domingo, 5 de fevereiro de 2012

Subindo um degrau

Os testes não o farão, mas o fim de semana em Melbourne mostrará se alguma coisa, por menor que possa ser, mudará na Fórmula 1 de 2012.
O esperado é mais um ano Redbulldiano, daqueles em que a audiência despenca na quinta etapa.
Mas se por acaso, porventura, entretanto, porém, a aerodinâmica ainda tiver alguma voz na categoria, ferraristas, mclarenistas e formulaunistas em geral serão gratos.
E parece que há uma disposição em dar moral para a tal da aerodinâmica.
A McLaren rebaixou totalmente a asa dianteira, que está quase colada no chão.
A Ferrari e a Caterham optaram pelo tal degrau, quer dizer, fizeram a asa em duas partes. Rebaixaram como a FIA mandou, mas mantiveram um pouco da parte alta.
E dizem que a passagem de ar nesse vão fará o carro ganhar desenvoltura.
Tudo muito bonito na teoria, tudo mais bonito ainda nos testes, mas vamos ver em Melbourne.
Se os carros andarem mais rápido mesmo, aguardem os protestos.
E eles virão, ah, se virão...

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Pode ser

Este jornalista estava no paddock de Interlagos na manhã de 27 de novembro de 2011, data do GP do Brasil de Fórmula 1.
Tony Kanaan, piloto da KV Racing na Fórmula Indy, concedia entrevista a alguns repórteres, entre eles o brilhante Felipe Motta, da Rádio Jovem Pan.
Gravador em punho, bora ouvir o que ele estava falando.
Os colegas das emissoras de rádio que estavam ao vivo encerraram as perguntas e nós continuamos. Tony, sempre simpático e solícito (sério, não é ironia, o cara é gente boa mesmo), respondia a tudo com paciência.
Então pergunto: "Por você, se o Barrichello não ficar na Fórmula 1 em 2012, segue para a Indy?"
Tony, amigo de Rubens, responde. "Talento para isso ele tem. O problema é a Silvana (esposa de Barrichello), que está meio reticente, mas eu gostaria de vê-lo correndo nas 500 Milhas de Indianápolis".
De alguma forma, a coisa começou a caminhar em 2012.
Barrichello já testou na KV, a equipe de Tony.
Se vai pafra lá, não dá para dizer.
De qualquer modo, segue o vídeo.


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Espetáculo

Em menos de cinco minutos, um resumo de quase seis horas de um acontecimento que jamais cairá no esquecimento...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Próxima parada, não; onde vamos parar??

E houve mais um protesto em Recife.
Duro, pesado, forte, sangrento.
O povo não tolerou o reajuste no valor das passagens de ônibus.
Passou de R$ 2,00 para R$ 2,15.
Em uma cidade com 217,4 quilômetros ao quadrado.
E houve protesto em Santos.
Mole, leve, fraco, limpo.
Alguns e somente alguns não toleraram o reajuste no valor das passagens de ônibus.
Passou de R$ 2,65 para R$ 2,90.
Em uma cidade com 39 quilômetros ao quadrado.
Recife não foi abençoada pelo pré-sal.
Santos foi.
Há mais de seis anos, dizem.
A exploradora de combustíveis desembarcou no Litoral de imediato e, desde então, procura um local para se instalar, mas não encontra porque os preços dos imóveis saltaram de maneira estrondosa.
"Ah, mas é o pré-sal", dizem.
O pré-sal que justifica o valor total de um imóvel há cinco anos ter se transformado no exato valor de uma das prestações pelo mesmo imóvel.
Mas você tem seis vagas na garagem e terraço gourmet, uma espécie de churrasco na laje com grife.
Pouco importa se o apartamento tem 4 metros ao quadrado.
E o pré-sal justifica o valor da passagem de ônibus.
Não só ele, mas também a idade da frota e da maioria dos passageiros, o que provoca um elevado índice de pessoas que não pagam a passagem.
Houve também o aumento dos combustíveis e o dissídio dos motoristas.
Só dos motoristas, porque em Santos não há cobradores.
"Não é necessário", disse o ex-prefeito que inventou essa moda. "A maioria das pessoas usa o cartão de transporte e não precisa fazer troco. O motorista pode dirigir e cobrar".
Sem receber por isso, é claro. Assim como também é sabido que o dito inventor não utiliza o sistema de transportes, dada a sua excelente condição econômica familiar, sem contar sua péssima vocação para a matemática, já que só nas contas dele o fato de um motorista dirigir e cobrar não atrasa as viagens.
Viagens. Sim, andar de ônibus em Santos é uma viagem.
Não pelas curtas distâncias, mas pelo tempo que se leva para cumprir o trajeto, que dá ao passageiro o direito de viajar nas ideias.
Possivelmente o único direito que um passageiro de ônibus de Santos tenha.
Porque você não tem o direito de se atrasar. Seja qual for a hora e o local, o ônibus irá demorar para chegar ao ponto. Fruto de uma frota reduzida. "É a demanda", justificam.
Morrer com módicos R$ 2,90 não significa necessariamente conforto. Digamos que significa conFORNO, dada a temperatura interna dos coletivos. E nem pense em esperar que o vento alivie o calor. A verticalização da cidade acabou com qualquer vento que costumava vir do oceano, mas tudo bem,é o pré-sal.
Para melhorar, via de  regra os ônibus não ultrapassam os 30km/h. O motorista tem muita necessidade de conversar com os amigos que pegam carona e, principalmente, com os que ele encontra ao longo do trajeto. Conversas produtivas, como perguntar da família e sacanear o amigo por causa do time de futebol para o qual ele torce.
O passageiro tem horário? Quem é o passageiro? Nunca ouvi falar nisso.
Ah, mas a frota é nova, os veículos são modernos.
Questão de necessidade.
Vai que apareça um pau véio e as pessoas comecem a achar que o transporte é ruim.
Isso poderia repercutir mal entre os amigos.
Aqueles mesmos que consideram o sistema de transportes modelo, principalmente depois de ultrapassarem um ônibus 0km quando estão a bordo de seus carrinhos com ar condicionado, seguindo para os apartamentos com terraço gourmet...

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Fechou o grid

E na página de Rubens Barrichello no Twitter:
"fala galeraa....pois é,nao estarei guiando o carro da Williams este ano...desejo ao meu amigo muita sorte.O futuro esta em aberto..."
Definido o grid; bora pra Valencia em fevereiro...

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Apresentações

Os primeiros 10 dias de fevereiro estão voltados à apresentação dos carros para a temporada 2012 da Fórmula 1.
Ao que consta, McLaren no dia 1º, Ferrari dia 3 e Sauber dia 6.
Já faz alguns anos que deram uma abolida naquela apresentação tradicional, do grande evento, presença de pilotos, dirigentes, modelos horrorosas, da retirada do pano e do carro sendo mostrado, enfim.
Parece ser muito mais barato publicar três ou quatro fotos no site da equipe, uma palavra de cada piloto e estamos conversados.
Saudosista e tradicionalista que sou, sinto falta daqueles grandes eventos.
E, sinceramente, não sei até que ponto comprometem o orçamento dos times.
De qualquer maneiras, não deveremos ter novidades radicais em termos aerodinâmicos.
E o Massa, hein?
A Ferrari jogou pesado e Stefano Domenicalli resolveu falar abertamente em pressão sobre o brasileiro.
Ou vai em 2012 ou não precisa ir mais.
Massa sabe disso. E já fala até em título.
Na realidade, Massa precisa tirar o máximo que pode das condições que lhe dão.
Ou seja, os direitos dele terminam no exato ponto em que os de Fernando Alonso iniciam.
A Ferrari não exige título de Felipe, mas está de olho para ver se ele chega até o fim de seus direitos.
Só precisa lembrar que, para isso, não pode cometer errinhos nos pit stops.
Sim, porque a Ferrari também erra.
Embora por vezes tenha lapsos de memória neste assunto...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Coming Soon

Já houve vídeos melhores, mas este até que ficou legalzinho.
Ah, Mark Webber e Felipe Massa foram solenemente ignorados...

http://www.youtube.com/watch?v=q6X4HSds-F8

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Segue o jogo

O clube anuncia algumas decisões.
E você opina sobre as mesmas.
Se for a favor, é pelego, puxa-saco, tem interesses, sejam eles financeiros ou de informações privilegiadas.
Está errado.
Se é contra, é oposicionista, faz parte do outro grupo, mau jornalista que tem interesses financeiros ou de informações privilegiadas.
Está errado.
Se você opina, contra ou a favor, o empresário olha torto, pois não vai pensar em contar com um profissional que expõe a opinião.
Está errado.
Se você opina, contra ou a favor, está andando na contramão dos ensinamentos, que são bem claros a respeito do "não julgar", sobretudo se você tiver uma opinião contrária.
Está errado.
Se você não opina, fica em cima do muro. É indeciso ou covarde o suficiente para não assumir aquilo que pensa.
Está errado.
Se você nem comenta o assunto, nem toca nele, é desinformado, alienado, off line em um mundo dotado de tecnologias.
Está errado.
Lembrando, é claro, que o respeito mútuo está sempre presente.
Tal e qual e liberdade de expressão e de opinião...
Segue o jogo...

sábado, 31 de dezembro de 2011

O ano (novo)

Dizem que o ano novo é tempo de renovação.
E assim que o ano começa, a tal renovação torna-se visível.
Principalmente a partir do início da Copa São Paulo de Futebol Júnior, "o vestibular do futebol" e dos campeonatos estaduais.
A partir dos estaduais, começam as discussões sobre quem irá se classificar para as fases decisivas.
Nesse processo de renovação, uma equipe do Interior ganha destaque nas quatro primeiras rodadas do estadual.
E dirão que os grandes precisam aprender com os pequenos, que pagam em dia e têm estrutura.
E, claro, apostarão no destacado como candidatíssimo ao título.
Porque os grandes já não são mais tão grandes.
Virão os clássicos e com eles as declarações polêmicas na semana que antecede as partidas.
E então virá a discussão: o que o jogador e/ou treinador quis provocar o adversário?
Eu falei em polêmica?
Isso dá audiência...
No clássico, haverá lances polêmicos, possíveis erros de arbitragem, brigas entre torcidas, declarações polêmicas após os jogos.
Entrevistarão o chefe da Comissão de Arbitragem, o Major da PM, o presidente do clube, ligarão para a casa do jogador.
Organizarão campanhas de respeito entre as torcidas.
Tudo por polêmica, discussão.
Eu falei em polêmica?
Isso dá audiência...
O brasileiros na Libertadores tiveram dificuldades com os times médios das Américas.
Porque os grandes precisam aprender com os pequenos, que pagam em dia e têm estrutura.
Ainda que aquele pequeno que vinha se destacando no estadual já tenha perdido o encanto e hoje lute contra o rebaixamento.
Porque você sabe, falta camisa...e os campeonatos são feitos para que os grandes vençam...
Mas no time do Interior houve um jogador que se destacou.
E recebeu 35 propostas de clubes brasileiros e 74 de times do exterior.
Acabou assinando com um clube grande do Brasil, onde irá brilhar e partir para ser o melhor do mundo.
Isso até o instante em que a chama se apagar.
Porque os analistas, os mesmos que apontaram aquele jogador como novo gênio, sempre souberam que ele era muito bom para clube pequeno. E só.
O Campeonato Brasileiro começa com a discussão: pontos corridos ou mata-mata?
Isso garante pelo menos 35 minutos de polêmica.
Eu falei em polêmica?
Isso dá audiência...
O inexpressivo se destacou nas 10 primeiras rodadas do Brasileiro.
Candidato ao título.
Porque os grandes precisam aprender com os pequenos, que pagam em dia e têm estrutura.
Começa a dança das cadeiras dos treinadores.
Mas times campeões trocam de técnicos ou os mantêm?
Isso dá polêmica.
Eu falei em polêmica?
Isso dá audiência...
Janela da Europa aberta, jogadores têm propostas de clubes de pelo menos sete planetas do sistema solar.
A debandada é inevitável, o que fazer para segurar os nossos craques?
Polêmica.
Eu falei em polêmica?
Isso dá audiência...
O clube grande não engrena e a torcida protesta, o outro grande deslancha para o título.
O pequeno destaque das 10 primeiras rodadas já ocupa a zona intermediária. Chegar à Sul-Americana será um espetáculo.
Começa a matemática pelo título, pelas vagas na Libertadores 2013, pelo rebaixamento.
Rebaixamento...sabe quem caiu?
Aquele destaque das 10 primeiras rodadas, que na época estava ensinando aos grandes porque tinha estrutura.
Caiu porque falta camisa, porque time grande é time grande.
Caiu porque falta estrutura, isso já era sabido. Qualquer um sabia que isso iria acontecer.
O campeão foi um clube grande. O mesmo que 15 rodadas antes estava fora da disputa e que hoje levanta uma taça que todo mundo sabia desde o início que ele era o candidato a conquistá-la.
Embora nas últimas rodadas tenham falado em mala branca, entrega de resultados.
Foram duas horas de discussão, sobre isso, muita polêmica e...
Eu falei em polêmica?
Isso dá audiência...
Boa renovação...

domingo, 18 de dezembro de 2011

Adiante

Limites ultrapassados, barreiras transpostas.
Chegou até onde poderia chegar.
Ultrapassou limites, foi além, venceu.
Não, não venceu tudo. Não deu, não teve como.
O Golias era maior, mais valente, mais organizado, mais pronto, mais preparado.
Respeito é fundamental. Respeito ao extremo atrapalha.
Porque todo e qualquer exagero é ruim.
Tira a agressividade, a vontade, a ousadia e, principalmente, a alegria.
Do outro lado também havia exagero.
De talento, de vontade, de volume. De não dar o menor espaço para o menor agir, tentar, ousar.
Não deu a menor a possibilidade.
Porque a possibilidade dá márgem à realidade.
E há possíbilidades que ninguém quer que virem realidade.
A possibilidade da derrota é bem aceita. A realidade de uma derrota não.
Reconhecer que a derrota se tornou realidade porque não havia outra alternativa é dolorido e confortável ao mesmo tempo.
Porque a derrota que vem quando a vitória era possível provoca ira, revolta, tristeza.
A derrota sem a possibilidade de vitória provoca a resignação, o conformismo. "Faz parte", diriam.
Repetiu-se a história de 2003, indo um pouco mais além de 2003.
Em 2003, os limites do país foram ultrapassados. Os do continente não. Pararam em um adversário mais forte, experiente, pronto...melhor.
Em 2011, os limites do continente foram ultrapassados. E pararam por aí.
Pararam em um adversário mais forte, experiente, pronto, melhor.
Em 2003, lições foram aprendidas, captadas, levadas adiante.
Em 2011, ficam as lições para serem aprendidas, captadas levadas adiante.
Porque o adiante existe.
E pode estar logo ali, no breve...