quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Melhor não entender

Não sei e não quero saber com quem Neymar e mais três ou quatro andaram depois do Santos ter vencido o Grêmio em Porto Alegre.
Só acho algumas coisas muito estranhas.
A primeira é o jogador aparecer em algumas igrejas da Baixada Santista tendo um comportamento desses. E os religiosos adoram mostrar que o atleta os escolheu. Nem se Jesus Cristo se materializasse e aparecesse ali eles ficariam tão abismados.
A segunda é a declaração dada pelo presidente Luís Álvaro Ribeiro ao repórter Thiago Bastos, do Jornal A Tribuna, de Santos.
"A recepção do hotel errou ao deixar as meninas entrarem. Os jogadores estavam liberados para fazer o que quisessem".
Ou seja: os jogadores fazem o que querem na concentração, quando teoricamente estão sob as ordens do clube.
Neymar faz o que quer, até convocar companhia para as noites de solidão. O erro é de quem deixa entrar.
Aí o clube perde o treinador porque o mesmo não aguentou um jogador que faz o que quer.
E o presidente diz que uma coisa não tem nada a ver com a outra.
Entendeu?
Eu também não.
E quanto menos eu entender sobre o Santos, melhor eu vivo...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Acredite, se quiser

Agora inventaram essa.
Uma entrevista de Neymar ao 'The Sun'.
Curioso é o teor da conversa: o imenso desejo do jogador em atuar no Chelsea.
Vejam só algumas declarações atribuídas a ele:
"Seria ótimo ter a chance de jogar pelo Chelsea. Me sinto animado com isso. Seria uma honra. Tudo que o clube oferece é atraente para mim".
"Não era o momento certo (ir para a Inglaterra neste ano), mas estarei mais bem preparado para isso no próximo ano. Se eu saísse, não seria porque o Santos não é um bom lugar para estar, mas apenas porque a Premier League está em um nível superior".

Então vamos esclarecer algumas coisas.
Duvido que Neymar tenha dito tudo isso. E vou dar razões bem plausíveis para sustentar essa tese:
1- Desde o caso Dorival, Neymar não está concedendo entrevistas. Nem para as palhaçadinhas de CQC, Caldeirão do Huck, etc etc etc. Por qual motivo daria uma entrevista para um jornal inglês?
2- Mesmo que tivesse dado essa entrevista, por que faria declarações que fatalmente provocariam polêmica se Neymar anda quieto justamente para sair do foco?
3- Considerando a mega capacidade intelectual do jogador em questão, é impossível crer que ele tenha conseguido completar frases tão longas, principalmente utilizando termos como "honra", "atraente" e "a Premier League está em um nível superior".
Ou seja, está claro que a plantação de notícias ganhou novas sementes. É uma terra que jamais pode ser considerada improdutiva. E sempre tem alguém interessado em uma boa colheita...
Só gostaria de saber por quê...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Pagou, entrou

A notícia não é novinha, mas também não é tão velha que não possa ser comentada.
Sergio Perez, mexicano de 20 anos de idade, será companheiro de Kamui Kobayashi na Sauber em 2011.
Ele vem da GP2.
Voce pode estar se perguntando de onde ele surgiu.
Resposta fácil.
Não importa. O que interessa é que ele tem apoio da empresa de telecomunicações Telmex.
Apoio = grana. Muita grana.
E alguém entra na Fórmula 1 atual por outro motivo?
Pois é, boa sorte para ele...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O início

Dia 4 de outubro de 1970.
No cockpit de uma Lotus, Emerson Fittipaldi venceu o GP dos Estados Unidos, marcando a primeira vitória de um brasileiro na Fórmula 1.
Não só abriu a história braisleira na principal categoria do automobilismo mundial, como garantiu o título mundial a Jochen Rindt, seu companheiro de equipe, que havia morrido em um acidente em Monza, quatro semanas antes.
Aliás, o único título póstumo da Fórmula 1.
Gripado e sem a menor vontade de correr, Emerson alinhou em terceiro lugar no grid. Caiu para oitavo na primeira volta e foi ganhando posições aos poucos. A oito voltas do fim, Pedro Rodriguez parou para abastecer e o brasileiro do carro 24 assumiu a ponta.
Aí foi só correr para o abraço.
A vitória impediu a aproximação do belga Jacky Ickx, da Ferrari...e o título para o companheiro falecido.
O resto da história, todos conhecem.
Tanto de Emerson, quanto de Nelson Piquet e Ayrton Senna.
E foi há 40 anos que tudo começou...

Ética?

Paulo César Carpegiani dirigiu o Atlético-PR na noite de sábado, no horroroso empate por 0 a 0 com o Cruzeiro.
Na tarde de domingo, foi anunciado como novo técnico do São Paulo.
Falta de ética do clube?
Faltou ética dos dois lados.
E como não há santo no futebol, entendamos que esse foi um processo normal e natural.
Como tantos que ainda veremos.
Envolvendo clubes e treinadores.
Pois treinadores largam os clubes em meio aos campeonatos atrás de cifras maiores.
E clubes aliciam treinadores empregados na cara dura.
Assim é.
Assim será.

sábado, 2 de outubro de 2010

Franco campeão

Dario Franchitti é tricampeão de Fórmula Indy.
Em Homestead, chegou em oitavo, mas Will Power, seu principal adversário, bateu e teve a suspensão toda comprometida.
A vitória foi de Scott Dixon, garantindo a festa dupla da Chip Ganassi. Danica Patrick ficou em segundo e Tony Kanaan foi o terceiro.
Claro que não foi da forma como imaginávamos, em especial o amigo jornalista Bruno Rios, que apostava na competência de Franchitti nos ovais. Mas o que importa é o título. E ele veio.
Dario Franchitti encerrou a temporada com 602 pontos, contra 597 de Will Power.
Franchitti está de parabéns.

Não

"Não teve nada. Essa informação não procede".
Palavras de um influente dirigente do Santos.
"Nem os conheço".
Uma pessoa próxima a Vanderlei Luxemburgo, resumindo a relação que tem com a atual diretoria santista.
Essas foram as respostas para a apuração da informação de que clube e treinador poderiam estar se aproximando.
O Santos já deixou claro que não quer Luxemburgo; o treinador já deixou claro que não quer o Santos.
Das duas, uma.
Ou tem gato nessa tuba, ou a plantação de notícias continua batendo recordes de produção.
Sinceramente, prefiro acreditar na segunda possibilidade...

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Voltei

O blogueiro está de volta.
A caça de assuntos de relevância recomeça.
Tudo de novo; mais uma vez começa tudo de novo...

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Depois de Cingapura

Mark Webber com 202 pontos, Fernando Alonso com 191, Lewis Hamilton com 182, Sebastian Vettel com 181 e Jenson Button com 177.
E aí eu pergunto: dá para apostar no campeão mundial de 2010?
A resposta: não.
Não porque faltam quatro provas para o fim da temporada. Não porque Alonso tem sido muito mais estupendo do que estúpido. Não porque a Red Bull sempre pode entregar uma vitória de bandeja para Hamilton, como na Turquia. E não porque os três já tiveram seus momentos de genialidade e podem repetir as façanhas.
Dos cinco postulantes, descartaria Vettel e Button. O alemão seria o principal candidato, mas perdeu para si mesmo. Precipitado quando tudo corria a seu favor (até a política dentro da equipe) e nas últimas provas tem andado mal. Digo provas, porque manda bem nos treinos.
Button foi contratado como o gênio da Brawn GP de 2009, mas tem sido o Button da Honda de 2007 e 2008, embora tenha um carro de verdade nas mãos desta vez. Vamos considerar a adaptação a uma equipe de tradição e coisa e tal. E esperemos 2011.
Lá na frente, Webber pode manter a tal regularidade, administrar a vantagem, vencer uma das quatro provas que restam e comemorar. Hamilton tem competência e às vezes conta com a sorte. E esse é o problema. Às vezes ela não vem...
E Alonso mostrou em Monza e em Cingapura que está a fim. Foi para a Ferrari, levou o mega patrocínio e pode ser campeão logo no primeiro ano. Kimi Raikkönen só não teve o patrocinador em 2007, mas foi campeão no ano de estreia na equipe. E saiu em 2009 para dar lugar ao espanhol.
Apostar é válido. Mas apostas podem dar certo ou não. Bater o martelo é leviano.
O blogueiro está retornando aos poucos...

domingo, 26 de setembro de 2010

Cingapura em três nomes

Vamos desmembrar o GP de Cingapura em três nomes: Fernando Alonso, Mark Webber e Lewis Hamilton.
Alonso, que pode ser estupendo ou estúpido, ficou com a primeira opção. Venceu de ponta a ponta, sem sustos, sem problemas e poderia ter tornado a corrida extremamente chata.
Não foi por causa dos outros dois nomes. E agora vamos falar por quê.
Alonso largou na pole e assim se manteve, mesmo com as investidas de Sebastian Vettel, o segundo colocado. Webber, que saiu em quinto, faria algo genial. E Hamilton voltaria a ser o garoto precipitado de 2007.
Tudo começou quando Vitantonio Liuzzi teve problemas e parou o carro no meio da pista. O safety car entrou e Webber foi para os boxes, uma troca de pneus decisiva, já que ninguém mais (leia-se candidatos ao título) teve essa ideia.
O australiano voltou lá atrás, longe dos líderes, mas sabendo que todo mundo à sua frente teria de parar. Mas não quis saber de esperar e foi ultrapassando os carros mais fracos, mesmo em um circuito travado.
Lá na frente a coisa não mudava muito. Alonso mantinha a pole, com Vettel em segundo e Hamilton em terceiro.
Na volta 29, a Red Bull deu sua única demonstração de imbecilidade. Permitiu que Vettel entrasse nos boxes junto com Alonso. E não teve como tirar vantagem. O segundo pelotão também foi parando e Webber subiu trocentas posições.
Na volta 32, Kamui Kobayashi rodou e ficou no meio da pista, na saída de uma curva. Bruno Senna não teve como frear a Hispania e chapou o carro do japonês. Safety car de novo.
Bandeira verde novamente e, na volta 36, a decisão: Hamilton, agora atrás de Webber, tentou a ultrapassagem. A curva era fechada e a batida foi inevitável. Adeus para o inglês e Webber continuou. O caso foi investigaedo, criticaram Webber, mas na modesta opinião do blogueiro, Hamilton foi precipitado e Webber defendeu a posição. Enfim...
Daí até o fim da prova, destaca-se o incêndio na Lotus de Heikki Kovalainen, que parou o carro na reta dos boxes e apagou o fogo por conta própria. Na corrida, Alonso cruzou na frente, com Vettel em segundo e Webber, genial, em terceiro. Segunda vitória do espanhol em três edições da prova; a primeira sem suspeitas...
O Mundial de Pilotos mudou por completo: Mark Webber está na frente, com 202 pontos, seguido por Fernando Alonso, com 191 e Lewis Hamilton, com 182. Sebastian Vettel é o quarto com 181 e Jenson Button o quinto, com 177.
Apostar em um campeão? Não, obrigado...