terça-feira, 19 de outubro de 2010

É...

Comunicado oficial de Bruno Senna (ou da assessoria dele):

"O fato de a pista ser novidade para todos não vai mudar coisa alguma. Não apenas porque o nível dos pilotos da F-1 é elevado, mas principalmente por causa da disparidade de forças. Os pilotos das grandes se prepararam para a prova em simuladores modernos; eu fiquei em casa no fim de semana treinando no Playstation".
De minha parte, sem comentários...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Assessoria já!

Neymar concedeu entrevista ao programa Fantástico.
Andava em silêncio.
Está certo que pouco abriu a boca, mas, ainda assim, disse coisas que merecem atenção, sobretudo a respeito de Dorival Júnior.
Ainda assim, insisto: ele precisa ser melhor assessorado. E estudar.
Aí vai o texto da entrevista, publicado no Globoesporte.com
Nota-se que falta traquejo, falta jogo de palavras.
Um media training não iria mal...


Agora vamos falar de um cara de 18 anos, ídolo da torcida brasileira, que está ficando rico, mas que andou se metendo em confusão. Você conhece esse perfil?

Conheço.

Algo me diz que você conhece bem. Você está bem?

Estou bem, estou feliz.

Está realizado?

Estou realizado com tudo que está se passando na minha vida.

Onde você pensa em chegar? Onde você quer chegar?

Quero disputar todos os melhores campeonatos do mundo. Desde o Paulista até a Copa do Mundo.

Você acha que foi merecido não ser convocado para os amistosos da Seleção Brasileira contra Irã e Ucrânia?

Sim. Acho que pelo que eu fiz, pelo que eu errei, concordo. Eu entendi o porquê da não convocação.

Essa tensão toda das pessoas sobre você e essa fama incomodam você de alguma maneira? O que andou acontecendo? Você estava numa fase mais rebelde?

Não digo rebelde. Eu tenho apenas 18 anos, acabei errando uma vez e não vai acontecer mais.

Mas ter que amadurecer rápido demais, tão depressa, aos 18 anos, pira um pouco? Tira um pouco o chão?

Acho que não tem como amadurecer de uma hora pra outra, a gente vai aprendendo com a vida. (No jogo contra Atlético-GO) explodi porque eu queria bater o pênalti. Eu queria ajudar o time do Santos, queria levar o Santos à vitoria.

Seu pai parece ser uma figura muito presente na sua vida, inclusive está aqui nessa entrevista. Ele fala "não" para você hoje em dia?

Fala, fala.

No Santos, por exemplo, você recebe não?

Recebo.

Você recebe bem, numa boa?

Recebo bem, numa boa.

Você ficou com vergonha (depois do jogo contra o Atlético-GO)?

Fiquei. Fiquei com vergonha. Fiquei com vergonha de ter chegado em casa e visto minha mãe chorar, de ter visto meu pai chorar, ter tomado dura.

Quando seu pai falou com você, a sua mãe chorou. Você se tocou ali?

Me dei conta que tinha errado feio e que tinha que pedir perdão a todos. Não só ao Dorival, mas à minha mãe, meu pai, os torcedores do Santos, o Brasil inteiro, o mundo.

Sua mãe estava chorando. O que ela disse para você?

Falou que não era o filho dela, né? Falou que não era o filho que ela criou. Ela queria o Neymar de volta. Queria o Juninho de volta, como eu sou chamado em casa.

A demissão do Dorival Júnior pesou na consciência?

Fica aquele peso na consciência, sim. Do Dorival ter ido embora. Praticamente foi meu pai durante oito meses. Cuidou de mim, me botou para jogar, me deu alegrias. Eu gostava muito do Dorival.

Depois que ele foi embora você não o viu mais?

Não.

Se você hoje se reencontrasse com o Dorival Jr, o que você teria vontade de dizer pra ele?

Eu daria um abração nele.

Pretende fazer isso?

Claro.

sábado, 16 de outubro de 2010

Sinfonia

Torcedores do Corinthians vão ao CT para cobrar os jogadores pelos maus resultados.
São prontamente autorizados a entrar.
Vão direto no capitão William, que, além de bom zagueiro, tem caráter e é articulado.
Com faixas, pedem as cabeças de Souza, Alessandro, Danilo e Moacir.
Ninguém cobra Ronaldo pelo desleixo que sempre atrasa sua volta aos gramados.
Ninguém cobra a diretoria, que permite a Ronaldo fazer o que bem entende.
A mesma diretoria que não vê a hora de se livrar de Souza.
A mesma diretoria que tem um bom rela$ionamento com a torcida.
A mesma torcida que pediu a cabeça de Souza, aquele de quem a diretoria quer se livrar.
Conseguiram montar o quebra-cabeças?
Quem conhece um pouquinho dos bastidores do futebol, sim...

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Oportunismo

Ronaldo, enfim, concedeu entrevista coletiva.
Por uma dessas coincidências, depois do 6º jogo sem vitória do Corinthians.
O foco foi todo direcionado ao Fenômeno.
E saiu do momento que vive o time em campo.
Até porque o momento que o time vive em campo é o reflexo do que anda sendo feito fora do campo.
E antes que isso apareça, bota o Fenômeno lá.
A parcela da Imprensa que interessa cai nessa conversa.
E tudo cai no esquecimento...

Vamos para a Rússia

Enfim, a Fórmula 1 chega à Rússia em 2014.
Serão cinco anos com provas por lá, a US$ 40 milhões cada uma.
Total da brincadeira: US$ 200 milhões.
Quem paga? Megafon (empresa de telefonia), Lukoil (fabricante de lubrificantes) e Rusal (alumínio).
Até lá, ouviremos os maravilhosos discursos sobre a expansão de uma Fórmula 1 que não pode ficar restrita aos mesmos países.
Como se Mr. Ecclestone estivesse preocupado com isso.
Ainda mais ele, que trabalha na base do "pagou, levou".
Torço para que não venha mais um circuito travado, de baixa velocidade e sem pontos de ultrapassagem.
Essa filosofia já cansou...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Uma rápida reflexão

Itália e Sérvia não conseguiram jogar pelas Eliminatórias da Eurocopa porque a torcida sérvia não deixou.
Havia uma fúria em torno do goleiro Vladimir Stojkovic que recentemente trocou o Estrela Vermelha pelo Partizan.
E os clubes são inimigos.
Em São Paulo, o zagueiro Miranda foi embora do Shopping Bourbon depois de ser hostilizado por torcedores do Corinthians.
Ele achou que tinha o direito de passear com a esposa.
Estou começando a entender porque sinto muito prazer quando este blog se torna mais "Auto" do que "Bola".
Carros não envolvem paixão.
Futebol por vezes envolve estupidez...

Ih, Corinthians!

Lá se vão seis partidas sem que o Corinthians saiba o que é vencer.
São três semanas sem um triunfo.
Várias contusões ao mesmo tempo, ok, isso é verdade.
Mas há muito esse time não joga um futebol encantador.
O que aconteceu foi uma inflamação a cada vitória.
E o Corinthians teve uma boa sequência no início do Brasileiro.
Leia-se: quando Mano Menezes era o técnico.
De lá para cá, declínio no futebol, algo não descoberto pela eterna esperança da presença de Ronaldo na próxima partida e pelo início de clube espetacular de Bruno César.
Mas o Corinthians tinha problemas.
E a má sequência tratou de mostrar o que as vitórias vinham encobrindo.
A saída de Adílson Batista foi muito mal explicada.
Deu espaço para os boatos.
Que têm cada vez mais fundamento.
Um deles dá conta de que a boa relação da torcida com o time vai além da paixão.
E todos nós sabemos que, em outros tempos, o Pacaembu era invadido por muito menos.
Abra os olhos, torcedor do Corinthians!
Ainda dá tempo...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Sim, vai ter corrida

Faltam 11 dias para o GP da Coreia.
E só agora o GP foi confirmado.
Charlie Whiting, diretor de provas da FIA, disse que está tudo ok.
Como deve estar tudo ok com o bolso de Bernie Ecclestone.
Caso contrário, esquece.
Vamos lá para os 5.621 metros de uma pista nova para todo mundo.
Serão 55 voltas em sentido anti-horário e com poucas retas.
Parece Interlagos.
Mas é na Coreia.
E aí ninguém reclama...

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Depois de Suzuka

A três etapas do fim da temporada da Fórmula 1, dois pilotos aparecem como candidatos em potencial ao título:
Mark Webber e Fernando Alonso.
Sebastian Vettel corre por fora. Não tão fora quanto eu apostava antes, mas não tão dentro quanto os dois.
As McLaren não devem ser descartadas jamais, mas as circunstâncias não andam nada favoráveis para eles. Lewis Hamilton ainda tem alguma possibilidade, mas sempre pode ser Hamilton, para o bem ou para o mal.
Se for Hamilton para o bem, tem chances. Se for para o mal, esquece.
Jenson Button...não, não dá, apesar da bela corrida que fez em Suzuka.
Em suma: dois candidatos, um que corre por fora e outro que pode surgir como zebra.
E assim vamos para a Coreia do Sul.
Mas que a decisão será na última hora, será.
E não dá para cravar um campeão.

domingo, 10 de outubro de 2010

Suzuka - boca fechada até novembro

Sim!!
Sebastian Vettel calou a minha boca. Parcialmente, é verdade, mas calou.
Eu disse que ele estava fora da disputa pelo título mundial. Não está.
Eu disse que ele não venceria em Suzuka. Venceu.
De ponta a ponta, com autoridade e sem sustos.
Mark Webber chegou em segundo lugar, Fernando Alonso em terceiro, Jenson Button em quarto e Lewis Hamilton em quinto.
Entenderam? Os cinco candidatos ao título nas cinco primeiras posições, ou seja, campeonato mais embolado ainda.
Webber chegou aos 220 pontos. Vettel e Alonso estão empatados com 206, mas o espanhol tem uma vitória a mais. Lewis Hamilton tem 192 e Jensun Button 189.
Sinceramente, começo a descartar Button dessa briga. Hamilton ainda não. Ele sempre pode ser Hamilton. Para o bem ou para o mal.
Para falar da corrida, é bom relatar o que aconteceu antes dela.
O dilúvio que impediu a formação do grid no sábado ficou para a manhã de domingo. Sebastian Vettel mostrou que a sexta-feira não foi casual. Cravou a pole, seguido por Webber e Hamilton. Como a McLaren tinha trocado o câmbio do carro do campeão de 2008, ele perdeu cinco posições. Robert Kubica e Fernando Alonso agradeceram.
E Felipe Massa só conseguiu o 12º lugar.
Na volta de instalação, ou seja, quando os carros dão uma volta para alinhar no grid, mais um acontecimento estranho. Lucas di Grassi perdeu o controle da Virgin e foi no muro. Pancada forte. Nada com o piloto e tudo com o carro, destruído. Nem largou.
Com as luzes apagadas, veio uma das maiores bizarrices da temporada. Ainda na reta dos boxes, a Williams de Nico Hulkenberg soltou óleo na pista e Vitaly Petrov tentou ultrapassar. Não conseguiu, bateu no carro do alemão, perdeu o controle na Renault e encontrou o muro.
Na primeira curva, Felipe Massa tentava consertar a besteira que tinha feito no treino, foi afoito demais, não segurou a Ferrari e encontrou a Force India de Vitantonio Liuzzi. Os dois pra fora da pista. Safety Car.
Cinco voltas longas e lentas. Chatas, monótonas. E Kubica, que tinha tomado o segundo lugar de Webber na largada, perdeu o pneu traseiro direito. E foi embora da prova.
Na retomada, enfim, um pouco de normalidade. Vettel, Webber, Alonso, Hamilton e Button. Como o sol havia voltado a Suzuka e teve entrada de safety car, os pit stops começaram logo depois da 20ª volta, mas sem alterações nas primeiras posições. Nem mesmo nas voltas em que Button andou na frente. Demorou para entrar nos boxes.
Enquanto Vettel passeava lá na frente, Button, que tinha voltado em 5º, chegou em Hamilton, que pilotava sem a 3ª marcha. E passou com facilidade.
No pelotão intermediário, menção honrosa para o japonês Kamui Kobayashi, que ultrapassou 'apenas' quatro pilotos: Jaime Alguersuari, Sebastien Buemi, Rubens Barrichello e Nick Heidfeld (os dois últimos com brilhantismo). Chegou em sétimo.
Na frente, Vettel preparou a festa com Webber em segundo e Alonso em terceiro.
E uma repetição total de 2009. Vettel fez a pole e venceu. Webber cravou a volta mais rápida. Neste ano, 1min33s474.
E o campeonato incendiou de uma vez por todas.
São só mais três etapas.
E nenhuma afirmação a ser feita.
Seria arriscado demais...