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sábado, 22 de julho de 2017

Dez anos. Jamais esqueceremos

Dez anos, uma década, 120 meses, 3.652 dias, sei lá quantas horas, quantos minutos ou segundos.
Jamais esqueceremos...

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Há esperanças II

Sei lá, tem horas que não precisa falar muito...

terça-feira, 9 de maio de 2017

A hora da prova


Lewis Hamilton terá, em Barcelona, a mais cristalina possibilidade de sua carreira (e quiçá de sua vida) de mostrar ao mundo, à Fórmula 1, ao automobilismo e a si mesmo que tem um grande currículo por estar entre os grandes. O momento nem de longe é favorável ao tricampeão do mundo e apresentar motivos para ser lembrado pelas três conquistas pode ser maior do que um bom resultado no GP da Espanha.
Aos fatos: Hamilton ainda não entrou do campeonato de 2017. É o vice-líder, ok, mas já são 13 pontos de diferença para Sebastian Vettel que, só por estar na liderança, mostra que Hamilton tem muito mais adversários do que imagina. Até porque eles não estão limitados ao hospitality center da Mercedes.
A Ferrari foi bem, muito bem nos testes de início de ano. E, ao contrário do que fora projetado, 2017 aparece como um ano que foge à regra do treino é treino e corrida é corrida. O time vermelho venceu duas das quatro etapas, colocou seus dois carros na primeira fila na Rússia e tem o líder do campeonato. A julgar pelo fato dos testes de início de temporada terem sido realizados em Barcelona e a próxima etapa ser lá...quem é o favorito??
Ao entrar nos boxes de seu time para pensar na resposta, Hamilton vê um jovem finlandês, bastante compenetrado e com uma imensa vontade de vencer. Tanto que venceu a primeira na última etapa, levou Mr Lauda a olhar para o time e dizer "viram como eu estava certo?" e elevou seu moral lá dentro a níveis bem mais elevados. Já tinha sido pole no Bahrein e vem confirmando com o tempo a tese do grande piloto que só precisava de um bom carro.
Hamilton não foi tricampeão por acaso. Nem em 2008, quando o conjunto da obra e as escorregadas ferrarianas o levaram à primeira conquista, nem em 2014 e 2015, quando, mesmo com mais moral que Rosberguinho, enfrentou uma disputa interna mais ou menos bastante árdua. Não havia a intenção dele repetir as tretas do passado com Bottas, mas vai que o finlandês consiga umas poles ou uma vitoriazinha a mais...vontade e talento não lhe faltam...
O tetra depende mais de Hamilton do que de qualquer outro. A Ferrari cresce, mas ainda não pega as Mercedes acertadas e com pilotos dispostos. Um deles já mostrou que está.

domingo, 19 de junho de 2016

Metade do copo - corrida boa ou chata?


Legal a corrida em Baku.
Lugar 100% novo, GP da Europa de volta ao calendário, uma pista desafiadora, cheia de retões, vários pontos de ultrapassagem em áreas largas, curvas onde só passa um e os cegos do castelo voltam para casa se não tiverem a devida cautela...enfim, interessante.
Chata a corrida em Baku.
Fatalmente quem precisa promover a categoria irá enaltecer as trocentas ultrapassagens. Sim, louvável, mas esta vem sendo uma das cenas mais comuns nos scripts das provas da temporada 2016 da Fórmula 1. E em Baku não foi diferente. E, vamos e venhamos: em suma, a corrida foi Rosberg de ponta a ponta, como foram os anos Schumacher e Vettel, o GP do Brasil de 2015 e qualquer época em que haja uma equipe ou um piloto dominantes.
Tudo muito bom e muito bem para o alemão, que segue, enfim, para o título, depois de ver a taça que poderia ser dele ir para as mãos de Hamilton em 2015.
Falando nisso, há uns 10 dias, em uma conversa informal com o mestre Claudio Carsughi durante o almoço de lançamento do câmbio CVT dos Nissan March e Versa (sim, estar com o mestre tornou-se comum desde a ida para o Jornalismo Automotivo), perguntei a ele se era verdade que Hamilton perdeu o foco está mais preocupado com o marketing e não esteja nem aí para nada mais.
Com genialidade e o sotaque inconfundível, Carsughi começou sua resposta com um "bem,..." para depois dizer que Hamilton PODE ter percebido um trabalho pró-Rosberg na Mercedes. Alemão com alemão, entendem? E isso PODERIA provocar um desinteresse.
Aí são vários motivos: Hamilton já tem três mundiais e poderia 'acomodar'. Hamilton já 'roubou' a taça em 2015 e pode não fazer o mesmo esforço desta vez. A Mercedes pode fazer dois campeões diferentes em sequência, sendo eles companheiros de equipe nos dois anos. Em uma puxada rápida na memória, veio apenas a McLaren em 1988 e 1989, com Senna e Prost, nessa ordem.
É possível. E pode ser real...

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Brinca não, Tio Bernie!!

Em entrevista à jornalista Julianne Cerasoli, do Uol, Felipe Massa reconheceu que o Brasil pode perder sua etapa no Mundial de Fórmula 1 em breve. O quase campeão em 2008 acha que Tio Bernie não costuma brincar em serviço. E, de acordo com a revista alemã Auto Motor und Sport, o chefe teria feito algumas ameaças, como acabar com a brincadeira interlagástica já em 2017.

"A gente sabe como funcionam as negociações do Bernie. Ele gosta de colocar pressão, como já vimos que aconteceu com Monza e em outras ocasiões. Quando tem alguma coisa que não está acontecendo do jeito que ele quer, ele fala o que tem de falar. Por outro lado, sabemos como está a situação. O momento do Brasil é muito difícil. Então não é impossível que acabe a F-1 no Brasil. É bem possível. Nesse momento, é muito difícil você ter certeza de alguma coisa", disse Massa à colega do Uol.

Fato é que há um contrato que garante a corrida até 2020 e os contratos na Fórmula 1 costumam ser cumpridos à risca, mesmo contra a vontade de alguma parte. Uma segunda verdade, ainda mais forte, é que nenhum prefeito de São Paulo quer ficar marcado pelo fim da etapa brasileira da categoria. Era o evento mais rentável da cidade até a Parada do Orgulho Gay ganhar força, mas vamos dizer que ainda tem muito potencial.

E há algumas razões para acreditar nisso: em 2012, ano em que cobri o GP do Brasil in loco pela última vez, o então prefeito Gilberto Kassab, ao chegar a Interlagos no dia da corrida, disse aos jornalistas (e eu estava entre eles) que dias antes fizera questão de apresentar Bernie Ecclestone ao prefeito eleito, Fernando Haddad. Raciocinemos: Kassab ia sair dia 31 de dezembro, não tinha feito o sucessor e poderia apertar aquela tecla. Não só não apertou como aproximou o futuro prefeito, opositor dele, do homem que negocia as coisas na Fórmula 1. Quando o assunto é importante aproxima os opostos. E ninguém vai abrir mão do que Luiza Erundina conseguiu depois de ouvir um certo Ayrton.

Mais uma: há muita gente (leia-se empresas e dinheiro) envolvida. Foi por uma empresa que acabei indo a Interlagos em 2015. Com um campeonato decidido, sem nenhuma chance a qualquer brasileiro e várias empresas investiram pesado na corrida. E Interlagos estava cheio. Fui de trem e ele estava lotado na volta.

A verdade é que, por uma influência midiática, o Brasil (ou a maior parte dele) não gosta de esportes, mas sim de brasileiros vencendo nos esportes. Não é cultural gostar de Fórmula 1. Há uns malucos que montam até blogs para falar de automobilismo, mas, perto de quase 200 milhões em ação, somos poucos.

Rumores são comuns na Fórmula 1. Alguns se concretizam. A nós resta a esperança de um desencontro de informações.

Até 2021...