas foi bom ter visto para onde ela foi...

sábado, 18 de junho de 2016

Quem é que sooooobe???

Toninho Carlos e Márcio Rossini
Nildo e Davi
Camilo e Rogério
Pedro Paulo e Luis Carlos
Marcelo Fernandes e Maurício Copertino
Narciso e Ronaldo Marconato
Argel e Claudiomiro
André Luiz e Alex
André Luiz e Ávalos
Edu Dracena e Durval
Tem mais, muito mais. Antes e depois. Antes, não vi. Depois, foram muitas formações.
Duplas de zaga do Santos. Em boa fase ou não. E um problema em comum: 
Bolas aéreas