terça-feira, 1 de setembro de 2009

E a culpa é de quem?




É muito fácil colocar a culpa no treinador. Os resultados não vieram, faltou domínio sobre o elenco, era preciso mudar...todo tipo de discurso é utilizado para justificar o injustificável.
O que o Fluminense fez nesta terça-feira mostrou em que mãos está o clube. Tirar Renato Gaúcho e contratar Cuca foi a prova de que as pessoas que comandam o clube não têm a menor ideia do que estão fazendo.
Renato teve direito a 12 partidas. Venceu uma, empatou cinco e perdeu seis. Péssima campanha, é verdade, mas por um acaso ele pegou o time lá no alto da tabela, brigando pelo título? Ou teria ele pegado um elenco sem conjunto, que nem Parreira, nem René Simões deram jeito?
Outro detalhe: a contratação de Cuca foi anunciada no mesmo instante da comunicação da saída de Renato, ou seja, já havia um processo de fritura. PC Gusmão e Ney Franco foram sondados, o que só comprova que o óleo estava mesmo quente.
A diretoria do Flu está seguindo a cartilha de todos os clubes que um dia visitaram a Série B: mandar o elenco embora fica caro demais; admitir que é incompetente e deixar o cargo por amor ao clube é impossível. Fica mais fácil e menos oneroso trocar de treinador. Vai que o outro dá certo, pronto! O antecessor era burro demais, a culpa era dele e estamos conversados.
É, torcida tricolor, está cada vez mais difícil...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Sob suspeita



Eis que um porta-voz da FIA comunica: uma empresa independente foi contratada e está investigando os incidentes ocorridos no GP de Cingapura, no ano passado.
A saber: Fernando Alonso entrou nos boxes na 13ª volta. Três voltas depois, Nelsinho Piquet bateu sozinho e provocou a entrada do safety car. Isso teria favorecido Alonso, que venceu a prova.
A suspeita: Flavio Briatore teria dado uma ordem a Nelsinho para que desse um jeito de interromper a corrida, já sabendo que Alonso seria favorecido com um possível safety car.
Até agora, Nelsinho não se pronunciou. No site oficial, a notícia mais recente é a da demissão. No twitter, nada.
Não sei se essa ordem foi mesmo dada. Se isso aconteceu, como Briatore mandaria Nelsinho embora, sabendo que o brasileiro poderia botar a boca no mundo? Porém, se a suspeita for comprovada, é algo digno de banir a equipe da categoria e cassar a super-licença de Nelsinho. Não gostaria que isso acontecesse. Vamos aguardar...
Mudando um pouco: e a Fórmula Indy, hein? Que belo GP de Chicago. Três bandeiras amarelas em 200 voltas e Ryan Briscoe vencendo por menos de meio carro, sem contar o primeiro pódio de Mário Moraes. Muito bom.

domingo, 30 de agosto de 2009

Quando ele Kers, consegue

Surpresas, emoções e o reencontro com a vitória. O GP da Bélgica foi uma daquelas provas feitas para quem gosta de Fórmula 1. Deixando de lado o azar de Rubens Barrichello, dois fatos merecem destaque: a vitória de Kimi Raikkonen, que há muito tempo não sabia o que era triunfar e, principalmente, a segunda colocação de Giancarlo Fisichella com a sempre modesta Force India. Sebastian Vettel colocou a Red Bull na terceira colocação. Barrichello não foi além do 7º lugar.
No Mundial de Pilotos não houve grandes alterações. Raikkonen foi para 34 pontos e a diferença entre Jenson Button e Barrichello, que era de 18 pontos, caiu para apenas 16.
Assim que as luzes vermelhas se apagaram, Barrichello, que estava em quarto lugar e vinha empolgado pela vitória em Valencia, na semana passada, teve problemas com a embreagem e o carro não saiu do lugar. Quando conseguiu fazer a Brawn GP andar, estava em último. Lá na frente, Kimi Raikkonen assumiu a segunda colocação e foi ao ataque do pole Giancarlo Fisichella.
Só que, no final da Eau Rouge, um acidente envolveu Lewis Hamilton, Jaime Alguersuari, Jenson Button e Romain Grosjean e o safety car entrou na pista. Com os boxes abertos, Barrichello aproveitou para trocar pneus e, principalmente, encher o tanque. Uma estratégia para ganhar posições quando os demais fizessem as paradas nas voltas previstas.
O safety car saiu na quarta volta e Kimi Raikkonen usou o kers para ultrapassar Fisichella ainda na Eau Rouge e se mandar na frente. Lá atrás, Barrichello ultrapassou Luca Badoer na quinta volta e Kazuki Nakajima na sexta. Na 13ª volta, Timo Glock entrou nos boxes e a Toyota não se acertou com a mangueira de combustível. Com a demora, Barrichello assumiu a posição.
Na frente, a briga continuou entre Raikkonen e Fisichella, com vantagem de carro e de kers para o finlandês. Os dois pararam na mesma volta (14ª) e Raikkonen voltou antes para a pista. Enquanto isso, Barrichello fez uma bela ultrapassagem sobre Mark Webber por fora e continuou a ganhar posições.
Fernando Alonso, longe de conseguir alguma coisa na prova, foi para os boxes e teve problemas com a roda dianteira esquerda, fruto de um toque que havia sofrido na primeira curva da corrida. Depois de perder 52 segundos nos boxes, voltou à pista, deu uma volta, retornou aos boxes e já recolheu o carro.
Barrichello fez a segunda parada faltando 17 voltas. Raikkonen e Fisichella pararam a 14 voltas do fim, mais uma vez sem troca de posições.
Restava uma última forte emoção a partir de Barrichello. E ela veio quando o motor da Brawn começou a soltar fumaça no momento em que o brasileiro tentava tomar o sexto lugar de Heikki Kovalainen, a três voltas do fim da prova. Seria indício de uma explosão de motor? Não, apenas um vazamento de óleo. Suficiente para fazer o brasileiro tirar o pé do acelerador, deixar Kovalainen ir embora e tentar dar duas voltas sem comprometer o carro e sem ser ultrapassado. Conseguiu.
No pódio, a festa maior foi de Fisichella. Levar a Force India à segunda colocação numa prova depois de fazer a pole foi motivo para muita comemoração. Resta saber se ele vestirá o macacão vermelho ainda este ano...é o que dizem...

sábado, 29 de agosto de 2009

Força. Índia!!!



O tempo de 1m45s102 tornou Giancarlo Fisichella o piloto mais rápido no Q1. Até aí, nenhuma surpresa, pois a Force India jamais passaria pelo Q2. Na segunda parte dos treinos, Jarno Trulli colocou a Toyota na frente, com 1m44s503. E Giancarlo Fisichella estava entre os 10. Milagrosamente iria para o Q3, talvez a maior vitória da equipe “patinho feio” da Fórmula 1.
Mas o sábado ainda iria reservar mais. E o italiano mais rápido no Q1 e garantido no Q3 tornou-se o pole position do GP da Bélgica. Muito antes do fim do treino, cravou 1m46s308, tempo que ninguém mais conseguiu superar. E colocou a Force India na frente pela primeira vez.
Jarno Trulli, aquele mesmo do Q2, também não chegou à decisão por acaso. Vai sair em segundo. Na segunda fila, virão Nick Heidfeld (BMW) e Rubens Barrichello.
A Brawn GP melhorou o desempenho em relação à sexta-feira, algo esperado depois do trabalho ruim nos primeiros treinos. Mas não houve um bom aproveitamento das asas em uma pista de alta velocidade, como SPA-Francorchamps e os dois pilotos não conseguiram tempos brilhantes. Tanto que Jenson Button nem passou do Q2; vai sair em 14º. Ou seja, para Barrichello, vencedor da última etapa e com um carro que desta vez não está tão bom, o quarto lugar está mais que satisfatório.
Lewis Hamilton, o melhor da sexta-feira, também não foi bem. Sai em 12º. Fernando Alonso sai em 13º. Romain Grosjean larga em penúltimo (Nelsinho Piquet faria pior?) e Luca Badoer...Luca Badoer...o que dizer de Luca Badoer? Estava em último no Q1 e saiu da pista sozinho ao tentar uma ultrapassagem completamente desnecessária. Quebrou a suspensão traseira da Ferrari e sai em...último. Volta, Massa!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Controle total


Lewis Hamilton entrou na pista nas horas certas, acelerou quando foi necessário e tirou o pé quando era possível. Com inteligência, maturidade e, principalmente, um carro leve, fez o melhor tempo da sexta-feira nos treinos para o GP da Bélgica. Com 1m47s201, mostrou que a McLaren tinha gotas de combustível.
Foi seguido de perto por Timo Glock, que andou com 1m47s217 e uma Toyota muito leve também. Glock tinha o melhor tempo até os minutos finais do treino. Deu poucas e boas voltas.
Kimi Raikkonen fez um bom e surpreendente terceiro tempo e em quarto ficou Mark Webber, que chegou a andar na frente, mas não conseguiu ficar abaixo de 1m48s.
Rubens Barrichello deu 35 voltas, mas não conseguiu ir além do 18º lugar. Nada que assuste, pois Jenson Button ficou em 17º, o que mostra que a Brawn GP vai fazer alguns acertos até sábado, principalmente nos aerofólios, que atrapalharam a vida dos dois pilotos. Portanto, não será surpresa se os pupilos de Mr Ross Brawn andarem na frente na hora da classificação.
Uma boa (ou talvez não) surpresa foi o quinto lugar de Romain Grosjean. O substituto de Nelsinho Piquet mandou bem, mas o mote da sexta-feira é sempre o mesmo: não quer dizer que o fim de semana será assim. Até porque Fernando Alonso ficou em 14º. Ele que também chegou a ficar em primeiro. E não dá para esquecer que, na Renault, o espanhol é a prioridade.
O único piloto que deve fugir à regra de que "a sexta-feira não reflete o fim de semana" é Luca Badoer. Mais uma vez, um honroso 20º lugar, em meio a 20 carros...

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Um time 2 em 1


O Santos faz 2 a 0 no Inter em menos de dois minutos e dá pinta de que vai golear. Dez minutos depois, leva o empate. No início do segundo tempo, sofre o gol da virada e uma tragédia se anuncia em plena Vila Belmiro. Até que um cruzamento certeiro de George Lucas encontra um bem posicionado Kléber Pereira e vem o gol de empate.
Além das oscilações extremas durante 90 minutos, o Santos provou ser um time 2 em 1. Ficou claro que, em meio a 11 jogadores, o time possui duas formações. A primeira vai do goleiro ao segundo volante e a outra do meio-de-campo até o último atacante. E aí aparece um problema gravíssimo: não há ligação entre as duas partes.
Vanderlei Luxemburgo escalou Madson como atacante e o jogador, sobretudo no primeiro tempo, não voltava para buscar a bola e conduzir ao ataque. Esse papel foi entregue a Robson, que também não o exerceu. Assim, Paulo Henrique ficou praticamente sozinho fazendo uma função que poderia ser dividida com dois companheiros, deixando Kléber Pereira lá na frente.
Quando os passes entraram, o Santos fez os dois gols. O Inter percebeu, fechou esses espaços e a criação de jogadas acabou. Quando o Inter buscou os contra-ataques, encontrou uma defesa que já comete falhas acima da média se estiver entrosada. Com Fabão e Eli Sabiá sem falarem a mesma língua, o caminho para o empate foi aberto. No primeiro gol, ficou clara essa falta de diálogo. Fabão foi cortar o cruzamento e sobrou para Léo marcar Alecsandro. Onde estava Eli Sabiá? Sem marcar ninguém e deixando uma bola rasteira passar na frente dele, sem que ele cortasse. No segundo gol, houve a falha do goleiro Felipe, que saiu mal do gol e caçou borboleta e, no terceiro, Alecsando ficou sozinho na frente do gol santista.
A responsabilidade de evitar uma catástrofe recaiu, mais uma vez, sobre Neymar. Claro que o garoto não poderia resolver todos os problemas, mas pelo menos ele deu mais calma ao setor de criação. O jogo estava mais equilibrado, mas a ligação defesa/ataque não era feita mesmo. A saída era pela lateral. E George Lucas mais uma vez acertou um cruzamento. Kléber Pereira cabeceou no único lugar onde Lauro não chegaria.
Domingo, o Santos pega o Fluminense. Não esperem facilidade. Além de um adversário que briga para não cair, o Santos não terá Kléber Pereira (expulso), Fabão e Rodrigo Mancha (terceiro cartão).
Rapidinho sobre a Fórmula 1: GP da Bélgica neste fim e semana. Treinos livres na sexta (5h e 9h) e no sábado (6h). Treino oficial no sábado (9h) e largada no domingo (9h).

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Que bom se fosse piada




Nenhuma medida que a diretoria da Portuguesa de Desportos tome em relação à invasão ao vestiário do time ocorrida na noite de terça-feira, no Canindé, vai apagar o susto e o trauma vividos por jogadores e comissão técnica. A entrada de bandidos armados nas dependências do time mostra, no mínimo, uma falta de tudo o que se possa chamar de caráter.
Não é segredo para ninguém a relação promíscua entre clubes e parte de suas torcidas. Esses laços passam por concessão de ingressos, financiamento de viagens e festas e pressão para a saída de jogadores, treinadores e até de dirigentes.
Vamos entender um negócio de uma vez por todas: não se entra em um vestiário sem que alguém abra a porta. Não há uma passagem direta, um atalho, um caminho conhecido por poucos. Há uma porta e alguém que pode mandar abrir. É assim que funciona.
Se os dirigentes querem ficar reféns de torcidas, o problema é deles. Só que quando a vida passa a ser ameaçada, as coisas mudam por completo. René Simões disse que os jogadores não se intimidaram e foram para cima. A pergunta do treinador é a nossa: o que poderia ter acontecido?
A história mostra que há muito tempo a situação fugiu do controle. Edílson e Tevez foram embora do Corinthians depois que a pressão sobre eles extrapolou. Tevez estava com a filha de meses de vida dentro do carro que foi chutado por "torcedores". Se fosse a sua filha, você não ficaria assustado?
No Santos, por duas vezes houve invasão de vestiário de modo estranho. Uma foi em 1993, no jogo contra o extinto Novorizontino. O alvo era o árbitro João Paulo Araújo, que estava numa tarde infeliz e errou bastante. Torcedores invadiram o campo, tendo o vestiário como acesso. Outra foi em 2000, na Copa João Havelange. O Santos empatou com o Vasco e alguns "torcedores" ficaram esperando os jogadores dentro do vestiário. Deram azar, pois os primeiros que chegaram foram Edmundo, Rincón e Fábio Costa...e a invasão ao CT do Santos em 2001? E a agressão ao Leão no ano passado?
Isso sem falar do "torcedor" que foi xingar Romário no Fluminense, a invasão da sede do mesmo Fluminense neste ano, os problemas criados por "torcidas" de Flamengo e Palmeiras. Enfim, é muita história.
Campo, centro de treinamentos e vestiários são ambientes. Se não está satisfeito, que proteste das arquibancadas. E quem contribui com ações como esta não é apenas conivente. O que pode ser, então? Tire suas próprias conclusões e opine...
A propósito: René Simões pediu demissão. Estão satisfeitos?

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Não se ganha antes



E o primeiro turno do Campeonato Brasileiro termina nesta quarta-feira para o Santos. Futebol brasileiro é assim: um time precisa faturar um pouco no exterior, viaja e mexe no calendário todo. Em suma: depois de duas partidas pelo segundo turno, o Santos volta no tempo e pega o Internacional, que estava no Japão no dia em que o confronto deveria ter ocorrido.
O curioso é que muita gente (a começar por Vanderlei Luxemburgo) considera a partida como favas contadas. Depois dos últimos tropeços, o discurso do treinador e de alguns torcedores era de que “o primeiro turno ainda não havia terminado e o Santos pode fechar a primeira parte do campeonato muito próximo do G-4”.
Ok, isso é verdade, mas só há um problema: o jogo ainda não aconteceu. E o Inter, em que pesem as duas derrotas seguidas, não é nenhum timinho. Tampouco costuma tremer na Vila Belmiro. Nunca venceu, é verdade, mas costuma dar um trabalho enorme. No ano passado, por exemplo, entrou em campo com o time reserva e só perdeu porque um chute bisonho do consagrado Michael Jackson Quiñonez desviou no Gustavo Nery e a bola foi para o gol. Do contrário, a bola teria saído pela lateral. Aliás, o Santos deve a permanência na Série A a esse gol.
Se o Santos não melhorar a armação de jogadas e não for mais objetivo, pode ser surpreendido. No discurso, a impressão é de que o gol sai na hora em que o time quiser, mas futebol não funciona assim. Paulo Henrique e Madson podem buscar mais a conclusão das jogadas ao invés de acionarem Kléber Pereira, que vive a proporção 1 para 1.000 no aproveitamento. A defesa não pode permitir a aproximação adversária, como aconteceu no jogo com o Avaí e os volantes precisam matar os contra-ataques já no início. Se houver um conjunto entre marcação e armação, a conclusão passa a ser consequência.
O Inter deve ter os retornos de Índio e Magrão que estavam machucados. Se eles jogarem, a marcação estará reforçada, o que aumenta a exigência de movimentação santista. E, para os contra-ataques, o time gaúcho terá Andrezinho completando o meio-de-campo e o ataque formado por Taison e Alecsandro. Ou seja, nada fácil para o Santos.
A resposta? Quarta-feira, às 21 horas, na Vila Belmiro.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Volta, Massa!!!




A Ferrari anunciou Schumacher. O pescoço do alemão falou mais alto. A solução, então, foi caseira. Bota o Luca Badoer lá e estamos conversados. Piloto experiente, uma década com a equipe...ninguém conhece o carro tão bem quanto ele.
Resumo da ópera em Valencia: no grid, último lugar; na corrida, algumas rodadas sozinho em pista seca e a queimada sobre a linha branca na saída dos boxes. Adivinha se em Maranello já não falam em escalar outro piloto para a Bélgica?
Anthony Davidson, piloto de testes da Brawn GP, já levou o currículo com o número do celular. "Qualquer coisa, me liga. Faço melhor que ele". Marc Gené, o ouro piloto de testes da Ferrari, preterido após ser campeão das 24 horas de Le Mans, não se conforma.
A verdade é que os italianos querem ver Felipe Massa de volta o quanto antes. Se o carro não é competitivo, pelo menos terão um piloto que não vai provocar a diversão dos adversários.
Só para completar: Badoer completou o GP (sim, acreditem) e, na volta aos boxes...freou para entrar no parque fechado e bateu na traseira da Force India de Adrian Sutil. O carro estava parado e teve o aerofólio traseiro arrancado.
Volta, Massa!!!

domingo, 23 de agosto de 2009

Como nos velhos e bons tempos

Como se faz um vencedor? Com competência, trabalho de equipe e sorte. Rubens Barrichello teve um pouco de cada. A 100ª vitória brasileira na história da Fórmula 1, a 10ª de Rubinho na categoria, só poderia sair a partir desse conjunto.
Barrichello teve a competência de classificar em terceiro lugar nos treinos oficiais para o GP da Europa; o trabalho da BrawnGP, que montou um carro decente e a sorte em contar com um erro grotesco da McLaren para superar Lewis Hamilton e triunfar nas ruas de Valencia.
O GP da Europa tinha tudo, precisamente tudo para ser muito chato. Sem pontos de ultrapassagem, as posições foram mantidas no início da prova. Hamilton saiu na frente, acompanhado pelo companheiro de equipe, Heikki Kovalainen e por Barrichello. A fila indiana andou nessa base até a primeira janela de pit stops, quando Barrichello começou a ganhar a corrida.
Hamilton parou na 15ª volta, a McLaren fez 9.4s e o inglês voltou em 6º lugar, esperando os cinco primeiros pararem para retomar a ponta. Até então, a estratégia da BrawnGP era fazer Barrichello passar Kovalainen e assumir o segundo lugar. O finlandês parou na 16ª volta e o brasileiro disparou. Aproveitou as últimas gotas de combustível para explorar o carro leve e abrir uma diferença suficiente para fazer a parada e voltar na frente de Kovalainen. Conseguiu. A BrawnGP trabalhou rápido (9s) e Barrichello voltou em segundo lugar.
Pelo rádio, a equipe avisou algo parecido com: “Cola no Hamilton para fazermos a mesma coisa”. Barrichello não colou, mas andou em um ritmo excelente. Na volta 34, ele fez a volta mais rápida (1m39s421) e estava 4,2s atrás do inglês.
Três voltas depois, Hamilton parou e a prova foi decidida. Por um erro primário da McLaren, o pneu dianteiro direito não estava pronto para ser colocado. O tempo que a equipe perdeu para achar a tal roda acabou com as chances do inglês. Foram 13,4s de parada. Barrichello, outra vez com o tanque vazio, foi embora, disparou de vez. A equipe deu-lhe cinco voltas e a ordem de estabelecer tempo de classificação. Obediente, o brasileiro fez 1m39s071 e, na sequência, 1m38s970. Na volta 39, ele parou. Com 6,8s, voltou à frente de Hamilton e administrou a vantagem, mantida entre 5s e 6s.
Poucas vezes Barrichello teve tanto controle da situação. Ele foi frio para conduzir o carro até a bandeirada e só então desabou em lágrimas. Mostrou a mensagem escrita no capacete para Felipe Massa, deu uma sambadinha horrorosa no pódio e ouviu o Hino Nacional com a mão no peito. Lewis Hamilton chegou em segundo e Kimi Raikkonen em terceiro.
Luca Badoer? Era melhor a Ferrari manter Schumacher, com ou sem pescoço...
Na classificação, Button continua líder, com 72 pontos. Barrichello voltou à segunda colocação, agora com 54. Se não mudou muita coisa no Mundial, a vitória mudou o domingo de Barrichello e daqueles que querem ver os brasileiros na frente. Fica a mensagem de Ross Brawn, pelo rádio. "Foi uma vitória como nos velhos e bons tempos".