sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Cingapura - sexta-feira

Só deu Red Bull em Marina Bay.
Mark Webber na primeira sessão e Sebastian Vettel na segunda.
Impossível falar treino da manhã e da tarde em uma corrida que acontece à noite.
Webber cravou 1min54s589 na primeira sessão.
Na segunda, Vettel fez 1min46s660.
No primeiro treino, a pista estava úmida, sejamos justos.
Ali, Michael Schumacher foi o segundo e Adrian Sutil o terceiro.
Com a coisa normalizada, Webber foi o segundo e Button o terceiro.
Felipe Massa foi 19º e 7º, respectivamente.
Rubens Barrichello foi 16º e 6º.
Hamilton foi o 5º no geral. Mas nunca deve ser menosprezado.
Porém, estou apostando em Webber na hora da verdade.
Em Vettel, não mais. Não nesta temporada...

Urubatão

O blogueiro está em férias.
E triste...
Urubatão Calvo Nunes se foi...
Tinha 79 anos. Jogou no Santos de 1954 a 1961.
Fou um dos muitos conselheiros de Pelé no início da carreira.
Dizia para ele: "Neguinho, estude".
Minha tristeza não veio apenas pela partida de um ex-jogador, de um campeão com o Santos.
Veio pela perda de um colega.
Trabalhei com Urubatão na Rádio Cacique de Santos, na equipe do Capitão Paulo Alberto.
Urubatão era comentarista e este que vos escreve era repórter.
E quantas aulas de futebol...
Urubatão dizia para os jogadores em que eles poderiam melhorar.
Não ligava para decisões do treinador; falava para os volantes arriscarem chutes a gol, mesmo se o técnico dissesse que eles não deveriam.
Tinha uma visão tática como poucos.
Enfim, um conhecedor do assunto.
Reticente com o futebol atual, da força física em detrimento da técnica.
E sempre com uma boa conversa.
Fará falta, seja no futebol, no rádio ou na TV.
Obrigado, Urubatão, muito obrigado.
Fique em paz...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Torcedor é isso

Neymar foi aplaudido quando pisou no gramado da Vila Belmiro.
Neymar foi aplaudido quando chegou perto das sociais do estádio para receber instruções.
Neymar teve seu nome cantado.
Neymar pegava na bola e a Vila vinha abaixo.
Neymar dará um bico no Santos.
Cedo ou tarde.
E sabe quem o chamará de mercenário?
Os mesmos que o aplaudem.
Vai entender a cabeça do torcedor...

Méritos

Mais por erros do Santos do que por méritos próprios, o Corinthians empatava com o Santos na Vila Belmiro no final do primeiro tempo.
Mais pelos próprios méritos, o Corinthians fez 3 a 2 no segundo tempo e venceu o Santos.
Por méritos próprios, o Santos perdeu.
Deu um bico no treinador e munição ao mostro.
O monstro fez o que pôde; até um gol.
Mas faltava alguém no banco de resevrvas.
Quem sabe um treinador?
Se Dorival teria vencido o clássico?
Sei lá, o "se" não joga...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Não há Santos

O blogueiro ainda está em férias.
A saída de Dorival Júnior do Santos FC só mostra a forma amadora e pequena com a qual alguns clubes trabalham.
Protegem o ídolo em detrimento de quem quer que seja.
Estava na cara que o Santos não iria tolerar um jogador com salário de R$ 500 mil fora de um clássico.
Mesmo que seja por decisão do treinador.
A verdade é que não há santo nessa história.
A diretoria do Santos disse que teria um treinador com autonomia.
Não deu essa autonomia.
Dorival, por sua vez, anunciou primeiro para a Imprensa que Neymar não jogaria contra o Corinthians.
Só depois lembrou da diretoria.
E apesar do agora ex-treinador dizer que temos memória curta, eu não esqueci o dia em que ele peitou a tudo e a todos para defender o pênalti com cavadinha em final de campeonato.
Deu munição ao monstro.
E agora vem a direção do Santos para dar mais munição ao mostro.
Age com o mesmo amadorismo que a gestão anterior.
A qual eles tanto criticaram.
Infelizmente, é a cultura brasileira.
O ídolo é ídolo. Faz o que quer, quando quer. E se não for feita a sua vontade, sempre há quem o defenda.
Seja o treinador, a torcida ou a diretoria.
Depois reclamam.
Vai entender...

domingo, 19 de setembro de 2010

O mais próximo
















O blogueiro está em férias.





E em Curitiba vi que o Atlético-PR é o clube que tem seu estádio mais próximo daquilo que a Fifa exige para a Copa de 2014.





Claro que falta coisa. Muita coisa.





Muito menos que outros clubes.





Ainda há pontos cegos, acesso ruim ao gramado etc, etc, etc...





Total da tragédia: R$ 128 milhões.





Mas o Joaquim Américo vai muito melhor do que outros por aí.





A maquete indica o que virá.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Um só culpado

O blogueiro está em férias.
Por isso, não ia comentar a última molecagem do moleque Neymar.
Não queria, não estava a fim.
Preferia evitar as aulas de jornalismo ministradas por assessores de comunicação via Twitter.
Deixar de lado as opiniões de torcedores e dirigentes que acreditam que trabalhamos contra o bom andamento das coisas.
Não estava com vontade de enfrentar o julgamento dos crentes que adoram o papinho furado de que "não devemos julgar".
Preferia evitar tudo isso.
Afinal, o que importa são as vitórias e os títulos...
Mas Neymar mostrou mais uma vez ser um moleque.
Peitou Dorival Júnior e o capitão Edu Dracena.
Tudo porque o treinador não permitiu que ele batesse o pênalti contra o Atlético-GO.
E há um culpado para isso, um só e apenas um:
Dorival Júnior!
Se estamos criando um monstro, como disse René Simões, o técnico do Santos alimentou esse monstro.
Foi na final da Copa do Brasil, depois daquele pênalti absolutamente infantil batido pelo moleque na Vila Belmiro.
"Todo mundo bateu palmas para o Loco Abreu na Copa do Mundo e agora critica o Neymar pelo mesmo motivo", disse Dorival, que foi além. "Se tiver outro pênalti, é ele que bate e bate do jeito que quiser. Terá o meu apoio".
Não bateu. E perdeu o apoio.
Mas achou que tinha apoio. Recebeu munição para isso e gostou.
Primeiro, veio a nossa munição.
Enchemos linhas e linhas dizendo que ele era um gênio.
Depois, a munição do treinador.
Que deu apoio ao pênalti com cavadinha e depois proibiu até a cobrança.
Nova polêmica.
Mais um pênalti.
Outra vez o Atlético-GO.
O mesmo time que Neymar não enfrentou no primeiro turno por ter chegado atrasado à concentração.
E Dorival, ao defender a cavadinha, disse que tínhamos memória curta.
Eu não tenho...
Mas que se exploda tudo isso.
O que importa são as vitórias e os títulos, não é mesmo?
Melhor não tumultuar...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Todos iguais

Foi um encontro muito especial, com um pessoa especial e com informações privilegiadas.
As quais não entrarei em detalhes, por enquanto...
Longe de Santos, longe do Santos, mas muito próximo da Vila Belmiro.
E aos bastidores dela...
Apenas uma conclusão:
Não existe grupo A ou grupo B (leia-se Chapa 1 ou Chapa 2).
São todos iguais, mas uns mais iguais que os outros...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Depois de Monza

Está mais do que claro que apontar neste momento o campeão mundial da Fórmula 1 em 2010 é precipitado ou leviano.
Fernando Alonso venceu em Monza e tem lá as suas chances.
Mark Webber, sexto colocado na Itália, ainda é o líder do Munidal.
E Lewis Hamilton é o segundo, mesmo depois da batida em Felipe Massa e a perda da suspensão dianteira da McLaren.
Por falar em Massa, ele é carta fora do baralho, agora oficialmente.
Construiu sua ruína com erros próprios, erros dos boxes e mensagens obscuras da Ferrari pelo rádio.
Enfim, está fora.
Portanto, se a Ferrari tem algum interesse no título mundial deste ano, que aposte em Alonso.
Aliás, como vem fazendo desde o início da temporada.
A diferença é que agora a coisa pode ser feita de forma aberta, sem riscos de acusações sobre falta de ética.
Até porque o pessoal de Maranello desconhece tal vocábulo.
E Domenicalli disse que "somos corretos"...
Agora, se eu fosse da Red Bull, mandaria uma atenção especial a Webber.
Sebastian Vettel foi inteligente ao entrar nos boxes na última volta em Monza e ainda assim voltar em quarto lugar.
O problema é quando o alemão está em primeiro.
Então, que seja Webber, mais velho, mais experiente e menos precipitado.
E vamos ver o que Cingapura dirá.

domingo, 12 de setembro de 2010

Monza - Ferrari nos bastidores

O blogueiro está em férias.
A Ferrari trabalhou muito bem fora das pistas e Fernando Alonso venceu.
Para muita gente, este post acaba aqui. Tivemos um déja vù de Hockenhein e um novo sentimento de vergonha.
Não desta vez.
Porque o trabalho de bastidores da Ferrari foi daqueles para ser lembrado e aplaudido. Decisivo para a vitória de Alonso em Monza.
Já entendeu: a Ferrari venceu em Monza...isso não acontecia desde 2006, com Schumacher.
Alonso era o pole, com Jenson Button em segundo. E perdeu a posição para o inglês na largada, mesmo depois de tentar o tradicional "chega pra lá", algo que o espanhol sempre procura em detrimento da busca por uma boa colocação.
Massa se posicionou em terceiro e ficou na briga com Lewis Hamilton. Os carros se tocaram e o inglês foi embora, com a suspensão dianteira direita danificada.
Veio então a fila indiana, que só não se tornou chata pela insistência de Alonso em recuperar a primeira posição. Foram 38 voltas apenas de busca pela virada de tempo mais rápida.
Disse 38 voltas de 53. Foi o momento dos boxes.
Button entrou primeiro. Foram 23.9 segundos de pit lane (entrar, trocar os pneus e sair). Alonso entrou na volta seguinte. E fez 23.1 segundos de pit lane. Suficientes para voltar à frente do inglês. Não tão à frente quanto imaginava, mas o suficiente para vencer a dividida da chicane.
Como Alonso não entrega a primeira posição nem sob tortura, foi nessa balada até o final, com Button em segundo e Massa em terceiro.
Tirando isso, a destacar Sebastian Vettel. Estava em quarto e insistia em não entrar nos boxes. Entrou na última volta...e voltou em quarto, à frente de Nico Rosberg.
Na classificação, Mark Webber, que chegou em sexto, manteve a liderança.
E, acreditem, Hamilton continua em segundo.
Mas apontar um campeão neste momento é impossível.
Olha só como ficou:
1° Mark Webber (Red Bull): 187 pontos
2° Lewis Hamilton (McLaren): 182
3° Fernando Alonso (Ferrari): 166
4° Jenson Button (McLaren): 165
5° Sebastian Vettel (Red Bull): 163
6° Felipe Massa (Ferrari): 124
7° Nico Rosberg (Mercedes): 112
8° Robert Kubica (Renault): 108
9° Michael Schumacher (Mercedes): 46
10° Adrian Sutil (Force India): 45