quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

20-2=20

O calendário da Fórmula 1 para 2012 chegou com 20 etapas programadas.
Depois caiu para 19,5, porque não sabiam se dava para ir ao Bahrein.
Mais adiante, caiu para 18,5, porque tiraram a etapa de Austin.
E por que tiraram?
STBS - Só Tio Bernie sabe.
Tio Bernie, então, lembrou da sábia frase do Chaves: "pois fique sabendo que quem dá e tira com o diabo fica, sua mão se danifica, sua avó será maldita e sua sogra ressuscita".
E decidiu recolocar Austin e confirmar o Bahrein.
O que não quer dizer que o calendário esteja definido, embora digam que sim.
Trabalhando com a realidade, teremos 20 etapas em 2012.
Vamos ver até quando...

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Na torcida

É fato. Nunca foi segredo.
Não existe esporte no Brasil.
Não existe cultura esportiva no Brasil.
O nosso esporte é torcer pelo Brasil.
E só falamos de esporte se o Brasil estiver nele.
Caso contrário, o ignoramos.
É assim que funciona, sempre funcionou e, provavelmente, continuará a funcionar.
Uma emissora de TV comanda a nação.
As outras existem, mas sem nenhum poder.
A TV a cabo está aí, sem a devida abrangência.
Ou seja, é uma emissora de TV e mais nada.
Uma emissora que não exerce a cobertura esportiva, mas o enaltecimento tupiniquim, o apoio incondicional ao País, a promoção dos "nossos" heróis.
Porque os atletas não são atletas. São nossos, nossos...nossos o que vier.
O Brasil considerava o tênis um esporte para burgueses metidos até que o nosso Guga venceu Roland Garros e o esporte virou mania nacional.
Ginástica olímpica era boa para russos, búlgaros e romenos, mas veio a nossa Daiane e mudou essa história.
Temos a obrigação de dominar o vôlei de praia, afinal, moramos em um país tropical, abençoado por Deus, bonito por natureza e que tem praias.
E éramos os melhores dentre os melhores nas pistas.
Tivemos o nosso Emerson, o nosso Nelson (que nunca quis ser de ninguém) e, principalmente, o nosso Ayrton, o mega herói que precisou superar a legião do mal, liderada por Alain.
Veio, então, a tentativa de criar o nosso Rubinho, que jamais teve carro para isso e, quando teve, faltava-lhe um contrato.
Vieram Antônio, Tarso, Luciano, Ricardo, Felipe, Lucas, Bruno...não, não foram. Um ainda pode ser, mas sem garantias.
A audiência caiu. Foram 13 pontos em um GP do Brasil com o campeonato decidido e sem brasileiros com chances de alguma coisa.
A corrida foi boa, o campeonato foi bom, mas não teve brasileiros na disputa. Não teve graça, portanto, não foi bom para o Barrichello, nem para nenhum brasileiro.
A tendência é piorar.
A partir de 2012, o principal narrador diminuirá o número de transmissões.
E ele só mantém a média alta por gostar muito da coisa toda e conhecê-la bem.
Mas não há mais brasileiros na disputa.
Não tem mais esporte, não dá para torcer pelo Brasil.
Sofre quem gosta e não torce.
Para quem não gosta, resta a esperança de que o beisebol e o rugby brazucas virem paixões nacionais.
Porque parece que não temos combustível para mais uma volta...

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Os méritos

Muitas vezes um campeão se faz por competência própria.
Poucas vezes um campeão se faz pela incompetência alheia.
Algumas vezes um campeão se faz com a mistura desses dois aspectos.
O Corinthians foi campeão no quesito "algumas vezes".
Foi competente nas primeiras rodadas, quando os concorrentes tinham outras prioridades.
Abriu a margem de pontos necessária para não enfrentar sustos.
Enfrentou, já não jogava mais o mesmo futebol, mas contou com a incompetência alheia.
Quando perdia, os outros perdiam também.
Por várias vezes não precisou de esforço. Já tinha se esforçado antes, quando abriu a margem de pontos.
Soube administrar a vantagem depois.
E, assim como todos os vencedores dos campeonatos por pontos corridos, foi campeão com todos os méritos.
Porque arbitragem pode ajudar em uma partida, pode errar a favor algumas vezes, mas não erra a favor em 38 partidas. Não decide 38 rodadas.
E o Corinthians algumas vezes foi prejudicado pelos erros de arbitragem.
Chegou onde chegou por méritos.
E com merecimento ergue a taça.
Parabéns, Corinthians!!

domingo, 4 de dezembro de 2011

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A Lista

E saiu, com total antecedência, a lista de quem estará nos cockpits em 2012.
Melhor, a lista de alguns, porque em nove casos não se sabe quem estará.
Principalmente nos times menores.
Nos grandes, sem crise, sem problemas.
O esquema foi fechado na Red Bull, McLaren, Ferrari, Mercedes, Caterham (ex-Lotus), Sauber e Virgin, a única que traz uma novidade: o francês Charles Pic.
Nos demais times, tudo como dantes no quartel de abrantes.
A Lotus (ex-Renault) confirmou apenas Kimi Räikkönen.
Ou seja, Petrov, Senna e Grosjean entram na disputa pelo que vale mais, um gol contra ou um oitavo.
Grana, pra entender, quem levar mais, corre com o Iceman.
Curiosa a postura da Williams, que não confirmou ninguém.
Ninguém, nem Maldonado.
Ou seja, Barrichello tem, sim, uma possibilidade.
Barrichello disse em Interlagos (e tenho a gravação) que, se fosse em quaisquer condições, já teria assinado.
Só que depois de 19 temporadas o cara não é obrigado a aceitar quaisquer condições.
Os demais times estão na mesma linha: não confirmam nada.
Ainda vejo poucas novidades em termos de pilotos, mas deveremos tê-las, sim.
Embora haja muita gente endinheirada e cheia de interesse.
O que, na Fórmula 1 de hoje, tem falado bem mais alto que o talento...

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Gelada

E o Iceman voltou.
Discreto, às escondidas, do jeito dele.
Iria para a Williams, diziam. Estava tudo acertado.
Não, Lotus Renault, que a partir de 2012 será só Lotus.
E terá Kimi Raikkönen.
E a Fórmula 1 terá seis campeões mundiais em uma só temporada.
A saber: Kimi, Button, Schumacher, Alonso, Hamilton e Vettel.
Portanto, Robert Kubica não volta em 2012. Não dividiria as prioridades e/ou dinheiro com Raikkönen.
Ficam Petrov, Senna e talvez, mas muito talvez, umk talvez para não fizer "fora", Grosjean.
Petrov tem mais tempo de casa, mas Senna pode ter mais grana.
Para quem vai bancar Kimi, esse passa a ser um critério fundamental.
Se Kimi volta no estilo Kimi, não dá para afirmar. São duas temporadas fora e pouco tempo para testes na pré-temporada.
De qualquer maneira, a Fórmula 1 ganha, seja em qualidade, seja em personalidade...
Desce a vodca...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Teve mais; tem mais

Mais uma segunda-feira pós-GP do Brasil.
O quarto acompanhado in loco, o segundo acompanhado profissionalmente.
Pouco, sim, porém na hora certa, sem atropelar, sem precipitar.
Existem metas que um profissional, em qualquer área, estabelece. Não importam as circunstâncias em que as alcança, o importante é chegar, obter, ultrapassar.
O campeonato estava decidido, não tinha brasileiro na disputa, mas não se busca esta meta apenas com dois argumentos.
Importa estar lá, viver de perto, acompanhar ao lado, participar. Importa ser informado, mas, principalmente, informar, checar, perguntar, transmitir, não ouvir dizer, não escutar em um lugar, mas se tornar o responsável pelo que foi dito, pelo que ganhará repercussão.
Não era necessário esperar para saber sobre a perspectiva de chuva, bastava perguntar a quem estaria diretamente interessado. Se houve jogo de equipe na prova, pergunte aos pilotos, aos dirigentes. Se o brasileiro foi injustiçdo pela punição em virtude do toque no carro do alemão, pergunte a ele como se sente, pergunte ao comissário sobre os critérios.
Estar lá, viver, acompanhar, informar
O Campeonato Brasileiro era a prioridade. Para muitos, o que realmente importava, porque lá não havia definição, estava a notícia mais forte, mais quente, mais importante. Não para o público que gosta de asfalto, barulho de motor e cheiro de combustível. Porque em Interlagos não teve briga, nem bombas de gás lacrimogênio. Em Florianópolis, sim. Porque cada informação tem seu espaço e todos precisam ser respeitados já a partir do conceito da palavra respeito, algo que por vezes não se vê nem mesmo dentro da Imprensa.
"Domingo é dia de futebol. Sempre foi e sempre será".
"Só o futebol tem emoção".
O futebol é maravilhoso, sempre foi e sempre será, mas não é o único a existir.
Fica, é claro que fica, a sensação do dever cumprido, do "valeu a pena" e, principalmente, do "quero mais".
Porque eu quero mais. E em 2012 tem mais...

domingo, 27 de novembro de 2011

Piquet, Piquet, Nelson Piquet

Uma vida sem objetivos é uma vida vazia, insossa, burocrática. Viver por
viver é empurrar com a barriga, deixar acontecer, esperar para ver no que
vai dar, no que pode dar.
Objetivos significam desafios, motivações, busca por metas. O caminho até
eles traz alegrias, decepções, vitórias, derrotas, marasmo, euforia.
Não importa qual seja o objetivo. Cada um estabelece o seu, aquele que
considera o mais conveniente para a vida.
Ninguém é bom o suficiente para julgar se seus objetivos são bons ou ruins,
se são importantes ou não, se mudam a vida ou não. Alcançar os objetivos
muda a sua vida e é a sua vida que importa. O outro pode pensar o que
quiser, o problema é dele. Ele não tem o direito de estabelecer objetivos
para você.
Em diversos casos o estabelecimento dos objetivos está diretamente
vinculado à profissão. Produzir algo, trabalhar com os maiores nomes do
meio, estar na capital daquela atividade. São várias possibilidades a serem
respeitadas.
No Jornalismo, os dois objetivos mais comuns são trabalhar em determinada
empresa ou entrevistar determinada pessoa. No Jornalismo Esportivo, é
manter contato com os maiores nomes, seja do próprio Jornalismo, seja do
Esporte.
O garoto passa a infância acompanhando o automobilismo nas manhãs de
domingo.
E ouvindo: "Piquet, Piquet, Nelson Piquet".
A mãe do garoto, preocupada em cumprir os serviços domésticos e, ao
mesmo, tempo, pensar no almoço daquele domingo, tinha uma preocupação
a menos. Bastava colocar o garoto em frente à TV e colocar um prato com
bolachas ao lado.
Eram duas horas de sossego garantido.
Jamais deixaria o menino sozinho em casa, mas poderia, se fosse o caso.
Diante do que via, ele jamais ousaria sair daquele sofá.
No dia seguinte e em tantos outros, o chão da casa da avó se transformava
em autódromo, com um circuito que tinha sempre o mesmo traçado: quatro
curvas para a esquerda, duas para a direita e retas longas, por onde um
único carro rasgava. Um carro simples, barato, de plástico, sem tecnologia
alguma, mas suficiente para ser conduzido pela mão esquerda, enquanto a
direita empunhava uma caneta, naquele instante transformada em microfone,
utilizado para a narração de uma pseudo corrida.
"Vem Mansell, Prost encosta, Niki Lauda vem por fora, Keke Rosberg chega,
mas Nelson Piquet passa e vence!! Piquet, Piquet, Nelson Piquet!!"
Os anos passam, o garoto cresce, a avó se vai, a casa não é mais
frequentada. A opção pelo Jornalismo o leva à cobertura esportiva, com
prioridade para o futebol. O automobilismo está lá, chamando, convocando.
E o objetivo bate à porta.
"Piquet, Piquet, Nelson Piquet".
Um mal humorado, que destrata a Imprensa e diz que jornalista não sabe
nada de automobilismo.
Será? Pode ser um cara autêntico, verdadeiro, que não manda recados.
Piquet está mais velho e incrivelmente mais manso. Pudera, passaram 20
anos de sua saída da Fórmula 1, 24 do último título e 30 do primeiro.
É o homenageado em Interlagos.
O garoto, agora não mais garoto, já matou um objetivo: está em Interlagos.
Gravador em mãos, diante dele. O balançar da cabeça indica: sim, ele aceita
ser entrevistado. Responde às perguntas com a velha ironia, mas sem
irritação nem ofensas, mas sim com respeito. Percebe que o entrevistador
conhece um pouquinho que seja.
Entrevista curta, mas e daí? É uma entrevista, isso que importa.
Sim, as manhãs de domingo passaram nas lembranças. O chão da casa da
avó foi visto. E ele estava ali, diante do antes garoto.
"Piquet, Piquet, Nelson Piquet".
O objetivo está garantido.
Agora falta escrever um livro e plantar uma árvore.
Já estou em busca das sementes para a árvore...

sábado, 26 de novembro de 2011

Em Interlagos, in loco

Sim, meus amigos, aqui, Interlagos.
Outra vez, mais uma vez, graças ao bondoso Senhor mais uma vez.
Foram dois dias para ir a um baile em Assunción, capital del Paraguay.
O Santos, na teoria, se deu bem no sorteio da Libertadores, assim como o Vasco. Agora precisamos saber quem ocupa os números referentes ao Brasil para saber onde vão parar.
Um deles, se vencer o Colômbia 3 na pré-Libertadores, cai no grupo do Santos.
Depois de muito utilizar meu ridículo espanhol, estamos em Interlagos praticando o indecente inglês.
Há imensas possibilidades de chuva e Sebastian Vettel, é claro, deve ficar com a pole, vencer e coisa e tal.
Não vou me desgastar transmitindo tempos de treino, porque com a audiência maciça deste espaço, não vale a pena.
Prefiro prazeres maiores, como o que senti há pouco ao entrevistar Nelson Piquet.
Pois é...
Não vi Fittipaldi na Fórmula 1 e sou de uma geração anterior à de Ayrton Senna.
Ou seja, Piquet.
Três ou quatro perguntas, mas o cara estava bem humorado, só isso já basta. Brincou, tirou a onda dele, normal.
Estamos por aqui e ficaremos até o domingo, graças ao bom Deus, com café na máquina, sanduíches e almoço na Ferrari e tudo o mais.
Vou contando aos poucos.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Interlagos, só sábado

Antes de Interlagos, uma pausa rápida em Assunção.
Sim, Paraguai, para a entrega do Troféu Fair Play da Libertadores ao time mais disciplinado da fase final da edição 2011 (o Santos) e, na sexta, soretio da Libertadores 2012.
Ou seja, não vou ao treino de sexta, em Interlagos.
Por enquanto, fiquemos com a volta virtual em Interlagos.
O circuito é fácil de decorar, mas é sempre importante dar uma volta nele.
Repare que falta o camarote da Globo no final da reta oposta.
Acho que o pessoal da Alianz nunca o viu lá