domingo, 26 de junho de 2011

Valencia burocrática

Foram várias e várias tentativas, diversas possibilidade estudadas e um esforço além do normal em busca deste objetivo.
E, enfim, a Fórmula 1 conseguiu apresentar uma corrida extremamente burocrática.
Sebastian Vettel venceu de ponta a ponta, sem precisar de muito esforço e sem ser ameaçado em nenhum momento.
Ok, alguma coisa foi diferente do segundo lugar para trás, graças ao, agora sim, esforço de Fernando Alonso, que tentou de tudo até conseguir evitar a dobradinha, jogando Mark Webber para a terceira posição.
Lewis Hamilton oscilou daqui e dali e chegou em quarto. Felipe Massa foi o quinto. Rubens Barrichello chegou em 12º.
Parecia que iria sobrar alguma emoção quando, na largada, Massa ultrapassou Hamilton e, na curva seguinte, os dois foram ultrapassados por Alonso. Ficou a impressão de que o dono da casa iria para cima das Red Bull.
Só que o próprio Alonso já tinha avisado que, na corrida, não ia dar. Ele foi o mais rápido na sexta-feira e só.
Alonso foi um pouco mais feliz só depois dos segundos pit stops, antes da 20ª volta, quando o espanhol passou Webber. A primeira janela não alterou nada. E os primeiros colocados todos optaram por três paradas. Pneus macios nas duas primeiras e médios na última parada, apenas por uma questão de obrigação.
Lá na frente, Vettel passeava e, vez ou outra, diminuía a velocidade para ultrapassar algum retardatário.
Diminuiu a velocidade de vez na hora de cruzar a reta dos boxes pela última vez, só para sentir o gostinho por mais tempo.
Agora, o alemãozinho tem 186 pontos, contra 109 de Jenson Button e Mark Webber. Lewis Hamilton tem 97 pontos.
São seis vitórias em oito etapas e nenhuma dúvida de que o bi é dele.
Iniciemos as apostas para saber em qual etapa...

sábado, 25 de junho de 2011

Valencia - o grid

Seria difícil para qualquer um imaginar que, tendo a possibilidade de estabelecer a 22ª pole da carreira e a sétima em oito etapas da temporada, Sebastian Vettel abriria mão dessa possibilidade.
Não abriu.
Mandou 1min36s975 e foi o único a andar abaixo de 1min37s.
Mark Webber é o segundo (1min37s163) e Lewis Hamilton o terceiro (1min37s380).
O melhor da sexta-feira, Fernando Alonso, sai em quarto e Felipe Massa em quinto.
A Massa restou apenas o consolo de ser o mais rápido no Q1.
Com 27º em Valencia e 44º na pista, ficou claro que a preferência e, se não fosse pelo regulamento, única escolha, foi pelos pneus macios. Compostos novos resistem um pouco mais e dão ganho de velocidade. Só não serão utilizados em toda a corrida porque a regra não permite.
Mas as trocas serão pelo médios e olhe lá.
Está claro que Vettel se coloca em uma condição de esperar todo mundo se matar na pista e entrar só na hora certa. Com o carro e o talento que tem, só precisa estabelecer o tempo necessário.
Foi o que fez no Q2 e no Q3, quando entrou na casa de 1min36s.
Curiosa a imagem do fim do treino: Vettel avaliando o cockpit da Ferrari de Alonso. Olhava para o carro, o banco e o volante.
Tá, pode ter sido uma brincadeira, mas que dá espaço para as especulações, ah, dá.
Ainda mais quando um e outro vivem dizendo que o alemãozinho vai recolher as asas num futuro próximo para tornar-se rosso.
Assim que tiver a imagem, disponibilizo.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Valencia - sexta-feira

Ou o GP da Europa segue o roteiro dos finais de semana Fórmula Unísticos, ou Fernando Alonso resolveu quebrar o protocolo.
Na sexta-feira valenciana, o dono da casa estabeleceu 1min37s968 e foi o mais rápido dos treinos livres.
Lewis Hamilton foi o segundo, com 1min38s915 e Sebastian Vettel o terceiro, com 1min38s265.
É evidente que essa distribuição de tempos não quer dizer nada em termos de Qualifyng, muito menos de corrida. Até porque Vettel era o mais rápido na primeira hora de treino. Alonso foi cravar a vola rápida nos últimos 30 minutos.
E a Red Bull costuma ficar na dela e esperar a hora certa de dar o bote. Basta ver que Mark Webber foi o melhor na primeira sessão de treinos.
O tempo estava nublado e com pista seca em Valencia. A temperatura da pista não era elevada e a maioria optou pelos pneus macios.
E houve uma infinidade de erros em finais de retas. Tanto dos grandes quanto dos pequenos.
O que pode e apenas pode mudar a história na classificação de sábado é o próprio Alonso. Se der a louca nele, tem braço e parece ter carro para conseguir alguma coisa.
Se for para dar a lógica, Vettel vinha sendo o mais rápido.
Só para completar, Felipe Massa foi o 5º e Rubens Barrichello o 12º.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

O que é torcer?

Já passa das 5 da manhã.
Na verdade, daqui a pouco serão seis.
Faz parte, faz todo o sentido.
Acabei de chegar do Pacaembu.
E estou tantando até este instante em que o silêncio fim da madrugada é quebrado por um um outro rojão perdido entender o que aconteceu.
Ou seria entender o que não aconteceu até esta data?
Porque eu vi. Meninos, eu vi. E vi o que achei que jamais veria. Jamais.
Ouvi as histórias que meu pai contou sobre o time que foi o melhor, que venceu o continente por duas vezes e que já naquele tempo era mostrado como uma história distante, talvez casual, que jamais tornaria a ocorrer.
E vim por uma escura rodovia tentando entender ou contar em palavras o que é torcer.
Porque há uma geração nova, sem vivência, muito mal acostumada depois de tudo o que aconteceu nos últimos 9 anos.
Sou de outra geração. Aquela que não viu, a que ficou no quase, a que passou muito longe, a que acreditou ser impossível.
Porque nem Sócrates resolveu. Porque nem Giovanni conseguiu; foi anulado por um certo Márcio. Porque nem a passgaem pelo vizinho Uruguai resolveu.
Afinal, de que adianta ter Rodolfo E Hugo De Léon se lá na frente havia Osmarzinho, Arizinho e Edelvan?
Tempos difíceis...
Um Torneio Início, um primeiro turno estadual e só.
Aliás, a geração mal acostumada sequer cogita saber o que significa Torneio Início.
Nos anos 90, não importava ser campeão, importava ganhar dos rivais mais, digamos, próximos.
Um deles festejava continente e oriente afora na mesma época.
Mas o importante era ganhar deles e carimbar a faixa.
Receber uma faixa? Bom se der, quem sabe...
Começou a chegar perto. Vieram os treinadores de nome e renome.
Veio aquela geração, a conquista improvável e uma batida na trave.
Na trave numas, porque veio um pessoal de azul e amarelo muito mais tarimbado que o conjunto pueril que havia se mostrado meses antes.
A rotina de conquistas e quase conquistas foi retomada.
Mas faltava aquela. Não dava mais para fazer parte do passado.
E eu vi. Sim, meninos, eu vi.
E vi não só o fato em si como uma realidade por décadas intangível.
Por isso o sono não veio. Virá, cedo ou tarde.
Mas para que dormir se você pode curtir mais o momento?
Afinal, apenas parece, por vezes foi, mas hoje não é um sonho...

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Vamos lá

E nesta quarta-feira deixaremos este espaço um tanto quanto abandonado.
Seguiremos para o Pacaembu.
Assim exige a profissão.
Será difícil, mas dá, é possível.
Foi difícil em outros anos, em outros momentos.
E essas dificuldades foram superadas.
Vou passar dois exemplos para deixar o torcedor mais tranquilo.
Eu estava aqui...



E eu estava aqui...

terça-feira, 21 de junho de 2011

E na Indy

Já tem um tempo que a gente não fala sobre a Fórmula Indy.
Por uma série de questões. A principal, a agenda maluca do blogueiro.
E, vamos e convenhamos, duas baterias no Texas deu uma confusão incomum.
Em Milwaukee a coisa voltou ao normal. Uma corrida só, trocentas bandeiras amarelas e trocas constantes de líderes.
No final, deu Dario Franchitti.
Ele divide a liderança com Will Power, 271 pontos para cada um.
Franchitti manda bem no oval.
E a corrida foi boa, bem no estilo Indy.
Registrado...

Valencia

Valencia (Espanha)
Circuito de rua de Valencia
5.419 metros
57 voltas
Recorde da pista: 1min38s683, estabelecido por Rubens Barrichello em m 2009.
Em 2010: 1º Sebastian Vettel (Red Bull); 2º Lewis Hamilton (McLaren); 3º Jenson Button (McLaren)
Programação (Horário de Brasília)
Sexta-feira, 5 horas - Pratice 1
Sexta-feira, 9 horas - Pratice 2
Sábado, 6 horas - Pratice 3
Sábado, 9 horas - Qualifyng
Domingo, 9 horas - Largada, 57 voltas

sábado, 18 de junho de 2011

Bussunda

Cláudio Besserman Viana se foi há cinco anos.
Bussunda tinha que ir embora assim mesmo. Por cima, em alta e em meio a uma Copa do Mundo que era para pouca gente perceber e/ou sentir.
Afinal, Bussunda fazia rir, não fazia chorar.
E por que fazia rir? Por ter um humor inteligente, com conteúdo, por mostrar indignação com tudo aquilo que está errado por meio do humor.
Se quisesse zoar um gordo, falava dele mesmo.
Pena que se foi. Ficam as boas lembranças.
Deixo duas.
Uma, quando ele zoa com a própria morte.
Outra, dele diante de outro gênio, que também se foi muito cedo.
Valeu, Bussunda!!





terça-feira, 14 de junho de 2011

Depois de Montreal

Lewis Hamilton teria tido um encontro, digamos, bem amistoso com Christian Horner, chefão da Red Bull, em Montreal.
A Autosport noticia e a Autosprint repercute.
Evidentemente, especulam uma possível ida do inglês para o time das asinhas depois de 2012, quando o contrato dele com a McLaren se encerra.
Nada mais apropriado para o momento do campeão de 2008, que nas últimas etapas voltou a ser o garoto afoito e precipitado que deixou escapar o título de 2007.
E era o primeiro ano dele na Fórmula 1.
Há teorias da conspiração no ar: rompimento com o pai/empresário, efeitos sentimentais e tudo o mais.
Na boa, Hamilton sempre foi isso aí e dificilmente deixará de ser.
Excelente, talentoso e sem a frieza por vezes necessária.
Uma espécie de Ayrton Senna sem toda a genialidade do tricampeão, evidentemente.
Jenson Button tem todos os méritos pela vitória. Não só por vencer todas as circunstâncias contrárias, mas principalmente por saber exatamente como superar Sebastian Vettel.
O alemãozinho ainda não sabe trabalhar sob pressão.
Button não precisava tentar ultrapassar de qualquer maneira. A pressão, por si só, induziria Vettel ao erro.
Vettel é ótimo, mas ainda não tem essa malandragem.
No futebol, a definição seria aquela elegante frase: "Aperta que ele p..."
Menções honrosas para Michael Schumacher e Felipe Massa.
Shummy, pela corrida que fez e por mostrar de forma definitiva que não tem carro. E Massa por, depois de uma besteira imensa sozinho, ganhar de Kamui Kobayashi por um bico.
Mandou bem.
Fiquemos com dois momentos da corrida.
E com o fiscal da videocassetada, que quase levou um encontrão de Kobayashi...








domingo, 12 de junho de 2011

Button, nas loucuras de Montreal

Sem dúvida nenhuma, o GP do Canadá foi a corrida mais louca da temporada 2011 da Fórmula 1.
E fatalmente entrará para a galeria das inesquecíveis.
Não só porque Jenson Button venceu. Não só porque Sebastian Vettel não venceu, mas principalmente pela forma como as coisas aconteceram e como este resultado tornou-se uma realidade.
Mark Webber chegou em terceiro e Michael Schumacher em quarto.
Até o sábado, as coisas caminhavam dentro de uma normalidade em todos os aspectos.
Isso até o domingo chegar.
Teve chuva, safety car, paralisação, punições...e Lewis Hamilton...
Foi por causa da chuva que a largada se deu com o safety car, uqe não permitiu nenhum momento marcante até a quinta volta.
Quando a bandeira verde foi acionada, Sebastian Vettel manteve a tradição e pulou na frente, seguido por Fernando Alonso e Felipe Massa. E Lewis Hamilton deu início à própria loucura: deu um toque no carro de Mark Webber e fez o australiano rodar.
Mas nada que se comparasse à 9ª volta, quando, no afã de ultrapassar Button a qualquer preço, tocou no carro do companheiro de McLaren e bateu o próprio carro no muro. A suspensão se foi e Hamilton acabou indo junto.
E o safety car entrou novamente.
Curioso: Button, sem ter nada a ver com isso, levou um drive-through.
A chuva apertou, apertou e apertou um pouco mais. Começaram as trocas de pneus com a adoção de compostos para pista extremamente molhada.
Mas o problema não estava nos pneus. Estava na pista e na visibilidade. Não se enxergava nada e tinha aquaplanagem.
Não houve outra alternativa senão a bandeira vermelha. Paralisação.
Uma parada curta, de apenas duas horas, um pouco mais, um pouco menos.
E nada da chuva parar.
Mas o milagre aconteceu. A chuva foi diminuindo, o safety car entrou e, na volta 25, a corrida foi retomada, com Vettel na frente, Kamui Kobayashi em segundo e Felipe Massa em terceiro. Pois é...
E logo depois, Button apareceria novamente.
Alonso tentou ultrapassá-lo. A Ferrari e a McLaren se tocaram. Pior para o espanhol que caiu fora.
E novo drive-through para Button.
Na volta 54, Massa estava em segundo quando...pegou aquaplanagem, rodou e bateu sozinho. Não tão forte a ponto de sair da prova, mas o suficiente para forçar uma entrada nos boxes para a troca do bico da Ferrari.
Caiu várias posições.
Nick Heidfeld então disputava posição com Michael Schumacher, tocou na Mercedes do conterrâneo, perdeu o bico da Lotus Renault e provocou um novo safety car.
Quando a corrida voltou, com 12 voltas para o final, Vettel estava tranquilo e seguro na frente, com Michael Schumacher em segundo, Mark Webber em terceiro e Button em um honroso quarto lugar.
Isso até Webber tentar passar Schumacher, errar e ser ultrapassado por Button, que foi para cima de Schumacher e levou, fácil, fácil.
Havia uma distância em relação a Vettel e poucas voltas para o final. Mas Button chegou e Vettel ainda não tem a frieza dos multicampeões. Por vezes é o menino que erra sob pressão.
E errou.
Na última volta, escorregou na segunda chicane e permitiu a ultrapassagem.
Button seguiu tranquilo para a vitória, com o alemãozinho em segundo e Webber em terceiro.
Se no campeonato Vettel segue com tranquilidade rumo ao bi, no pódio ficou a marca de uma prova maluca, encerrada 4 horas após a largada. As caras de Button e de Webber resumiram os dois sentimentos...