sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Sofá vendido

Fala, Zagallo: "Aí, sim, fomos surpreendidos novamente". Eu avisei no twitter que o blog corria o risco de ficar desatualizado. E ficou. Muricy caiu meia hora depois...
A surpresa não foi pela queda do treinador, mas pelo momento. Esperava-se que o Palmeiras segurasse até o clássico com o São Paulo, domingo. Não, a diretoria correu e fechou com Antônio Carlos Zago.
Correu naquelas. Está claro que já havia conversas entre as partes. Como são poucos os cartolas que passam confiança e como o sr. Zago desconhece os sentidos da palavra "ética", o fogo estava aceso e não era de hoje.
No post anterior, Dudu Fernandes fez uma análise brilhante nos comentários e lembrou algo que o blogueiro havia esquecido: a questão Cipullo x Muricy. O diretor já havia pedido a cabeça do treinador no final do ano passado, depois da vergonhosa desclassificação para a Libertadores, depois de um título assegurado (e também perdido). Agora, Cipullo esperou a primeira oportunidade e mandou Muricy pra bem longe do Palestra.
Se houve boicote de jogadores, não dá para afirmar e não serão os atletas que vão dizer. Por enquanto, o que parece é que o Palmeiras deu o flagrante na mulher infiel no sofá e resolveu o problema: vendeu o sofá, leia-se Muricy e Toninho Cecílio. Enquanto isso, Cipullo, que boicotou o treinador, continua. Até quando?

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Coisa preta no lado verde

A diretoria do Palmeiras tentou ser racional e não demitiu Muricy Ramalho neste momento. Agiu corretamente. Faltam três dias para o clássico com o São Paulo e, na semana que vem, tem o jogo de volta contra o Flamengo-PI, pela Copa do Brasil. Mas não se sabe até quando Muricy permanece no cargo.
No clube, todos, inclusive ele, negam um possível boicote dos jogadores, mas a forma como o Palmeiras foi derrotado pelo São Caetano é de se estranhar. Muricy enalteceu as qualidades do adversário e tem razão nisso, pois temos a mania de buscar motivos para a derrota do gigante quando, por várias vezes, o pequeno teve todos os méritos. Mas não foi o que aconteceu no Palestra Itália. O São Caetano esteve bem, mas foi favorecido por uma estranha passividade Alviverde.
Muricy, ao que consta, não é odiado pela torcida, que descarregou a ira sobre o time e alguns dirigentes. E com razão. Pouco antes da partida, caiu uma chuva de fazer história na região do estádio e as ruas próximas ficaram inundadas. O torcedor que conseguiu chegar pagou um ingresso caro, voltou pra casa tarde (o jogo acabou perto da meia-noite) e viu "aquilo" em campo. Qualquer um protestaria. Mas Muricy passou ileso por essa.
É impossível dizer que o treinador esteja seguro no cargo. E o clássico de domingo determinará o futuro. A Copa do Brasil está apenas na primeira fase e, depois de domingo, o Palmeiras disputará 27 pontos do Paulistão. Ou seja: se tiver que mandar o treinador embora, que seja agora. E Muricy só não foi porque é semana de clássico. Mas é bom a diretoria abrir os olhos com o elenco. Podem negar, mas que a coisa anda estranha pelos lados do Palestra, ah, isso anda...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Mais Leite

Mano Menezes perdeu a paciência. A uma semana da estreia na Libertadores, não conseguiu formar o time ideal para a competição. Uma contusão aqui, uma suspensão ali, um improviso depois e os 11 que ele pensa escalar na quarta-feira que vem simplesmente não jogaram juntos nenhuma vez.
Mano já tem na cabeça os 25 inscritos e tem mais ainda os 11 titulares. A ideia dele era usar o Paulistão (usar, porque o Corinthians não está nem aí para o Estadual) para dar entrosamento a esses 11. Não conseguiu e ficou bravo.
Mais do que não ter os 11 que ele considera ideais, Mano vê o time não se acertar. Não houve, neste ano, uma só partida em que seja possível dizer que o Corinthians jogou bem. O melhorzinho que o time conseguiu foi na vitória sobre o Palmeiras e olhe lá, graças a Felipe.
A verdade é que Mano está preocupado. Sabe que ninguém no clube pensa em outra coisa que não seja no título da Libertadores no ano do centenário. E sabe mais ainda o que pode acontecer se esse título não vier. E o que é pior: está mais ciente ainda que, do jeito que a coisa anda, esse título não vem.
Que fique claro que o blogueiro não está fazendo previsões, mas se Mano quer mesmo a Libertadores, terá muito o que trabalhar, descer um pouquinho do salto e mexer no time com as peças que tem. Pode acertar? Sim. Mas, se errar, ficará marcado. Não por devolver o time à elite do Brasileiro. Não por levar o time à Libertadores, mas por não vencer a competição continental, mesmo inchando um elenco com jogadores de seu interesse. E aí não vai ter Leite que alivie essa asia...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Bate e não assopra

Já encheu a paciência essa história de zagueiros sem recursos usarem a violência na hora de parar uma jogada de talento. Neymar já vinha reclamando disso e até brincou com Robinho dizendo que agora teria com quem dividir as caneladas inimigas. Mas o que aconteceu domingo, no Pacaembu, foi uma vergonha.
Juro que tentei contar quantas botinadas Neymar ia levar durante a partida, mas perdi as contas. Lembro que até os 10 minutos do primeiro tempo, foram umas 4 ou 5, das quais duas sem bola e, mas absurdo que isso, na segunda a bola estava do outro lado do campo. O cidadão veio, deu uma no tornozelo do menino e foi embora.
Se para muita gente o Santos não jogou tão bem diante do Rio Claro,. há que se considerar esse fator. Robinho (ok, esse não foi bem mesmo) mal pegava na bola e não conseguia nem dar o segundo toque, porque já tinha uma perna com meião azul para derrubá-lo. E a falta não era o último recurso; era o primeiro, ou seja: Neymar e Robinho pegavam a bola e já eram derrubados antes que tentassem dar início a qualquer jogada.
A questão vai além do futebol em si. Futebol é esporte de contato e acabou. Tem essa pegada, tem essa pressão mesmo. O problema é um certo exagero. Como o menino é bom de bola, mete a porrada antes que ele mostre porque é coinsiderado tão bom. O risco é haver um zagueiro sem noção que encurte a carreira de Neymar.
Dizem que o Campeonato Paulista é uma grande vitrine. Quem joga em times pequenos pode ter a chance da vida ali, dependendo do que apresente. O pessoal do Rio Claro, se continuar nessa base, conseguirá, no máximo, um emprego em uma loja de ferragens. Com a caixa de ferramentas que têm...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Menos confete

Se o blogueiro estava no show do Metallica, que motivos teria para pular o Carnaval? O programa de domingo foi o Pacaembu, onde 32 mil pessoas foram ver o Santos vencer o Rio Claro, de virada.
E como foi difícil! Não que o Santos tenha caído de produção, ao contrário. O time teve a mesma maestria e o bom toque de bola primordiais na vitória sobre o São Paulo. Foi difícil pela proposta de jogo do Rio Claro.
Paulinho McLaren (sim, ele mesmo) armou o time para não perder: tranca tudo e tenta encaixar um contra-ataque. Vai que sai um gol. E saiu, ainda no primeiro tempo, numa das poucas vezes em que a zaga santista bateu cabeça.
Mas o Santos teve sua culpa nesse cartório. Primeiro porque Dorival Júnior armou duas linhas de quatro, com Germano abrindo o setor de criação. Ora bolas, Germano é 90% marcação e 10% armação. Se Paulo Henrique começou jogando, por que o cabeludo armava jogadas? Sem contar que Germano lançava mal e quase sempre não achava ninguém. Paulo Henrique, que deveria receber esses lançamentos, estava recuado demais, buscando Neymar e Robinho.
O time deu uma ligeira melhorada quando Marquinhos se machucou e saiu. André entrou para ser um terceiro elemento no ataque, mas Paulo Henrique, além de estar longe do setor ofensivo, estava tocando mal a bola. Não era o Ganso que já conhecemos.
O calor também foi preponderante. Foi ele o responsável por "pregar" Durval no segundo tempo. O zagueiro não conseguia acompanhar mais ninguém.
E como o Santos foi virar esse jogo? Com Giovanni entrando no lugar de Germano e Madson vindo para a vaga de Wesley Santos (que estreou bem). Com isso, PH lançava e Giovani conduzia a bola entre o meio e o ataque, coisa que PH deveria ter feito desde o início e não se sabe se foi desobediente ou se obedeceu demais...
O time ficou sem lateral-esquerdo, mas como o Rio Claro não avançava, Madson mais apoiou Neymar naquele setor. Foi da esquerda que saíram os dois gols. E o segundo, que jogada do Neymar...
Robinho não comprometeu, mas não foi o Robinho que conhecemos. Quase fez um golaço no fim do jogo, mas foi só.
A propósito: como batem no Neymar! Em 10 minutos, contei cinco, duas sem bola. Ou os árbitros abrem os olhos, ou os zagueiros adversários fecham precocemente a carreira do menino...

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Sempre dá samba

Adriano Imperador ganhou todo o fim de semana de folga. Foi liberado pela diretoria do Flamengo. O motivo? Ninguém disse.
Adriano só volta na segunda-feira, isso se voltar. Na quarta, o Flamengo disputa uma vaga na final da Taça Guanabara, contra o Botafogo.
Mas o que importa? É Carnaval...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Em outro idioma

Tem um pessoal que ficou bravo com o que andou sendo publicado na imprensa espanhola, mais especificamente no jornal El Mundo Deportivo. Ocorreu o seguinte: Massa disse ao Uol, em outras palavras, que, apesar de Alonso ser Alonso, ele, Massa, está na Ferrari há mais tempo e seria, teoricamente, o número 1 da equipe.
Pois o pessoal do jornal plagiou o Rei Juan Carlos e mandou a ordem: "Por que no te callas?", lembrando o que o Rei disse ao "fantástico" Hugo Chavez em 2007. O jornal defendeu o compatriota com unhas, dentes e palavras, lembrando que o próprio Stefano Domenicalli já avisou que o tratamento seria igual em Maranello.
Não deu para entender a repercussão que essa frase ganhou no Brasil. Há cerca de 20 anos, fazíamos a mesma coisa, pra não dizer pior, com um dos maiores pilotos que a Fórmula 1 já viu; Alain Prost.
Como adversário direto de Ayrton Senna, Prost virou persona non grata no Brasil. A esportividade ficou de lado e o francês era inimigo por aqui. Em 1989, quando Prost tentou tirar Ayrton do GP do Japão, tornou-se um ser pior do que Hitler. Um ano depois, quando Ayrton deu o troco, o narrador de TV foi ao delírio e quase teve um orgasmo quando Senna deu as costas a Prost.
Em 1994, Senna morreu tragicamente. E Prost ficou na dúvida se deveria vir ao Brasil para o funeral. Coube ao mesmo narrador dizer que Prost poderia vir, pois seria muito bem recebido e, se precisasse, o narrador o pegaria no aeroporto e o levaria ao hotel e ao enterro.
Espanhóis são apaixonados e defendem seus atletas de todas as formas. Ninguém na Espanha está contra Massa, mas a paixão por Alonso às vezes provoca essa reação. Podem esperar, vem muito mais por aí, pelo menos enquanto os dois estiverem na mesma equipe, embora há muito tempo não falem a mesma língua...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Destino: Goiânia

O vice-presidente do Goiás, Edmo Pinheiro, disse à Rádio Bandeirantes que o clube até poderia liberar Fernandão para o São Paulo, desde que o pessoal do Morumbi mande alguns jogadores e uma grana para Goiânia. Entre esses jogadores está Richarlyson.
"Sei que o Richarlyson está nos planos do São Paulo, mas ele seria muito bem-vindo em Goiás".
Mas depois do que Richarlyson viveu nesta quarta-feira, ele mesmo poderia começar a pensar nessa possibilidade. O time todo do São Paulo jogou pedrinha diante do Monterrey. Não houve quem fizesse a diferença, nem mesmo Washington. Adivinhem no pé de quem a torcida foi pegar. Foi assim até que ele saísse de campo para a entrada de Cicinho. Richarlyson saiu vaiado e Cicinho entrou aplaudido.
Essa história já cansou, já encheu, já saturou. O cara não é gênio, nem mesmo craque, apenas um jogador útil. E times precisam de jogadores úteis. O que não dá para aceitar é a execração pública por uma questão pessoal que ninguém sabe se é verdadeira e que, mesmo que fosse, não deveria mudar nada.
Portanto, Richarlyson poderia pensar nessa possibilidade: ir para outro lugar e ser mais feliz. Que a torcida fique com os caras que ela considera machos. Só acho estranho que façam tanta questão de verem machos em campo...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Os erros dos eRRes

Andaram questionando a ausência dos Ronaldos na convocação de Dunga. Prestem atenção: dos Ronaldos. Vamos aos fatos:
Dunga é da escola de Carlos Alberto Parreira, ou seja, monta uma base e segue com esse alicerce. Muda uma ou outra peça, mas a essência, a espinha dorsal permanece a mesma. Ronaldos, hoje, são peças para reposição.
Separando, agora, vamos falar de cada um. Primeiro o Gaúcho. Vem bem no Milan, mas não consegue manter uma sequência de boas apresentações. Faz uma partida genial, outra nem tanto assim e outra apagada. Para a posição dele tem muita gente, apesar dele sempre poder fazer a diferença. Na cabeça de Dunga, Ronaldinho precisa mostrar mais e passar um pouco de confiança. Na cabeça de muita gente que entende do assunto, ele tem que estar lá.
No dia da convocação, Jorginho, o auxiliar de Dunga, mandou uma daquelas besteiras homéricas, típica de quem comanda a Seleção: "O comprometimento pode ser maior que o talento". Ou seja, não é necessário ser bom, basta ser comprometido, entenderam?
Vamos ao outro Ronaldo agora. Isso é piada, né? Diz que é. Ninguém pode querer o atual Ronaldo na Seleção e dizer que está falando sério...
O que Ronaldo já fez no futebol jamais será esquecido, mas vamos pensar um pouco: o cara não joga na Seleção desde 1º de julho de 2006, operou o joelho e nunca mais entrou em forma. Veio para o Corinthians, fez um excelente primeiro semestre de 2009 e só. Como o Corinthians entrou na Libertadores, a torcida abandonou o Brasileirão, no qual ele não jogou nada.
Ronaldo tem enfrentado seguidas contusões, passa muito tempo afastado e a cada saída ganha mais peso. Como ele iria para uma Copa, uma competição de tiro curto?
Dizer que o Fenômeno deveria estar na Seleção é, no mínimo, a demonstração de total desconhecimento do assunto.
Se esse é o comprometimento que se espera, fica difícil crer que um jogador que vive acima do peso esteja comprometido...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Sempre humilde

Eu sei, eu sei, eu sei...sumi, desapareci e não disse nem pra onde ia. Robinho fez um gol de letra e não houve nenhuma letra para comentar o feito por aqui. A verdade é que o blogueiro acabou sendo envolvido em tudo o que envolveu a vitória do Santos, ou seja, o domingo só acabou na segunda. E a segunda começou muito cedo, já com outros assuntos, até particulares. E acabou tarde. Mas estamos de volta.
Que Rogério Ceni é um dos grandes goleiros de todos os tempos, é inegável, como também é impossível fechar os olhos para o fato dele possuir um caráter excepcional. Mas Rogério é humano e, como todo ser humano, falho.
Rogério Ceni não sabe perder. Não estou dizendo que ele não gosta de perder, porque ninguém gosta. Estou sendo claro ao dizer que ele não sabe perder.
Rogério Ceni nunca perde. Foi o árbitro, foi o zagueiro do time dele, foi o atacante adversário que fez falta nele, foi a paradinha...a mesma paradinha que ele, Rogério, usou para se beneficiar algumas vezes.
O goleiro do São Paulo Não gosta muito da palavra humildade. Já declarou algumas vezes que o São Paulo não se envolve nesses negócios de mala preta/mala branca (no meu tempo era preta) porque nunca está brigando para não cair; sempre está na luta pelos títulos.
Rogério é um daqueles meninos mimados: ou a brincadeira sai do jeito que ele quer, ou ninguém brinca, porque ele é o dono da bola. Se o São Paulo for campeão, a competição é a mais importante que existe. Se o Tricolor não vencer, é um campeonatinho qualquer.
A verdade é que Rogério Ceni anda bravo. Não com a paradinha, não com a derrota em si, mas por ter ficado de joelhos. E, ajoelhou, tem que rezar. O problema foi que a letra da reza foi dada por Robinho...