sexta-feira, 28 de maio de 2010

Istambul - sexta-feira

"Treino de sexta-feira não vale nada". Já li isso aqui e em outros lugares.
Normalmente não vale nada mesmo. Só Mark Webber andou dando uma quebrada nessa regra nas últimas etapas.
De qualquer forma, vale o prognóstico para a Turquia. Deu Jenson Button, depois de Lewis Hamilton ser o melhor pela manhã. Ou seja: deu McLaren.
O campeão de 2009 cravou a melhor marca do dia: 1min28s280. Webber foi o segundo, com 1min28s378. Sebastian Vettel colocou a Red Bull para dizer "opa, estamos aqui". Foi o terceiro, com 1min28s590. Na segunda sessão, Hamilton ficou em quarto, com 1min28s672.
O leão de sexta-feira estava lá, mas Nico Rosberg não foi além de um sexto lugar.
Felipe Massa, que vem tratando o GP da Turquia como a corrida do vai ou racha, foi só o 10º lugar, com 1min29s620, quase 1,4s a mais que Button e muito longe de Fernando Alonso, o quinto colocado, com 1min28s725.
Se o treino de sexta-feira não vale nada, esquece tudo o que está acima e comecemos daqui. Essa troca de chassi do carro de Vettel ainda vai aparecer. E acredito que seja no sábado, na formação do grid. O alemão se dá bem nas pistas mais rápidas e gosta de umas surpresinhas. Button vem apenas com o trunfo de ser o último vencedor em Istambul, mas na época em que havia Brawn GP e o resto. Com uma certa predominância das Red Bull, o inglês terá de trabalhar em dobro.
O único ponto de interrogação chama-se Fernando Alonso. Pode fazer algo estupendo ou estúpido, nunca se sabe. Se a Ferrari não cometer nenhuma de suas trapalhadas homéricas, é com ele e a dúvida fica em aberto.
Felipe Massa soube usar muito bem o marketing, foi destaque em vários segmentos por voltar à Turquia, onde venceu a primeira corrida na Fórmula 1, onde venceu três das quatro edições, mas está difícil acreditar em alguma coisa. Desde o início da temporada ele tem dificuldades para aquecer os pneus. A temperatura da pista na segunda sessão de treinos era de 53º. Ficarei muito feliz se ele calar minha boca no domingo.
Ainda acho que dá Red Bull. No domingo saberemos.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Jogaram as tranças

As estrelinhas jogaram e o Santos suou para empatar em casa com o Ceará.
As estrelinhas não jogaram e o Santos venceu o Atlético-GO, fora de casa, sem fazer um esforço além da conta.
As estrelinhas jogaram e o Santos venceu o Guarani com as calças na mão. Merecia a derrota.
Para quem só olha o resultado e em um campeonato de pontos corridos, está tudo bem.
Mas a verdade é bem diferente.
Os gols, ainda que chorados, foram dedicados a Madson.
A volta dele ao time está pedida oficialmente. Dorival Júnior respondeu a várias perguntas sobre o assunto.
Conheço jogador de futebol. Os caras levam o time pra onde eles quiserem.
Em um passado não tão distante assim, o Santos teve jogador que apagava a lousa e mudava o esquema elaborado pelo técnico.
Mais recentemente, pintaram o sete para derrubar o "professor".
É bom que Dorival e a diretoria do Santos fiquem com os olhos bem abertos.
Jogador arruma um contrato na Europa e esquece que um dia passou por aqui.
Ficam o clube e o torcedor para tentar consertar.

Parabéns, gênios!

O Fla-Flu começou às 19h30 de uma quarta-feira, com pouco mais de 14 mil pessoas no Maracanã.
Um hora depois, no Morumbi, o clássico São Paulo x Palmeiras recebia pouco mais de 15 mil pessoas.
Somando os públicos, dois dos maiores clássicos do Brasil receberam entre 29 mil e 30 mil pessoas.
Daria para organizar uma rodada dupla no Pacaembu e ainda sobraria espaço.
Parabéns, gênios que elaboram as tabelas das competições brasileiras!
Há anos vocês demonstram total desconhecimento do assunto. E agora estão trabalhando contra.
Conseguiram...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Quarta-feira vazia

Sou um tradicionalista, saudosista, da forma como você quiser classificar. Mas há coisas que não dá para entender.
Os verdadeiros donos do futebol brasileiro já disseram que não temos mais o "esporte do povo". Por isso os jogos acabam depois da meia-noite. Sabemos que quem comanda o futebol jamais sujou a bermuda de cimento na arquibancada, nem xingou jogadores e árbitros no alambrado. Mesmo assim, um tal de bom senso de vez em quando seria importante.
Por exemplo: quem foi o gênio que elaborou a tabela do Campeonato Brasileiro? Dois dos maiores clássicos do país acontecendo na quarta-feira mostra a quantidade de massa encefálica de quem toma as decisões.
Um Fla-Flu jamais pode acontecer em uma data senão numa tarde de domingo. Pegar um jogo desse porte e colocar para as 19h30 de uma quarta-feira é pedir para o Maracanã ficar vazio. São Paulo e Palmeiras não podem jogar às 20h30 de uma quarta-feira. Tira o encanto, diminui o brilho. É diferente de um domingo, quando quem está de folga acorda mais tarde, fica com a família antes e depois pensa no jogo. Muitos vivem o dia em torno do clássico. E tem a noite de domingo, vem a segunda-feira depois, para o torcedor sacanear os amigos ou arrumar argumentos para a derrota.
Na quarta-feira não. O cara vai dormir logo, porque acorda cedo na quinta. E já tem time entrando em campo no sábado. Não dá tempo para saborear uma vitória, ou para sentir a ressaca da derrota. É um jogo a mais. Só isso. Sem sal, sem nada.
Está marcado, já era. Assim é, assim será. E quem vai falar alguma coisa contra? Talvez uma meia dúzia de blogueiros mal humorados. Apenas...

Santos é isso

Gosta de dirigir? Gosta de carros potentes? Passe bem longe de Santos.
Não é brincadeira. Se você chegar à cidade e conseguir engatar a quarta marcha, parabéns. Não bastam os "motoristas" que desconhecem acessórios como acelerador e espelho retrovisor, não basta uma "engenharia de tráfego" que, para solucionar os problemas de fluidez instala mais semáforos, geralmente nos cruzamentos do nada com o lugar nenhum, não bastam os semáforos instalados exclusivamente para a travessia de pedestres (com direito a radar), pois uma passarela motivaria reclamações das ONGs, temos ainda o maravilhoso Porto de Santos.
Sim, o maior da América Latina. Uma honra. O maior tráfego da América Latina, o maior número de caminhões por metro quadrado, a maior lentidão, as maiores demonstrações de incompetência...não, ninguém na América Latina pode superar.
O Porto de Santos tem uma determinada capacidade, com um movimento três vezes maior do que pode suportar. Como a separação Cidade/Porto só está acontecendo agora (sim, agora), algumas vias portuárias são públicas, ou seja, caminhões, carros, motos, ônibus circulares e trens ocupam o mesmo espaço, disputado a tapa.
Para você entender: os terminais dizem que podem vir caminhões do Brasil inteiro, mas sem a capacidade para receber nem a metade deles, algo que os caminhoneiros só constatam quando chegam. Como não há área para estacionamento, os caminhões vão formando a fila e se acabar o espaço em uma das faixas, não há problema: eles ocupam a outra. Carros e ônibus que esperem. E o terminal trabalha na velocidade dele, afinal, o dinheiro está entrando ali. Por que se preocupar com o trânsito?
Os trens são um capítulo à parte. As manobras são realizadas precisamente na via por onde deveria passar o trânsito. Manobras demoradas, sempre. O trânsito que espere. Normalmente e por uma dessas enormes coincidências, a parada do trem ocorre na hora em que a locomotiva deveria passar.
Em qualquer lugar do mundo, abusos como esses resultariam em multas. Em Santos, se transformam em aplausos. É o progresso, o desenvolvimento, é o maior Porto da América Latina.
Resolver pra quê? Quem poderia ou deveria resolver talvez lembre de discutir esse assunto no intervalo de uma das muitas partidinhas de tênis. Isso se o adversário for o proprietário de algum dos terminais...

Austin, the Power

Mr Ecclestone mandou avisar: a Fórmula 1 volta aos Estados Unidos a partir de 2012.
Em Austin, capital do Texas, onde será construídio um autódromo; o primeiro naquele país feito para receber a categoria. Nada de rua, nada de ovais adaptados.
Ecclestone estava louco para voltar para lá. Acredita que a Fórmula 1 pode fechar negócios no país que não liga nem um pouco para a categoria. Quer automobilismo de verdade nos EUA? Veja a Nascar e a F-Indy.
Mas a ideia é válida. As ruas de Phoenix e Detroit nunca foram lá essas coisas. Long Beach, menos ainda. Em Indianápolis houve até um esforço, mas a presença (?) do público e os pneus Michelin em 2005 mostraram que seria difícil continuar por ali. Vale a tentativa em uma pista totalmente nova, feita para a Fórmula 1.
Bom para quem fica no Brasil; mais uma corrida à tarde.
Ah! O contrato vai até 2021.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Bora trabalhar, Madson??

Neymar, André e Paulo Henrique Ganso voltaram a treinar com o restante dos jogadores do Santos na segunda-feira.
Madson não.
De acordo com quem tomou a decisão, é reincidente.
Madson tem 24 anos (foi comemorar a data e a gente sabe o que aconteceu), joga muita bola e tem uma carreira brilhante pela frente.
Mas parece que só ele não sabe disso.
Madson tem o perfil do jogador que acha que nada vai acabar. Nem o contrato com um grande clube, nem a fama, nem o dinheiro. Vive cada dia como se fosse o último da vida, só pensa em se divertir e não se preocupa muito com responsabilidade. Ri de tudo, como se a vida fosse isso.
Não tenho nada a ver com a vida dele, eu sei, mas o clube já foi prejudicado por esse comportamento. E se eu falo sobre isso, é porque vejo um jogador com um potencial enorme encurtando a carreira porque não pode parar de se divertir nem por um minuto.
É esse tipo de jogador que daqui a 30 anos será motivo de um jogo beneficente e de algumas matérias dizendo que está na pior.
A não ser que ele acorde a tempo.
E espero que ele acorde.

Não deem asas a eles

A Red Bull trocou o chassi do carro de Sabastian Vettel após o GP de Mônaco e deixou três coisas muito claras:
1- Vettel caiu de produção porque o chassi não estava lá essas coisas.
2- Mark Webber venceu duas seguidas porque o chassi do carro de Vettel não estava lá essas coisas.
3- Se a Red Bull precisar apostar em um só piloto para levantar seu primeiro título mundial, não será em Webber.
Deixemos as teorias da conspiração de lado e vamos ao qe interessa: os austríacos são os favoritos na Turquia, desde que não cometam nenhum erro infantil nem sejam surpreendidos. Essa surpresa pode vir com os nomes de Jenson Button ou Fernando Alonso. Não apostaria em surpresa com nome de escuderia diante de um carro que já mostrou ser melhor.
A surpresa, por sinal, seria bem vinda, sob o risco de vermos a disparada das Red Bull e apenas a briga interna pelo título mundial.
O que pode favorecer pilotos como Alonso e Button é o próprio circuito de Istambul, bem diferente dos travados Barcelona e Monte Carlo. Istambul tem retas, pontos de ultrapassagem e uma curva oito feita em aceleração.
Não vejo Robert Kubica indo muito longe. Já houve quem lembrasse da BMW 2008, quando o próprio Kubica venceu no Canadá e deu trabalho em outras provas, mas a Renault de hoje ainda não é um segunda força. Foi em um circuito atípico como o de Monte Carlo, mas não será em Istambul.
Para a ala do Brasil-sil-sil, que acompanha a F-1 quando há brazucas brigando por alguma coisa, recomenda-se não se empolgar muito. Istambul foi o palco da primeira vitória de Felipe Massa na categoria (2006) e de outras duas na sequência (2007 e 2008), mas foram vitórias de uma outra Ferrari, na qual Massa acertava a temperatura dos pneus ou quando simplesmente não tinha um bicampeão do mundo ao seu lado no motorhome.
Tem tudo para ser uma boa corrida. E que seja.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

E deu certo

O Santos venceu o Atlético-GO sem Neymar, Ganso, nem André.
O Santos, sem esses jogadores, perdeu uma de suas principais características: genialidade.
O Santos, sem esses jogadores, não perdeu sua principal característica: objetividade.
Nem um gol estranhamente anulado impediu a vitória. O time, ao invés de reclamar, foi lá e fez mais um.
Os garotos são importantes? Evidentemente.
Os garotos decidem quando necessário? Já mostraram que sim.
Os garotos fariam falta em um clássico? Com toda a certeza.
Os garotos são indispensáveis? Ninguém é.

PatÉTICA

"Roberto, você acha que o Dunga está vendo suas atuações e se arrependeu de não ter lhe convocado? Você ainda tem esperanças de ir à Copa da África?"
"Eu vou torcer pela Seleção, mas no momento vivo o Corinthians".
Trecho da entrevista concedida pelo lateral Roberto Carlos, no gramado do Pacaembu, ao final de Corinthians x Fluminense.
Parte da Imprensa paulista entrou de cabeça em uma campanha para levar Roberto Carlos e Ronaldo de volta à Seleção Brasileira. Depois que o próprio Ronaldo avisou não haver a menor condição dele ir neste momento, foi dado um abraço no lobby pelo lateral.
Roberto Carlos tem 37 anos, não joga pela Seleção desde 1º de julho de 2006, jamais foi convocado desde que Dunga assumiu o comando, vem até jogando bem pelo Corinthians, porém, sem apresentar nada de espetacular, mas, na "visão" de parte da crônica paulista, o treinador tinha a obrigação de colcoar o lateral na Copa. A Seleção foi convocada há 13 dias, já está treinando, mas forçam a ida de Roberto Carlos para lá.
Sabemos que uma ala da Imprensa, não só de São Paulo, trabalha sob condições obscuras. Reportagens e opiniões estão atreladas a outros interesses muito distantes dos futebolísticos ou jornalísticos. No mundo do capitalismo selvagem, não são poucos os que dão uma aumentada na renda para falar bem deste ou daquele.
Muitos dos que praticam tais coisas são os que batem no peito do Jornalismo FC, intitulando-se éticos e independentes. Para esses "profissionais", amadores são os cronistas do Interior e, principalmente, da Baixada Santista, que torcem abertamente para seus times.
"Jornalista não tem time", dizem eles. E eu concordo. Sobretudo quando, assim como muitos jogadores, os jornalistas jogam em qualquer time, desde que sejam bem remunerados pelos mesmos...