quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Alguma dúvida?



Por enquanto, e apenas por enquanto, a foto ao lado é uma montagem. Logo teremos as imagens oficiais. Isso porquê o site da Ferrari confirmou a ida de Fernando Alonso para a escuderia em 2010. Contrato de três temporadas, com salários pagos pelo já parceiro Santander.
Aí vem um pessoal e diz que só resta saber quem será o companheiro do espanhol no time italiano. Para desfazermos a dúvida, vamos dar uma lida em um trecho do comunicado oficial: "A linha será composta por Felipe Massa e Fernando Alonso, com Giancarlo Fisichella na função de piloto reserva. Kimi Raikkonen vai deixar a equipe no final desta temporada, após o que foi uma parceria gratificante e frutífera, que o viu vencer o título em 2007".
Restou alguma dúvida? Talvez. Confirmar se Raikkonen volta mesmo para a McLaren. Fontes fortes da Europa dizem que sim. Outra corrente afirma que ele está cansado de todo o circo que envolve o circo e poderia parar. Para mim, ele assina com a equipe inglesa. Quer saber? Ele foi campeão na Ferrari, mas nunca teve o macacão vermelho como segunda pele. O da McLaren, esse sim...

Domingos e a mala



Já percebi que a matéria com o Roberto Brum será o maior texto publicado na história deste blog. Assim sendo, para diminuir um pouco a curiosidade e o tamanho do texto da próxima segunda-feira, segurem essa história sobre o zagueiro Domingos.
Roberto Brum falava sobre os outros jogadores que não permaneceram no Santos depois da chegada de Vanderlei Luxemburgo; no caso, os zagueiros Fabiano Eller e Domingos. Ao discutir o fato do caráter do Domingos não ter nada a ver com a forma como ele joga (portanto, ele não é uma pessoa violenta fora de campo, ao contrário), Brum me solta essa: “sou suspeito para falar do Domingos, pois ele era meu vizinho e salvou a vida do meu filho”.
A curiosidade que toma conta de qualquer jornalista fez a atenção despencar e a pergunta vir à boca antes que a mente pudesse elaborá-la: “o que aconteceu”? E Roberto Brum respondeu.
“Meus filhos estavam brincando de pique-esconde (ou esconde-esconde, depende da região em que você vive) e meu filho se trancou dentro de uma mala. Ele foi se esconder e depois não conseguia abrir. Minha filha foi ajudar e mudou sem querer o código da mala. Ela chamou a empregada, que era a única pessoa adulta em casa naquele momento. A empregada correu para a rua, para chamar alguém que pudesse ajudar. O Domingos estava saindo, voltou e entrou na minha casa. Pensou em usar uma faca, mas poderia furar o menino. Então, foi com as mãos mesmo. A força que alguns dizem que ele usa para machucar, ele usou para salvar meu filho”.
Tendo como personagens Domingos e Roberto Brum, eu acredito...

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Brum falou, mas calma...




Ele prometeu acertar com outro clube para falar. E falou...
Foi na primeira tentativa. Roberto Brum atendeu o telefone e, de cara, falou. Abriu o coração, a mente e a alma.
A data para a divulgação da entrevista completa depende de uma questão interna do blogueiro, mas vamos estabelecer um prazo até a semana que vem. O mais difícil já foi. Agora, é só escrever e enviar.
Essa questão interna só vai ser resolvida lá para quinta-feira. E no fim de semana tem o Grande Prêmio do Japão. Pensei em soltar a entrevista na segunda-feira que vem, o que vocês acham?
Só para deixar umas gotas na boca: ele não guarda mágoa de Vanderlei Luxemburgo e contou uma história fenomenal sobre o zagueiro Domingos. Coisa de outro planeta...
Aguardem...agora, mais do que nunca, falta pouco...

domingo, 27 de setembro de 2009

Vitória em 5º



O primeiro é o primeiro e o segundo não é o primeiro, certo? Nem sempre. No Grande Prêmio de Cingapura, o quinto e o sexto lugar chamaram mais a atenção do que o vencedor. Enquanto Lewis Hamilton comemorava uma vitória de ponta a ponta, altamente tranquila, Jenson Button e Rubens Barrichello protagonizaram mais que uma luta interna: podem ter decidido o campeonato.
Button chegou em quinto, seguido pelo brasileiro. Assim, tem 84 pontos, contra 69 do companheiro. Faltando três etapas para o fim da temporada, esses 15 pontos podem não dizer nada, ou dizer tudo.
É difícil entender como uma prova que teve acidentes, entrada de safety car e punições possa ser chata. Mas o GP de Cingapura foi. Na pista sem pontos de ultrapassagem, no circuito pouco veloz, onde os carros levam quase dois minutos para percorrer pouco mais de cinco quilômetros, ver aquele trenzinho durante quase duas horas não foi fácil.
Barrichello começou bem. Ultrapassou Robert Kubica e Heikki Kovalainen na largada e herdou posições. Na frente, Hamilton manteve a pole e ficou só na administração.
Rubinho foi um dos primeiros a fazer o pit stop, uma estratégia que o deixaria à frente de Button, não fosse uma carta na manga do inglês. Na volta 19, Adrian Sutil rodou e, na tentativa de voltar à pista, acertou a lateral da BMW de Nick Heideld. O safety car entrou e quem ainda não havia parado pulou para os boxes. Na Brawn GP, Button encheu o tanque e manteve os pneus duros, ou seja: faria uma nova parada, na qual o reabastecimento levaria menos tempo.
Enquanto isso, Nico Rosberg, que fazia uma boa corrida, passou por cima da zebra na saída dos boxes e foi punido com a passagem pela pit lane. Na pista, Barrichello era o sexto e Button o oitavo. A diferença entre os dois cairia para 12 pontos.
A prova continuou chata, muito chata mesmo. Hamilton fez a parada e voltou em primeiro. Alonso fez um bom pit stop e, com a punição a Rosberg, foi se garantindo lá na frente. No mais, o mesmo trenzinho.
Veio a segunda janela de pit stops e com ela o triunfo de Button. Barrichello parou faltando 15 voltas e o inglês só parou três voltas depois. Com uma parada de 6.1 segundos, ele voltou à frente do companheiro de equipe. O inglês era o quinto e Barrichello o sexto. A ordem de Ross Brawn foi direta: “vamos trazer os carros para casa”, ou seja, mantenham-se nessas posições.
Hamilton comemorou a vitória, seguido por Timo Glock e Fernando Alonso. E quem festejou de verdade foi Button...

sábado, 26 de setembro de 2009

Ê, Barrichello!!!




Administrar 26 segundos da vida, buscar o melhor e ser feliz. Rubens Barrichello não conseguiu. Bateu o carro nos últimos instantes dos treinos oficiais para o GP de Cingapura e terá um prejuízo maior que o esperado: vai largar em 10º lugar. Ainda assim, à frente de Jenson Button, o 12º.
Lewis Hamilton ficou com a pole position, marcando 1m47s891. Sebastian Vettel colocou a Red Bull em segundo e Nico Rosberg larga em terceiro. Barrichello estava em quinto, mas perdeu cinco posições por trocar o câmbio da Brawn GP.
A decisão da troca aconteceu entre os dois treinos de sábado. O câmbio era aquele mesmo que quase foi trocado em Monza, foi mantido e proporcionou a vitória a Barrichello. Porém, dificilmente o equipamento aguentaria as 70 trocas de marcha que são feitas a cada volta em Cingapura. Risco assumido, Barrichello teria de fazer o melhor que pudesse na pista para evitar um prejuízo maior.
No Q1, mandou bem, ficando em 6º lugar. Hamilton ficou em primeiro (1m48s977), com Button em segundo e Kimi Raikkonen em terceiro. Mas Giancarlo Fisichella avisou que o dia não ia ser da Ferrari ao ficar em 18º lugar.
Quando foi para o Q2, Barrichello deu o primeiro susto: com o tempo esgotado, ele era o 11º e estaria fora da última parte. Resolveu pisar forte e marcou o sétimo tempo. Nico Rosberg cravou o primeiro lugar, com 1m48s197, com Mark Webber em segundo e Vettel em terceiro. Button estava só em 12º e abriu o caminho para o companheiro de equipe. E Raikkonen? Só em 13º.
E no Q3, parecia que o prejuízo seria mínimo. E tinha tudo para ser, pois Barrichello estava em quinto. Dificilmente Hamilton seria superado. E a 26 segundos do final, entrou na curva, pegou sujeira, perdeu a traseira e bateu. Vai lá para 10º e deixou o quinto lugar para Fernando Alonso.
Barrichello fica, portanto, duas posições à frente e Button e a duas posições da zona de pontuação. Será uma corrida de recuperação em uma pista sem pontos de ultrapassagem. As respostas, domingo, a partir das 9 horas.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Onde a farsa reinou (ou Renault)




Eis que a Fórmula 1 chega ao palco da vergonha. Não que Cingapura tenha alguma coisa a ver com a farsa da Renault, mas foi lá que a categoria viu seu lado mais negativo.
Mas bola pra frente; esta é a edição de 2009. E o alemão Sebastian Vettel mostrou que é possível, sim, acreditar nele e na Red Bull. Foi dele o melhor tempo da sexta-feira, na segunda sessão de treinos: 1m48s650. Fernando Alonso colocou a envergonhada Renault em segundo lugar. Heikki Kovalainen ficou em terceiro, Nick Heidfeld em quarto e Jenson Button (sim) em quinto. Rubens Barrichello ficou com o 11º tempo.
Na primeira sessão, Barrichello fez bem melhor: cravou a pole, com 1m50s179, carro pesado e pista sem emborrachamento. Button ficou em segundo (1m50s356) e Mark Webber em terceiro (1m50s416).
E foi na primeira sessão que algo inusitado ou irônico mesmo aconteceu: Romain Grosjean, aquele mesmo que era muito melhor que Nelsinho Piquet, bateu o carro. Sabem onde? Sim, lá mesmo. No mesmo muro onde Piquetzinho consumou a farsa no ano passado. Coincidência? Talvez. Por que alguém teria interesse em interromper a primeira sessão de treinos da sexta? Curioso? Demais...
A propósito: o ING já não patrocina mesmo a Renault. O banco holandês ia sair só depois da temporada, mas não aguentou o escândalo e retirou o apoio antes da hora. Os carros tiveram a pintura retocada a toque de caixa e agora figura o nome da equipe. Só não deu tempo de trocar as camisas dos mecânicos. Nelas, o ING aparecia.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

No Santos pratica-se o quê?


Estrutura de primeiro mundo, comissão técnica a custo exorbitante, elenco caro...e nada de engrenar.
É difícil tentar entender o que acontece com o Santos. Depois de tentar se candidatar ao título brasileiro de 2007, o clube entrou em uma fase de mediocridade sem fim. Campanhas medianas, desempenhos pífios e elencos até badalados. Em 2008, passou longe do título paulista, caiu na Libertadores em plena Vila Belmiro e por pouco, muito pouco, não foi rebaixado no Brasileiro. Em 2009, foi finalista do Paulistão e permitiu que Ronaldo desse um show na Vila Belmiro. Na Copa do Brasil, caiu na segunda fase ao perder para o CSA (atenção: CSA) em casa e vejam o que acontece no Brasileiro.
Quando Vanderlei Luxemburgo chegou, mandou o recado: se conseguisse a vaga na Libertadores, era para comemorar. E onde está essa vaga? Longe, muito longe. Nos últimos dois jogos, uma vitória e um empate em casa. Apenas um gol marcado. E a sequência de jogos é a menos agradável possível. Domingo, é o Atlético-MG, fora. Depois, Palmeiras em casa. Na sequência, Sport fora. E aí o Vitória, na Vila.
A verdade é que o torcedor não pode se iludir: o Santos virou um coadjuvante, um daqueles times que pouca gente lembra que está na Série A. E o pior: um time que, se cair, pouca gente vai sentir falta.
E a culpa é de quem? Do Santos, que permite a entrada de dirigentes incapazes, treinadores/donos do clube e de líderes religiosos com carta branca na tomada de decisões.
Roberto Brum já foi. Em breve dirá por quê. Fabiano Eller seguiu o mesmo caminho. E agora, Domingos. Depois da diretoria da Portuguesa dizer que negociaria Edno com qualquer clube, menos com o Santos, para onde foi Domingos? E com o Santos ajudando a pagar os salários...isso sem contar com o encostado Wagner Diniz, que recebe salários para não fazer nada.
Enquanto isso, recebo por e-mail o convite para prestigiar o evento no qual Marta recebeu um carro importado para circular pela Cidade. Essa é a preocupação do Santos: enaltecer a Rainha. Com todo o respeito ao futebol feminino, mas é só ver o quanto cada modalidade movimenta em termos de torcida, paixão, audiência de TV e dinheiro.
Há quem lembra que chegaram Emerson, Edu Dracena e Jean. Tudo bem, dá para elaborar um planejamento para o ano que vem, mas 2009 ainda não acabou, ao contrário da paciência do torcedor...

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Existem coisas...


Este é um daqueles posts que podem mudar a trajetória de um blog. Falar do Botafogo quando alguns dos leitores mais fieis deste espaço são botafoguenses, é pedir para ser xingado, abandonado...ou não. De qualquer maneira, algumas coisas precisam ser ditas. E peço licença ao Saulo e ao Fernando Gonzaga para falar do Alvinegro.
Quer dizer que o presidente Mauricio Assumpção e alguns torcedores fizeram umas contas, levantaram a história e concluíram que o Fogão poderia estar bem mais tranquilo no Brasileirão se não fosse a arbitragem. Ok, mas já se foram 25 rodadas e sinceramente não soube de 25 erros que prejudicassem o Botafogo.
Fui pesquisar e encontrei dois (esses, sim) erros grosseiros: um foi na derrota para o Atlético-PR, quando o Botafogo teve um gol invalidado porque o bandeirinha deu impedimento após uma cobrança de lateral. O outro foi no empate por 3 a 3 com o Grêmio. No segundo gol dos gaúchos, até minha mãe que, coitada, nada entende de futebol, viu que a bola saiu no cruzamento que originou o gol.
No mais, me perdoem os torcedores, são lances interpretativos. Vi muitas reclamações sobre pênaltis não marcados. Por mais que revolte, pênalti é lance interpretativo. Tirando o Javier Castrilli (Corinthians x Portuguesa, 1998) e o Márcio Rezende (Corinthians x Inter, 2005), é difícil o árbitro tomar uma decisão contrária ao que o mundo inteiro viu. Se analisarmos os pênaltis não marcados a favor do Botafogo e os marcados contra o Alvinegro, dá para discutirmos. Não são pênaltis escandalosos.
Outra coisa: o "se" não joga. Quer ver?
"Se" o ataque fizer quatro, cinco gols, um possível pênalti não marcado será esquecido.
"Se" o Castilho não fosse estabanado, não levaria gols bobos. E é um bom goleiro.
"Se" o Lúcio Flávio não tivesse feito a besteira de ir para o Santos, teria começado o Brasileiro em General Severiano.
"Se" o André Lima não tivesse feito e besteira de ir para o São Paulo, teria começado o Brasileiro em General Severiano.
"Se" o clube não trocasse tanto de treinador, Estevam Soares teria chegado antes, com mais tempo para trabalhar.
"Se" Reinaldo não passasse tanto tempo no Departamento Médico...
Galera, isso é opinião. O espaço para comentários está aberto. Podem discordar, xingar, enfim, o espaço é de vocês...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Puxa os olhos e acelera


Estava na Fernão Dias, sentido São Paulo, mais exatamente no município de Perdões (MG), quando fui informado da decisão da FIA no Caso Renault: Briatore banido da Fórmula 1, Symonds suspenso por cinco anos e só. A Renault será suspensa por dois anos só e somente só fizer tudo de novo. Para Nelsinho, nada...é brincadeira!
Isto posto, saiu o calendário para 2010. A Austrália não abre mais a temporada; a primeira etapa será no Bahrein, dia 14 de março. O Brasil recebe a última prova (excelente), em 14 de novembro. O Canadá volta, por enquanto; a França continua fora e vejam quem surgiu: Coreia do Sul! Está montando um autódromo a 400 km de Seul, com 5,6 km de extensão e sentido anti-horário. Será em 17 de outubro do ano que vem. Haja café e energético...segue o calendário

14 de março: Bahrein
28 de março: Austrália
4 de abril: Malásia
18 de abril: China
9 de maio: Espanha
23 de maio: Mônaco
30 de maio: Turquia
13 de junho: Canadá
27 de junho: Europa
11 de julho: Inglaterra
25 de julho: Alemanha
1º de agosto: Hungria
29 de agosto: Bélgica
12 de setembro: Itália
26 de setembro: Cingapura
3 de outubro: Japão
17 de outubro: Coréia do Sul
31 de outubro: Abu Dhabi
14 de novembro: Brasil

domingo, 20 de setembro de 2009

Pode ser



Férias em Belo Horizonte, domingo, Campeonato Brasileiro chatinho chatinho, fim de semana sem Fórmula 1...qual a chance de aparecer uma notícia relevante? Ela veio...
Diz o jornal inglês "Mirror" que Kimi Raikkonen teria assinado um pré-contrato com a McLaren já para 2010. Realmente, ele não anda satisfeito com a Ferrari desde 2008 e, principalmente, o povo de Maranello não está satisfeito com ele. Kimi esteve em Woking por quatro anos e iria para o lugar do outro finlandês: Heikki Kovalainen.
Isso facilita? Em termos. Raikkonen tem contrato com os italianos até o final do ano que vem e não pensa em sair com uma mão na frente e a outra atrás: quer receber os salários a que teria direito, o que daria a bagatela de R$ 88 milhões. Vejam bem: R$ 88 milhões para ele nem aparecer em Maranello, mas contratos são contratos.
Se Raikkonen sair mesmo, pronto: Fernando Alonso assina e bota um ponto final nesta novela. O Santander já chegou e pagaria os salários dele. Depois da briga do espanhol com Felipe Massa, depois do GP da Europa de 2007, a próxima temporada seria, no mínimo, curiosa.