segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Assessoria já!

Neymar concedeu entrevista ao programa Fantástico.
Andava em silêncio.
Está certo que pouco abriu a boca, mas, ainda assim, disse coisas que merecem atenção, sobretudo a respeito de Dorival Júnior.
Ainda assim, insisto: ele precisa ser melhor assessorado. E estudar.
Aí vai o texto da entrevista, publicado no Globoesporte.com
Nota-se que falta traquejo, falta jogo de palavras.
Um media training não iria mal...


Agora vamos falar de um cara de 18 anos, ídolo da torcida brasileira, que está ficando rico, mas que andou se metendo em confusão. Você conhece esse perfil?

Conheço.

Algo me diz que você conhece bem. Você está bem?

Estou bem, estou feliz.

Está realizado?

Estou realizado com tudo que está se passando na minha vida.

Onde você pensa em chegar? Onde você quer chegar?

Quero disputar todos os melhores campeonatos do mundo. Desde o Paulista até a Copa do Mundo.

Você acha que foi merecido não ser convocado para os amistosos da Seleção Brasileira contra Irã e Ucrânia?

Sim. Acho que pelo que eu fiz, pelo que eu errei, concordo. Eu entendi o porquê da não convocação.

Essa tensão toda das pessoas sobre você e essa fama incomodam você de alguma maneira? O que andou acontecendo? Você estava numa fase mais rebelde?

Não digo rebelde. Eu tenho apenas 18 anos, acabei errando uma vez e não vai acontecer mais.

Mas ter que amadurecer rápido demais, tão depressa, aos 18 anos, pira um pouco? Tira um pouco o chão?

Acho que não tem como amadurecer de uma hora pra outra, a gente vai aprendendo com a vida. (No jogo contra Atlético-GO) explodi porque eu queria bater o pênalti. Eu queria ajudar o time do Santos, queria levar o Santos à vitoria.

Seu pai parece ser uma figura muito presente na sua vida, inclusive está aqui nessa entrevista. Ele fala "não" para você hoje em dia?

Fala, fala.

No Santos, por exemplo, você recebe não?

Recebo.

Você recebe bem, numa boa?

Recebo bem, numa boa.

Você ficou com vergonha (depois do jogo contra o Atlético-GO)?

Fiquei. Fiquei com vergonha. Fiquei com vergonha de ter chegado em casa e visto minha mãe chorar, de ter visto meu pai chorar, ter tomado dura.

Quando seu pai falou com você, a sua mãe chorou. Você se tocou ali?

Me dei conta que tinha errado feio e que tinha que pedir perdão a todos. Não só ao Dorival, mas à minha mãe, meu pai, os torcedores do Santos, o Brasil inteiro, o mundo.

Sua mãe estava chorando. O que ela disse para você?

Falou que não era o filho dela, né? Falou que não era o filho que ela criou. Ela queria o Neymar de volta. Queria o Juninho de volta, como eu sou chamado em casa.

A demissão do Dorival Júnior pesou na consciência?

Fica aquele peso na consciência, sim. Do Dorival ter ido embora. Praticamente foi meu pai durante oito meses. Cuidou de mim, me botou para jogar, me deu alegrias. Eu gostava muito do Dorival.

Depois que ele foi embora você não o viu mais?

Não.

Se você hoje se reencontrasse com o Dorival Jr, o que você teria vontade de dizer pra ele?

Eu daria um abração nele.

Pretende fazer isso?

Claro.

Um comentário :

  1. Alberto Dines Fake21 de outubro de 2010 16:09

    Meu amigo, quem precisa de media training é a assessoria de imprensa do Santos !!!!!

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