sábado, 29 de outubro de 2011

Indiana Jones

Falo diretamente da madrugada brasileira, tentando enxergar alguma coisa na névoa indiana.
Acompanhei uma boa parte do Pratice 1, abandonei o Pratice 2  e vi que Felipe Massa foi o mais rápido da sexta-feira.
Sorte de circuito principiante.
Não sei de tempos, não me preocupei em saber. Não dá para ter parâmetros sobre uma pista absolutamente nova para todos. Não sei se 1min25 é pouco ou muito.
E, vamos e convenhamos, a audiência do blog é tão baixa que eu aposto uma grana como ninguém vem aqui para se informar sobre tempos.
É bom eu deixar claro que sou avesso a essas modernidades formulaunísticas, ou seja, circuitos no meio do nada, em locais inventados por Tio Bernie, pistas travadas e tudo o mais, têm meu repúdio.
Mas gostei da tal pista de Buddh.
Tem o retão, ondulado ao extremo, mas um retão, tem curvas de alta, não é necessário pilotar 25 km para dar uma volta.
Acho, na base do palpite extremo, que vai entrar de vez para a galeria das boas pistas.
E na corrida?
Dá Vettel.
A não ser que as tais asas dianteiras novas da McLaren mostrem a que vieram.
E é isso que chamará minha atenção...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Só falaram agora

Eu não vou descrever o assunto. Sugiro a leitura da matéria dos meu amigos Alex Sabino e Luciano Ribeiro.
Em suma: as taças do Mundial não existem foram surrupiadas.
Me preocupa ver uma recho do texto..."não dá para culpar Marcelo Teixeira".
Não, realmente não dá, porque a "descoberta" se deu em 2003, 30 anos depois do segundo Mundial.
É evidente que o sumiço se deu muito antes, em um tempo quando malas caíam de aviões, hotéis eram entregues de bandeja, muita gente enriquecia e o Santos parava no tempo.
E foi difícil voltar ao tempo. Voltou, graças ao trabalho de muita gente.
E nessa lista incluo Samir Jorge Abdou-Hak, Marcelo Teixeira, Luís Álvaro...
Cada um fez um pouco para o Santos se reerguer.
Mas taça roubada é o fim do mundo.
Que bom seria se fosse só para lembrar o fim do Mundial...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

É a Índia

Prepare o café e reforçe o estoque da latinha azul e prata.
Os horários do GP da Índia são bem confortáveis. Vai vendo.
É tudo pelo horário de Brasília.
Treino Livre 1: madrugada de quinta para sexta, 2h30
Treino Livre 2: sexta-feira, 6h30
Treino Livre 3: madrugada de sexta para sábado, 3h30
Qualifyng: sábado, 6h30
Largada: domingo, 7h30

domingo, 23 de outubro de 2011

Marco Simoncelli

Está ficando difícil essa vida de motor e asfalto.
Não deu nem tempo de assimilar a ida do Dan Wheldon.
Marco Simoncelli, 24 anos.
Porque o automobilismo lembra a todo instante.
É um esporte de risco...

sábado, 22 de outubro de 2011

Corrente

A conta é fácil de entender.
Da Alemanha surgem rumores de que Nico Hulkenberg estaria acertado com a Force India.
A Force India não abre mão de Paul di Resta.
Portanto a troca seria entre os alemães e Adrian Sutil daria adeus.
Adrian Sutil bateria na porta da Williams.
Que estaria disposta a recebê-lo.
A Williams não abre mão de Pastor Maldonado (leia-se PPDV, patrocínio, dinheiro ou qualquer coisa neste sentido).
Enfim, Barrichello vai no computador e abre o arquivo do currículo para ver se está atualizado...

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Qualquer semelhança...

Qualquer semelhança com a Portuguesa Santista será mera coincidência...
Na hora de tirar o 10...

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Segue o jogo

Coisas que só o futebol ou os critérios (?) aplicados por quem lida com ele podem explicar:
O Palmeiras coleciona insucessos, não ganha nenhum título há três anos, jogadores e treinador não falam a mesma língua, jogadores, treinador e diretoria não se entendem e o clube está afundado em uma crise sem fim.
O São Paulo coleciona insucessos, não ganha nenhum título há três anos, jogadores e treinador não falam a mesma língua, jogador veterano critica o treinador, presidente critica o jogador, treinador é mandado embora e está tudo bem, afinal, são coisas que acontecem.
Segue o jogo...

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Depois de Yeongam

Dizer que a Era Schumacher está começando a ser reproduzida não é exagero.
Não só porque Sebastian Vettel é alemão, nem pelas vitórias em sequência, menos ainda por um título por antecipação.
O que iguala o bi e o hepta é a vontade de estar na frente, de ser o melhor, de não ser burocrata nem de achar que é suficiente.
Vettel não precisava vencer em Suzuka. Na verdade, bastava chegar em 10º lugar em apenas uma das cinco etapas que faltavam. Ele fez mais do que isso ao chegar em terceiro. Tornou-se o mais jovem bicampeão da história e...não gostou. Porque terceiro para ele era pouco. Ele queria ser o primeiro.
Depois do porre com Schumacher, Vettel seguiu para a Coreia do Sul. E em Yeongam não fez a pole. Aliás, a primeira vez em que a Red Bull não ficou na frente.
E o alemãozinho ficou de bico de novo.
Então, na largada, ele saiu feito um alucinado em busca do primeiro lugar. Sim, ele poderia ter antecipado as férias, poderia entregar o carro ao piloto reserva, mas não. Foi, passou Lewis Hamilton, disparou na frente e tornou a corrida chata.
Venceu mais uma vez. Comemorou como se fosse a primeira da carreira. Comemorou mais ainda por ter feito da última volta a mais rápida.
E confirmou o título de construtores para o pessoal das asinhas.
Desenha-se em Vettel o caminho que Schumacher construiu nos anos de chatice. Falta um recorde? Ele vai lá e quebra. E essa será a motivação, uma gana única, isolada, egoísta.
Porque o restante da Fórmula 1, se Vettel continuar nessa toada, irá aos poucos perdendo temperatura, telespectadores, interesse...

domingo, 16 de outubro de 2011

Dan Wheldon

Não parei para ver o GP de Las Vegas.
A ideia era aguardar o resultado e escrever um resumão de um fim de semana cheio, com MotoGP, Fórmula 1, Stock Car (apesar dos pesares) e Fórmula Indy.
E aí...
É, a gente por vezes esquece, mas o risco faz parte do esporte.
E o pior é que a gente gosta.
Dan Wheldon.
22/06/1978
16/10/2011
R.I.P.

Vettel, sem bico

Sebastian Vettel fez biquinho em Suzuka. Queria uma festa completa, com uma vitória para coroar o bicampeonato. Teve de se contentar com a terceira colocação.
O biquinho voltou na formação do grid para o GP da Coreia do Sul. Ele não aceitou largar em segundo.
Entendemos, assim, as razões para o alemãozinho sair feito um maluco em busca da vitória em Yeongam.
E, talvez por isso, tenha conseguido.
Vettel venceu, com Lewis Hamilton em segundo e Mark Webber em terceiro.
Jenson Button chegou em quarto, Fernando Alonso em quinto e Felipe Massa em 6º.
Rubens Barrichello chegou em 12º e Bruno Senna em 13º.
Das 55 voltas da corrida, a primeira valeu por todas. Hamilton largou na pole, com Vettel em segundo.
E daí?
O alemãozinho atacou já nos primeiros metros. E Vettel atacar é sinônimo de passar. Passou.
Enquanto isso, Felipe Massa, que largou em quinto, ultrapassou Mark Webber e Jenson Button. Levou o troco do australiano, mas conseguiu ficar à frente do inglês.
Na volta 13 Button abriu os pit stops. Entrou junto com Nico Rosberg no momento em que os dois disputavam posição.Saíram juntos. Rosberg levou a melhor, Button retomou a pisoção e Rosberg a pegou de novo.
Briga boa, temperada pela passagem do inglês sobre a linha da saída dos boxes.
Nem investigado foi.
Mas dá para entender. A saída dos boxes de Yeongam é o que há de pior, com direito a ponto cego. Muitas gente fez o mesmo que Button e ninguém foi nem investigado.
Webber e Massa entraram na volta 14. E é claro que a Ferrari se atrapalhou com o carro do brasileiro.
Na sequência entraram Alonso, Hamilton e Vettel.
Na volta 17, quem entrou foi o safety car, pois Vitaly Petrov acertou em cheio a traseira da Mercedes de Michael Schumacher. Alonso, que vinha atrás, até saiu da pista para evitar o pior.
Era detrito pra tudo que era lado.
A corrida foi retomada na volta 20, com Vettel, Hamilton, Webber, Button, Rosberg, Massa e Alonso.
Na volta 27, Massa e Alonso passaram Rosberg.
Webber e Hamilton voltaram aos boxes na volta 33 e o pelotão da frente levou quatro voltas para fechar a segunda parada.
O quadro não mudou até a volta 49, quando Webber apertou Hamilton de tudo que foi jeito. Chegou a ultrapassar o inglês, mas o campeão de 2008 recuperou a posição logo depois.
Na frente, Vettel fez a festa. E acabou com o bico...dele...
A briga pelo vice continua. Button tem agora 222 pontos, contra 212 de Alonso e 209 de Webber.
E a Fórmula 1 segue para a Índia.
Na Coreia do Sul, em sua segunda edição, foi visto que há muito o que melhorar.
Na Índia será a primeira edição...