terça-feira, 6 de março de 2012

Perguntinhas (1)

E a fiscalização nas obras realizadas nos edifícios do Brasil?
Sem necessidade. Não houve mais desabamentos.
E as obras para melhorar as pistas dos aeroportos?
Sem necessidade. Há quase 5 anos nenhum avião escorrega, bate em um prédio e mais de 100 pessoas morrem.
E a sobrecarga de trabalho dos controladores de voos?
Quando um Legacy bater em um Boeing a gente pensa nisso...
E a Copa do Mundo??
Ah, é, foi mal aí...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Profissão Maldade

Essas são as primeiras palavras que escrevo hoje.
As primeiras de muitas que ainda virão. Curtas, longas, acentuadas, pontuadas, que sigam as regras ortográficas com o total da lealdade.
Os temas são muitos, diversos, variados.
E a intenção?
Denegrir, criticar, execrar, interpretar mal, exagerar e, se possível, matar.
É para isso que existo. É para isso que existem colegas espalhados nas redações de jornais, revistas, emissoras de rádio, TVs, sites etc etc etc.
Existimos para sensacionalizar, exagerar, denegrir, provocarmos discórdia.
Não somos dotados de inteligência suficiente para sabermos interpretar palavras, fazer a leitura exata do que o entrevistado quis dizer.
Interpretamos da maneira que nos interessa, do modo que provocará um aumento nas vendas, uma explosão na audiência.
Quem disse isso?
Muita gente.
O último foi Giovanni.
Primeiro, a entrevista ao jornal O Liberal. Disse que Paulo Henrique Ganso era isso, era aquilo, a família dele era aquilo outro.
Entrevista publicada e, claro, repercussão violenta.
"Quanto sensacionalismo. Por isso não gosto de dar entrevistas", escreveu o ex-jogador no Facebook.
Então não desse a entrevista. Não falasse nada, recusasse, fechasse a matraca.
Porque o cidadão fala, deixa gravar, diz que pode publicar e depois parte para os argumentos da má interpretação, do exagero, do sensacionalismo.
Muricy Ramalho e o Santos estão procurando Messi até agora.
O Barcelona não colocou um atacante de fato em campo, fez o que quis e Muricy diz que, se fizesse o mesmo, seria execrado pela Imprensa.
Ou seja, não soube ousar por culpa da Imprensa.
Levou um couro por culpa da Imprensa.
O clube não fecha a negociação com um jogador.
Porque não teve competência ou a porcentagem que iria parar nos bolsos acabou com tudo.
Mas a contratação não saiu porque vazou na Imprensa.
"Vocês atrapalharam".
Dunga estava na Copa de 2010 dizendo que não adiantava ganhar aquela Copa e perder a de 2014.
"Senão, vocês já vão falar".
Não chegou nem nas semifinais em 2010.
Existimos para aumentar, inventar, delirar.
Queremos vender, queremos fama, queremos audiência.
Somos maldosos, ruins, incompetentes.
O médico não sai de casa disposto a trocar um diagnóstico. O advogado não pensa em inverter uma causa. O engenheiro não tem a intenção de derrubar um prédio. O motorista não sonha em tirar os freios do taxi. O cozinheiro não planeja um modo fácil de deixar a comida estragar.
O jornalista sai de casa com a lista nas mãos.
As vítimas do dia.
A minha está quase pronta para hoje.
E já estou pensando nos nomes para amanhã...

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Lei Geral, em parte

E vão votar a Lei Geral da Copa.
E vão cumprir o que é de praxe, porque a lei já está aprovada.
Nela estará a autorização para comercializar cerveja nos estádios durante a Copa do Mundo de 2014.
Mas só durante a Copa. E em copos de plástico. Que fique bem claro!!
Porque este país é sério, aqui temos leis.
Inclusive uma que proíbe a venda de bebidas alcoólicas nos estádios.
A mesma lei que não terá validade durante a Copa.
Mas só durante a Copa. E em copos de plástico. Que fique bem claro!!
A mesma lei que não prevê a comercialização de bebidas no entorno dos estádios, com os ambulantes, nos botecos e padarias próximos.
A mesma lei que vez ou outra cria um raio de 200 metros no entorno dos estádios. Dentro desta área, nada de bebidas.
A 201 metros, tá liberado.
Na casa do cidadão, salvo se a mulher reclamar, está liberado.
Porque a lei diz que o cidadão não pode comprar a cerveja no estádio, não diz nada sobre chegar ao local cambaleante.
Falso moralismo? Hipocrisia? Jamais. Aqui temos leis. E teremos as leis até junho de 2014. E continuaremos com as leis depois de junho de 2014. No miolo, libera. O patrocinador é legal.
Mas só durante a Copa. E em copos de plástico. Que fique bem claro!!

O cara

Deivid é homem.
Mas é homem na real concepção da palavra.
Já se sabia que é bom jogador.
E também que é dono de um caráter irretocável.
Um dos caras mais gente fina que já conheci.
Foi em 1999, no Santos, quando o garoto do Nova Iguaçu havia acabado de chegar.
Mal tinha um contrato na Vila Belmiro.
O garoto cresceu, foi para o Corinthians, Cruzeiro, voltou para o Santos, jogou na Turquia e foi parar no Flamengo.
E no Flamengo protagonizou o lance mais falado, comentado, repetido, zoado.
Acontece. Não tem que acontecer, mas acontece.
Não foi por isso que o Flamengo perdeu a vaga na decisão.
Felipe rebateu duas bolas para a frente, Léo Moura ficou mais preocupado em pedir pênalti, Ronaldinho Gaúcho...Ronaldinho Gaúcho...
O mundo não acabou. O mesmo Flamengo que está fora da final da Taça Guanabara pode ser campeão carioca. Tem que vencer a Taça Rio e se garantir na decisão.
Mas Deivid perdeu o gol. A conta vai para ele.
E o que ele faz?
Paga.
Paga quando concede entrevista na saída para o intervalo, quando volta a falar no fim da partida, quando, no dia seguinte, se lança na coletiva e fala o que tem que ser dito.
Porque Deivid é homem, é macho, tem caráter.
Outros, por muito menos, não falariam com ninguém. Já vi isso trocentas vezes.
Há quem faria pior: trataria com indiferença.
Sim, também vi.
Mas Deivid é homem, é fera, tem caráter.
Joga sem receber tudo o que deveria. Se lança, dá a cara a tapa.
Isso passa. Tudo passa. Palermo é ídolo no Boca Juniors e o cara que perdeu três pênaltis em uma partida.
Porque é mais fácil lembrar do negativo.
Tira o Deivid de campo.
E cadê o negativo?
Só pelo caráter dele, tem todos os positivos...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Mil

Postagem número 1.000 do blog.
Sem nenhum motivo especial; apenas para marcar o número.
Não é aniversário de ninguém, nem data da morte de ninguém, apenas uma lembrança e nada mais.
GP de San Marino de 1982.
A Ferrari já tinha dado ordens expressas: se as circunstâncias favorecessem, Gilles Villeneuve venceria a prova.
Não esqueceram de combinar com Didier Pironi, o companheiro de equipe.
O francês que ignorou completamente o acordo.
Villeneuve morreu em Zolder naquele mesmo ano sem perdoar nem Pironi nem a Ferrari.
Duas conclusões:
1- Jogo de equipe é coisa antiga, ainda mais nos cavalinhos rampantes.
2- Sempre há um maluco que não dá a mínima para os jogos de equipe.




quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Tudo igual

Dizem, ouvi falar, ouvi dizer, me contaram, me disseram, tenho boas fontes...
E a informação é de que o Imperador há de cair.
Que na realidade já caiu, falta apenas a assinatura, oficialização, uma entrevistinha a um cachê módico e estamos conversados.
Troca, acabou, caiu.
E o que muda?
A rigor, nada.
Porque cai no papel, cai de direito, mas não de fato. Cai na hora de assinar os documentos, não na hora de estabelecer o texto que constará nos documentos.
Cai na hora do enfrentamento de câmeras, microfones, arquibancadas, aparições. Não na hora do que será dito aos microfones, da imagem que será captada pelas câmeras.
Cai deixando uma história de 23 anos oficialmente, mas deixando a cadeira para quem tem mais de 46 de corredores do poder.
Que não só conhece o sistema como contribui e contribuiu com seu estabelecimento.
E que trabalhará arduamente pela manutenção do sistema.
Não fica o legado, não ficam as boas lembranças, não vem a esperança.
Tudo está montado, costurado, esquematizado.
Porque esquema foi e continuará a ser a prática mais comum.
Talvez seja dedicada uma medalha pelos serviços prestados.
Isso se o novo ocupante não mandá-la diretamente para o bolso...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Esquerdos de Transmissão

E a discussão foi aberta.
Porque a Fox se fortaleceu, comprou os direitos de transmissão da Libertadores, não se acertou com a Net e vai saber quais jogos chegarão para a maioria dos telespectadores/torcedores.
A grande força futebolística, sobretudo nas questões internacionais, está, evidentemente, na televisão.
A televisão tem interesse em manter o monopólio.
E é muito mais importante manter o monopólio do que se preocupar em mostrar o evento.
Você compra os direitos, coloca um programa de televendas no horário e tem a garantia de que a concorrência não vai transmitir o evento.
Ou você compra os direitos e não se acerta com a operadora de Tv a cabo.
Porque a operadora de TV a cabo pertence ao mesmo grupo que detinha os direitos de transmissão, os quais agora são seus.
Eles não vão querer negociar com o "ladrão".
E você não está ligando a mínima, porque a TV a cabo não vai transmitir o evento. Os direitos são seus, somente seus, ninguém tasca.
E o telespectador fica sem acesso ao evento.
O telespectador?
Este não estava no contrato...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Dois fatores

E Brarrichello esteve no Arena Sportv.
E disse o que o mundo já sabe: ele quer ir para a Fórmula Indy, mas não depende dele.
Em outras palavras: grana e Silvana.
Levantou um, convenceu o outro, está dentro.
Meu palpite: ele vai.
Meu palpite 2: está tudo certo e os amigos já sabem.
Os amigos não vão falar antes da hora, nem mesmo para os colegas.
Até porque alguns amigos tratam os colegas como torcedores...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Mas mantenha o respeito

Rubens Barrichello vai enrolar até a semana que vem para anunciar o que só um hecatombe mudará.
Ele vai para a Indy.
Se só em ovais, só em mistos, a temporada toda, isso é outro problema, mas ele estará lá.
A decisão já está tomada, mas só os amigos sabem.
Os amigos no automobilismo e na Imprensa, fatalmente os mesmos amigos que receberam a devida prioridade nas entrevistas assim que foi oficializado o bico nos fundilhos da Williams.
Amigos que sabem e guardarão a informação para eles. Normal, pois seu Barrica deve ter pedido sigilo.
Digo "deve" porque não estou no grupo dos amigos. Barrica não sabe que eu existo. Nem ele, nem os amigos.
E não adianta perguntar aos amigos dele, porque eles não falam nada.
Por lealdade? Talvez, mas principalmente por um pouquinho de máscara.
Porque quando você busca uma informação e pergunta de forma direta, recebe uma ignorada básica ou uma resposta rápida, despachada, com um singelo e implícito "não me incomode mais".
Em outras palavras: uma resposta semelhante às muitas que são dadas ao torcedor/espectador "que é a razão da minha profissão" e, via de regra, enche o saco.
Não é uma resposta a um jornalista, ou melhor, a um colega de profissão, a alguém que exerce a mesma atividade.
Porque o "jor" no final do meu nome no Twitter deve significar, para eles, que sou da Jordânia ou de Jordanésia, não que sou jornalista.
Porque as palavras no perfil, os temas escritos e a forma como escrevo não denunciam a profissão. Não. Para os amigos do Barrica, é mais um chato para tomar o precioso tempo deles, encher o saco, torrar a paciência e perguntar besteira.
Resposta curta, vazia, rápida. Isso quando vem a resposta.
Sei que não vou dar o furo mundial. A coisa já está toda esquematizadea. O anúncio tem dia, hora e veículo para ser feito oficialmente. Apenas acreditei inocentemente que, após 13 anos de profissão, você
tem o direito e o dever de buscar a informação com quem tem a informação.
Barrica não vai falar, a assessoria menos. Ele falou para os amigos, vamos aos amigos. E os amigos se sentem incomodados com mais um torcedor mala.
Asssim como o ex-piloto ficou incomodado com a pergunta técnica sobre um dos treinos em Interlagos. Nem o crachá escrito "Media" o convenceu.
Mas a gente segue, entra na festa sem ser convidado e ainda tira foto com o aniversariante.
É difícil, mas ninguém disse que seria fácil...

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Na subida

Ao que consta, só a McLaren rebaixou a asa dianteira pura e simplesmente.
A maioria optou pelo degrau, para permitir maior passagem de ar.
E dizem que a aerodinâmica melhora com isso.
Estou esperando as duas primeiras etapas para ter certeza de que virá uma polêmica por aí.
Isso se não vier uma mudança no regulamento de última hora.
Em outras palavras, um remendo.
Não só por causa do degrau, mas também pelo bico da equipe que tem aaaaasaaaas.
O time das asinhas, o genérico deles (onde a geladeira cheia de latinhas é liberada) e a Sauber optaram pelo degrau. Foram os últimos a mostrar a cara.
Em Jerez, no primeiro período, deu Kimi Raikkönen, com Rosberguinho em segundo e Paul di Resta em terceiro. Massa ficou em 7º.
Mas foi o primeiro período do primeiro dia de testes.
Quando for o último período do qualifying em Melbourne, a coisa normaliza...