Nem sempre um campeonato eliminatório dá o título ao melhor.
Não foi o caso da Copa América.
O Uruguai mereceu a taça.
Não por apresentar um futebol de encher os olhos, mas o suficiente para vencer a competição.
Tem talentos individuais? Sim, mas o conjunto faz a obra.
Tem Forlán, mas que andava de mal com as redes. Foi à forra...
Tem Suárez, ótimo, excelente, decisivo.
Tem Alvaro Pereira, um armador como há pouco se via.
Tem Cáceres, leão na marcação e excelente condutor na via defesa/ataque.
Tem Lugano na defesa. Não precisa falar muito mais.
Tem Muslera no gol. Uma muralha.
Tem Oscar Tabarez. Ovacionado ao receber a medalha. O 'cara' que deu a cara ao time.
Foram 16 anos de espera, de decadência, de angústia.
O Uruguai reviu os conceitos, buscou, lutou, se reergueu.
Foi ao Mundial de 2010. Chegou em quarto.
Foi à Copa América. Eliminou os donos da casa. Foi ao título.
Sim, a Copa América quase premiou o futebol feio. Quase deu o título a quem não venceu nenhuma.
Mas nem sempre um torneio eliminatório premia os retranqueiros.
Que bom que essa foi a história da Copa América 2011...
