quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Tudo igual

Dizem, ouvi falar, ouvi dizer, me contaram, me disseram, tenho boas fontes...
E a informação é de que o Imperador há de cair.
Que na realidade já caiu, falta apenas a assinatura, oficialização, uma entrevistinha a um cachê módico e estamos conversados.
Troca, acabou, caiu.
E o que muda?
A rigor, nada.
Porque cai no papel, cai de direito, mas não de fato. Cai na hora de assinar os documentos, não na hora de estabelecer o texto que constará nos documentos.
Cai na hora do enfrentamento de câmeras, microfones, arquibancadas, aparições. Não na hora do que será dito aos microfones, da imagem que será captada pelas câmeras.
Cai deixando uma história de 23 anos oficialmente, mas deixando a cadeira para quem tem mais de 46 de corredores do poder.
Que não só conhece o sistema como contribui e contribuiu com seu estabelecimento.
E que trabalhará arduamente pela manutenção do sistema.
Não fica o legado, não ficam as boas lembranças, não vem a esperança.
Tudo está montado, costurado, esquematizado.
Porque esquema foi e continuará a ser a prática mais comum.
Talvez seja dedicada uma medalha pelos serviços prestados.
Isso se o novo ocupante não mandá-la diretamente para o bolso...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Esquerdos de Transmissão

E a discussão foi aberta.
Porque a Fox se fortaleceu, comprou os direitos de transmissão da Libertadores, não se acertou com a Net e vai saber quais jogos chegarão para a maioria dos telespectadores/torcedores.
A grande força futebolística, sobretudo nas questões internacionais, está, evidentemente, na televisão.
A televisão tem interesse em manter o monopólio.
E é muito mais importante manter o monopólio do que se preocupar em mostrar o evento.
Você compra os direitos, coloca um programa de televendas no horário e tem a garantia de que a concorrência não vai transmitir o evento.
Ou você compra os direitos e não se acerta com a operadora de Tv a cabo.
Porque a operadora de TV a cabo pertence ao mesmo grupo que detinha os direitos de transmissão, os quais agora são seus.
Eles não vão querer negociar com o "ladrão".
E você não está ligando a mínima, porque a TV a cabo não vai transmitir o evento. Os direitos são seus, somente seus, ninguém tasca.
E o telespectador fica sem acesso ao evento.
O telespectador?
Este não estava no contrato...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Dois fatores

E Brarrichello esteve no Arena Sportv.
E disse o que o mundo já sabe: ele quer ir para a Fórmula Indy, mas não depende dele.
Em outras palavras: grana e Silvana.
Levantou um, convenceu o outro, está dentro.
Meu palpite: ele vai.
Meu palpite 2: está tudo certo e os amigos já sabem.
Os amigos não vão falar antes da hora, nem mesmo para os colegas.
Até porque alguns amigos tratam os colegas como torcedores...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Mas mantenha o respeito

Rubens Barrichello vai enrolar até a semana que vem para anunciar o que só um hecatombe mudará.
Ele vai para a Indy.
Se só em ovais, só em mistos, a temporada toda, isso é outro problema, mas ele estará lá.
A decisão já está tomada, mas só os amigos sabem.
Os amigos no automobilismo e na Imprensa, fatalmente os mesmos amigos que receberam a devida prioridade nas entrevistas assim que foi oficializado o bico nos fundilhos da Williams.
Amigos que sabem e guardarão a informação para eles. Normal, pois seu Barrica deve ter pedido sigilo.
Digo "deve" porque não estou no grupo dos amigos. Barrica não sabe que eu existo. Nem ele, nem os amigos.
E não adianta perguntar aos amigos dele, porque eles não falam nada.
Por lealdade? Talvez, mas principalmente por um pouquinho de máscara.
Porque quando você busca uma informação e pergunta de forma direta, recebe uma ignorada básica ou uma resposta rápida, despachada, com um singelo e implícito "não me incomode mais".
Em outras palavras: uma resposta semelhante às muitas que são dadas ao torcedor/espectador "que é a razão da minha profissão" e, via de regra, enche o saco.
Não é uma resposta a um jornalista, ou melhor, a um colega de profissão, a alguém que exerce a mesma atividade.
Porque o "jor" no final do meu nome no Twitter deve significar, para eles, que sou da Jordânia ou de Jordanésia, não que sou jornalista.
Porque as palavras no perfil, os temas escritos e a forma como escrevo não denunciam a profissão. Não. Para os amigos do Barrica, é mais um chato para tomar o precioso tempo deles, encher o saco, torrar a paciência e perguntar besteira.
Resposta curta, vazia, rápida. Isso quando vem a resposta.
Sei que não vou dar o furo mundial. A coisa já está toda esquematizadea. O anúncio tem dia, hora e veículo para ser feito oficialmente. Apenas acreditei inocentemente que, após 13 anos de profissão, você
tem o direito e o dever de buscar a informação com quem tem a informação.
Barrica não vai falar, a assessoria menos. Ele falou para os amigos, vamos aos amigos. E os amigos se sentem incomodados com mais um torcedor mala.
Asssim como o ex-piloto ficou incomodado com a pergunta técnica sobre um dos treinos em Interlagos. Nem o crachá escrito "Media" o convenceu.
Mas a gente segue, entra na festa sem ser convidado e ainda tira foto com o aniversariante.
É difícil, mas ninguém disse que seria fácil...

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Na subida

Ao que consta, só a McLaren rebaixou a asa dianteira pura e simplesmente.
A maioria optou pelo degrau, para permitir maior passagem de ar.
E dizem que a aerodinâmica melhora com isso.
Estou esperando as duas primeiras etapas para ter certeza de que virá uma polêmica por aí.
Isso se não vier uma mudança no regulamento de última hora.
Em outras palavras, um remendo.
Não só por causa do degrau, mas também pelo bico da equipe que tem aaaaasaaaas.
O time das asinhas, o genérico deles (onde a geladeira cheia de latinhas é liberada) e a Sauber optaram pelo degrau. Foram os últimos a mostrar a cara.
Em Jerez, no primeiro período, deu Kimi Raikkönen, com Rosberguinho em segundo e Paul di Resta em terceiro. Massa ficou em 7º.
Mas foi o primeiro período do primeiro dia de testes.
Quando for o último período do qualifying em Melbourne, a coisa normaliza...

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Subindo um degrau

Os testes não o farão, mas o fim de semana em Melbourne mostrará se alguma coisa, por menor que possa ser, mudará na Fórmula 1 de 2012.
O esperado é mais um ano Redbulldiano, daqueles em que a audiência despenca na quinta etapa.
Mas se por acaso, porventura, entretanto, porém, a aerodinâmica ainda tiver alguma voz na categoria, ferraristas, mclarenistas e formulaunistas em geral serão gratos.
E parece que há uma disposição em dar moral para a tal da aerodinâmica.
A McLaren rebaixou totalmente a asa dianteira, que está quase colada no chão.
A Ferrari e a Caterham optaram pelo tal degrau, quer dizer, fizeram a asa em duas partes. Rebaixaram como a FIA mandou, mas mantiveram um pouco da parte alta.
E dizem que a passagem de ar nesse vão fará o carro ganhar desenvoltura.
Tudo muito bonito na teoria, tudo mais bonito ainda nos testes, mas vamos ver em Melbourne.
Se os carros andarem mais rápido mesmo, aguardem os protestos.
E eles virão, ah, se virão...

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Pode ser

Este jornalista estava no paddock de Interlagos na manhã de 27 de novembro de 2011, data do GP do Brasil de Fórmula 1.
Tony Kanaan, piloto da KV Racing na Fórmula Indy, concedia entrevista a alguns repórteres, entre eles o brilhante Felipe Motta, da Rádio Jovem Pan.
Gravador em punho, bora ouvir o que ele estava falando.
Os colegas das emissoras de rádio que estavam ao vivo encerraram as perguntas e nós continuamos. Tony, sempre simpático e solícito (sério, não é ironia, o cara é gente boa mesmo), respondia a tudo com paciência.
Então pergunto: "Por você, se o Barrichello não ficar na Fórmula 1 em 2012, segue para a Indy?"
Tony, amigo de Rubens, responde. "Talento para isso ele tem. O problema é a Silvana (esposa de Barrichello), que está meio reticente, mas eu gostaria de vê-lo correndo nas 500 Milhas de Indianápolis".
De alguma forma, a coisa começou a caminhar em 2012.
Barrichello já testou na KV, a equipe de Tony.
Se vai pafra lá, não dá para dizer.
De qualquer modo, segue o vídeo.


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Espetáculo

Em menos de cinco minutos, um resumo de quase seis horas de um acontecimento que jamais cairá no esquecimento...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Próxima parada, não; onde vamos parar??

E houve mais um protesto em Recife.
Duro, pesado, forte, sangrento.
O povo não tolerou o reajuste no valor das passagens de ônibus.
Passou de R$ 2,00 para R$ 2,15.
Em uma cidade com 217,4 quilômetros ao quadrado.
E houve protesto em Santos.
Mole, leve, fraco, limpo.
Alguns e somente alguns não toleraram o reajuste no valor das passagens de ônibus.
Passou de R$ 2,65 para R$ 2,90.
Em uma cidade com 39 quilômetros ao quadrado.
Recife não foi abençoada pelo pré-sal.
Santos foi.
Há mais de seis anos, dizem.
A exploradora de combustíveis desembarcou no Litoral de imediato e, desde então, procura um local para se instalar, mas não encontra porque os preços dos imóveis saltaram de maneira estrondosa.
"Ah, mas é o pré-sal", dizem.
O pré-sal que justifica o valor total de um imóvel há cinco anos ter se transformado no exato valor de uma das prestações pelo mesmo imóvel.
Mas você tem seis vagas na garagem e terraço gourmet, uma espécie de churrasco na laje com grife.
Pouco importa se o apartamento tem 4 metros ao quadrado.
E o pré-sal justifica o valor da passagem de ônibus.
Não só ele, mas também a idade da frota e da maioria dos passageiros, o que provoca um elevado índice de pessoas que não pagam a passagem.
Houve também o aumento dos combustíveis e o dissídio dos motoristas.
Só dos motoristas, porque em Santos não há cobradores.
"Não é necessário", disse o ex-prefeito que inventou essa moda. "A maioria das pessoas usa o cartão de transporte e não precisa fazer troco. O motorista pode dirigir e cobrar".
Sem receber por isso, é claro. Assim como também é sabido que o dito inventor não utiliza o sistema de transportes, dada a sua excelente condição econômica familiar, sem contar sua péssima vocação para a matemática, já que só nas contas dele o fato de um motorista dirigir e cobrar não atrasa as viagens.
Viagens. Sim, andar de ônibus em Santos é uma viagem.
Não pelas curtas distâncias, mas pelo tempo que se leva para cumprir o trajeto, que dá ao passageiro o direito de viajar nas ideias.
Possivelmente o único direito que um passageiro de ônibus de Santos tenha.
Porque você não tem o direito de se atrasar. Seja qual for a hora e o local, o ônibus irá demorar para chegar ao ponto. Fruto de uma frota reduzida. "É a demanda", justificam.
Morrer com módicos R$ 2,90 não significa necessariamente conforto. Digamos que significa conFORNO, dada a temperatura interna dos coletivos. E nem pense em esperar que o vento alivie o calor. A verticalização da cidade acabou com qualquer vento que costumava vir do oceano, mas tudo bem,é o pré-sal.
Para melhorar, via de  regra os ônibus não ultrapassam os 30km/h. O motorista tem muita necessidade de conversar com os amigos que pegam carona e, principalmente, com os que ele encontra ao longo do trajeto. Conversas produtivas, como perguntar da família e sacanear o amigo por causa do time de futebol para o qual ele torce.
O passageiro tem horário? Quem é o passageiro? Nunca ouvi falar nisso.
Ah, mas a frota é nova, os veículos são modernos.
Questão de necessidade.
Vai que apareça um pau véio e as pessoas comecem a achar que o transporte é ruim.
Isso poderia repercutir mal entre os amigos.
Aqueles mesmos que consideram o sistema de transportes modelo, principalmente depois de ultrapassarem um ônibus 0km quando estão a bordo de seus carrinhos com ar condicionado, seguindo para os apartamentos com terraço gourmet...

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Fechou o grid

E na página de Rubens Barrichello no Twitter:
"fala galeraa....pois é,nao estarei guiando o carro da Williams este ano...desejo ao meu amigo muita sorte.O futuro esta em aberto..."
Definido o grid; bora pra Valencia em fevereiro...