sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Brasil sil sil!!!




Mais uma vez, o assunto aparece aos quaraquaquá do segundo tempo. A história do Briatore ainda vai longe, ainda não é hora de procurar o Roberto Brum e o Campeonato Brasileiro anda bem chatinho. Sem contar que o blogueiro curte um pouco das férias, senão pira de uma vez por todas.
E olha só o que chega: por falta de grana, Antonio Pizzonia não vai disputar a etapa do Rio de Janeiro da Stock Car. A corrida é domingo, com todo o oba-oba e sem a Amir Nasr Racing, equipe do piloto amazonense. Ele encheu o twitter com mensagens de lamentação. Cláudio Caparelli, companheiro dele, também ficou a pé.
Essa é a principal categoria do automobilismo brasileiro. Como diria Milton Leite...MEEEEU DEEEUS!!!

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Quinta-feira sem jogos e sem assunto. Resolvi tirar o dia para, finalmente, não fazer nada. Ao abrir o jornal e ver que a notícia mais importante do São Paulo era o Richarlyson ter se inspirado em um livro sobre o Michael Phelps para dar a volta por cima, percebi que não estava desatualizado.
E enquanto Roberto Brum não vem (mas virá), o portal de negócios "Futebol Finance" divulga uma lista dos jogadores mais bem pagos do planeta, segundo pesquisa deles. O que chama a atenção é o número de brasileiros presentes. Dá para montar uma lista à parte, com 20 nomes.
Evidentemente, Kaká aparece em primeiro. São quase R$ 24 milhões por temporada. A pastora Caroline (meu Deus) deve estar certa: em meio à crise, o dinheiro do mundo foi colocado nas mãos do Real Madrid.
O segundo é Robinho: pouco mais de R$ 20 milhões. Em terceiro vem o ex-companheiro dele; Diego, que foi para a Itália para ganhar R$ 18,5 milhões por temporada.
Olha outra curiosidade: Rivaldo, em final de carreira e no inexpressivo Bunyodkor, do Uzbequistão (onde fica isso?) aparece em 6º lugar. E Roberto Carlos, aquele mesmo que o pessoal do Casseta & Planeta disse que não servia mais para nada, é o sétimo.
Segue a lista. E com ela a resposta para a pergunta: por quê determinado jogador foi para o futebol do Oriente Médio?
1º Kaká – Real Madrid (Espanha) - € 9 milhões (R$ 24 milhões)
2º Robinho – Manchester City (Inglaterra) - € 7,65 milhões (R$ 20 milhões)
3º Diego – Juventus (Itália) - € 7 milhões (R$ 18,5 milhões)
4º Ronaldinho Gaúcho – Milan (Itália) - € 6,5 milhões (R$ 17,2 milhões)
5º Deco – Chelsea (Inglaterra) - € 6 milhões (R$ 15,9 milhões)
6º Rivaldo – Bunyodkor (Uzbequistão) - € 5 milhões (R$ 13,2 milhões)
7º Roberto Carlos – Fenerbahçe (Turquia) - € 4,5 milhões (R$ 11,9 milhões)
8º Cris – Lyon (França) - € 4,2 milhões (R$ 11,1 milhões)
9º Dida – Milan (Itália) - € 4 milhões (R$ 10,6 milhões)
10º Doni – Roma (Itália) - € 4 milhões (R$ 10,6 milhões)
11º Ricardo Oliveira - Al Jazira (Emirados Árabes) - € 4 milhões (R$ 10,6 milhões)
12º Belletti – Chelsea (Inglaterra) - € 3, 84 milhões (R$ 10,1 milhões)
13º Lúcio – Internazionale (Itália) - € 3,6 milhões (R$ 9,54 milhões)
14º Maicon - Internazionale (Itália) - € 3,6 milhões (R$ 9,54 milhões)
15º Julio César – Internazionale (Itália) - € 3,5 milhões (R$ 9,27 milhões)
16º Alexandre Pato – Milan (Itália) - € 3,5milhões (R$ 9,27 milhões)
17º Mancini – Internazionale (Itália) - € 3,5 milhões (R$ 9,27 milhões)
18º Amauri – Juventus (Itália) - € 3,5 milhões (R$ 9,27 milhões)
19º Diego Cavalieri – Liverpool (Inglaterra) - € 3,36 milhões (R$ 8,9 milhões)
20º Thiago Neves - Al Hilal (Arábia Saudita) - € 3,2 milhões (R$ 8,4 milhões)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Já era



O que era só uma suspeita tornou-se oficial: a Renault anunciou que Flavio Briatore e Pat Symonds não fazem mais parte da escuderia. O time confirmou também que não vai contestar as alegações da FIA sobre a armação de resultados no GP de Cingapura de 2008 antes da audiência marcada para segunda-feira.
Vai um trecho do comunicado oficial: "A equipe Renault não vai contestar as alegações recentes feitas pela FIA sobre o GP de Cingapura de 2008. Queremos também declarar que o diretor chefe Flavio Briatore e o diretor de engenharia Pat Symonds deixaram o time".
Não havia outra solução, não tinha mais clima, foi melhor...ah, sabem quem é o mais cotado para assumir o posto do italiano? Alain Prost. Querem saber? É um excelente nome. Sabe tudo o que os pilotos enfrentam porque esteve lá e pode aproveitar para apagar a imagem deixada pela "tentativa" de ter a própria equipe. Só espero que não queiram fazer dele um vilão novamente, como nos tempos de piloto da McLaren...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Nem preta, nem dourada



Eis que se não quando, a Lotus reaparece na Fórmula 1. Sim, a boa e velha Lotus. Assumiu a tal 13ª vaga no grid. O governo da Malásia se juntou a um grupo de empresários e todo mundo resolveu bancar.
O nome do time será 1Malaysia F1 Team, que terá Mike Gascoyne como diretor-técnico e usará motores Cosworth. A Lotus estava fora desde 1994.O time vai usar a sede em Norfolk, no Reino Unido, em uma área próxima à fábrica de carros da Lotus.
Falando nisso, a BMW vendeu a escuderia para um grupo suíço, ou seja, há a chance de ir para as pistas em 2010. E aí o grid teria 28 carros. Eu acho difícil, mas não esqueço da conversa por telefone com o mestre Claudio Carsughi, quando ele disse, com aquele sotaque inconfundível: "Se você tiver 500 milhões de dólares, Bernie Ecclestone organiza uma corrida no Parque do Ibirapuera".
É esperar para ver...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Falta pouco




"Lembro da nossa conversa, sim. Me liga assim que tiver uma folga na tabela que eu dou aquela entrevista".
Roberto Brum prometeu falar assim que acertasse a vida, lembram? Ele se apresenta ao Figueirense na quarta-feira. Já foi para Campinas para se juntar ao grupo, porque o Figueira enfrenta o Guarani terça-feira, no Brinco de Ouro.
Folga na tabela está difícil. Na sexta-feira, o Figueirense enfrenta o Atlético-GO, em Florianópolis. Aí sim, serão oito dias até o próximo compromisso.
Se não for nesta semana, será na outra, mas ele prometeu falar...falta pouco...

domingo, 13 de setembro de 2009

A vitória da Brawn




Se Rubens Barrichello pudesse quebrar o troféu que recebeu em Monza em várias partes, poderia dar um pedacinho dele para cada membro da Brawn GP que ajudou nas decisões tomadas para o GP da Itália. O piloto completou uma estratégia que começou muito antes da corrida e que acabou no pódio, com uma dobradinha inglesa e uma festa brasileira.

Quando a equipe decidiu manter o câmbio que poderia não aguentar até o fim, segurou Barrichello na quinta posição no grid (caso a troca fosse feita, ele largaria em décimo). Ao decidir por uma só parada nos boxes, assumiu o risco de ter os pneus arrebentados no asfalto quente. Mas parecia que os ingleses sabiam o que estavam fazendo; tudo deu certo. Começou com Barrichello, que assuniu a quarta posição logo na largada, passou pelo primeiro pit stop do líder Lewis Hamilton antes da hora e foi até as paradas de Kimi Raikkonen e Adrian Sutil.

Pronto: Barrichello estava em primeiro. Aí era com ele para acelerar, parar e voltar na frente. Na volta 29, Jenson Button entrou nos boxes. Na volta seguinte, foi Barrichello; e voltou na frente. De forma madura, administrou os quatro segundos de vantagem sobre Button e vencia cada volta com total segurança. Button, em segundo, suportou a pressão de um ainda precipitado Hamilton, que conseguiu a façanha de perder o carro sozinho na última volta, quando não tinha mais chances de ultrapassar o conterrâneo. Bateu e entregou o pódio para Raikkonen. Lá na frente, Barrichello era só festa. E uma festa dividida com a equipe.

Logo o filho dele...

Não deu, não teve como...nem as férias, nem a gelada Campos do Jordão, nem a cama da Pousada Joia da Serra impediram uma nova postagem. Graças à benevolência do amigo e padrinho Carlos Eduardo Fernandez, que concedeu o laptop e à iniciativa do blogueiro em colocar o modem na mala, cá estou, trabalhando na madrugada em plena viagem. Sob a respiração de Dona Cristiane, a essa altura em outra dimensão sonífera, vamos sair um pouco do GP da Itália (entre domingo e segunda comento, prometo) e falar de algo que chamou, e muito, a atenção.
"Ele me acusou de ter rompido uma relação com um amigo. Quem me pediu isso foi seu pai. Nelsinho vivia com este senhor. Não se sabe que tipo de relação eles tinham. O pai estava preocupado com a relação que seu filho tinha com este homem. Fiz com que ele se mudasse de Oxford a Londres, para o prédio onde eu moro, para mantê-lo sob controle".
A declaração é de Flavio Briatore, depois das acusações de Nelsinho sobre o tal GP de Cingapura. A Rádio Jovem Pan acompanhou e o site Tazio diz que o sujeito é um "pai profissional" de Nelsinho.
E a coisa chegou naquele nível pessoal e baixo demais. Não sei e francamente não interessa com quem Nelsinho morava e que tipo de relação ele tem com quem quer que seja. Só sei que esse caso da "batida" tem que ser apurado e os responsáveis punidos. Fim de papo. Não dá mais para ficarmos nesse joguinho de leva-e-traz entre ex-patrão e ex-funcionário. A FIA que chame os envolvidos, julgue e dê o veredicto. Já disse aqui e repito: se isso aconteceu mesmo, manda o Briatore pra bem longe e cassa a super-licença do Nelsinho. Se não teve nada, bola pra frente.
Agora, uma suspeita de cunho sexual em cima do filho seria o maior dos castigos para Nelsão Piquet. Quem fez o que fez com Ayrton Senna não poderia receber algo pior. Os anos passaram, o assunto esfriou, Piquet parou, Senna nos deixou e..logo o filho do acusador. Uma maravilha a quem era anti-Piquet.
Como eram dois gênios das pistas, sempre procurei deixar a briga deles para as curvas e retas. Lá sim, era bonito ver...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Sutilezas




Em tempos de Nelsinho, Nelsão, Renault e GP da Itália, vamos voltar a 11 de setembro de 1983. Dois anos antes do nascimento de Nelsinho, dezoito anos antes dos atentados às torres gêmeas e 26 anos antes de um dos maiores escândalos da Fórmula 1, Nelsão vencia o GP da Itália, em Monza. Foi a nona vitória do brasileiro na categoria. Largou em quarto, ultrapassou duas Ferraris na primeira volta, foi favorecido pela saída do companheiro de equipe Ricardo Patrese na segunda volta e levou a Brabham a mais uma vitória. Foi campeão mundial naquele ano.
Em tempos de Nelsinho, Nelsão, Renault, GP da Itália e último capítulo da novela, eis que a Force India mostra a sua...força. Sutilmente, tirou o primeiro lugar da...Renault, que estava à frente com...Grosjean, substituto de...Nelsinho. Adrian Sutil fez 1min23s923 e mostrou que, apesar do carro leve, aquela pole de Fisichella na Bélgica não foi por acaso.
Por falar em Fisichella, ele ficou em 20º. Luca Badoer segurou o riso no paddock. Só que Fisichella sentou no cockpit da Ferrari agora. Ele não era piloto de testes há anos...e jamais colocou a culpa na Imprensa...

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Mas que viagem!


Carlos Ghosn, presidente da Renault, chamou Flavio Briatore de lado e deu carta branca até para um processo em cima de Nelsinho Piquet. Ou seja, a Renault deu a ordem, o brasileiro cumpriu e agora querem processá-lo porque "a imagem ficou manchada".
Nelsinho confessou que foi tudo armado mesmo, que bateu na volta combinada, no trecho previamente acertado da pista e melou sem pensar duas vezes o GP de Cingapura do ano passado. Para ter certeza de que estava chegando a tal volta fatal, pentelhou o pessoal da equipe pelo rádio para saber em que volta estava.
Antes da prova, houve todo o acerto com o pessoal da Renault. Depois, um "obrigado" muito mal dado por Briatore. O argumento de Nelsinho: não sabia se teria o contrato renovado para 2009 e queria ficar bem na fita, ou seja, cumprir uma ordenzinha de nada para ganhar moral com os franceses.
Por um lado, compreensível, um menino cheio de sonhos e que ralou para chegar à Fórmula 1. Por outro, algo abominável, sem justificativa, que poderia (e deveria) custar o futuro dele na categoria, se é que ainda haverá futuro.
Por que aceitou? Por que não procurou a mídia ou o próprio pai assim que a "oferta" foi feita? Que reação teria Nelsão diante disso? Imaginem que maravilha seria ele ser demitido naquele instante, vir a mídia e dizer por quê. Haveria muito mais gente para dizer que ele foi homem em não aceitar.
Mas contratos são contratos e vai saber o que estava especificado no dele. E Fórmula 1 é Fórmula 1. E Briatore é Briatore. Mas bem que, depois dessa, ele poderia ser chamado de ex-chefe de equipe. Bani-lo seria o mínimo.
Preciso desculpar-me com todos vocês, leitores e seguidores, mas dificilmente haverá comentários sobre o GP da Itália, neste fim de semana. Estarei em viagem e o imediatismo nas postagens ficará prejudicado. Tentarei dar uns pitacos sobre a corrida no domingo à noite. Viajar é sempre espetacular, mas confesso: escolhi a data errada. Um abraço e até a volta!

Depois dessa...




Dunga foi volantão; Maradona foi craque.
Dunga era voluntarioso; Maradona era gênio.
Dunga batia até na mãe; Maradona batia, e como batia bem na bola.
Dunga levantou uma Copa do Mundo; Maradona levantou uma Copa do Mundo.
Dunga foi capitão de uma seleção campeã com futebol burocrático; Maradona foi capitão de uma seleção campeã que ele levou nas costas.
Em 94, Dunga fez parte de um bom elenco; Em 86, Maradona consagrou-se.
Dunga fez poucos gols; Maradona fez um monte, até com a mão.
Dunga não bebeu a água batizada; Maradona sabia que a água estava batizada e morreu de rir.
Dunga teve uma carreira irretocável; Maradona enfiou a carreira no nariz.
Dunga parou de jogar por cima; Maradona...
Dunga virou técnico do nada; Maradona virou técnico do nada.
Dunga chegou sob desconfiança; Maradona chegou sob aplausos.
Dunga chegou como vilão; Maradona, como solução.
Dunga balançou no cargo; Maradona balança, balança...
Dunga não é unanimidade; Maradona...
Um dia, Dunga caiu em desgraça por causa de Maradona; o troco veio 19 anos depois.
Dunga está na Copa do Mundo; Maradona...