Toda vez que alguém discute um lance em que jogador tirou a bola da mão do goleiro e coisa e tal eu lembro disto.
http://www.youtube.com/watch?v=52oEPba1MOo
quarta-feira, 11 de abril de 2012
sexta-feira, 23 de março de 2012
Sepang, sexta-feira (com sono)
Nem sei dizer por que cazzo acompanhei os treinos de sexta-feira em Sepang.
Vou dar uma desaparecida básica no final de semana, que compromete qualquer possibilidade de acompanhar a prova.
A coisa não mudou muito em relação à Austrália.
Nos dois treinos deu Lewis Hamilton.
À tarde, quando os tempos são avaliados com um pouco mais de seriedade, Michael Schumacher foi o segundo e Jenson Button o terceiro.
O pessoal das asinhas vai mal, obrigado.
Sebastian Vettel foi só o 10º. Mark Webber ainda ficou em 7º.
As Ferrari?
Lá atrás.
Fernando Alonso nem tanto. Ficou em 6º. Felipe Massa foi o 16º.
É, está perto de alterar o nome para Felipe Assa.
Porque a batata já assou...
quinta-feira, 22 de março de 2012
Se fosse possível
O dia 21 passou.
E acabou a onda de falar em Ayrton Senna.
Sim, entrei nela, postei o vídeo.
Estava esperando as acusações de ufanismo exacerbado, de ser manipulado facilmente, de ser levado pela mídia (leia-se Globo) e que teve muita gente melhor que ele.
Mas o que realmente intriga é a tentativa de responder a algumas perguntas.
A esta altura de um campeonato que insiste em não começar, eu já teria entrevistado Ayrton Senna? Em quais circunstâncias? O que perguntaria?
Provavelmente sim, já o teria entrevistado no paddock de Interlagos ou em algum evento o qual eu, sabendo dessa possibilidade, moveria mundos e fundos para ir.
A esta altura, conquentão, Ayrton seria provavelmente um pentacampeão mundial, porque os títulos de 1996 e 1997 eram dele. Teria encerrado a carreira na Ferrari, sabe-se lá se acertando ou não o carro. Não creio que seria comentarista da categoria, mas poderia das uns pitacos em algumas provas.
O gravador tremeria na mão na primeira entrevista. Assim aconteceu somente em três oportunidades: diante de Pelé, Romário e Nelson Piquet. Na segunda oportunidade talvez não tremesse e na terceira as perguntas já seriam na base do "E o Massa? Neste ano vai ou não vai?"
Ayrton não viu a nova safra de jornalistas chegar aos autódromos. Não virou trending topics todos os finais de semana. Não ganhou quadros e mais quadros no Facebook. Ayrton não foi fotografado no meio da rua e a foto não foi postada no twitpic. Não precisou criar o perfil @realsenna para ganhar 4 milhões de seguidores e combater os fakes.
Ayrton foi Ayrton no boca a boca, nas imgens da TV e só.
Talvez as perguntas básicas fossem feitas, talvez as menos comuns. Fato é que se fosse hoje, agora, não sei qual seria a primeira pergunta.
Só sei que seria a primeira entrevista. E o gravador iria tremer...
E acabou a onda de falar em Ayrton Senna.
Sim, entrei nela, postei o vídeo.
Estava esperando as acusações de ufanismo exacerbado, de ser manipulado facilmente, de ser levado pela mídia (leia-se Globo) e que teve muita gente melhor que ele.
Mas o que realmente intriga é a tentativa de responder a algumas perguntas.
A esta altura de um campeonato que insiste em não começar, eu já teria entrevistado Ayrton Senna? Em quais circunstâncias? O que perguntaria?
Provavelmente sim, já o teria entrevistado no paddock de Interlagos ou em algum evento o qual eu, sabendo dessa possibilidade, moveria mundos e fundos para ir.
A esta altura, conquentão, Ayrton seria provavelmente um pentacampeão mundial, porque os títulos de 1996 e 1997 eram dele. Teria encerrado a carreira na Ferrari, sabe-se lá se acertando ou não o carro. Não creio que seria comentarista da categoria, mas poderia das uns pitacos em algumas provas.
O gravador tremeria na mão na primeira entrevista. Assim aconteceu somente em três oportunidades: diante de Pelé, Romário e Nelson Piquet. Na segunda oportunidade talvez não tremesse e na terceira as perguntas já seriam na base do "E o Massa? Neste ano vai ou não vai?"
Ayrton não viu a nova safra de jornalistas chegar aos autódromos. Não virou trending topics todos os finais de semana. Não ganhou quadros e mais quadros no Facebook. Ayrton não foi fotografado no meio da rua e a foto não foi postada no twitpic. Não precisou criar o perfil @realsenna para ganhar 4 milhões de seguidores e combater os fakes.
Ayrton foi Ayrton no boca a boca, nas imgens da TV e só.
Talvez as perguntas básicas fossem feitas, talvez as menos comuns. Fato é que se fosse hoje, agora, não sei qual seria a primeira pergunta.
Só sei que seria a primeira entrevista. E o gravador iria tremer...
quarta-feira, 21 de março de 2012
Ayrton, 52
Bora ser parte integrante dos Trending Topics.
Sempre haverá um chato para chamar um post deste de aproveitador.
Sempre há o que não se curva à Rede Globo e acha que o Gabriele Tarquini foi melhor.
E quem disse que eu ligo?
O cara foi gênio e está na galeria dos gênios.
Não é ufanismo. É fato...
domingo, 18 de março de 2012
Trocas melbournianas
A McLaren virou Red Bull, a Red Bull virou Ferrari e a Ferrari virou Caterham.
A vitória de Jenson Button em Melbourne chegou no estilo Sebastian Vettel 2011.
O segundo lugar de Sebastian Vettel chegou no estilo Fernando Alonso em 2010.
O quinto lugar de Fernando Alonso chegou no estilo Fernando Alonso de ser. Tira leite de pedra de um motor de geladeira que a Ferrari resolveu chamar de carro de Fórmula 1.
Lewis Hamilton completou o pódio. E Mark Webber foi o quarto.
Kimi Raikkönen voltou à categoria para ser o sétimo colocado.
Os brasileiros? Bem...
Button teve a esperteza de pular na frente do pole Hamilton na largada. E a McLaren estava sobrando em Melbourne. Lembrou o time de 1988, a Williams de 1992/93. Os dois carros foram embora e deixaram a briga do terceiro para trás.
O terceiro era Michael Schumacher. Isso até a Mercedes deixá-lo sem suspensão.
Suspensão que também tirou Romain Grosjean da prova. O piloto da Lotus havia largado em terceiro, mas caiu lá para trás logo no início da prova.
Alonso, esse sim é um animal. Largou em 12°, tinha um carro (?) horroroso nas mãos e pulou para o quarto lugar. Foi perder a posição perto do fim.
Vettel deu sorte. Sim, porque Vitaly Petrov abandonou a prova na volta 38, mas deixando o carro na reta dos boxes, o que provocou a entrada do safety car. Foi a hora em que o alemãozinho entrou nos boxes. Quando voltou, estava em segundo lugar.
Logo depois que o safety car recolheu, Bruno Senna e Felipe Massa disputaram um honroso 13º lugar com tanta vontade que se tocaram com força. Para o ferrarista, uma quebra da asa traseira encerrou a prova ali mesmo. Bruno teve o pneu esquerdo traseiro danificado, trocou-o, deu mais algumas voltas e recolheu de vez.
Button só teve o trabalho de cruzar na frente.
Menção honrosa a Pastor Maldonado que iria entrar na zona de pontuação. Isso até bater forte na última volta.
Semana que vem tem prova na Malásia. Apostar nos destinos da temporada, por enquanto, não dá.
sábado, 17 de março de 2012
Melbourne - o grid
Ou a Fórmula 1 mudou muito, ou entrou em uma temporada atípica, ou vivencia um fim de semana atípico.
Vettel? Red Bull? Dobradinha da McLaren, com Romain Gorsjean se enfiando no pódio se a corrida terminar assim. O campeão de 2008 marcou 1min24s922 e nem precisou daquela volta rápida, cercada de expectativas, com todo mundo olhando para os monitores.
E assim está formado o grid em Melbourne.
Com Michael Schumacher em quarto, com as Ferrari lá atrás, com os brazucas lá atrás. Com campeão do mundo muito atrás.
Porque a Lotus não sabe se festeja o terceiro lugar do Grosjean ou se olha para Kimi Raikkönen e um pergunta ao outro quem contratou. O finlandês larga em 18º. Errou na volta rápida e nem passou do Q1.
"I don't care".
A Ferrari ainda vai melhorar. Deixa só começar a tempor...ah, é, já começou...
Um time que usa pneus macios no Q1, que tem um engenheiro que manda o piloto aquecer os pneus dianteiros quando a suspensão deveria fazê-lo...pois é, não é a Ferrari. E ainda teve Fernando Alonso saindo de traseira e parando na brita, provocando uma bandeira vermelha no Q2. Mesmo assim, tinha um tempo bom e quase ficou entre os 10. Quase, porque sai em 12º. E Felipe Massa em 16º, quase 1 segundo mais lento.
Bruno Senna larga em 14º.
Ainda há uma corrida para a normalidade voltar. Uma temporada para sabermos se aberrações temporárias podem acontecer. E pelo menos uns três anos para sabermos se a Fórmula 1 mudou mesmo.
Por enquanto, mudou...
quinta-feira, 15 de março de 2012
Feliz aniversário, pai
Nesta sexta-feira meu pai completa mais um ano de vida.
Eu iria almoçar com ele, falar com ele e sobretudo ouví-lo. Não o abraçaria. Ele não é chegado a isso e eu respeito os limites que as pessoas impõem. Mas estaria lá.
Não poderei. E não por não querer, mas por força do trabalho. Enquanto as horas do aniversário dele passam, estarei entre aviões, aeroportos, conexões, imigração, troca de dinheiro e o inevitável medo do desvio de bagagens. É o retorno do Peru depois de quatro dias de intenso trabalho
Tabalho, numas, porque por mais que se rale, dá para se divertir. Falar em Peru é remeter qualquer pessoa a Lima e Machu Pichu, nada mais natural, mas jamais ouvi alguém dizer "passarei minhas férias em Chiclayo". Porque Chiclayo tem suas particularidades, mas não faz parte da rota turística. Mas aí vem a tal paixão pelo Jornalismo, a tal paixão pelo futebol, o Jornalismo Esportivo que te proporciona juntar tudo isso e, para dar o toque final, chega a tal Libertadores e a possibilidade de um time de Chiclayo estar nela. E de enfrentar o time da sua cidade.
E aqui estou. Feliz, muito feliz. Vivendo experiências profissionais que jamais serão esquecidas. Nem preciso falar sobre as experiências pessoais.
Estou feliz por estar longe do meu pai no aniversário dele. É possível entenderFoi meu pai quem me levou pela primeira vez à Vila Belmiro, para ver Marola levar o gol de empate diante do Botafogo de Ribeirão Preto. Foi ele quem deixou de descansar em várias e várias manhãs de sábado para ver o Santos treinar na Vila (sim, naquele tempo podia entrar). Só que, antes do treino, era preciso esperar a conclusão da leitura do jornal do dia, de preferência 'A Tribuna', um jornal que ele lia desde os tempos em que morava em São Paulo e queria saber o que se passava na cidade onde ele nasceu.
Foi meu pai quem me levou pela primeira vez aos estúdios da Rádio Clube de Santos. Foi ele quem incentivou o moleque de 9 anos a falar pela primeira vez em um microfone, em um programa ao vivo. Eram dele os textos lidos pelo mala de 10 anos que apresentou umas e outras vezes um programa de 25 minutos ao vivo.
Foi meu pai quem abriu o sorriso ao ver que o adolescente contrariava a mãe, que queria um filho médico, respondendo de forma direta: "Quero ser repórter esportivo de rádio. Quero entrevistar jogador, tomar sol, chuva, copadas e pilhas na cabeça". Foi dele um sorriso que se alastrou ao ver a entrada na faculdade de Jornalismo e ao ouvir pela primeira vez a voz do filho em uma rádio, agora profissionalmente.
Era ele quem ligava a TV diariamente quando o filho trocou de mídia. Não importava a data, a hora ou a emissora. A audiência estava garantida. E foi ele quem simplesmente continuou com o hábito de comprar jornais diariamente, mas com um pouco mais de ansiedade. Era preciso ver se o nome do filho assinava algum texto.
Este texto meu pai não irá ler. Ele e a internet não se conhecem e não vejo perspectivas de que isto aconteça um dia. Ele sabe que eu queria estar lá. Eu se que ele quer que eu esteja aqui. Dar parabéns pessoalmente, para ele, é banal. Ver o nome do filho na assinatura da matéria é o grande presente.
Então valeu, pai. Tamo junto, mesmo que separados!
quarta-feira, 7 de março de 2012
Garantias lá no fundo
Está nas mãos da presidenta Dilma Roussef a lei que prevê o uso de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) nas obras para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
Pelo Congresso já passou. Depende agora da caneta da presidenta.
Se ela sancionar, já era. Se vetar, volta ao Congresso.
A farra do boi estava prevista desde o anúncio de que o Mundial aconteceria em terras tupiniquins.
Uso de dinheiro público, desvio do que poderia ir para o que realmente o país necessita.
Dilma pode até vetar, mas não vai evitar.
E não vai evitar porque há muita gente interessada e interessante.
Há garantias de votos, aparições, popularidade.
Mesmo no momento em que Mr. Walckie anda na direção contrária.
É o momento de bater no peito, falar do orgulho de ser brasileiro. Dizer que aqui não é a terra de ninguém.
O povo pegará essa carona no momento devido, ou seja, quando a bola rolar no estádio que saiu mais ou menos muito mais caro que o previsto.
Não que alguém ligue para isso, afinal, no carro da carona há ar condicionado.
E ninguém se atreve a questionar no momento em que a pátria calça chuteiras, afinal, não se pode dar margem às dúvidas do amor à nação.
E nem precisa dar uma resposta a Walckie.
Basta mostrar que as obras estão de vento em popa.
Há quem faça isso sorrindo...
terça-feira, 6 de março de 2012
Perguntinhas (1)
E a fiscalização nas obras realizadas nos edifícios do Brasil?
Sem necessidade. Não houve mais desabamentos.
E as obras para melhorar as pistas dos aeroportos?
Sem necessidade. Há quase 5 anos nenhum avião escorrega, bate em um prédio e mais de 100 pessoas morrem.
E a sobrecarga de trabalho dos controladores de voos?
Quando um Legacy bater em um Boeing a gente pensa nisso...
Sem necessidade. Não houve mais desabamentos.
E as obras para melhorar as pistas dos aeroportos?
Sem necessidade. Há quase 5 anos nenhum avião escorrega, bate em um prédio e mais de 100 pessoas morrem.
E a sobrecarga de trabalho dos controladores de voos?
Quando um Legacy bater em um Boeing a gente pensa nisso...
E a Copa do Mundo??
Ah, é, foi mal aí...
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Profissão Maldade
Essas são as primeiras palavras que escrevo hoje.
As primeiras de muitas que ainda virão. Curtas, longas, acentuadas, pontuadas, que sigam as regras ortográficas com o total da lealdade.
Os temas são muitos, diversos, variados.
E a intenção?
Denegrir, criticar, execrar, interpretar mal, exagerar e, se possível, matar.
É para isso que existo. É para isso que existem colegas espalhados nas redações de jornais, revistas, emissoras de rádio, TVs, sites etc etc etc.
Existimos para sensacionalizar, exagerar, denegrir, provocarmos discórdia.
Não somos dotados de inteligência suficiente para sabermos interpretar palavras, fazer a leitura exata do que o entrevistado quis dizer.
Interpretamos da maneira que nos interessa, do modo que provocará um aumento nas vendas, uma explosão na audiência.
Quem disse isso?
Muita gente.
O último foi Giovanni.
Primeiro, a entrevista ao jornal O Liberal. Disse que Paulo Henrique Ganso era isso, era aquilo, a família dele era aquilo outro.
Entrevista publicada e, claro, repercussão violenta.
"Quanto sensacionalismo. Por isso não gosto de dar entrevistas", escreveu o ex-jogador no Facebook.
Então não desse a entrevista. Não falasse nada, recusasse, fechasse a matraca.
Porque o cidadão fala, deixa gravar, diz que pode publicar e depois parte para os argumentos da má interpretação, do exagero, do sensacionalismo.
Muricy Ramalho e o Santos estão procurando Messi até agora.
O Barcelona não colocou um atacante de fato em campo, fez o que quis e Muricy diz que, se fizesse o mesmo, seria execrado pela Imprensa.
Ou seja, não soube ousar por culpa da Imprensa.
Levou um couro por culpa da Imprensa.
O clube não fecha a negociação com um jogador.
Porque não teve competência ou a porcentagem que iria parar nos bolsos acabou com tudo.
Mas a contratação não saiu porque vazou na Imprensa.
"Vocês atrapalharam".
Dunga estava na Copa de 2010 dizendo que não adiantava ganhar aquela Copa e perder a de 2014.
"Senão, vocês já vão falar".
Não chegou nem nas semifinais em 2010.
Existimos para aumentar, inventar, delirar.
Queremos vender, queremos fama, queremos audiência.
Somos maldosos, ruins, incompetentes.
O médico não sai de casa disposto a trocar um diagnóstico. O advogado não pensa em inverter uma causa. O engenheiro não tem a intenção de derrubar um prédio. O motorista não sonha em tirar os freios do taxi. O cozinheiro não planeja um modo fácil de deixar a comida estragar.
O jornalista sai de casa com a lista nas mãos.
As vítimas do dia.
A minha está quase pronta para hoje.
E já estou pensando nos nomes para amanhã...
As primeiras de muitas que ainda virão. Curtas, longas, acentuadas, pontuadas, que sigam as regras ortográficas com o total da lealdade.
Os temas são muitos, diversos, variados.
E a intenção?
Denegrir, criticar, execrar, interpretar mal, exagerar e, se possível, matar.
É para isso que existo. É para isso que existem colegas espalhados nas redações de jornais, revistas, emissoras de rádio, TVs, sites etc etc etc.
Existimos para sensacionalizar, exagerar, denegrir, provocarmos discórdia.
Não somos dotados de inteligência suficiente para sabermos interpretar palavras, fazer a leitura exata do que o entrevistado quis dizer.
Interpretamos da maneira que nos interessa, do modo que provocará um aumento nas vendas, uma explosão na audiência.
Quem disse isso?
Muita gente.
O último foi Giovanni.
Primeiro, a entrevista ao jornal O Liberal. Disse que Paulo Henrique Ganso era isso, era aquilo, a família dele era aquilo outro.
Entrevista publicada e, claro, repercussão violenta.
"Quanto sensacionalismo. Por isso não gosto de dar entrevistas", escreveu o ex-jogador no Facebook.
Então não desse a entrevista. Não falasse nada, recusasse, fechasse a matraca.
Porque o cidadão fala, deixa gravar, diz que pode publicar e depois parte para os argumentos da má interpretação, do exagero, do sensacionalismo.
Muricy Ramalho e o Santos estão procurando Messi até agora.
O Barcelona não colocou um atacante de fato em campo, fez o que quis e Muricy diz que, se fizesse o mesmo, seria execrado pela Imprensa.
Ou seja, não soube ousar por culpa da Imprensa.
Levou um couro por culpa da Imprensa.
O clube não fecha a negociação com um jogador.
Porque não teve competência ou a porcentagem que iria parar nos bolsos acabou com tudo.
Mas a contratação não saiu porque vazou na Imprensa.
"Vocês atrapalharam".
Dunga estava na Copa de 2010 dizendo que não adiantava ganhar aquela Copa e perder a de 2014.
"Senão, vocês já vão falar".
Não chegou nem nas semifinais em 2010.
Existimos para aumentar, inventar, delirar.
Queremos vender, queremos fama, queremos audiência.
Somos maldosos, ruins, incompetentes.
O médico não sai de casa disposto a trocar um diagnóstico. O advogado não pensa em inverter uma causa. O engenheiro não tem a intenção de derrubar um prédio. O motorista não sonha em tirar os freios do taxi. O cozinheiro não planeja um modo fácil de deixar a comida estragar.
O jornalista sai de casa com a lista nas mãos.
As vítimas do dia.
A minha está quase pronta para hoje.
E já estou pensando nos nomes para amanhã...
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