sábado, 31 de dezembro de 2011

O ano (novo)

Dizem que o ano novo é tempo de renovação.
E assim que o ano começa, a tal renovação torna-se visível.
Principalmente a partir do início da Copa São Paulo de Futebol Júnior, "o vestibular do futebol" e dos campeonatos estaduais.
A partir dos estaduais, começam as discussões sobre quem irá se classificar para as fases decisivas.
Nesse processo de renovação, uma equipe do Interior ganha destaque nas quatro primeiras rodadas do estadual.
E dirão que os grandes precisam aprender com os pequenos, que pagam em dia e têm estrutura.
E, claro, apostarão no destacado como candidatíssimo ao título.
Porque os grandes já não são mais tão grandes.
Virão os clássicos e com eles as declarações polêmicas na semana que antecede as partidas.
E então virá a discussão: o que o jogador e/ou treinador quis provocar o adversário?
Eu falei em polêmica?
Isso dá audiência...
No clássico, haverá lances polêmicos, possíveis erros de arbitragem, brigas entre torcidas, declarações polêmicas após os jogos.
Entrevistarão o chefe da Comissão de Arbitragem, o Major da PM, o presidente do clube, ligarão para a casa do jogador.
Organizarão campanhas de respeito entre as torcidas.
Tudo por polêmica, discussão.
Eu falei em polêmica?
Isso dá audiência...
O brasileiros na Libertadores tiveram dificuldades com os times médios das Américas.
Porque os grandes precisam aprender com os pequenos, que pagam em dia e têm estrutura.
Ainda que aquele pequeno que vinha se destacando no estadual já tenha perdido o encanto e hoje lute contra o rebaixamento.
Porque você sabe, falta camisa...e os campeonatos são feitos para que os grandes vençam...
Mas no time do Interior houve um jogador que se destacou.
E recebeu 35 propostas de clubes brasileiros e 74 de times do exterior.
Acabou assinando com um clube grande do Brasil, onde irá brilhar e partir para ser o melhor do mundo.
Isso até o instante em que a chama se apagar.
Porque os analistas, os mesmos que apontaram aquele jogador como novo gênio, sempre souberam que ele era muito bom para clube pequeno. E só.
O Campeonato Brasileiro começa com a discussão: pontos corridos ou mata-mata?
Isso garante pelo menos 35 minutos de polêmica.
Eu falei em polêmica?
Isso dá audiência...
O inexpressivo se destacou nas 10 primeiras rodadas do Brasileiro.
Candidato ao título.
Porque os grandes precisam aprender com os pequenos, que pagam em dia e têm estrutura.
Começa a dança das cadeiras dos treinadores.
Mas times campeões trocam de técnicos ou os mantêm?
Isso dá polêmica.
Eu falei em polêmica?
Isso dá audiência...
Janela da Europa aberta, jogadores têm propostas de clubes de pelo menos sete planetas do sistema solar.
A debandada é inevitável, o que fazer para segurar os nossos craques?
Polêmica.
Eu falei em polêmica?
Isso dá audiência...
O clube grande não engrena e a torcida protesta, o outro grande deslancha para o título.
O pequeno destaque das 10 primeiras rodadas já ocupa a zona intermediária. Chegar à Sul-Americana será um espetáculo.
Começa a matemática pelo título, pelas vagas na Libertadores 2013, pelo rebaixamento.
Rebaixamento...sabe quem caiu?
Aquele destaque das 10 primeiras rodadas, que na época estava ensinando aos grandes porque tinha estrutura.
Caiu porque falta camisa, porque time grande é time grande.
Caiu porque falta estrutura, isso já era sabido. Qualquer um sabia que isso iria acontecer.
O campeão foi um clube grande. O mesmo que 15 rodadas antes estava fora da disputa e que hoje levanta uma taça que todo mundo sabia desde o início que ele era o candidato a conquistá-la.
Embora nas últimas rodadas tenham falado em mala branca, entrega de resultados.
Foram duas horas de discussão, sobre isso, muita polêmica e...
Eu falei em polêmica?
Isso dá audiência...
Boa renovação...

domingo, 18 de dezembro de 2011

Adiante

Limites ultrapassados, barreiras transpostas.
Chegou até onde poderia chegar.
Ultrapassou limites, foi além, venceu.
Não, não venceu tudo. Não deu, não teve como.
O Golias era maior, mais valente, mais organizado, mais pronto, mais preparado.
Respeito é fundamental. Respeito ao extremo atrapalha.
Porque todo e qualquer exagero é ruim.
Tira a agressividade, a vontade, a ousadia e, principalmente, a alegria.
Do outro lado também havia exagero.
De talento, de vontade, de volume. De não dar o menor espaço para o menor agir, tentar, ousar.
Não deu a menor a possibilidade.
Porque a possibilidade dá márgem à realidade.
E há possíbilidades que ninguém quer que virem realidade.
A possibilidade da derrota é bem aceita. A realidade de uma derrota não.
Reconhecer que a derrota se tornou realidade porque não havia outra alternativa é dolorido e confortável ao mesmo tempo.
Porque a derrota que vem quando a vitória era possível provoca ira, revolta, tristeza.
A derrota sem a possibilidade de vitória provoca a resignação, o conformismo. "Faz parte", diriam.
Repetiu-se a história de 2003, indo um pouco mais além de 2003.
Em 2003, os limites do país foram ultrapassados. Os do continente não. Pararam em um adversário mais forte, experiente, pronto...melhor.
Em 2011, os limites do continente foram ultrapassados. E pararam por aí.
Pararam em um adversário mais forte, experiente, pronto, melhor.
Em 2003, lições foram aprendidas, captadas, levadas adiante.
Em 2011, ficam as lições para serem aprendidas, captadas levadas adiante.
Porque o adiante existe.
E pode estar logo ali, no breve...

sábado, 17 de dezembro de 2011

O que di Resta

E o blogueiro sumiu.
Sumiu porque falta tempo.
Sumiu porque faltam leitores.
Sumiu porque não há comentários.
Embora não falte assunto.
A Toro Rosso anuncia o australiano Daniel Ricciardo, ex-Hispania e o francês Jean-Éric Vergne.
A Force India anuncia Paul di Resta e Nico Hulkenberg.
A Lotus, ex-Renault, já tinha anunciado Kimi Räikkönen e Romain Grosjean.
Ou seja, sobra a Williams, ao lado de Pastor Maldonado.
Isso para Barrichello, Senna, Adrian Sutil, Vitaly Petrov, Sebastien Buemo, Jaime Alguersuari...
Ou seja, teremos uns reservas consideráveis nos paddocks do planeta.
E a certeza de que o dinheiro não é o que fala mais alto.
É o único a ter voz...

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Em parte

A confirmação de Romain Grosjean como titular da Lotus (ex-Renault) reafirma a discussão de que, na Fórmula 1 de hoje, dinheiro compra o talento.
E isso não é nacionalismo barato em nome de Bruno Senna, até porque Vitaly Petrov, operário-padrão, também ficou de fora.
Deram a Briatorada de 2009, quando um tal de Flavio tentou encaixar Romain na equipe de qualquer maneira.
E, frncamente, até hoje o piloto mostrou ser muito bom para a GP2...e só...
Agora vem a Gazzetta dello Sport e diz que Kubica não fica no time. Em janeiro, está fora.
E diz mais.
Ele testa a Ferrari 2010 e entra na vaga de Felipe Massa em 2013.
É evidente que desde a segunda-feira pós-GP do Brasil está aberta a temporada das especulações e não-notícias, mas esta faz sentido em parte.
Claro que não estou falando da parte Ferrarista do texto.
Todo mundo está assinado com a Ferrari desde que a equipe foi fundada, portanto nesta questão é melhor aguardar.
Mas a primeira parte é certa.
Kubica pode até voltar às pistas.
Mas para a Lotus...

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

20-2=20

O calendário da Fórmula 1 para 2012 chegou com 20 etapas programadas.
Depois caiu para 19,5, porque não sabiam se dava para ir ao Bahrein.
Mais adiante, caiu para 18,5, porque tiraram a etapa de Austin.
E por que tiraram?
STBS - Só Tio Bernie sabe.
Tio Bernie, então, lembrou da sábia frase do Chaves: "pois fique sabendo que quem dá e tira com o diabo fica, sua mão se danifica, sua avó será maldita e sua sogra ressuscita".
E decidiu recolocar Austin e confirmar o Bahrein.
O que não quer dizer que o calendário esteja definido, embora digam que sim.
Trabalhando com a realidade, teremos 20 etapas em 2012.
Vamos ver até quando...

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Na torcida

É fato. Nunca foi segredo.
Não existe esporte no Brasil.
Não existe cultura esportiva no Brasil.
O nosso esporte é torcer pelo Brasil.
E só falamos de esporte se o Brasil estiver nele.
Caso contrário, o ignoramos.
É assim que funciona, sempre funcionou e, provavelmente, continuará a funcionar.
Uma emissora de TV comanda a nação.
As outras existem, mas sem nenhum poder.
A TV a cabo está aí, sem a devida abrangência.
Ou seja, é uma emissora de TV e mais nada.
Uma emissora que não exerce a cobertura esportiva, mas o enaltecimento tupiniquim, o apoio incondicional ao País, a promoção dos "nossos" heróis.
Porque os atletas não são atletas. São nossos, nossos...nossos o que vier.
O Brasil considerava o tênis um esporte para burgueses metidos até que o nosso Guga venceu Roland Garros e o esporte virou mania nacional.
Ginástica olímpica era boa para russos, búlgaros e romenos, mas veio a nossa Daiane e mudou essa história.
Temos a obrigação de dominar o vôlei de praia, afinal, moramos em um país tropical, abençoado por Deus, bonito por natureza e que tem praias.
E éramos os melhores dentre os melhores nas pistas.
Tivemos o nosso Emerson, o nosso Nelson (que nunca quis ser de ninguém) e, principalmente, o nosso Ayrton, o mega herói que precisou superar a legião do mal, liderada por Alain.
Veio, então, a tentativa de criar o nosso Rubinho, que jamais teve carro para isso e, quando teve, faltava-lhe um contrato.
Vieram Antônio, Tarso, Luciano, Ricardo, Felipe, Lucas, Bruno...não, não foram. Um ainda pode ser, mas sem garantias.
A audiência caiu. Foram 13 pontos em um GP do Brasil com o campeonato decidido e sem brasileiros com chances de alguma coisa.
A corrida foi boa, o campeonato foi bom, mas não teve brasileiros na disputa. Não teve graça, portanto, não foi bom para o Barrichello, nem para nenhum brasileiro.
A tendência é piorar.
A partir de 2012, o principal narrador diminuirá o número de transmissões.
E ele só mantém a média alta por gostar muito da coisa toda e conhecê-la bem.
Mas não há mais brasileiros na disputa.
Não tem mais esporte, não dá para torcer pelo Brasil.
Sofre quem gosta e não torce.
Para quem não gosta, resta a esperança de que o beisebol e o rugby brazucas virem paixões nacionais.
Porque parece que não temos combustível para mais uma volta...

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Os méritos

Muitas vezes um campeão se faz por competência própria.
Poucas vezes um campeão se faz pela incompetência alheia.
Algumas vezes um campeão se faz com a mistura desses dois aspectos.
O Corinthians foi campeão no quesito "algumas vezes".
Foi competente nas primeiras rodadas, quando os concorrentes tinham outras prioridades.
Abriu a margem de pontos necessária para não enfrentar sustos.
Enfrentou, já não jogava mais o mesmo futebol, mas contou com a incompetência alheia.
Quando perdia, os outros perdiam também.
Por várias vezes não precisou de esforço. Já tinha se esforçado antes, quando abriu a margem de pontos.
Soube administrar a vantagem depois.
E, assim como todos os vencedores dos campeonatos por pontos corridos, foi campeão com todos os méritos.
Porque arbitragem pode ajudar em uma partida, pode errar a favor algumas vezes, mas não erra a favor em 38 partidas. Não decide 38 rodadas.
E o Corinthians algumas vezes foi prejudicado pelos erros de arbitragem.
Chegou onde chegou por méritos.
E com merecimento ergue a taça.
Parabéns, Corinthians!!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A Lista

E saiu, com total antecedência, a lista de quem estará nos cockpits em 2012.
Melhor, a lista de alguns, porque em nove casos não se sabe quem estará.
Principalmente nos times menores.
Nos grandes, sem crise, sem problemas.
O esquema foi fechado na Red Bull, McLaren, Ferrari, Mercedes, Caterham (ex-Lotus), Sauber e Virgin, a única que traz uma novidade: o francês Charles Pic.
Nos demais times, tudo como dantes no quartel de abrantes.
A Lotus (ex-Renault) confirmou apenas Kimi Räikkönen.
Ou seja, Petrov, Senna e Grosjean entram na disputa pelo que vale mais, um gol contra ou um oitavo.
Grana, pra entender, quem levar mais, corre com o Iceman.
Curiosa a postura da Williams, que não confirmou ninguém.
Ninguém, nem Maldonado.
Ou seja, Barrichello tem, sim, uma possibilidade.
Barrichello disse em Interlagos (e tenho a gravação) que, se fosse em quaisquer condições, já teria assinado.
Só que depois de 19 temporadas o cara não é obrigado a aceitar quaisquer condições.
Os demais times estão na mesma linha: não confirmam nada.
Ainda vejo poucas novidades em termos de pilotos, mas deveremos tê-las, sim.
Embora haja muita gente endinheirada e cheia de interesse.
O que, na Fórmula 1 de hoje, tem falado bem mais alto que o talento...

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Gelada

E o Iceman voltou.
Discreto, às escondidas, do jeito dele.
Iria para a Williams, diziam. Estava tudo acertado.
Não, Lotus Renault, que a partir de 2012 será só Lotus.
E terá Kimi Raikkönen.
E a Fórmula 1 terá seis campeões mundiais em uma só temporada.
A saber: Kimi, Button, Schumacher, Alonso, Hamilton e Vettel.
Portanto, Robert Kubica não volta em 2012. Não dividiria as prioridades e/ou dinheiro com Raikkönen.
Ficam Petrov, Senna e talvez, mas muito talvez, umk talvez para não fizer "fora", Grosjean.
Petrov tem mais tempo de casa, mas Senna pode ter mais grana.
Para quem vai bancar Kimi, esse passa a ser um critério fundamental.
Se Kimi volta no estilo Kimi, não dá para afirmar. São duas temporadas fora e pouco tempo para testes na pré-temporada.
De qualquer maneira, a Fórmula 1 ganha, seja em qualidade, seja em personalidade...
Desce a vodca...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Teve mais; tem mais

Mais uma segunda-feira pós-GP do Brasil.
O quarto acompanhado in loco, o segundo acompanhado profissionalmente.
Pouco, sim, porém na hora certa, sem atropelar, sem precipitar.
Existem metas que um profissional, em qualquer área, estabelece. Não importam as circunstâncias em que as alcança, o importante é chegar, obter, ultrapassar.
O campeonato estava decidido, não tinha brasileiro na disputa, mas não se busca esta meta apenas com dois argumentos.
Importa estar lá, viver de perto, acompanhar ao lado, participar. Importa ser informado, mas, principalmente, informar, checar, perguntar, transmitir, não ouvir dizer, não escutar em um lugar, mas se tornar o responsável pelo que foi dito, pelo que ganhará repercussão.
Não era necessário esperar para saber sobre a perspectiva de chuva, bastava perguntar a quem estaria diretamente interessado. Se houve jogo de equipe na prova, pergunte aos pilotos, aos dirigentes. Se o brasileiro foi injustiçdo pela punição em virtude do toque no carro do alemão, pergunte a ele como se sente, pergunte ao comissário sobre os critérios.
Estar lá, viver, acompanhar, informar
O Campeonato Brasileiro era a prioridade. Para muitos, o que realmente importava, porque lá não havia definição, estava a notícia mais forte, mais quente, mais importante. Não para o público que gosta de asfalto, barulho de motor e cheiro de combustível. Porque em Interlagos não teve briga, nem bombas de gás lacrimogênio. Em Florianópolis, sim. Porque cada informação tem seu espaço e todos precisam ser respeitados já a partir do conceito da palavra respeito, algo que por vezes não se vê nem mesmo dentro da Imprensa.
"Domingo é dia de futebol. Sempre foi e sempre será".
"Só o futebol tem emoção".
O futebol é maravilhoso, sempre foi e sempre será, mas não é o único a existir.
Fica, é claro que fica, a sensação do dever cumprido, do "valeu a pena" e, principalmente, do "quero mais".
Porque eu quero mais. E em 2012 tem mais...

domingo, 27 de novembro de 2011

Piquet, Piquet, Nelson Piquet

Uma vida sem objetivos é uma vida vazia, insossa, burocrática. Viver por
viver é empurrar com a barriga, deixar acontecer, esperar para ver no que
vai dar, no que pode dar.
Objetivos significam desafios, motivações, busca por metas. O caminho até
eles traz alegrias, decepções, vitórias, derrotas, marasmo, euforia.
Não importa qual seja o objetivo. Cada um estabelece o seu, aquele que
considera o mais conveniente para a vida.
Ninguém é bom o suficiente para julgar se seus objetivos são bons ou ruins,
se são importantes ou não, se mudam a vida ou não. Alcançar os objetivos
muda a sua vida e é a sua vida que importa. O outro pode pensar o que
quiser, o problema é dele. Ele não tem o direito de estabelecer objetivos
para você.
Em diversos casos o estabelecimento dos objetivos está diretamente
vinculado à profissão. Produzir algo, trabalhar com os maiores nomes do
meio, estar na capital daquela atividade. São várias possibilidades a serem
respeitadas.
No Jornalismo, os dois objetivos mais comuns são trabalhar em determinada
empresa ou entrevistar determinada pessoa. No Jornalismo Esportivo, é
manter contato com os maiores nomes, seja do próprio Jornalismo, seja do
Esporte.
O garoto passa a infância acompanhando o automobilismo nas manhãs de
domingo.
E ouvindo: "Piquet, Piquet, Nelson Piquet".
A mãe do garoto, preocupada em cumprir os serviços domésticos e, ao
mesmo, tempo, pensar no almoço daquele domingo, tinha uma preocupação
a menos. Bastava colocar o garoto em frente à TV e colocar um prato com
bolachas ao lado.
Eram duas horas de sossego garantido.
Jamais deixaria o menino sozinho em casa, mas poderia, se fosse o caso.
Diante do que via, ele jamais ousaria sair daquele sofá.
No dia seguinte e em tantos outros, o chão da casa da avó se transformava
em autódromo, com um circuito que tinha sempre o mesmo traçado: quatro
curvas para a esquerda, duas para a direita e retas longas, por onde um
único carro rasgava. Um carro simples, barato, de plástico, sem tecnologia
alguma, mas suficiente para ser conduzido pela mão esquerda, enquanto a
direita empunhava uma caneta, naquele instante transformada em microfone,
utilizado para a narração de uma pseudo corrida.
"Vem Mansell, Prost encosta, Niki Lauda vem por fora, Keke Rosberg chega,
mas Nelson Piquet passa e vence!! Piquet, Piquet, Nelson Piquet!!"
Os anos passam, o garoto cresce, a avó se vai, a casa não é mais
frequentada. A opção pelo Jornalismo o leva à cobertura esportiva, com
prioridade para o futebol. O automobilismo está lá, chamando, convocando.
E o objetivo bate à porta.
"Piquet, Piquet, Nelson Piquet".
Um mal humorado, que destrata a Imprensa e diz que jornalista não sabe
nada de automobilismo.
Será? Pode ser um cara autêntico, verdadeiro, que não manda recados.
Piquet está mais velho e incrivelmente mais manso. Pudera, passaram 20
anos de sua saída da Fórmula 1, 24 do último título e 30 do primeiro.
É o homenageado em Interlagos.
O garoto, agora não mais garoto, já matou um objetivo: está em Interlagos.
Gravador em mãos, diante dele. O balançar da cabeça indica: sim, ele aceita
ser entrevistado. Responde às perguntas com a velha ironia, mas sem
irritação nem ofensas, mas sim com respeito. Percebe que o entrevistador
conhece um pouquinho que seja.
Entrevista curta, mas e daí? É uma entrevista, isso que importa.
Sim, as manhãs de domingo passaram nas lembranças. O chão da casa da
avó foi visto. E ele estava ali, diante do antes garoto.
"Piquet, Piquet, Nelson Piquet".
O objetivo está garantido.
Agora falta escrever um livro e plantar uma árvore.
Já estou em busca das sementes para a árvore...

sábado, 26 de novembro de 2011

Em Interlagos, in loco

Sim, meus amigos, aqui, Interlagos.
Outra vez, mais uma vez, graças ao bondoso Senhor mais uma vez.
Foram dois dias para ir a um baile em Assunción, capital del Paraguay.
O Santos, na teoria, se deu bem no sorteio da Libertadores, assim como o Vasco. Agora precisamos saber quem ocupa os números referentes ao Brasil para saber onde vão parar.
Um deles, se vencer o Colômbia 3 na pré-Libertadores, cai no grupo do Santos.
Depois de muito utilizar meu ridículo espanhol, estamos em Interlagos praticando o indecente inglês.
Há imensas possibilidades de chuva e Sebastian Vettel, é claro, deve ficar com a pole, vencer e coisa e tal.
Não vou me desgastar transmitindo tempos de treino, porque com a audiência maciça deste espaço, não vale a pena.
Prefiro prazeres maiores, como o que senti há pouco ao entrevistar Nelson Piquet.
Pois é...
Não vi Fittipaldi na Fórmula 1 e sou de uma geração anterior à de Ayrton Senna.
Ou seja, Piquet.
Três ou quatro perguntas, mas o cara estava bem humorado, só isso já basta. Brincou, tirou a onda dele, normal.
Estamos por aqui e ficaremos até o domingo, graças ao bom Deus, com café na máquina, sanduíches e almoço na Ferrari e tudo o mais.
Vou contando aos poucos.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Interlagos, só sábado

Antes de Interlagos, uma pausa rápida em Assunção.
Sim, Paraguai, para a entrega do Troféu Fair Play da Libertadores ao time mais disciplinado da fase final da edição 2011 (o Santos) e, na sexta, soretio da Libertadores 2012.
Ou seja, não vou ao treino de sexta, em Interlagos.
Por enquanto, fiquemos com a volta virtual em Interlagos.
O circuito é fácil de decorar, mas é sempre importante dar uma volta nele.
Repare que falta o camarote da Globo no final da reta oposta.
Acho que o pessoal da Alianz nunca o viu lá


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Todo novo de novo

Vamos nós para mais uma semana de GP do Brasil de Fórmula 1.
Para empatar o jogo em 2 a 2 (entre espectador e profissional).
Como foi dito no post anterior (por sinal já esquecido, depois de tanto tempo), há algumas questões a serem discutidas até domingo: definição do vice, Barrichello, Bruno, Toro Rosso etc etc etc.
Porque muita gente defende que não há mais novidades e, na verdade, não há mesmo.
Isso se você pensar somente em termos de campeonato.
Mas há outras questões que também não são nem um pouco novas. Por sinal, são muito mais velhas, batidas e manjadas do que o título conquistado por Sebastian Vettel e a provável vitória do alemãozinho.
Teremos o efeito novidade/acontecimento universal da presença dos pilotos no Brasil. Algo curioso; simplesmente pelo fato do Brasil receber uma etapa da Fórmula 1, um piloto titular de uma equipe de Fórmula 1 pisa em terras tupiniquins. Realmente, o Brasil é demais.
Vamos ver os equipamentos chegando pela Rodovia dos Bandeirantes. Sim, meus amigos, basta uma etapa de Fórmula 1 em São Paulo para as equipes enviarem toda a estrutura necessária para uma corrida!!
Vamos levantar as apostas sobre o primeiro piloto a chegar a Interlagos, a primeira equipe a trabalhar (e em segredo), o primeiro ronco de motor, os comissários dizendo que o asfalto de Interlagos é um exemplo a ser seguido, veremos a ação da fenomenal segurança, as belezas no entorno do autódromo (que por sinal começaram a ser feitas nesta semana, leia-se maquiagem), o maravilhoso esquema de trânsito (porque trânsito ruim São Paulo só tem no fim de semana da Indy), o ônibus circular a R$ 20,00 para a pessoa não ir de carro ao autódromo.
Porque tudo é novidade.
Flanelinhas serão ignorados. Assaltos serão transformados em pequenos furtos. Engarrafamento será chamado de paixão do brasileiro pela categoria máxima do automobilismo.
Tudo novidade. Desde 1990 tem sido novidade. E assim será pelo menos até o fim do contrato.
Temos a prova. Recebemos a prova. Acontece no quintal.
Ótimo, tem que ter mesmo.
Mas não é só o título de Vettel a novidade do fim de semana.
Porque na segunda-feira teremos a matéria sobre o morador que vê a corrida da janela da casa dele...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Mais uma

Chegou a credencial para a cobertura do GP do Brasil de Fórmula 1.
Chegou, não, tem que ir buscar, mas está lá.
E aí surge a pergunta: que motivação existe em cobrir a última etapa de um campeonato definido?
A resposta é fácil.
Viver esse mundo, participar de tudo, ver de perto, ter acesso, perguntar, esclarecer, receber esclarecimentos, contar, dizer, mostrar, informar.
Porque o GP do Brasil é uma atração, algo que vai além, muito além das 71 voltas em uma pista de pouco mais de 4 mil metros que não permitem a sesta dominical pós-almoço. O GP do Brasil é um encontro de pessoas que por sua condição esportiva, política ou econômica ocupam um lugar de certa relevância na sociedade. É um evento que mexe com uma boa parte de uma cidade com o tamanho e a importância de São Paulo, movimenta hotéis, bares, restaurantes, shoppings, gera centenas de empregos indiretos.
Pergunte a quem irá a Interlagos pela primeira vez se faz diferença o campeonato estar definido. É a primeira vez que o cidadão está lá, vendo de perto o que só a TV lhe deu acesso durante anos. Ele verá a olho nu um bólido rasgando a reta. Pros quintos com o campeonato! Eu estou aqui, isso que importa!
A etapa definirá o vice-campeão, ou o primeiro dos perdedores que incluirá tal condição no currículo. Fechará também o campeonato de construtores, definindo quantos milhões de euros cada equipe rreceberá em 2012. Ganhou uma posição, ganha mais.
E tem o imbróglio Williams/Barrichello/Kimi, a questão Lotus/Senna, o futuro da Toro Rosso, o futuro da Force India.
Isso porque o campeonato está decidido.
E quem disse que o GP do Brasil é apenas uma corrida com 71 voltas?

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Depois de Yas Marina

O pneu traseiro direito da Red Bull tinha um furo e Sebastian Vettel rodou.
Na tentativa de voltar aos boxes, danificou a roda e encerrou sua prova.
Bicampeão mundial, título garantido desde Suzuka, recordista de poles em uma temporada (ao lado de Mansell), o alemão soca o voltante.
Não vai mais se igualar às 13 vitórias de Michael Schumacher em 2004.
E, sem querer, diz ao planeta: "Eu sou piloto".
Porque um piloto profissional jamais está satisfeito.
Vettel queria o título mundial. Venceu em sequência até conseguir.
Aí tinha um recorde de poles a ser superado. Já igualou, tem a chance de ser o maior de todos.
Poderia igualar o número de vitórias em uma temporada.
Não vai dar. Ele tem 11 e só falta uma etapa. Ficou bravo.
E mesmo que não houvesse recordes a serem batidos, havia a vontade de vencer a corrida.
Porque um piloto profissional quer vencer a corrida. Não importa o valor que terá no campeonato. É importante para ele, o currículo, o salário, o ego.
Lewis Hamilton vibrou em Abu Dhabi. Como se fosse a primeira. Como se pudesse mudar alguma coisa na história do campeonato.
Schumacher, o recordista de vitórias em uma temporada, sempre tinha uma motivação depois de ser o maior vencedor de todos os tempos.
Quebrar todos os outros recordes.
Vettel vai pelo mesmo caminho.
Se depender da vontade, supera.

domingo, 13 de novembro de 2011

Sim, é possível

E não é que não deu Vettel??
E não é que não deu Vettel...é que não deu Vettel...
Passou longe, muito longe, extremamente longe, longe ao extremo.
Deu Lewis Hamilton em Abu Dhabi, com Fernando Alonso em segundo e Jenson Button em terceiro.
Mark Webber conseguiu um quarto lugar e Felipe Massa foi o quinto.
Sem pódio no ano. E com uma Ferrari.
Um pneu, ou melhor, uma roda traseira direita afetada sabe-se lá por qual motivo tirou Vettel na primeira volta, nas primeiras curvas. Rodou e foi ultrapassado por um Hamilton louco para tomar-lhe as primeiras posições e por um Alonso que saiu alucinadamente da quinta colocação para se tornar o segundo.
E a corrida ficou chata, chata...
Primeira janela de pits, segunda janela de pits e uma corrida chata.
Só não foi das piores porque teve disputa do terceiro colocado para trás. Era Button com Webber e Massa correndo por fora. E ficando de fora. O australiano só não conseguiu uma posição melhor porque a Red Bull não foi lá essas coisas na estratégia. Em duas paradas mandou pneus macios e tinha a obrigação de colocar os médios. Resolveu executar a troca na entrada da última volta. Button só teve o trabalho de cruzar em meio ao pit stop derradeiro.
Rubens Barrichello chegou em 12º. Pouco? Ele ficou fora do treino de classificação, trocou o motor da Williams e largou em último.
Pastor Maldonado, esse sim. Duas punições por ignorar bandeira azul.
Tinha que ser o Chavez mesmo...
Bruno Senna cruzou em 16º.
E sabe onde a Fórmula 1 desembarca para a última etapa?
Interlagos, dias 25, 26 e 27...

sábado, 12 de novembro de 2011

É 14

E Vettel fez a pole em Abu Dhabi.
De novo, outra vez, mais uma vez. Pela 14ª vez na temporada.
Igualou a marca de Nigel Mansell, legal. Pode superá-la no Brasil no dia 26, véspera do GP tupiniquim.
Se tornaria o maior polepositionista em uma única temporada. Excelente.
Mas deixa eu confirmar uma informação que eu já tinha pensado e que meu amigo Américo Teixeira Jr tornou pública, com números.
Vettel tem todos os méritos, claro que tem, mas chegou à 14ª pole na 18ª etapa do campeonato. A temporada de 1992 toda, incluindo o Brasil, teve 16 corridas.
Em números, Vettel tem 77,78% de aproveitamento. Mansel teve 87,5% com a Williams FW4B Renault.
Vettel já é e será mais ainda, mas ainda faltam alguns degraus para ser.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O Furo

A Williams ia anunciar a contratação de Kimi Raikkönen em Abu Dhabi.
Por enquanto, não anunciou.
E quem cravou continua no aguardo.
Vai que...
E se não for, tudo bem. O importante é que você tinha a informação.
Porque o que realmente importa não é a verdade. É o furo. Não o furo no sentido da exclusividade, da informação que só você tinha, só você bancou, só você cravou. E ela se tornou verdade. O que importa é chegar na frente, informar antes, colocar o boné escrito 1st, pegar o troféu maior e estourar o champagne.
Todo mundo deu a mesma notócia. Provavelmente o outro veículo tem mais audiência que o seu, mas você deu na frente.
"Dá credibilidade", dizem.
E quando não se concretiza? "Ah, mas que eu tinha a informação, eu tinha".
Porque hoje você pode afirmar o que quiser, desde que coloque uma vírgula logo após a informação e completar a frase com "diz jornal" ou "diz site".
O jornal diz, a revista afirma, o site crava.
Neymar, até ter a permanência anunciada com pompas, circunstâncias e tudo o mais, foi vendido pelo menos 794 vezes. A maioria delas em Santos, porque o primo do irmão do cunhado da vizinha da amiga da minha filha no colégio cuja tia teve uma empregada que trabalhou durante três dias na casa do Neymar afirmou categoricamente que o moleque tem passaporte europeu.
"Você não saba disso? Não acredito que um jornalista esportivo não sabe disso".
Ou seja, o Santos pode até dizer que ele fica, mas ele vai. Porque eu tenho a informação.
Falar a verdade? Só se for antes de todo mundo...

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Vem Abu Dhabi

Se você gosta de Fórmula 1, independente de qualquer circunstância, ou se simplesmente não tiver programação para o fim de semana, dá uma acompanhada no GP de Abu Dhabi.
No ano passado, Sebastian Vettel confirmou o título por lá.
Pratice 1 - sexta-feira, 7h
Pratice 2 - sexta-feira, 11h
Pratice 3 - sábado, 8h
Qualifyng - sábado, 11h
Largada - Domingo, 11h

Os pratice vão ao ar pelo Sportv; qualifyng e corrida na Globo.

domingo, 6 de novembro de 2011

Tetra

Cacá Bueno levou o tetra na Stock Car
Não venceu a corrida, mas também não foi ultrapassado pelos concorrentes diretos.
E eu continuo sem conseguir me empolgar com a Stock Car.
Você consegue??

Mudou

A FIA confirmou oficialmente o que já havia sido acertado antes.
Os três times que estavam afim de trocar o RG conseguiram.
Assim, a partir de 2012, Renault passa a ser Lotus, a Lotus vira Caterham e a Virgin se torna Marussia.
Na verdade, esses nomes já existiam extra-oficialmente, mas faltava bater o martelo.
Muda alguma coisa? Nada.
A Caterham chamava Lotus por empréstimo, a Virgin já era Marussia Virgin e a Renault tinha toda uma associação com a Lotus.
Para os mais saudosistas e/ou tradiocionalistas e/ou românticos, caso deste que vos escreve, o ideal seria termos a Renault e a Lotus. A Renault com a pintura de 2008 e a Lotus preta e dourada.
Como as duas são uma só carenagem, jamais teremos essa realidade.
No grid as coisas mudam menos ainda.
Até seria interessante se mudassem, mas também não será agora...

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Dizem que é quente

Foi de propósito.
Demorei e relutei para falar qualquer coisa sobre Kimi Raikkönen/Williams porque a Fórmula 1 quase sempre vem cheia de especulações.
E se você for falar/discutir/repercutir tudo o que é publicado, provocará um nó na cabeça do leitor. Certeza.
Mas agora a MTV3 (sim, o nome é esse mesmo), uma emissora finlandesa, crava o campeão de 2007 no time inglês.
TV finlandesa, piloto finlandês, mas enfim...o anúncio viria em Abu Dhabi; temos um tempinho aí.
De qualquer modo, ele iria para a vaga de Rubens Barrichello, já que a Williams jamais abrirá mão de Pastor Maldonado.
Não por causa do piloto, mas 100% motivada pela PDVSA, a petrolífera de Mr. Chavez.
E há quem diga que Mr. Frank teria assinado um acordo com o banco nacional do Qatar. Ou seja, grana, grana, grana.
Rubens Barrichello, aos 39 anos, roda nesse processo. Mas não pretende dar meia-volta e seguir para o portão de saída.
Há quem diga que bate na porta de outras equipes.
E não duvide que vá peermanecer na categoria em 2012.
E como piloto titular.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Finaliza esse assunto!

Foram perguntar a Jenson Button sobre essa história de Massa/Hamiltom, Hamilton/Massa.
E a resposta veio no estilo lorde:
"Não tô nem aí".
E faz todo o sentido. Essa história já deu, já rendeu e não adianta espremer mais.
Seria o caso de McLaren e Ferrari armarem uma espécie de ringue em Abu Dhabi, colocarem um de frente para o outro e empurrarem um contra o outro, no melhor estilo colégio. E com direito aos mecânicos de gritar: "ê, ê, ê, ê, ê..."

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

As Indianas

Não perdi nada.
Atendi, sem culpa, a um compromisso de família, rigorosamente no mesmo horário do GP da Índia (sim, saltei da cama no exato horário em que deveria encontrá-la) e monitorei o quanto foi possível o andamento das coisas em Buddh.
Da maneira mais simples: se a tecnologia existe, explore-a.
Deu Vettel de ponta a ponta.
Foi o que eu disse no post anterior.
Deu Massa x Hamilton de novo, outra vez, mais uma vez.
Porque curiosamente sempre tem dado essa treta.
E eu vou dar um bico nessa cultura de que se você considera que o brasileiro estava certo, você está sendo manipulado pela Globo.
Na modesta opinião, Massa estava no traçado dele e Hamilton tentou uma ultrapassagem por fora do traçado.
Acidente de corrida.
Se Hamilton passasse e pronto, o assunto estaria encerrado, porque não há regras que impedem a saída do traçado.
Mas Hamilton não passou e o brasileiro foi punido pelo choque.
Francamente, não vi motivos para punição. Como não iria ver motivos em uma eventual penalização ao inglês.
E a corrida seguiu o roteiro de 2011.
E a Fórmula 1 passa a desperar o interesse por aquilo que possa ocorrer em 2012.
Assuntos que ainda vai dar muita discussão.
Porque o assunto deste ano está mais que encerrado.

sábado, 29 de outubro de 2011

Indiana Jones

Falo diretamente da madrugada brasileira, tentando enxergar alguma coisa na névoa indiana.
Acompanhei uma boa parte do Pratice 1, abandonei o Pratice 2  e vi que Felipe Massa foi o mais rápido da sexta-feira.
Sorte de circuito principiante.
Não sei de tempos, não me preocupei em saber. Não dá para ter parâmetros sobre uma pista absolutamente nova para todos. Não sei se 1min25 é pouco ou muito.
E, vamos e convenhamos, a audiência do blog é tão baixa que eu aposto uma grana como ninguém vem aqui para se informar sobre tempos.
É bom eu deixar claro que sou avesso a essas modernidades formulaunísticas, ou seja, circuitos no meio do nada, em locais inventados por Tio Bernie, pistas travadas e tudo o mais, têm meu repúdio.
Mas gostei da tal pista de Buddh.
Tem o retão, ondulado ao extremo, mas um retão, tem curvas de alta, não é necessário pilotar 25 km para dar uma volta.
Acho, na base do palpite extremo, que vai entrar de vez para a galeria das boas pistas.
E na corrida?
Dá Vettel.
A não ser que as tais asas dianteiras novas da McLaren mostrem a que vieram.
E é isso que chamará minha atenção...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Só falaram agora

Eu não vou descrever o assunto. Sugiro a leitura da matéria dos meu amigos Alex Sabino e Luciano Ribeiro.
Em suma: as taças do Mundial não existem foram surrupiadas.
Me preocupa ver uma recho do texto..."não dá para culpar Marcelo Teixeira".
Não, realmente não dá, porque a "descoberta" se deu em 2003, 30 anos depois do segundo Mundial.
É evidente que o sumiço se deu muito antes, em um tempo quando malas caíam de aviões, hotéis eram entregues de bandeja, muita gente enriquecia e o Santos parava no tempo.
E foi difícil voltar ao tempo. Voltou, graças ao trabalho de muita gente.
E nessa lista incluo Samir Jorge Abdou-Hak, Marcelo Teixeira, Luís Álvaro...
Cada um fez um pouco para o Santos se reerguer.
Mas taça roubada é o fim do mundo.
Que bom seria se fosse só para lembrar o fim do Mundial...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

É a Índia

Prepare o café e reforçe o estoque da latinha azul e prata.
Os horários do GP da Índia são bem confortáveis. Vai vendo.
É tudo pelo horário de Brasília.
Treino Livre 1: madrugada de quinta para sexta, 2h30
Treino Livre 2: sexta-feira, 6h30
Treino Livre 3: madrugada de sexta para sábado, 3h30
Qualifyng: sábado, 6h30
Largada: domingo, 7h30

domingo, 23 de outubro de 2011

Marco Simoncelli

Está ficando difícil essa vida de motor e asfalto.
Não deu nem tempo de assimilar a ida do Dan Wheldon.
Marco Simoncelli, 24 anos.
Porque o automobilismo lembra a todo instante.
É um esporte de risco...

sábado, 22 de outubro de 2011

Corrente

A conta é fácil de entender.
Da Alemanha surgem rumores de que Nico Hulkenberg estaria acertado com a Force India.
A Force India não abre mão de Paul di Resta.
Portanto a troca seria entre os alemães e Adrian Sutil daria adeus.
Adrian Sutil bateria na porta da Williams.
Que estaria disposta a recebê-lo.
A Williams não abre mão de Pastor Maldonado (leia-se PPDV, patrocínio, dinheiro ou qualquer coisa neste sentido).
Enfim, Barrichello vai no computador e abre o arquivo do currículo para ver se está atualizado...

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Qualquer semelhança...

Qualquer semelhança com a Portuguesa Santista será mera coincidência...
Na hora de tirar o 10...

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Segue o jogo

Coisas que só o futebol ou os critérios (?) aplicados por quem lida com ele podem explicar:
O Palmeiras coleciona insucessos, não ganha nenhum título há três anos, jogadores e treinador não falam a mesma língua, jogadores, treinador e diretoria não se entendem e o clube está afundado em uma crise sem fim.
O São Paulo coleciona insucessos, não ganha nenhum título há três anos, jogadores e treinador não falam a mesma língua, jogador veterano critica o treinador, presidente critica o jogador, treinador é mandado embora e está tudo bem, afinal, são coisas que acontecem.
Segue o jogo...

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Depois de Yeongam

Dizer que a Era Schumacher está começando a ser reproduzida não é exagero.
Não só porque Sebastian Vettel é alemão, nem pelas vitórias em sequência, menos ainda por um título por antecipação.
O que iguala o bi e o hepta é a vontade de estar na frente, de ser o melhor, de não ser burocrata nem de achar que é suficiente.
Vettel não precisava vencer em Suzuka. Na verdade, bastava chegar em 10º lugar em apenas uma das cinco etapas que faltavam. Ele fez mais do que isso ao chegar em terceiro. Tornou-se o mais jovem bicampeão da história e...não gostou. Porque terceiro para ele era pouco. Ele queria ser o primeiro.
Depois do porre com Schumacher, Vettel seguiu para a Coreia do Sul. E em Yeongam não fez a pole. Aliás, a primeira vez em que a Red Bull não ficou na frente.
E o alemãozinho ficou de bico de novo.
Então, na largada, ele saiu feito um alucinado em busca do primeiro lugar. Sim, ele poderia ter antecipado as férias, poderia entregar o carro ao piloto reserva, mas não. Foi, passou Lewis Hamilton, disparou na frente e tornou a corrida chata.
Venceu mais uma vez. Comemorou como se fosse a primeira da carreira. Comemorou mais ainda por ter feito da última volta a mais rápida.
E confirmou o título de construtores para o pessoal das asinhas.
Desenha-se em Vettel o caminho que Schumacher construiu nos anos de chatice. Falta um recorde? Ele vai lá e quebra. E essa será a motivação, uma gana única, isolada, egoísta.
Porque o restante da Fórmula 1, se Vettel continuar nessa toada, irá aos poucos perdendo temperatura, telespectadores, interesse...

domingo, 16 de outubro de 2011

Dan Wheldon

Não parei para ver o GP de Las Vegas.
A ideia era aguardar o resultado e escrever um resumão de um fim de semana cheio, com MotoGP, Fórmula 1, Stock Car (apesar dos pesares) e Fórmula Indy.
E aí...
É, a gente por vezes esquece, mas o risco faz parte do esporte.
E o pior é que a gente gosta.
Dan Wheldon.
22/06/1978
16/10/2011
R.I.P.

Vettel, sem bico

Sebastian Vettel fez biquinho em Suzuka. Queria uma festa completa, com uma vitória para coroar o bicampeonato. Teve de se contentar com a terceira colocação.
O biquinho voltou na formação do grid para o GP da Coreia do Sul. Ele não aceitou largar em segundo.
Entendemos, assim, as razões para o alemãozinho sair feito um maluco em busca da vitória em Yeongam.
E, talvez por isso, tenha conseguido.
Vettel venceu, com Lewis Hamilton em segundo e Mark Webber em terceiro.
Jenson Button chegou em quarto, Fernando Alonso em quinto e Felipe Massa em 6º.
Rubens Barrichello chegou em 12º e Bruno Senna em 13º.
Das 55 voltas da corrida, a primeira valeu por todas. Hamilton largou na pole, com Vettel em segundo.
E daí?
O alemãozinho atacou já nos primeiros metros. E Vettel atacar é sinônimo de passar. Passou.
Enquanto isso, Felipe Massa, que largou em quinto, ultrapassou Mark Webber e Jenson Button. Levou o troco do australiano, mas conseguiu ficar à frente do inglês.
Na volta 13 Button abriu os pit stops. Entrou junto com Nico Rosberg no momento em que os dois disputavam posição.Saíram juntos. Rosberg levou a melhor, Button retomou a pisoção e Rosberg a pegou de novo.
Briga boa, temperada pela passagem do inglês sobre a linha da saída dos boxes.
Nem investigado foi.
Mas dá para entender. A saída dos boxes de Yeongam é o que há de pior, com direito a ponto cego. Muitas gente fez o mesmo que Button e ninguém foi nem investigado.
Webber e Massa entraram na volta 14. E é claro que a Ferrari se atrapalhou com o carro do brasileiro.
Na sequência entraram Alonso, Hamilton e Vettel.
Na volta 17, quem entrou foi o safety car, pois Vitaly Petrov acertou em cheio a traseira da Mercedes de Michael Schumacher. Alonso, que vinha atrás, até saiu da pista para evitar o pior.
Era detrito pra tudo que era lado.
A corrida foi retomada na volta 20, com Vettel, Hamilton, Webber, Button, Rosberg, Massa e Alonso.
Na volta 27, Massa e Alonso passaram Rosberg.
Webber e Hamilton voltaram aos boxes na volta 33 e o pelotão da frente levou quatro voltas para fechar a segunda parada.
O quadro não mudou até a volta 49, quando Webber apertou Hamilton de tudo que foi jeito. Chegou a ultrapassar o inglês, mas o campeão de 2008 recuperou a posição logo depois.
Na frente, Vettel fez a festa. E acabou com o bico...dele...
A briga pelo vice continua. Button tem agora 222 pontos, contra 212 de Alonso e 209 de Webber.
E a Fórmula 1 segue para a Índia.
Na Coreia do Sul, em sua segunda edição, foi visto que há muito o que melhorar.
Na Índia será a primeira edição...

sábado, 15 de outubro de 2011

Yeongam - o grid

Sim, a temporada 2011 está mesmo definida.
Tanto que não deu Red Bull na pole em Yeongam.
Deu Lewis Hamilton, com 1min35s820.
Sebastian Vettel está ali na cola, é evidente. Larga em segundo, depois de mandar 1min2362042.
Em terceiro sai Jenson Button, para mim o vice-campeão. Mandou 1min36s126.
Felipe Massa larga em 5º, à frente de Fernando Alonso, o 6º. Bruno Senna sai em 15º e Rubens Barrichello em 18º.
Apostei em Button na pole. Sem brincadeira. Peguei o desempenho dele nos últimos treinos, a gana de ser o vice, tudo isso.
Button foi o mais rápido no último treino livre de sábado, já com pista seca, bem diferente da chuva de sexta.
Mas assim que o Q1 foi aberto, Hamilton mostrou que eu iria tirar um meio certo em meu palpite.
Acertei a equipe, errei o piloto.
No Q1, Hamilton fez 1min37s525, tendo Button em segundo e Vitaly Petrov em terceiro.
Barrichello caiu ali mesmo, ficando em 18º.
No Q2, outra vez o campeão de 2008, com 1min36s526. A novidade aí foi o 12º lugar de Schumacher. Bruno também caiu fora ali.
A verdade é que Hamilton veio bem demais, estava inspirado, a fim de alguma coisa. Nem que seja dizer à McLaren "Olá, sou o cara em quem vocês apostam há anos, o campeão de 2008. Estou com vocês há mais tempo que esse cara aí".
Vettel apareceu, é claro. Larga em segundo, mas pela primeira vez na temporada a Red Bull não larga na pole.
Mas também a temporada está definida. E enquanto não esteve, era a Red Bull quem aparecia mais que todos.
É hora de dar espaço aos outros.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Yeongam - sexta-feira

E quem está interessado em saber alguma coisa sobre um treino que não vale nada, em um campeonato já definido??
Você, que acessou este espaço.
Deu Lewis Hamilton, com 1min50s828. Jenson Button garantiu a dobradinha McLarenística, com 1min50s932. Sebastian Vettel ficou em terceiro.
Felipe Massa foi o 7º, Rubens Barrichello o 13º e Bruno Senna o 15º.
Teve chuva na sexta-feira.
Teve Michael Schumacher como o mais rápido na primeira sessão.
teve pista secando e tempos diminuindo.
Teve equipe inteligente colocando pneus slick em pista molhada. Adivinha se não houve um festival de rodadas.
Teve muita especulação sobre quem vai para onde.
Mas esse assunto ainda vai render muito...

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Yeongam

Porque o campeonato não acabou, só está decidido.
E neste final de semana o desembarque será na Coreia do Sul.
Confira os horários (de Brasília). E não se assuste com o horário da largada. O horário de verão começa na madrugada de sábado para domingo no Brasil.
Treino Livre 1 - quinta-feira, 22h
Treino Livre 2 - sexta-feira, 2h
Treino Livre 3 - sexta-feira, 23h
Qualifyng - sábado, 2h
Largada - domingo, 4h

No mundo encantado (2)

No mundo encantado não há abusos. Há lei e providências.
O esporte, por mais que represente diversão, por mais que simbolize o pão e circo tão conveniente para governos, federações e principalmente confederações, é tratado com seriedade.
Com a mesma seriedade com a qual é tratada a possibilidade de obter vantagens.
No mundo encantado não há agressões gratuitas a atletas.
Ou melhor, pode até haver, já que é difícil controlar apaixonados indignados valentes e corajosos travestidos de instituição organizada, capazes de tudo em nome do amor ao time de coração, até mesmo capazes de atacar homens maus, vilões e picaretas que se disfarçam de jogadores. E agem de modo valente, sempre em grupo, via de regra em maioria.
No mundo encantado não se ataca sozinho, não se ataca em minoria.
No mundo encantado as pessoas não faltam ao trabalho para cobrar, em nome do amor, o time de coração. Na verdade, esse é o trabalho. É para isso que recebem. Os patrões não aparecem. Não se pode quebrar o encanto.
No mundo encantado, clube que tem jogador solenemente agredido toma providências. Não viaja, não joga, corre o risco de ser punido. A TV vende uma partida e não a transmite, porque ela não acontece. Os patrocinadores não aparecem. A punição pode ser severa. Em cima do clube, é claro, que tem a possibilidade de terceirizar a culpa e passar para as mãos daqueles que o levaram a tal atitude.
No mundo encantado há leis. Jogador de futebol agredido gratuita e covardemente tem a possibilidade de sair, dar pista, vazar, rescindir contrato.
E sem pagar multa, é claro.
O clube perde um jogador e não ganha um centavo por isso.
E agradece, mais uma vez, aos apaixonados.
No mundo encantado tudo é possível.
O que não é possível está reservado para o mundo real.
E se torna uma realidade e cada dia...

domingo, 9 de outubro de 2011

Depois de Suzuka

Algumas razões para a Fórmula 1 continuar a receber atenção máxima, mesmo estando decidida:
1 - Ver se a McLaren vai se tocar que Lewis Hamilton e Jenson Button são escelentes, mas que neste momento Button é melhor.
2 - Verificar como fica a briga na zona intermediária. Cada ponto a mais representa milhares de dólares no orçamento para 2012.
3 - Saber como fica o futuro de Rubens Barrichello e Bruno Senna
4 - Ter certeza que Felipe Massa vai passar por uma reciclagem profissional. Está precisando...
O resto é festa de Sebastian Vettel...

O Campeão

Sebastian Vettel
24 anos (3 de julho de 1987)
Na Fórmula 1 desde 2007
Equipes: BMW, Toro Rosso e Red Bull
GPs: 77
Vitórias: 19
Poles: 27
Pódios: 33
Voltas mais rápidas: 7
Pontos: 705
Curiosidade: venceu o GP da Itália em 2008 com uma Toro Rosso, antiga Minardi

Button, um vencedor; Vettel, um rei

Sebastian Vettel poderia coroar uma temporada praticamente perfeita com uma vitória. Seria a consagração definitiva no dia em que o alemãozinho se tornaria o mais jovem bicampeão do mundo.
A vitória não veio, mas e daí? O título virou realidade em Suzuka.
Não foi necessário vencer. O primeiro lugar ficou com  Jenson Button. Fernando Alonso chegou em segundo. A Vettel restou o terceiro lugar, mais que suficiente para assegurar o título em uma temporada na qual ele sobrou.
O Grande Prêmio do Japão foi o retrato do que se previa no fim de semana.
Porque Button era o único que poderia derrotar Vettel. Precisava vencer e torcer para o alemãozinho não pontuar. Fez a parte dele. E porque Alonso invariavelmente tenta um algo a mais.
Para completar, Vettel fez o que foi possível. E suficiente.
Em sua 27ª pole na carreira, Vettel largou na frente e teve de dar uma espremida em Button, que saiu em segundo, logo na primeira curva. Lewis Hamilton se aproveitou, passou o companheiro e tomou-lhe a segunda colocação.
Na tentativa de colocar graça e expectativa em um campeonato que chegou a Suzuka decidido, a direção de prova abriu investigação sobre a manobra de Vettel.
Na humilde opinião deste que vos escreve, uma manobra de corrida, uma tentativa de se manter na frente, sem sujeira.
A investigação não deu em nada.
Na volta 6, Alonso, que largou em 5º, ultrapassou Felipe Massa, até então o 4º, como quis.
Estranho...
Na volta 8, Hamilton teve um dos pneus furados e precisou se jogar nos boxes. Com a temperatura da pista em 36ºC, o desgaste aumentou. Vettel entrou na volta 9, Alonso e Button em 10º.
E Alonso voltou à pista na frente de Hamilton.
A situação passou a ser Vettel/Button/Alonso/Webber.
Mais 10 voltas e uma nova janela de pits. Vettel e Mark Webber entraram na 20 (sim, na mesma volta). Button entrou na volta seguinte e voltou na frente do alemãozinho.
Na volta 22, a batalha da temporada se fez presente: Hamilton e Massa se enroscaram na entrada da chicane. Com o toque, um pedaço da McLaren voou.
A investigação não deu em nada, mas o safety car precisou entrar na volta 24, quando Button liderava a corrida, seguido por Vettel, Alonso e Webber.
Com a saída do safety car, na volta 28, a expectativa voltou para os boxes, porque os líderes precisavam colocar os pneus intermediários.
Vettel entrou na 34, Button na 37 e Alonso na 40. O espanhol voltou na frente do alemãozinho, àquela altura virtualíssimo campeão. O segurou o quanto pôde ou até o instante em que Vettel viu que não precisava forçar. O título era dele.
Button cruzou em primeiro e festejou. Vettel passou em terceiro e extravazou.
Button venceu quando e porque precisava.
Vettel comemorou porque se tornou, de fato, o dono da festa, das pistas, de todos os méritos.

sábado, 8 de outubro de 2011

Suzuka - o grid

Um prêmio para quem adivinham quem larga na pole position no GP do Japão.
Um segundo prêmio para quem acertar a forma como essa pole foi conquistada.
Exatamente...Sebastian Vettel, no apagar das luzes...
Mandou 1min30s466.
Em segundo sai o concorrente direto do alemãozinho, se é que essa figura existiu na temporada atual.
Jenson Button cravou 1min30s475.
O terceiro será Lewis Hamilton. Felipe Massa (sim!) é o quarto, à frente de Alonso.
Bruno Senna larga em 8º e Rubens Barrichello em 13º.
E olha que o quadro vinha se desenhando como interessante. Hamilton tinha a pole provisória e tinha Button em segundo, com Vettel em terceiro.
Ou seja, em qualquer equipe com estratégia, Button tomaria o primeiro lugar na prova e Hamilton seguraria Vettel.
Ok, foi apenas um devaneio. Reconheço.
O problema da McLaren foi a própria McLaren.
Os dois carros foram para os boxes, trocaram pneus, saíram em cima da hora e...e...
Vettel já tinha a pole. Para completar, Lewis Hamilton cometeu um erro e não conseguiu tempo hábil. Além disso, Button deu uma escorregada de leve na volta rápida.
Na realidade, Vettel levou a 12ª pole da temporada pela sucessão de fatores , pelo conjunto da obra, pelo histórico.
E domingo, portanto, confirma-se o bicampeão mais jovem da história.
Vettel e a Red Bull estão de parabéns.
Menção honrosa em Suzuka para Kamui Kobayashi, o mais rápido no Q1, com 1min32s626.
Ao menos, garantiu a festa dos parentes...

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Garantido

Está no blog do Téo José, portanto não há o menor motivo para a dúvida.
Tony Kanaan renovou com a KV Racing.
Fica por lá mais duas temporadas.
E deve continuar a ter Takuma Sato como companheiro.
São dois brasileiros garantidos em 2012, pois Hélio Castroneves renovou com a Penske.
Ótimo, o Brasil precisa estar bem representado na Indy.
A etapa brasileira em 2012 acontece no dia 29 de abril.
A Fórmula 1 e os shows no Morumbi também provocam seus transtornos.
O problema não é o evento em sim, mas essa guerrinha de interesses, algo bem menor que a importância de cada evento...

Suzuka - sexta-feira

Vettel errou na primeira sessão, não se recuperou como poderia na segunda e Jenson Button, por enquanto, anda mais rápido em Suzuka.
Mandou 1min31s902.
Não que isso vá mudar a história do bi-mundial no Japão, pois o alemãozinho fechou o dia em terceiro.
Até o 10º assegura o título, não é?? Então tá...
Em meio ao sanduíche ficou Fernando Alonso, segundo colocado.
O treino foi chato, monótono, com a cara de um campeonato decisivo.
A Fórmula 1 que segue até o fim do ano ganha graça somente pelas equipes que querem encerrar a temporada com o máximo de aproveitamento possível.
Isso representa alguns milhares de dólares a mais by Tio Bernie em 2012.
Felipe Massa ficou em 5º, depois de liderar a segunda sessão, Bruno Senna em 14º e Rubens Barrichello em 18º, depois de dar um pancão com 45 minutos na segunda sessão.
A pista estava com 37º. Se a temperatura se mantiver, teremos uma corrida repleta de trocas de pneus.
E um campeão no fim...

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Mais um ano

Planejamentos para 2012, porque 2011 já era.
Sebastian Vettel precisa de um ponto em cinco provas. Vamos para o futuro.
A McLaren planejou, executou e anunciou Jenson Button por mais um ano.
Ou melhor, pelo menos mais um ano. O pessoal de Woking não tem o hábito de divulgar duração de contratos.
Vai manter a dupla em 2012.
E poderia dar uma atenção especial a Button.
Inglês por inglês, ele também é. Talento por talento ele tem. Campeão por campeão, ele é.
E, cá pra nós, tem mais equilíbrio emocional.
Então o que falta?
Primeiro, o respaldo e a mão apadrinhadora e amparadora de Tio Ron. Button não é cria da McLaren, não foi formado lá. Chegou experiente, inglês e campeão.
Segundo, com base no primeiro, a confiança de que pode ser tão ou mais que Hamilton.
O número 1 da equipe (porque a McLaren tem seu número 1) ganha de Button no quseito ousadia, o mesmo critério que diferenciava Senna de Prost no final dos anos 80. Perde, entretanto, no equilíbrio. Hamilton é o estilo Senna. Quer vencer a qualquer preço. É passional, busca o impossível. E por vezes essa característica cobra seu preço. Button é Prost, pau a pau no talento, sem a mesma ousadia e sabe planejar uma corrida e suas consequências para o campeonato.
Ganha a McLaren por manter o companheiro ideal para seu piloto número 1. Button não vai, pelo menos de maneira pública, gritar, xingar e chiar. É um cara gente boa, amigo de todos, não quer arrumar confusão.
Sim, 2007 ainda respinga em Woking.
Agora, vamos para a pista.
Agora não, só em 2012...

domingo, 2 de outubro de 2011

Dagoberto

Dagoberto não é craque. Nunca foi.
Poderia ser. Acharam que seria. Não foi.
É um bom jogador. Bom, útil, importante. Fundamental, não.
Era para ter sido em 2004. Disputava com Robinho a condição de craque do Campeonato Brasileiro.
A contusão o atrapalhou. O vice do Atlético-PR decretou o fim.
Voltou da contusão. "Agora vai".
Passa pelo São Paulo antes; dali, vai explodir para o mundo.
2005, 2006, 2007...2011, quase 2012.
Não foi...
Continua bom, últil, importante. Não se torna fundamental.
Joga para si, não para o time. Quer ser o melhor, não fala em ver o time campeão. Não toca a bola quando há companheiros em melhores condições.
Provoca arrepios no comportamento. Leva cartões vermelhos por motivos esdrúxulos. É multado pelo clube e reclama da multa.
Reclama da multa, do técnico, dos companheiros.
Marca um gol espetacular contra o Flamengo e tira a camisa para comemorar. Leva o amarelo. O vermelho, por uma falta desnecessária, não veio, com agradecimentos a Sandro Meira Ricci.
Agora, plantam a saída dele do Morumbi.
Não seria para o Real Madrid, Manchester United, Internazionale, Barcelona.
Seja onde for, seria para tentar, ao menos, mudar o estilo de ser.
Porque craque...não foi...

sábado, 1 de outubro de 2011

É a vida...

Em 14 de março de 2010, Diego Souza agita uma dancinha dos jogadores do Palmeiras para responder a Neymar, Robinho & Cia.



Em 28 de setembro de 2011, Diego Souza faz nova dancinha, desta vez pela Seleção, ao lado de quem??



Aí eu pergunto: vale a pena se matar por esses caras??

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Férias??

Passei as últimas três semanas tentando descansar.
Mas tal verbo é inimaginável nesta humilde existência.
É um dia aqui e outro ali, quando dá.
Caso deste domingo, o que me levou a abandonar qualquer comentário sobre o GP de Cingapura.
Até porque foi uma corrida chata, muito chata.
Ok, teve o duelo Webber/Alonso, mas e daí?
Com Vettel em dias de Schumacher, Schumacher em dias de Heinz-Herald Frentzen e Frentzen punindo Lewis Hamilton por uma batidinha de corrida em Felipe Massa, fica difícil criar expectativas.
Sobretudo quando Vettel precisa de um 10º lugar em uma das cinco etapas que faltam para levantar o bi.
Ou seja, vai beber saquê em Suzuka para comemorar.
O Brasil não viverá a expectativa de ser o palco da festa do campeão, o que se confirmou entre 2005 e 2009 e que quase se repetiu em 2010.
Caminhemos, então, para a parte de trás do paddock, com algumas perguntas:
1 - Bruno Senna será titular da Renault em 2012?
2 - Rubens Barrichello continua na Williams na próxima temporada? E pode se aposentar?
3 - Kimi Raikkönen será contratado pela Williams?

Para mim, 1 - Não; 2 - Sim; 3 - Não

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Cingapura

Não mude de casa, jamais, haja o que houver...
Se não houver alternativa, invista muito para ter o mínimo do trabalho.
Bom, vocês já devem imaginar os motivos para o GP de Cingapura ser colocado meio de lado em um espaço que se dedica ao automobilismo.
E olha que há mil atrações em Marina Bay.
Prova à noite, a mangueira no carro do Felipe Massa em 2008, o "acidente" com o Piquetzinho, enfim...
Vamos tentar passar as informações, mas não damos garantias.
Por enquanto fiquemos com um passeio com Mark Webber.
Embora quem vá passear será o companheiro dele...

http://www.youtube.com/watch?v=RVBbV7jM458

Democracia

Vivemos a época da democracia, da liberdade de expressão, da liberdade de Imprensa.
Esta última tão sagrada que é garantida pela Constituição Federal.
Ou seja, por lei, você pode dizer o que pensa.
Tentei exercer meu direito em relação a um profissional da bola.
A execração foi instantânea.
Seus semelhantes só não me chamaram de bonito.
Notei que o mesmo ocorreu a outros.
Abandonei, passei a ignorar.
E olha que tive, nos últimos tempos, pelo menos 10 motivos para voltar a me pronunciar.
Dez.
Preferi evitar o aborrecimento.
Afinal, vivemos a época da democracia.
Falou sobre o profissional, virou inimigo pessoal...

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A verdade

"E conhecereis a verdade; e a verdade vos libertatrá".
O problema é que a verdade dói, revela, expõe, afasta, isola.
Porque ninguém gosta da mentira, mas também não quer ouvir a verdade.
Porque todos exigem sinceridade uns dos outros, mas uns se afastam dos outros quando a sinceridade se mostra.
Ser sincero é dizer o que pensa; dizer o que pensa por (muitas) vezes incomoda, o incômodo afasta.
Partamos, então, para a meia-verdade.
Porque a meia-verdade não é uma mentira por completo, mas a verdade que interessa, a única que agrada, agrega, aproxima.
Mas a meia-verdade é a mescla da verdade com a ausência dela.
E não existe ausência da verdade, mas sim o oposto dessa verdade, ou seja, a mentira.
Mentira que agrega por completo, aproxima, satisfaz.
Porque mentir é não dizer o que pensa, é pensar uma coisa e dizer outra, a outra que se torna verdade e agrada.
Mentir é manter as amizades, o tratamento, a audiência.
Mentir é falar apenas sobre o momento. É não dizer que o momento é bom "apesar de".
Mentir é dizer que o cidadão é um santo, "apesar de".
Mentir é esquecer do "apesar de".
Porque "apesar de", o time vence e é líder, "apesar de", o treinador é um anjo.
Diga o contrário que sua ausiência cai, o staff coloca sobre você a pesada mão da verdade, acusando-o de julgar os demais.
Sim, dizer a verdade é julgar.
Ter opinião contrária é julgar.
Ter opinião favorável é analisar.
Criticar é irresponsabilidade.
Elogiar é credibilidade.
Dizer a verdade é ficar só.
Mentir é chegar a 1 milhão de amigos.
A bola vai continuar a rolar.
As jogadas continuarão a ser avaliadas.
Dependendo da jogada a ser comentada, sua audiência sobe...ou não...

domingo, 11 de setembro de 2011

No País da Copa (3)

Aeroporto Salgado Filho, Porto Alegre (RS), domingo, 11 de setembro de 2011, 11 horas...

sábado, 10 de setembro de 2011

Falta muito...

Passo por aqui só para dizer como andam as coisas.
O objetivo nos pampas foi cumprido. Tudo deu certo até demais, graças ao bom Deus.
Se as conversas na base derem certo, contarei tudo em detalhes no tempo devido.
A propósito: o voo saiu no horário, mas as filas pemanecem imensas no Aeroporto de Cumbica. Ok, vi as obras de ampliação, mas há muito o que fazer até 2014...
Entre um e outro trabalho (por aqui é trabalho, meu filho, já diria o filósofo), vi o finalzinho do treino para o GP da Itália, ou formação do grid, como prefere este que vos escreve. Tá, se eu não tivesse visto, nada mudaria, porque em Monza nada se alterou.
Por enquanto é isso, é o que dá para dizer.
Teremos novidades, espero, embora as pistas digam que não.
Volto quando puder, abraços!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Monza

Não tinha a ideia de promover a grande apresentação do Autódromo de Monza.
Mas falar de Fórmula 1 a temporada inteira e dar uma ignorada básica em Monza é no mínimo burrice.
Encontramos, então, a alternativa.
Clássica, por sinal.
Assim como Monza é clássico.
Mesmo no videogame...

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Só no Pancadão

Não assisti o GP de Baltimore, nem em versão compacta.
Só sei que Will Power venceu.
E já é muito.
Me chamou a atenção, é claro, o pancão do Tony Kanaan no Hélio Castroneves.
Foi a imagem mais forte depois da exibição de "Última Parada 174" no Domingo Maior.
Porque agora dá tempo até de ver Domingo Maior.
Fiquem com o pancão.
Ah, o filme? Recomendável. Vale a pena assistir...

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Botão "pause"

O Autobola vai dar um tempo em setembro.
Não que vá parar, mas digamos que a velocidade dos novos posts será diminuída.
É preciso tirar o pé, andar mais devagar.
Definir rumos, estratégias, finalizar projetos.
Um dos quais, inclusive, será muito falado por aqui caso vire realidade.
Por causa dele, preciso me ausentar.
Por causa dele, os pitacos do GP da Itália viram em algumas tuitadas, se é que vai dar.
Em Cingapura, pode ser.
Retomamos o esquema normal em outubro.
Stay with us!

Só o futebol mesmo

Porque nenhuma partida termina antes da hora...



101

E o Sport Club Corinthians Paulista completa 101 anos de existência.
A festa do Centenário acabou. O título nesse período que só terminou agora, como pregou o presidente, não veio.
Mas o Corinthians continua, segue, sempre existirá.
Porque o Corinthians vai além de um aniversário, vai além de um centenário.
O Corinthians é um meio de existência, uma razão para continuar existindo.
Nenhum outro clube no mundo chama tanto a atenção.
Nenhum outro clube no mundo é assunto quando entra em campo e também quando não entra em campo.
Só o Corinthians reúne a atenção todas as torcidas quando joga.
Porque quem não é corintiano torce contra. Não há o indiferente.
Uma vitória do Corinthians proporciona em seu torcedor um prazer indescritível, rigorosamente o mesmo prazer sentido pelo torcedor rival quando o Corinthians perde.
O Botafogo não venceu a Libertadores. O Fluminense também não. O Flamengo não atua em seu estádio.
Só o Corinthians é sacaneado por esses motivos.
Nenhum outro time conta há quase 35 anos a história de um título estadual. Porque título estadual, sobretudo nos últimos tempos, perdeu o valor.
Para o Corinthians um título estadual sem valor foi o fim do pesadelo de uma geração que ficou 23 anos a ver navios.
Quem mais faria festa há mais de 40 anos pela quebra do tabu sobre um rival local?
O Corinthians foi humilhado pelo Santos de Pelé durante 11 anos. E desde 1968 comemora.
O corintiano diz que ninguém sabe o que é ser corintiano.
Realmente não sei. Sei o que é ser santista.
Talvez só um corintiano saiba dizer o que é viver tudo isso.
Parabéns, Corinthians!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Respondido

Felipe Massa disse ao 'El Pais' o que eu queria que ele dissesse a mim e que, por motivos de competência maior dos outros, não disse.
“Sou exatamente o mesmo. É verdade que não consegui os resultados daquela época, mas a ambição que tenho e o esforço são os mesmos”.
Ou seja, ele disse ser o mesmo de 2008, não vem conseguindo os mesmos resultados de 2008, mas a ambição é a mesma de 2008.
O ano em que uma quebra na Hungria a três voltas do final, a mula do pirulito eletrônico em Cingapura e os pneus não trocados de Timo Glock em Interlagos deram o título a Lewis Hamilton.
A pergunta foi a que eu quero fazer a Felipe.
"Você caiu de produção depois do acidente na Hungria em 2009?"
“É simples. Fernando tem sido mais rápido que eu, especialmente nos sábados. Isso é tudo. Logicamente, houve evoluções que funcionam melhor para um do que para outro, mas não é nada que aconteça intencionalmente. Acontece e ponto final”.
Faz sentido. Massa não voltou em 2009 e, em 2010, Fernando estava na Ferrari, com o patrocinador-mor.
E era faster than you.
Você pode acreditar ou não.
Mas a versão de Felipe está aí.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Só isso?

Eric Boullier repetiu todo o discurso.
Na 'Autosport', disse que apesar da besteira cometida por Bruno Senna na primeira curva de Spa-Francorchamps, o importante era ver o lado positivo do 7º lugar e coisa e tal.
É claro, público e notório que Monsieur Boullier não quis comprometer o brazuca.
Mas que rolou uma torcida de nariz, ah, rolou.
O recado está dado.
Em Monza, ou faz a coisa direito ou já era.
E para a Imprensa dirão que o acordo era por duas corridas e nada mais.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Depois de Spa-Francorchamps

"Não quero falar mal de qualquer outro piloto, pois não é meu estilo. No entanto, acho que a situação está bem clara para todos"
Jaime Alguersuari, sobre o enrosco com Bruno Senna
"Perdi o ponto de freada. Não havia como evitar a batida em Alguersuari e lamento muito pela corrida dele. Deveria ter sido mais cuidadoso"
Bruno Senna, sobre o enrosco com Alguersuari
"Sabia perfeitamente que Hamilton estava mais rápido que eu, então não tive motivos para lutar com ele. Depois que ele me ultrapassou, não era minha intenção recuperar a posição, então eu fiquei na minha trajetória e não esperava que ele fosse se mover"
Kamui Kobayashi, sobre o enrosco com Lewis Hamilton
“Para ser honesto, não me lembro direito [do acidente]. Apenas me recordo de ter batido no muro com força”.
Lewis Hamilton, sobre o enrosco com Kobayashi
“É uma sensação mista, mas ele (Senna) fez uma corrida sólida, com ritmo bom o suficiente. Ele precisa melhorar, mas fez uma boa prova. Se ele mantiver em todas as corridas o que fez neste fim de semana, acho que será o suficiente para conquistar pontos”.
Eric Boullier, chefe da Renault

Enquanto isso, Sebastian Vettel faz as contas para saber em qual prova comemorará o bicampeonato.
Dia 11, a Fórmula 1 desembarca na Itália.
Onde Vettel conquistou sua primeira vitória na carreira.
Com uma Toro Rosso...

Em oração

Este blog deseja a rápida e completa recuperação do técnico Ricardo Gomes.
Profissional correto, foi um zagueiro clássico e é hoje um treinador ético e decente.
O futebol mundial precisa de pessoas como Ricardo Gomes.
Que Deus o abençõe.

domingo, 28 de agosto de 2011

Penske muito bem

Só deu Penske em Sonoma.
Will Power venceu de ponta a ponta, com Hélio Castroneves em segundo lugar e Ryan Briscoe em terceiro.
Bia Figueiredo ficou em 13º, Vitor Meira o 22º e Tony Kanaan abandonou.
O líder do Campeonato ainda é Dario Franchitti, com 475 pontos. Power tem 449 e Scott Dixonn 400.
Próxima parada: domingo que vem, nas ruas de Baltimore.

Vettel; tudo igual, mas diferente

Deu Sebastian Vettel em Spa-Francorchamps.
De novo? Não, vamos dar um desconto. O alemãozinho não vencia há três corridas.
Saiu na pole e venceu em uma corrida que passou longe, mas muito longe mesmo de ser chata.
E que, por incrível que pareça, não foi movimentada pela chuva.
Vettel pulou para 259 pontos. Webber tem 167 e Alonso 157.
O script da corrida começou a ser escrito a paritr da curva 1. Nico Rosberg saiu em quinto para ganhar a primeira posição. Com Mark Webber largando mal, o caminho foi aberto para que ele ultrapassasse o compatriota Vettel e asseumisse a ponta. Por pouco tempo, é verdade, pois Vettel em pouco tempo retomou a pole.
Ao mesmo tempo, Alonso saía do oitavo lugar na largada para brigar pelas primeiras colocações.
Bruno Senna teve o efeito contrário. Na mesma curva 1 se enroscou com a Toro Rosso de Jaime Alguersuari, os carros se tocaram e o brasileiro foi considerado culpado pelo toque. Levou um drive-through suficiente para mandá-lo lá para trás.
Quase tudo aconteceu nas primeiras 10 voltas. Alonso foi chegando, levou Felipe Massa e passou por Rosberguinho como quis na Eau Rouge. Àquela altura, Vettel já tinha ido para os boxes, junto com muita gente que vinha tendo problemas de bolhas nos pneus. Casos de Jenson Button e Mark Webber.
Massa, por sinal, foi ultrapassado por Rosberg, Alonso e Lewis Hamilton em uma sequência.
A ultrapassagem de Alonso sobre Rosberg lhe rendeu uma pole provisória, que durou até a hora em que o ferrarista foi para os boxes. Voltou na mesma hora em que Webber contornava a curva 1, disputou posição e o australiano levou a melhor.
Era o código para saber que Vettel, que vinha à frente de Webber, estava à frente e Alonso precisaria começar tudo de novo.
Na oitava volta, Hamilton assumiu a ponta. Já havia ultrapassado Nico Rosberg. Na 10ª, Alonso passou Webber e recuperou a posição. Estava em 6º.
Após essa primeira janela de pits, o quadro mostrava Vettel, Rosberg e Alonso. Hamilton vinha ultrapassando todo mundo até chegar ao quarto lugar. Foi quando o inglês tentou passar Kamui Kobayashi. Na disputa, a roda direita dianteira do carro do japonês tocou na esquerda traseira do inglês. Hamilton perdeu o carro e bateu de frente no guard-rail. Pancão forte e ele demorou para sair do carro. Susto e safety car.
O inglês foi atendido, mas estava tudo bem com ele. Um susto e nada mais. Vettel, Sutil, Barrichello, Schumacher e Button aproveitaram para entrar nos boxes.
Quando o safety car recolheu, na 17ª volta, a situação era Alonso, Webber, Vettel e Massa. Na reabertura, Vettel passou o companheiro e foi para cima de Alonso. E levou a liderança, sim. A situação passou a ser Vettel, Alonso e Weber.
Alonso voltou para os boxes na 30ª volta. Retornou em quarto, atrás de Button. Vettel parou na volta 31 e voltou em terceiro. Depois foi a vez de Webber. Na pista, Vettel passou Button e pegou a liderança. De novo.
Na volta 37, Mark Webber fez uma manobra sensacional e passou Alonso. Pegou o segundo lugar. Na volta 42, foi a vez de Jenson Button ultrapassar o espanhol.
Vettel cruzou sem problemas em primeiro, com Webber em segundo e Button em terceiro.
Alonso foi o quarto e, em quinto, com muita festa, chegou Schumacher. Muito longe da posição que o consagrou, mas muito bom para quem comemorou 20 anos de Fórmula 1
Felipe Massa chegou em 9º, Bruno Senna em 13º e Rubens Barrichello em 16º.
Vamos às contas: em qual prova Vettel será campeão?

sábado, 27 de agosto de 2011

Spa-Francorchamps - o grid

A não ser que uma disparidade esteja reservada para o domingo, a Fórmula 1 teve a pausa de agosto simplesmente para cumprir um praxe.
Porque até o sábado as coisas continuaram rigorosamente como sempre foram.
Ou seja, com Vettel aparecendo em um único momento: o de cravar a pole.
E o alemãozinho sai na frente no GP da Bélgica.
Mandou 1min48s298, aos quaraquaquá do segundo tempo, só para variar um pouco.
Em segundo sai Lewis Hamilton, que cravou 1min48s730 meio segundo antes de Vettel cravar o tempo dele.
Em terceiro sai Mark Webber (1min49s736).
Felipe Massa sai na 4ª colocação, bem à frente de Fernando Alonso, que larga em 8º e esteve perto de ficar fora do Q3.
A grata surpresa (leia-se menção honrosa) vai para Bruno Senna.
Sem patriotismo barato, sem ufanismo exagerado.
Larga em 7º, em sua primeira corrida pela Lotus-Renault.
Considere ser a primeira corrida e a primeira oportunidade de pilotar um carro...não uma Hispania...
Spa-Francorchamps estava do jeito que todo mundo conhece: chove em um ponto e não chove em outro. A pista ia de molhada a secando, mas jamais seca. Tanto que os tempos foram lá para o alto.
Veja que Jenson Button foi o mais rápido no Q1, com 2min01s813.
Ou seja, 13 segundos mais lento que o tempo da pole de Vettel.
E as coisas seguiram nessa toada o tempo todo.
No final do Q2 houve um ligeiro incidente.
Heikki Kovalainen, com aquela indecente Lotus, se colocou na frente de três pilotos que estavam na volta rápida: Rubens Barrichello, Pastor Maldonado e Lewis Hamilton.
O inglês tinha tempo mais que suficiente para entrar no Q3, ao contrário das Williams, que ficaram de fora, mas ainda assim o campeão de 2008 dividiu a última curva com Maldonado e passou a achar que a culpa era do venezuelano.
Todo mundo cruzou a reta dos boxes e, logo depois da curva 1, Hamilton jogou a McLaren em cima do carro de Maldonado.
Pode dar em alguma coisa? Pode. Vai dar? Não sei.
O que sei é que se Vettel não for o bom e velho Vettel capaz de errar sozinho, a corrida pode ficar bem da sem graça.
Mas mando a aposta aqui:
A corrida não terá nada de sem graça.