sábado, 13 de fevereiro de 2010

Sempre dá samba

Adriano Imperador ganhou todo o fim de semana de folga. Foi liberado pela diretoria do Flamengo. O motivo? Ninguém disse.
Adriano só volta na segunda-feira, isso se voltar. Na quarta, o Flamengo disputa uma vaga na final da Taça Guanabara, contra o Botafogo.
Mas o que importa? É Carnaval...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Em outro idioma

Tem um pessoal que ficou bravo com o que andou sendo publicado na imprensa espanhola, mais especificamente no jornal El Mundo Deportivo. Ocorreu o seguinte: Massa disse ao Uol, em outras palavras, que, apesar de Alonso ser Alonso, ele, Massa, está na Ferrari há mais tempo e seria, teoricamente, o número 1 da equipe.
Pois o pessoal do jornal plagiou o Rei Juan Carlos e mandou a ordem: "Por que no te callas?", lembrando o que o Rei disse ao "fantástico" Hugo Chavez em 2007. O jornal defendeu o compatriota com unhas, dentes e palavras, lembrando que o próprio Stefano Domenicalli já avisou que o tratamento seria igual em Maranello.
Não deu para entender a repercussão que essa frase ganhou no Brasil. Há cerca de 20 anos, fazíamos a mesma coisa, pra não dizer pior, com um dos maiores pilotos que a Fórmula 1 já viu; Alain Prost.
Como adversário direto de Ayrton Senna, Prost virou persona non grata no Brasil. A esportividade ficou de lado e o francês era inimigo por aqui. Em 1989, quando Prost tentou tirar Ayrton do GP do Japão, tornou-se um ser pior do que Hitler. Um ano depois, quando Ayrton deu o troco, o narrador de TV foi ao delírio e quase teve um orgasmo quando Senna deu as costas a Prost.
Em 1994, Senna morreu tragicamente. E Prost ficou na dúvida se deveria vir ao Brasil para o funeral. Coube ao mesmo narrador dizer que Prost poderia vir, pois seria muito bem recebido e, se precisasse, o narrador o pegaria no aeroporto e o levaria ao hotel e ao enterro.
Espanhóis são apaixonados e defendem seus atletas de todas as formas. Ninguém na Espanha está contra Massa, mas a paixão por Alonso às vezes provoca essa reação. Podem esperar, vem muito mais por aí, pelo menos enquanto os dois estiverem na mesma equipe, embora há muito tempo não falem a mesma língua...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Destino: Goiânia

O vice-presidente do Goiás, Edmo Pinheiro, disse à Rádio Bandeirantes que o clube até poderia liberar Fernandão para o São Paulo, desde que o pessoal do Morumbi mande alguns jogadores e uma grana para Goiânia. Entre esses jogadores está Richarlyson.
"Sei que o Richarlyson está nos planos do São Paulo, mas ele seria muito bem-vindo em Goiás".
Mas depois do que Richarlyson viveu nesta quarta-feira, ele mesmo poderia começar a pensar nessa possibilidade. O time todo do São Paulo jogou pedrinha diante do Monterrey. Não houve quem fizesse a diferença, nem mesmo Washington. Adivinhem no pé de quem a torcida foi pegar. Foi assim até que ele saísse de campo para a entrada de Cicinho. Richarlyson saiu vaiado e Cicinho entrou aplaudido.
Essa história já cansou, já encheu, já saturou. O cara não é gênio, nem mesmo craque, apenas um jogador útil. E times precisam de jogadores úteis. O que não dá para aceitar é a execração pública por uma questão pessoal que ninguém sabe se é verdadeira e que, mesmo que fosse, não deveria mudar nada.
Portanto, Richarlyson poderia pensar nessa possibilidade: ir para outro lugar e ser mais feliz. Que a torcida fique com os caras que ela considera machos. Só acho estranho que façam tanta questão de verem machos em campo...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Os erros dos eRRes

Andaram questionando a ausência dos Ronaldos na convocação de Dunga. Prestem atenção: dos Ronaldos. Vamos aos fatos:
Dunga é da escola de Carlos Alberto Parreira, ou seja, monta uma base e segue com esse alicerce. Muda uma ou outra peça, mas a essência, a espinha dorsal permanece a mesma. Ronaldos, hoje, são peças para reposição.
Separando, agora, vamos falar de cada um. Primeiro o Gaúcho. Vem bem no Milan, mas não consegue manter uma sequência de boas apresentações. Faz uma partida genial, outra nem tanto assim e outra apagada. Para a posição dele tem muita gente, apesar dele sempre poder fazer a diferença. Na cabeça de Dunga, Ronaldinho precisa mostrar mais e passar um pouco de confiança. Na cabeça de muita gente que entende do assunto, ele tem que estar lá.
No dia da convocação, Jorginho, o auxiliar de Dunga, mandou uma daquelas besteiras homéricas, típica de quem comanda a Seleção: "O comprometimento pode ser maior que o talento". Ou seja, não é necessário ser bom, basta ser comprometido, entenderam?
Vamos ao outro Ronaldo agora. Isso é piada, né? Diz que é. Ninguém pode querer o atual Ronaldo na Seleção e dizer que está falando sério...
O que Ronaldo já fez no futebol jamais será esquecido, mas vamos pensar um pouco: o cara não joga na Seleção desde 1º de julho de 2006, operou o joelho e nunca mais entrou em forma. Veio para o Corinthians, fez um excelente primeiro semestre de 2009 e só. Como o Corinthians entrou na Libertadores, a torcida abandonou o Brasileirão, no qual ele não jogou nada.
Ronaldo tem enfrentado seguidas contusões, passa muito tempo afastado e a cada saída ganha mais peso. Como ele iria para uma Copa, uma competição de tiro curto?
Dizer que o Fenômeno deveria estar na Seleção é, no mínimo, a demonstração de total desconhecimento do assunto.
Se esse é o comprometimento que se espera, fica difícil crer que um jogador que vive acima do peso esteja comprometido...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Sempre humilde

Eu sei, eu sei, eu sei...sumi, desapareci e não disse nem pra onde ia. Robinho fez um gol de letra e não houve nenhuma letra para comentar o feito por aqui. A verdade é que o blogueiro acabou sendo envolvido em tudo o que envolveu a vitória do Santos, ou seja, o domingo só acabou na segunda. E a segunda começou muito cedo, já com outros assuntos, até particulares. E acabou tarde. Mas estamos de volta.
Que Rogério Ceni é um dos grandes goleiros de todos os tempos, é inegável, como também é impossível fechar os olhos para o fato dele possuir um caráter excepcional. Mas Rogério é humano e, como todo ser humano, falho.
Rogério Ceni não sabe perder. Não estou dizendo que ele não gosta de perder, porque ninguém gosta. Estou sendo claro ao dizer que ele não sabe perder.
Rogério Ceni nunca perde. Foi o árbitro, foi o zagueiro do time dele, foi o atacante adversário que fez falta nele, foi a paradinha...a mesma paradinha que ele, Rogério, usou para se beneficiar algumas vezes.
O goleiro do São Paulo Não gosta muito da palavra humildade. Já declarou algumas vezes que o São Paulo não se envolve nesses negócios de mala preta/mala branca (no meu tempo era preta) porque nunca está brigando para não cair; sempre está na luta pelos títulos.
Rogério é um daqueles meninos mimados: ou a brincadeira sai do jeito que ele quer, ou ninguém brinca, porque ele é o dono da bola. Se o São Paulo for campeão, a competição é a mais importante que existe. Se o Tricolor não vencer, é um campeonatinho qualquer.
A verdade é que Rogério Ceni anda bravo. Não com a paradinha, não com a derrota em si, mas por ter ficado de joelhos. E, ajoelhou, tem que rezar. O problema foi que a letra da reza foi dada por Robinho...

sábado, 6 de fevereiro de 2010

O ganha-pão

Ronaldo Soares Giovanelli foi goleiro titular do Corinthians por quase uma década. Conquistou três campeonatos paulistas, um brasileiro e uma Copa do Brasil. Enquanto esteve no Parque São Jorge, era um dos ídolos da torcida corintiana.
Ao deixar o Parque São Jorge, Ronaldo rodou por Fluminense, Portuguesa, Portuguesa Santista, sem jamais repetir a história que teve no Corinthians. Encerrou a carreira esquecido, até reaparecer como comentarista em uma emissora de TV de baixa audiência.
Ronaldo foi a Santos, participar de um evento da loja Poderoso Timão. Por ter participado de duas edições da Libertadores, apesar de ter fracassado em ambas, acreditava-se que o ex-goleiro renderia uma boa matéria, já que o Corinthians conta os dias para reestrear na competição. Estava ele gravando vídeos e a ideia era simples: uma entrevista rápida em um intervalo dessas gravações.
"Eu não vou dar entrevista. Vou fazer o nosso aqui, que é o ganha-pão".
Quanta inocência do repórter!! Achou que um ex-jogador não precisasse mais de um ganha-pão. Imaginou que estivesse diante de um Taffarel, de três Copas do Mundo, ou de um Júlio César, titular da seleção de há anos dono da posição em um clube de ponta da Europa, mandando o ótimo Francesco Toldo para o banco. Ou até mesmo de um Dida, com seu jeito calado, mas também ídolo no Corinthians e por anos titular do Milan.
Não, o repórter estava diante de um ex-goleiro que não tem história na seleção brasileira. Que conquistou títulos também conquistados por joias como Maurício, Nei e Doni. Que hoje é um personagem esquecido. Hoje, quando você fala que vai entrevistar o Ronaldo, os olhos das pessoas arregalam. Pensam que se trata do Fenômeno, não de alguém que deixou o clube pela porta dos fundos e que atualmente precisa gravar vídeos para ter um ganha-pão.
Coisas do futebol...um dia, ídolo, no outro, ninguém, mas achando que ainda vive a fase de ídolo...Ronaldo se nega a dar entrevistas...Pelé jamais se negou...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Em 2003

O ano era 2003. Este que vos escreve foi designado para fazer a cobertura de uma partida de futsal, em um dos vários torneios populares existentes na Baixada Santista. Jogo entre categorias menores.
Ao chegar no ginásio, a quase impossível pressão tornou-se bem possível. Pais de jogadores de uma das equipes estavam indignados com uma matéria publicada no jornal naquela data. O texto mostrava que um jogador destacava-se em um outro time, pois fazia a diferença em quadra. O time era um com ele e outro sem ele. "É ele contra o resto? Parece que o campeonato só tem ele", disse um dos pais. "E o pessoal do time dele também não gostou. Parece que ele joga sozinho", disse outro, demonstrando aquele conhecimento de causa que só o achismo é capaz de traduzir.
Minutos depois, em conversa com pessoas mais equilibradas, mais informações sobre o personagem da tal matéria. "É marrento, mas joga muito. Vai longe. Dizem que tem empresário dos grandes de olho nele".
Os times vão para a quadra e o tal garoto da polêmica entra por último. Tênis colorido, faixa na cabeça, parecia querer ser mesmo o centro das atenções. Muita pretensão para quem só tinha 11 anos de idade. Pose e discurso de craque da seleção brasileira. "Quero vê-lo com a bola nos pés", pensei.
O jogo começou. E enquanto a bola rolou, por várias vezes tive a oportunidade de olhar para aqueles pais antes revoltados. Meu olhar indicava a pergunta: "Ele faz tudo isso e vocês acham que não rendia uma matéria?" A abaixada de cabeça deles mostrava a resignação. O moleque era marrento mesmo, muito marrento, por sinal. Mas como jogava! Confirmou o que disse a matéria e fez a diferença.
Não me lembro o placar daquele jogo, mas sei que o time do marrentinho ganhou. Ah, e ele fez, sim, a diferença. Um ou dois gols, não mais do que isso, mas com jogadas geniais e passes precisos. Fazia tudo e passava a bola para o companheiro só concluir as jogadas. Consagrou os colegas. Saiu da quadra aplaudido e reconhecido. Podiam não gostar, mas que o moleque era bom, ah, isso era.
O nome dele? Neymar...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A maior derrota

Mano Menezes sofreu em Campinas sua maior derrota desde que chegou ao Corinthians. Se o time perdeu para a Ponte Preta, o que não é nenhum absurdo, Mano perdeu para Finazzi.
Finazzi foi contratado em 2007 para ter sua primeira oportunidade em um grande clube. Não é nenhum gênio da bola, mas vinha bem para os padrões dele, talvez não tão bem para os padrões de um exigente Corinthians. O importante é que fazia os gols dele e não comprometia. Mas teve problemas com Mano. Dizem que a questão seria extra-campo, aquelas coisinhas que acontecem no futebol dos empresários. Fato é que Finazzi caiu em desgraça com o treinador.
Como Mano jamais viveu uma fase ruim no Parque São Jorge, pouca gente se importou com a saída do atacante. Mano devolveu o Corinthians à Série A do Brasileiro, foi campeão paulista invicto e levou também a Copa do Brasil de 2009, colocou o time na Libertadores no ano do centenário e vive uma lua-de-mel com a parte da torcida que interessa. Quem ligaria para Finazzi?
Mas o atacante rodou por alguns clubes, o mundo girou e finalmente Mano e Finazzi se encontraram em Campinas. O treinador levava a melhor com o gol do bom volante Jucilei, quando Finazzi sofreu um pênalti que Fabiano Gadelha não desperdiçou. Minutos depois, o atacante escora um cruzamento, vira o jogo e decreta o fim da invencibilidade corintiana no Paulistão. Foram 28 jogos, quase dois anos sem perder.
Finazzi ficou bem caladinho. Deu a resposta em campo. Mano não deixou de mandar aquele irritante sorriso irônico. "Não se pode ganhar todas", disse. É verdade. Perder faz parte; perder no Campeonato Paulista não é nenhuma vergonha. Perder para a Ponte Preta em Campinas por um placar apertado é absolutamente aceitável. Perder para Finazzi é algo que Mano não vai esquecer tão cedo...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Vai ser massa...

Eu disse, disse novamente e vou dizer mais uma vez: Felipe Massa não terá vida fácil neste ano.
Fernando Alonso precisou de apenas 29 voltas para superar o tempo do brasileiro em Valencia. O espanhol cravou 1min11s470. E foi apenas o primeiro dia de testes dele com a Ferrari, uma equipe nova para ele e da quinta temporada de Massa.
Desde o final de 2006, a Ferrari não trabalha de maneira explícita para um só piloto. Em 2007, deu uma ajuda a Kimi Raikkönen a partir do momento em que Massa estava fora da briga pelo título. Em 2008, fez o inverso. E em 2009...foi melhor planejar 2010...
Há uma corrente que inocenta Alonso pelo caso McLaren 2007. Dizem que Lewis Hamilton foi o culpado ao não aceitar privilégios a um forasteiro. Mas que Alonso exigiu um pouco mais baseando-se nos dois títulos mundiais anteriores, exigiu.
Alonso pode exigir tudo de novo agora. Se os títulos ficaram para trás, o patrocinador não. Ele levou para Maranello e está financiando muita coisa lá dentro, inclusive o próprio Alonso. Ou seja, ou Massa manda bem no cockpit ou aquela famosa briga entre os dois em 2007 estará de volta. E com outra vitória de Alonso...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Mais uma vez

Hernanes não foi vendido para a Europa. Outra vez tinha propostas, as propostas eram boas, irrecusaveis, vai sair, segura ele, São Paulo e...ficou.
É muito difícil um jogador ter uma proposta do exterior e permanecer no Brasil, mesmo que seja em um clube de ponta. Mais difícil ainda é esse processo repetir-se algumas vezes, como vem acontecendo com Hernanes.
Acontecia a mesma coisa com Kléber Pereira no Santos. Havia uns períodos de calmaria e depois choviam propostas da Europa. Ele dizia isso para a Imprensa, o irmão/empresário confirmava, falta pouco, agora vai e...o Santos dava um aumento e segurava. Passava um tempo, começava tudo de novo. A última era do Catar, essa irrecusável. Estranho foi ver um jogador que despertava tanto interesse de fora ir parar no Internacional. Repetindo: o Inter é grande, mas para quem tinha tantas propostas do exterior...
Hernanes está feliz por ficar, diz que acabou a tensão. Mas a Europa só fechou a janela porque anda fazendo muito frio por lá. Logo o calor chega e a abertura será inevitável. Começaria tudo de novo?