segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Falta pouco




"Lembro da nossa conversa, sim. Me liga assim que tiver uma folga na tabela que eu dou aquela entrevista".
Roberto Brum prometeu falar assim que acertasse a vida, lembram? Ele se apresenta ao Figueirense na quarta-feira. Já foi para Campinas para se juntar ao grupo, porque o Figueira enfrenta o Guarani terça-feira, no Brinco de Ouro.
Folga na tabela está difícil. Na sexta-feira, o Figueirense enfrenta o Atlético-GO, em Florianópolis. Aí sim, serão oito dias até o próximo compromisso.
Se não for nesta semana, será na outra, mas ele prometeu falar...falta pouco...

domingo, 13 de setembro de 2009

A vitória da Brawn




Se Rubens Barrichello pudesse quebrar o troféu que recebeu em Monza em várias partes, poderia dar um pedacinho dele para cada membro da Brawn GP que ajudou nas decisões tomadas para o GP da Itália. O piloto completou uma estratégia que começou muito antes da corrida e que acabou no pódio, com uma dobradinha inglesa e uma festa brasileira.

Quando a equipe decidiu manter o câmbio que poderia não aguentar até o fim, segurou Barrichello na quinta posição no grid (caso a troca fosse feita, ele largaria em décimo). Ao decidir por uma só parada nos boxes, assumiu o risco de ter os pneus arrebentados no asfalto quente. Mas parecia que os ingleses sabiam o que estavam fazendo; tudo deu certo. Começou com Barrichello, que assuniu a quarta posição logo na largada, passou pelo primeiro pit stop do líder Lewis Hamilton antes da hora e foi até as paradas de Kimi Raikkonen e Adrian Sutil.

Pronto: Barrichello estava em primeiro. Aí era com ele para acelerar, parar e voltar na frente. Na volta 29, Jenson Button entrou nos boxes. Na volta seguinte, foi Barrichello; e voltou na frente. De forma madura, administrou os quatro segundos de vantagem sobre Button e vencia cada volta com total segurança. Button, em segundo, suportou a pressão de um ainda precipitado Hamilton, que conseguiu a façanha de perder o carro sozinho na última volta, quando não tinha mais chances de ultrapassar o conterrâneo. Bateu e entregou o pódio para Raikkonen. Lá na frente, Barrichello era só festa. E uma festa dividida com a equipe.

Logo o filho dele...

Não deu, não teve como...nem as férias, nem a gelada Campos do Jordão, nem a cama da Pousada Joia da Serra impediram uma nova postagem. Graças à benevolência do amigo e padrinho Carlos Eduardo Fernandez, que concedeu o laptop e à iniciativa do blogueiro em colocar o modem na mala, cá estou, trabalhando na madrugada em plena viagem. Sob a respiração de Dona Cristiane, a essa altura em outra dimensão sonífera, vamos sair um pouco do GP da Itália (entre domingo e segunda comento, prometo) e falar de algo que chamou, e muito, a atenção.
"Ele me acusou de ter rompido uma relação com um amigo. Quem me pediu isso foi seu pai. Nelsinho vivia com este senhor. Não se sabe que tipo de relação eles tinham. O pai estava preocupado com a relação que seu filho tinha com este homem. Fiz com que ele se mudasse de Oxford a Londres, para o prédio onde eu moro, para mantê-lo sob controle".
A declaração é de Flavio Briatore, depois das acusações de Nelsinho sobre o tal GP de Cingapura. A Rádio Jovem Pan acompanhou e o site Tazio diz que o sujeito é um "pai profissional" de Nelsinho.
E a coisa chegou naquele nível pessoal e baixo demais. Não sei e francamente não interessa com quem Nelsinho morava e que tipo de relação ele tem com quem quer que seja. Só sei que esse caso da "batida" tem que ser apurado e os responsáveis punidos. Fim de papo. Não dá mais para ficarmos nesse joguinho de leva-e-traz entre ex-patrão e ex-funcionário. A FIA que chame os envolvidos, julgue e dê o veredicto. Já disse aqui e repito: se isso aconteceu mesmo, manda o Briatore pra bem longe e cassa a super-licença do Nelsinho. Se não teve nada, bola pra frente.
Agora, uma suspeita de cunho sexual em cima do filho seria o maior dos castigos para Nelsão Piquet. Quem fez o que fez com Ayrton Senna não poderia receber algo pior. Os anos passaram, o assunto esfriou, Piquet parou, Senna nos deixou e..logo o filho do acusador. Uma maravilha a quem era anti-Piquet.
Como eram dois gênios das pistas, sempre procurei deixar a briga deles para as curvas e retas. Lá sim, era bonito ver...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Sutilezas




Em tempos de Nelsinho, Nelsão, Renault e GP da Itália, vamos voltar a 11 de setembro de 1983. Dois anos antes do nascimento de Nelsinho, dezoito anos antes dos atentados às torres gêmeas e 26 anos antes de um dos maiores escândalos da Fórmula 1, Nelsão vencia o GP da Itália, em Monza. Foi a nona vitória do brasileiro na categoria. Largou em quarto, ultrapassou duas Ferraris na primeira volta, foi favorecido pela saída do companheiro de equipe Ricardo Patrese na segunda volta e levou a Brabham a mais uma vitória. Foi campeão mundial naquele ano.
Em tempos de Nelsinho, Nelsão, Renault, GP da Itália e último capítulo da novela, eis que a Force India mostra a sua...força. Sutilmente, tirou o primeiro lugar da...Renault, que estava à frente com...Grosjean, substituto de...Nelsinho. Adrian Sutil fez 1min23s923 e mostrou que, apesar do carro leve, aquela pole de Fisichella na Bélgica não foi por acaso.
Por falar em Fisichella, ele ficou em 20º. Luca Badoer segurou o riso no paddock. Só que Fisichella sentou no cockpit da Ferrari agora. Ele não era piloto de testes há anos...e jamais colocou a culpa na Imprensa...

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Mas que viagem!


Carlos Ghosn, presidente da Renault, chamou Flavio Briatore de lado e deu carta branca até para um processo em cima de Nelsinho Piquet. Ou seja, a Renault deu a ordem, o brasileiro cumpriu e agora querem processá-lo porque "a imagem ficou manchada".
Nelsinho confessou que foi tudo armado mesmo, que bateu na volta combinada, no trecho previamente acertado da pista e melou sem pensar duas vezes o GP de Cingapura do ano passado. Para ter certeza de que estava chegando a tal volta fatal, pentelhou o pessoal da equipe pelo rádio para saber em que volta estava.
Antes da prova, houve todo o acerto com o pessoal da Renault. Depois, um "obrigado" muito mal dado por Briatore. O argumento de Nelsinho: não sabia se teria o contrato renovado para 2009 e queria ficar bem na fita, ou seja, cumprir uma ordenzinha de nada para ganhar moral com os franceses.
Por um lado, compreensível, um menino cheio de sonhos e que ralou para chegar à Fórmula 1. Por outro, algo abominável, sem justificativa, que poderia (e deveria) custar o futuro dele na categoria, se é que ainda haverá futuro.
Por que aceitou? Por que não procurou a mídia ou o próprio pai assim que a "oferta" foi feita? Que reação teria Nelsão diante disso? Imaginem que maravilha seria ele ser demitido naquele instante, vir a mídia e dizer por quê. Haveria muito mais gente para dizer que ele foi homem em não aceitar.
Mas contratos são contratos e vai saber o que estava especificado no dele. E Fórmula 1 é Fórmula 1. E Briatore é Briatore. Mas bem que, depois dessa, ele poderia ser chamado de ex-chefe de equipe. Bani-lo seria o mínimo.
Preciso desculpar-me com todos vocês, leitores e seguidores, mas dificilmente haverá comentários sobre o GP da Itália, neste fim de semana. Estarei em viagem e o imediatismo nas postagens ficará prejudicado. Tentarei dar uns pitacos sobre a corrida no domingo à noite. Viajar é sempre espetacular, mas confesso: escolhi a data errada. Um abraço e até a volta!

Depois dessa...




Dunga foi volantão; Maradona foi craque.
Dunga era voluntarioso; Maradona era gênio.
Dunga batia até na mãe; Maradona batia, e como batia bem na bola.
Dunga levantou uma Copa do Mundo; Maradona levantou uma Copa do Mundo.
Dunga foi capitão de uma seleção campeã com futebol burocrático; Maradona foi capitão de uma seleção campeã que ele levou nas costas.
Em 94, Dunga fez parte de um bom elenco; Em 86, Maradona consagrou-se.
Dunga fez poucos gols; Maradona fez um monte, até com a mão.
Dunga não bebeu a água batizada; Maradona sabia que a água estava batizada e morreu de rir.
Dunga teve uma carreira irretocável; Maradona enfiou a carreira no nariz.
Dunga parou de jogar por cima; Maradona...
Dunga virou técnico do nada; Maradona virou técnico do nada.
Dunga chegou sob desconfiança; Maradona chegou sob aplausos.
Dunga chegou como vilão; Maradona, como solução.
Dunga balançou no cargo; Maradona balança, balança...
Dunga não é unanimidade; Maradona...
Um dia, Dunga caiu em desgraça por causa de Maradona; o troco veio 19 anos depois.
Dunga está na Copa do Mundo; Maradona...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Agora vai



Segundo a revista inglesa Autosport, a Ferrari vai anunciar um acordo de patrocínio com o banco Santander nesta quinta-feira, durante o GP da Itália. A equipe fará o anúncio durante uma entrevista com as presenças do presidente da escuderia, Luca di Montezemolo, e o presidente do banco Santander, Emilio Botin.
Ou seja, Fernando Alonso está chegando. É espanhol, bicampeão do mundo, sonha em pilotar uma Ferrari e o pessoal de Maranello sonha com ele.
Só para lembrar: o Santander chegou à Fórmula 1 em 2007, para patrocinar a McLaren. Quem pilotava por lá?
A Ferrari não abre mão de Felipe Massa, mas Kimi Raikkonen anda bem desmotivado. E a equipe está meio cansada dele. Um amigo próximo diz que o relacionamento dele com a Fórmula 1 funciona mais ou menos assim: ele adora pilotar e odeia todo o resto.
O contrato dele vale até o final do ano que vem, mas há rumores de que os italianos estejam dispostos a pagar para que ele fique em casa; algo em torno de R$ 12 milhões. Para ficar em casa ou pilotar em ralis.
Vamos aguardar. Imaginem Massa e Alonso na mesma equipe, sobretudo depois do entrevero no GP da Europa de 2007, lembram?

Dois recados

Entre suspensos e contundidos, eis que Dunga convoca quatro jogadores para a Seleção, dos quais três jamais vestiram a amarelinha. Vamos a eles: André Dias (zagueiro, São Paulo), Cleiton Xavier (meia, Palmeiras), Diego Souza (meia-atacante, Palmeiras) e Diego Tardelli (atacante, Atlético-MG).
Por necessidade não foi, já que o Brasil está classificado para a Copa. Mas Dunga precisa de opções e pode querer mexer no time durante o jogo com o Chile, quarta-feira. Portanto, convocações importantes.
Dois recados foram dados indiretamente. O primeiro: se de quatro convocados, três são estreantes, o grupo para a África do Sul não está fechado e as portas da Seleção também não. O segundo: se de quatro convocados, três são estreantes, NINGUÉM TEM CADEIRA CATIVA.
Entendido?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Vitória substituída




Por mais que digam que "o campeão voltou", por mais que Ricardo Gomes tenha (e teve) méritos ao fazer as substituições, o Cruzeiro não perdeu para o São Paulo; perdeu para ele mesmo.
No primeiro tempo, parou na boa atuação de Rogério Ceni e soube se aproveitar do passe errado de Richarlyson para fazer 1 a 0 com o bom lateral Diego Renan. Foi para o intervalo embalado e com o São Paulo abalado. No segundo tempo, passou 20 minutos pressionando, mas não concluiu. Ou as jogadas não eram finalizadas ou a zaga são-paulina cortava. E outro detalhe: o Cruzeiro ficou mais preocupado em reclamar com a arbitragem do que em finalizar as jogadas com mais eficiência.
Marlos substituiu Hugo e fez o gol de empate, mas a falha de Fábio poderia acontecer no chute de qualquer adversário. O bom goleiro cruzeirense tinha tanta certeza da defesa que...não defendeu. Logo depois, Borges entrou em campo e fez um gol que Washington, o substituído, também faria, tamanha a indecisão dos dois zagueiros cruzeirenses e também de Fábio. Um deixou para o ouro, que deixou para o um, que achou que o goleiro chegaria e Borges não ficou esperando.
Méritos do São Paulo? Sim. De Ricardo Gomes? Com certeza. E o Cruzeiro? Dez pontos o separam da Libertadores e cinco da zona de rebaixamento...

domingo, 6 de setembro de 2009

Poucas vezes


Poucas vezes a Seleção Brasileira jogou tanta bola. Poucas vezes teve tanto domínio sobre os argentinos, dentro da casa deles.
O Brasil ocupou o território inimigo sem pedir licença, tirou os sapatos, mudou o canal da televisão e pegou uma cerveja na geladeira. Sem querer, Rosário transformou-se numa extensão do território brasileiro. Diante de uma Argentina que não jogou mal, mas que não se acerta em campo, o Brasil dominou todos os setores e a vitória por 3 a 1 foi uma consequência.
Poucas vezes a Seleção encaixou tão bem 11 peças. Poucas vezes encontrou um time que o torcedor consegue decorar a escalação e dizer: "é esse o time da Copa". Poucas vezes um treinador criticado por muitos e como muitos acertou tão bem uma equipe e chegou ao Mundial com tanta tranquilidade.
Poucas vezes tivemos um goleiro tão bom, uma zaga tão segura e consistente, um meio de campo que apoiasse tanto e um ataque tão consciente da hora de se apresentar. Só uma ressalva: desta vez, Robinho esteve apagado.
E a Argentina? No papel, só feras. Na parte tática, um desacerto. O ataque isolado, longe do meio de campo. Um Messi marcado e sem ninguém para apoiar, como é que ele vai criar? Um Tevez com o mesmo problema. Um Verón voluntarioso, bem na marcação, sem culpa pelo atual momento. Um Sebá na zaga que, sem querer ofender, mas colocá-lo para acompanhar um ataque como o do Brasil, é covardia. Ele é pesadão e o ataque brasileiro é rápido. E, no banco, um gênio como jogador, péssimo como atleta e que vai ficar marcado como idiota na função de treinador...
A propósito: o blogueiro não entra em "oba-oba" e tem umas 10 mil restrições ao Dunga...