sexta-feira, 26 de julho de 2013

E se?

Fórmula 1 no Brasil virou esporte há pouco tempo.
Até outro dia, era uma fábrica de heróis nacionais e vilões internacionais.
O 'nosso' piloto era o melhor e o de fora era ruim, jogava sujo, deveríamos torcer contra.
Estão dizendo por aí que não se sabe se Felipe Massa renova ou não com a Ferrari.
E estão dizendo por aí que, se não for em Maranello, não será em lugar nenhum. Ele tá fora de tudo.
Não sei se é verdade, se não é.
O que sei é que, se acontecer, quem gosta desse negócio chamado Fórmula 1 e dispõe somente da TV aberta em casa, vai precisar pegar os contatos das operadoras de TV por assinatura.
Ou você acha que alguém vai bancar uma categoria que não tem o Brasil-sil-sil?
A coisa toda só não foi largada ainda porque há um contrato e um brasileiro.
Se o segundo não existir mais, pode ser que o primeiro segure um pouco, mas apenas e tão somente um pouco.
Há o público que gosta do esporte (porque agora é esporte). Para eles e até por uma questão de respeito a eles, a TV por assinatura.
Para os demais, aquilo que der audiência.
Até porque a maioria não vai ligar.
Não acompanha desde 1994 mesmo...

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Um passo para trás

Perder para o Boca Juniors é normal.
Perder para o Boca Juniors na casa deles é normal.
Perder para o Boca Juniors na casa deles por 1 a 0 é normal.
O que não é normal é a forma como se perde.
Porque o Boca é o Boca, mas não mais 'aquele' Boca.
O Corinthians é Corinthians, mas na derrota para o Boca não foi 'aquele' Corinthians.
O Corinthians de 2012 venceu o que venceu, entre outros motivos, por ter um psicológico forte. Tinha o controle da situação, não se deixava levar por nenhum fator, fosse interno ou externo. Sofreu um gol na casa do Boca na decisão e não permitiu que a carga e a responsabilidade dos anos sem Libertadores fosse sequer apresentada. Retomou o controle e empatou a partida, para controlar os 90 minutos da decisão no Pacaembu sem ser ameaçado uma vez sequer.
Sem a carga, nem a responsabilidade, mas com a taça em seu memorial, o Corinthians voltou ao palco da primeira decisão com responsabilidade, tensão e nervosismo menores. Levou um gol e tudo indicava a repetição de um filme exibido há menos de um ano. Mas não. O Corinthians sem a pressão virou o Corinthians da pressão, da responsabilidade, do nervosismo, do "vai acontecer de novo". Erros em passes curtos, desacertos, desatenção, psicológico abalado. O mesmo elenco, que joga junto há tempos e se conhece muito bem, dando ares de que havia se juntado minutos antes da bola rolar. Desentrosamento.
Resultado aceitável, dentro dos primeiros critérios, sim. Resultado reversível, sim, mas desde que o Corinthians volte a ser 'aquele' e que o Boca não resolva ter lampejos 'daquele'.
Não deve ter...

domingo, 24 de março de 2013

Kualanas




“Depois da última parada, o time me disse que a corrida tinha acabado, nós tiramos o pé e fomos para o final. Eu também queria disputar, mas, no fim, a equipe tomou uma decisão, que é o que nós sempre dizemos antes do início da corrida, de como provavelmente vai ser: nós cuidamos dos pneus e levamos o carro até o fim. No fim, Seb tomou suas próprias decisões hoje e terá proteção, como de costume. E é assim que é”.
Mark Webber, logo após o GP da Malásia.
Aos fatos:
1- Não há, ao menos costumeiramente, jogo de equipe na Red Bull. Se há. é muito bem desenvolvido.
2- Webber não aceitou o pedido de amizade de Vettel no Facebook porque não o curte há tempos.
3- Ross Brawn ficou possesso com seus pupilos da Mercedes quase saindo no tapa por posições na pista. Brawn é um ex-ferrarista, o que explica muita coisa.
4- Não há jogo de equipe na Ferrari, mas haverá.
5- Hamilton parando nos boxes da McLaren, por enquanto, leva o título de Imagem da Temporada. E dificilmente deixará de vencer tal escolha...

sexta-feira, 1 de março de 2013

Antes ele

Morreu.
Antes ele do que eu.
Eu não estava lá. Não fui, não iria. E se fosse, ficaria em outro setor. Não levaria nada que fosse abastecido com chamas, fogo, calor. E me posicionaria longe de quem usa essas coisas.
Estava no sofá, vendo pela TV, com opções de transmissões, mas vendo a que dá mais audiência. Talvez para criticar nas redes sociais, acusar de parcialidade.
Mas aí morreu, aconteceu, já foi, se foi.
Acontece, sempre pode acontecer.
Então, que se aproveite a situação. Que aproveitemos a situação. Que nos aproveitemos da situação.
Porque o que for falado repercute. O que for repercutido provoca aumento da fama, do conhecimento.
É a tal da audiência. O fim que justifica os meios.
O apresentador aparece mais que a notícia. O torcedor vai à Justiça garantir seu direito de aparecer, de ser a notícia.
Que se mostre, que se explore, que se procure frases de efeito.
São bonitas, as pessoas encaminham, retweetam, curtem, compartilham, dizem que também estão sentindo, concordam.
Que se busquem soluções. Aquelas que jamais serão colocadas em prática, mas renderão um pouco de fama, talvez por um pouco mais de 15 minutos.
E a razão disso?
Putz, esqueci.
Ah, sim, é verdade. Morreu.
Antes ele do que eu...

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Como se reerguer

O Corinthians campeão do mundo começa com o Corinthians rebaixado em 2007.
A queda obrigaria o clube a mudar os rumos, mas sua iminência fez o clube mudar os rumos antes que a queda acontecesse.
Havia um novo comandante antes da queda e foi elaborado um planejamento para a hora em que ela viesse.
Veio. E as mudanças foram anunciadas na manhã seguinte.
Havia onde se basear: na paixão. Mas só poderia enxergar quem tivesse saído da base dessa paixão, do meio da torcida, de quem vai com o time e grita para o time: 'vai'.
Explorar a paixão, o sentimento, o conceito de jamais abandonar.
Ao time foi dada uma base, uma espinha dorsal.
Acesso. Que se foi fácil poderia ter sido difícil impossível, forçado.
O Corinthians campeão da Libertadores começa com o Corinthians caído diante do Tolima.
Seria a hora de mudar tudo. Seria, não foi.
Houve pulso para segurar o treinador. Loucura, insanidade, decisão errada.
A ele concedidos tempo e confiança.
Foi montado um time. Sem gênios, sem magia, apenas um time. Que por vezes joga feio, mas quase sempre eficiente.
Eficiência. O primeiro critério em uma Libertadores, talvez o principal em um Mundial de Clubes.
Enxergar o jogo, promover inversões de posições. Ser eficiente. Ser campeão.
Com méritos, todos os méritos.
Do subsolo ao topo do mundo...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Que dá, dá

O Corinthians da Libertadores vence o Chelsea da Champions League.
O Corinthians do Campeonato Brasileiro vence o Chelsea do Campeonato Inglês.
O Corinthians do primeiro tempo da partida contra o Al-Ahly faz frente ao Chelsea da partida contra o Monterrey.
O Corinthians do segundo tempo da partida contra o Al-Ahly sobe no telhado diante do Chelsea da partida contra o Monterrey.
O Corinthians diante do Chelsea entrá com a concentração no ponto máximo.
O Corinthians pode repetir o primeiro tempo da partida contra o Al-Ahly..

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Do subsolo à cobertura

A fama adquirida de raça, vontade e superação foi construída ao longo de 102 anos com uma somatória de pequenos, médios e grandes fatos.
Mas jamais a história do Corinthians escreveu capítulos tão belos, iniciados em tragédias incomensuráveis. Jamais houve glórias tão grandes construídas a partir do que se pode entender como fundo do poço.
O ápice que pode ser atingido em poucos dias parece secundário diante daquilo que já aconteceu. Porque ganhar o mundo ou ter a chance de vencê-lo é a consequência da conquista continental. E pergunte a qualquer corintiano o valor que teve a conquista continental.
Alguns acreditam que o ápice já foi atingido. Se o prêmio máximo vier agora, ótimo, mas se não vier não haverá suicídio coletivo.
A reestruturação corintiana começa no final de 2007, quando uma queda levou o clube a abrir os olhos e ver que a administração, embora vitoriosa no papel, capengava há algum tempo e precisava ser mudada. E só um fato muito convincente foi capaz disso. Ao anunciar alterações estrondosas no dia seguinte à queda, a nova administração mostrou que já estava preparada para o descenso e já pensava em como mandar o Corinthians de volta à parte que lhe cabe neste latifúndio.
Consistência.
Trazer um treinador, dar segurança a ele, contratar um time sem medalhões mas com uma cara, um RG, uma identificação.
Um ano depois, o retorno e, agora sim, com um medalhão. Por sinal, uma medalha tão grande que só na barriga dele para encontrar espaço.
Barrigudo, machucado, fora de forma, jogou muito durante seis meses. Títulos, consequência, resultados.
Estava no caminho certo e o restante aconteceria, era questão de tempo.
Até surgir a segunda tragédia. Inesperada, surpreendente, decisiva.
Alguém quis apagar o trabalho, terceirizou o serviço e disse: "Tó, lima".
Começar do zero, trocar do presidente ao faxineiro, fingir que nada aconteceu.
Somente a terceira medida.
O presidente ficou, desafiou tudo e todos e manteve o treinador. Respaldo, confiança, consequência.
O Corinthians de hoje é consistente, seguro, domina as situações. Há cinco anos mantém a espinha dorsal de Cristian/Elias, Elias/Jucilei, Jucilei/Ralf, Ralf/Paulinho. Quase sempre tem os mesmos nomes na defesa, um meia habilidoso e um atacante que mande a bola pra dentro do gol.
Chegou onde queria. Pode ir mais longe, mas se não for não será necessário começar tudo de novo.
Perder um Mundial não é tragédia.
Se for, espere por mais vitórias nos próximos anos...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

No dos outros

Torcedor é tudo igual.
Não, não é uma afirmação, nem a conclusão de um estudo da mega universidade da Europa, desenvolvido por uns nerds que jamais sujaram o traseiro no cimento da arquibancada.
É um fato nu e cru, puro e simples. Um fato, uma verdade.
Torcedor é tudo igual.
Léo falou o que quis e ouviu o que não quis.
Sabia que isso ia acontecer. Não chegou agora. Sabia que haveria reação. Provocou mesmo, na cara dura.
Exagerou ao estabelecer o parâmetro aeroporto/rodoviária.
Virou mito.
Mas a torcida para o Barcelona foi uma afronta.
Não, a torcida para o Barcelona faz parte do futebol, da brincadeira, da rivalidade. Foi saudável.
Como foi saudável a provocação do Léo.
Não, a provocação  do Léo foi ofensiva.
Como foi ofensiva a torcida para o Boca Juniors em julho.
Não, a torcida para o Boca Juniors em julho foi saudável.
Como foi saudável a torcida para o Peñarol em 2011.
Não a torcida para o Peñarol em 2011 foi ofensiva.
Torcer para o Manchester United foi saudável em 1999. Torcer para o Chelsea em 2012 é ofensa.
Torcer para o Barcelona em 2011 foi ofensa. Torcer para o Chelsea em 2012 é saudável.
E assim segue o mundo das áreas retangulares e verdes, onde se tenta acertar outro retângulo com um objeto esférico.
Um entretenimento, uma grande diversão.
Desde que atinja somente o outro...

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Mas, porém, entretanto

'Sebastian Vettel só chegou onde chegou por ter o melhor carro'.
'Sebastian Vettel só chegou onde chegou por não ter adversários'.
'Quero ver Vettel vencer com um carro inferior'.
Sim, a cultura da diminuição dos méritos é bastante comum.
O camarada está na frente, vence, se destaca, supera, sempre com um 'mas', 'porém', 'entretanto', 'e se'.
O campeão mundial de Fórmula 1 é o cidadão que soma mais pontos ao longo da temporada.
Algum mérito o cara tem que ter.
A Red Bull tem lá sua vantagem em relação aos outros, mas está muito longe de ser a McLaren de 88/89, Williams de 92/93 ou a Ferrari a partir do 5º ano de Schumacher. Havia uma torcida por chuva em Interlagos, que daria uma esperança aos cavalinhos rampantes. 
Um carro perfeito seria o melhor no seco e no molhado.
Vettel foi tri tri, tri seguido. Prost foi tetra, mas não tri seguido. Senna e Piquet foram tri, mas não seguidamente. Só Fangio e Schumacher haviam sido tri. E nenhum deles aos 25 anos.
'Ah, mas todos eles tinham adversários'
Não há como fechar os olhos para Alonso e Hamilton. 
Deixa o menino curtir o momento.
Porque o espetacular Schumacher não tinha adversários, o estupendo Prost não era ousado e o mito Senna enfrentava seus 'mas, porém, entretanto'.
Talvez um dia Vettel tenha seu feito devidamente reconhecido.
Mas não enquanto estiver nas pistas...

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Mesopotâmicas

- Vettel tri tri. Só Fangio e Schumacher foram
- Alonso decepcionado. Para ele, vice é o primeiro entre os perdedores
- Button feliz com a vitória. Não valeu nada, mas e daí?
- Massa chorando com o terceiro lugar
- Hulkenberg na liderança, depois de ser pole em 2010 na mesma pista
- Torcida na arquibancada aplaudindo Vettel e Massa.
- Torcida na arquibancada aplaudindo Rubens Barrichello
- Não saber o que vai acontecer na próxima curva
- Conferir que a aceitação da categoria no Brasil e em São Paulo ainda é grande
- Esperança de novas edições