segunda-feira, 11 de abril de 2011

Depois de Sepang

Entre Piquetistas e Sennistas, há mais de 15 anos ficaram os que realmente gostam da Fórmula 1.

Nos anos de Schumbomacher, sobraram apenas os que tem fascínio por esse mundo, os que têm gasolina nas veias.

Os demais abandonaram. Não tinham mais interesse em acompanhar uma categoria na qual a disputa era pelo segundo lugar.

Mais ou menos o que está se desenhando para a temporada 2011.

Não só por ter um carro extraordinário, mas principalmente por ser um piloto excepcional, Sebastian Vettel juntou todos os ingredientes para tornar a Fórmula 1 uma luta pelo vice.

Deixou de ser campeão por antecipação em 2010 porque a equipe não externava a questão do primeiro piloto e, por vezes, por ser precipitado demais, fruto da empolgação de um jovem louco para vencer.

Mas não deixou de ser campeão.

E dificilmente deixará o título escapar em 2011.

A Red Bull não vai andar para trás. Um carro que não utiliza o kers, que o engenheiro grita no rádio de Mark Webber para não acionar o recurso e que, ainda assim, anda na frente dos outros, é um carro que só precisa do piloto.

E a Red Bull tem esse piloto.

O que poderia tirar o título de Vettel, então?

Primeiro, o próprio Vettel. O alemãozinho ainda não foi pressionado neste ano e, até o ano passado, deixava a imagem de quem cometia erros quando estava sob pressão.

Segundo, o excesso de confiança dele e da equipe.

Alguém pode proporcionar essa pressão sobre ele e o pessoal das asinhas?

Pode ser. A McLaren claramente escondeu o jogo. Tem um carro muito melhor do que dizia ter. Evidentemente não é uma Red Bull, mas é um carro que pode dar trabalho, sobretudo na temporada europeia, quando o desgaste dos pneus fatalmente será menor.

E a Lotus Renault, hein? Surge como equipe de média para boa. Melhor que a Force India do início da temporada passada, melhor que a Williams do final do ano passado, que só ia bem no Qualifying. Está mandando bem nas corridas. Muito bom para a categoria.

Aprende, Mercedes...

Sobre a Malásia, duas notinhas:

1 - Hamilton e Alonso perderam 20 segundos do tempo de corrida por causa daquele toquinho em Sepang. O inglês perdeu a sétima posição para Kamui Kobayashi. Não altera nada.

2 - Massa lamentou a trapalhada (outra) da Ferrari no primeiro pit stop, quando a equipe demorou para acertar o pneu dianteiro esquerdo. Massa não lamentou a mangueira não retirada em Cingapura 2008, nem a quebra na Hungria, no mesmo ano. Quem precisa se lamentar é a Ferrari. Toda ela...

E a Fórmula 1 segue para a China, já neste fim de semana.

Apostas, por favor.

Do segundo para baixo...

domingo, 10 de abril de 2011

Déja Vù foi para o Alabama

E deu Will Power no Alabama.

Perfeito, de ponta a ponta, sem ser ameaçado.

As Ganassi andaram próximas; Scott Dixon foi o segundo e Dario Franchitti o terceiro.

O melhor brasileiro foi Tony Kanaan, o 6º colocado. Hélio Castroneves ficou em 7º.

Power foi tão absoluto que a corrida ficou até chata.

Ele lá na frente, com o "resto" brigando lá atrás.

Parte disso porque o circuito não ajudava.

Mesmo sendo misto, teve muitas bandeiras amarelas.

E não é dos mais rápidos, ou seja, cada bandeira amarela acarretava em uma eternidade para que a volta fosse completada.

Power é agora o líder do campeonato, com 94 pontos.

Dario Franchitti, o segundo, tem 87 e Tony Kanaan, com 63, é o terceiro.

Semana que vem é em Long Beach.

Na rua.

Com relação à prova no Alabama, perdeberam alguma semelhança com a Fómula 1 na Malásia?

Sim, total...

Vettel, um déja vù alemão

Vocês lembram, é claro que vocês lembram, das temporadas de 2002 e 2004 da Fórmula 1.

Foram os anos em que um certo alemão andava lá na frente, ganhava praticamente todas as etapas e era campeão com muita antecedência.

Pois essa história começa a se repetir em 2011.

Com outro alemão.

Sebastian Vettel venceu mais uma vez.

E de ponta a ponta.

Assim como na Austrália, ele foi o primeiro no GP da Malásia sem ser ameaçado em nenhum momento.

Chegou a 12 vitórias na Fórmula 1, ultrapassou Felipe Massa, Rubens Barrichello e Jaques Villeneuve em número de vitórias e se tornou o 21º da história.

Números que, obviamente, irão subir...

Jenson Button chegou em segundo e Nick Heidfeld levou a Lotus Renault ao pódio, em terceiro.

Menção honrosa para Kamui Kobayashi...

Assim que as luzes vermelhas se apagaram, Vettel pulou na frente e Mark Webber se perdeu, caindo para 9º.

Em parte, pela falta do kers, em parte pelo próprio piloto.

Nick Heidfeld pulou para o segundo lugar.

Kobayashi começou a aparecer quando brigou com Webber pela nona colocação.

O australiano, logo depois, abriu a série de primeiros pits, pois os pneus macios, por mais que deixassem os carros com desempenho melhor, estavam se desgastando demais no asfalto quente de Sepang.

Tanto que Lewis Hamilton, Vettel e Fernando Alonso foram entrando na sequência.

As posições começaram a ser alteradas nos boxes.

Alonso andou em segundo, Hamilton também.

E Vettel ia fazendo a corrida dele, em primeiro.

Na volta 22, Felipe Massa ultrapassou Mark Webber com certa facilidade, o que mostrou que a vida do australiano não estava fácil.

Na volta 25, enquanto Rubens Barrichello abandonava (com problemas hidráulicos...), Vettel abriu a segunda série de pits, seguido por Alonso, Massa e Hamilton.

Pneus macios mais uma vez.

E sempre desgastados.

Nem a chuva leve que chegou a Sepang (sempre chega) mudou alguma coisa.

Além de não cair muita água, o asfalto estava quente demais.

Na volta 41, Vettel abriu a terceira e última série de pits.

Pneus duros, enfim.

A corrida estava chata, monótona, sem ação...isso até a volta 46, quando Hamilton e Alonso brigavam pela 5ª colocação.

A picuinha que vem desde 2007 falou alto.

O espanhol embutiu tanto na traseira da McLaren que deu um toquinho de leve.

Suficiente para levar parte do bico da Ferrari e para tirar Alonso da briga.

Hamilton entraria nos boxes mais uma vez, para outra troca de pneus.

Na volta 50, foi a vez de Webber passar Massa para chegar a um honroso 4º lugar, com mais dificuldade.

Sem kers e com asa traseira.

E na 52, Nick Heidfeld se garantiu no pódio ao ultrapassar Hamilton.

Lá na frente, Vettel recebeu a bandeirada fazendo zigue-zague com a Red Bull.

Dizendo que este ano é dele.

E afastando o interesse dos que não ligam muito para o assunto.

A corrida

1º Sebastian Vettel (Red Bull) 1h37min39s832

2º Jenson Button (McLaren) a 3.2s

3º Nick Heidfeld (Lotus Renault) a 25s

4º Mark Webber (Red Bull) a 26.3s

5º Felipe Massa (Ferrari) a 36.9s

6º Fernando Alonso (Ferrari) a 37.2s

7º Lewis Hamilton (McLaren) a 49.9s

8º Kamui Kobayashi (Sauber) a 1min06s004

9º Michael Schumacher (Mercedes) a 1min24s896

10º Paul di Resta (Force India) 1min31s563

11º Adrian Sutil (Force India) 1min41s379

12º Nico Rosberg (Mercedes) a 1 volta

13º Sebastien Buemi (Toro Rosso) a 1 volta

14º Jaime Alguersuari (Toro Rosso) a 1 volta

15º Heikki Kovalainen (Lotus) a 1 volta

16º Timo Glock (Marussia) a 2 voltas

Não compeltaram

Vitaly Petrov (Lotus Renault)

Vitantonio Liuzzi (Hispania)

Jerome D'Ambrosio (Marussia)

Jarno Trulli (Lotus) Sergio Perez (Sauber)

Rubens Barrichello (Williams)

Narain Karthkeyan (Hispania)

Pastor Maldonado (Williams)

O campeonato

1º Sebastian Vettel - 50 pontos

2º Jenson Button - 26 pontos

3º Lewis Hamilton - 24 pontos

4º Mark Webber - 22 pontos

5º Fernando Alonso - 20 pontos

6º Felipe Massa - 16 pontos

7º Vitaly Petrov Nick Heidfeld - 15 pontos

8º Sebastien Buemi Kamui Kobayashi - 4 pontos

9º Paul di Resta Adrian Sutil Michael Schumacher - 2 pontos

Construtores

1º Red Bull - 72 pontos

2º McLaren - 50 pontos

3º Ferrari - 35 pontos

4º Lotus Renault - 30 pontos

5º Sauber Toro Rosso Force India - 4 pontos

6º Mercedes - 2 pontos

sábado, 9 de abril de 2011

Sepang - o grid

Quem ficou escondido, sem aparecer muito, sem se colocar como favorito, apareceu.

Sebastian Vettel sai na frente no GP da Malásia.

Com Lewis Hamilton em segundo e Mark Webber em terceiro.

Percebeu alguma coisa?

O rei da sexta-feira malaia larga em terceiro.

E o inglês de uma McLaren que se dizia menor em 2011, mas que mostrou força na Austrália, vai ameaçar o alemão na curva 1.

Vettel cravou 1min34s870 nos minutos finais do Q3.

Hamilton marcou 1min34s974 e Webber cravou 1min35s179.

Felipe Massa larga em 7º e Rubens Barrichello em 15º.

E teremos todos os carros na pista, nada de 107%.

A bizarrice número 1 da temporada veio com Jaime Alguersuari, ainda no Q1.

A carenagem da Toro Rosso soltou na entrada da reta oposta e foi parar no meio da pista.

Paralisação do treino, retorno do espanhol aos boxes, ninguém ferido e bola pra frente.

Por incrível que pareça, Massa foi o melhor no Q1, com 1min36s744.

Hamilton foi o segundo e Fernando Alonso o terceiro.

As Hispania, desta vez, entraram no grid. Vitantonio Liuzzi e Narain Karthkeyan conseguiram andar abaixo dos 107%.

Hamilton resolveu aparecer no Q2, ao cravar a volta mais rápida: 1min35s852.

Foi o primeiro a andar em 1min35s.

No Q3, só ele e Vettel andaram na casa de 1min34s.

Um detalhe: se não chover (e a possibilidade de chuva é grande), quem sair com pneus macios vai se dar melhor.

Isso ficou claro quando as Red Bull foram de compostos duros e andaram lá atrás.

Quando resolveram mudar, deu no que deu.

Vettel na pole é uma coisa. Passeio do alemão é outra. E ele não passeou. Nem usou o kers...

Segue o grid. Qualquer alteração referente a troca de câmbio, irregularidades ou qualquer outra coisa parecida, na próxima postagem. Preciso acertar umas cosinhas por aí...

1º Sebastian Vettel (Red Bull) 1min34s870

2º Lewis Hamilton (McLaren) 1min34s974

3º Mark Webber (Red Bull) 1min35s179

4º Jenson Button (McLaren) 1min35s200

5º Fernando Alonso (Ferrari) 1min35s802

6º Nick Heidfeld (Lotus-Renault) 1min36s124

7º Felipe Massa (Ferrari) 1min36s251

8º Vitaly Petrov (Lotus-Renault) 1min36s324

9º Nico Rosberg (Mercedes) 1min36s809

10º Kamui Kobayashi (Sauber) 1min36s820

11º Michael Schumacher (Mercedes) 1min37s035

12º Sebastien Buemi (Toro Rosso) 1min37s160

13º Jaime Alguersuari (Toro Rosso) 1min37s347

14º Paul di Resta (Force India) 1min37s370

15º Rubens Barrichello (Williams) 1min37s496

16º Sergio Perez (Sauber) 1min37s528

17º Adrian Sutil (Force India) 1min37s593

18º Pastor Maldonado (Williams) 1min38s276

19º Heikki Kovalainen (Lotus) 1min38s645

20º Jarno Trulli (Lotus) 1min38s791

21º Timo Glock (Marussia) 1min40s648

22º Jerome D'Ambrosio (Marussia) 1min41s001

23º Vitantonio Liuzzi (Hispania) 1min41s549

24º Narain Karthkeyan (Hispania) 1min42s574

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Sepang - sexta-feira

Deu Mark Webber duas vezes na sexta-feira em Sepang.

Só deu Mark Webber na sexta-feira em Sepang.

Só dá Red Bull na Fórmula 1

O australiano mandou 1min37s651 pela manhã (seguido por Lewis Hamilton e Michael Schumacher) e 1min36s876 à tarde.

Estabeleceu o tempo quando faltavam 40 minutos para o fim.

Não foi sequer ameaçado.

À tarde, Jenson Button ficou em segundo e Lewis Hamilton em terceiro.

No P2, a temperattura na pista chegou aos 49ºC.

E a briga era decidir ir para a pista com pneus macios ou duros.

Por incrível que pareça, andou na frente quem optou pelos macios.

Pela manhã, a Lotus Renault de Vitaly Petrov perdeu a suspensão dianteira direita.

No início, a suspeta recaiu sobre os pneus, mas não foi o caso.

A previsão do tempo indica chuva para o fim de semana.

E havia algumas nuvens ameçadoras sobre Sepang.

Se chover, esquece, muda tudo.

Se não, a maioria vai largar com os pneus maios.

E será um espetáculo de pit stops.

É evidente que Sebastian Vettel vai melhorar no sábado.

Mas, por enquanto, até que o grid ficou interessante.

Jerome D'Ambrosio não foi para a pista à tarde.

Por que?

Sei lá...

1º Mark Webber (Red Bull) 1min36s876

2º Jenson Button (McLaren)1min36s881

3º Lewis Hamilton (McLaren) 1min37s010

4º Sebastian Vettel (Red Bull) 1min37s090

5º Michael Schumacher (Mercedes) 1min38s088

6º Felipe Massa (Ferrari) 1min38s089

7º Nico Rosberg (Mercedes) 1min38s565

8º Nick Heidfeld (Lotus Renault) 1min38s570

9º Fernando Alonso (Ferrari) 1min38s583

10º Jaime Alguersuari (Toro Rosso) 1min38s846

11º Pastor Maldonado (Williams) 1min38s968

12º Rubens Barrichello (Williams) 1min39s987

13º Vitaly Petrov (Lotus Renault) 1min39s267

14º Kamui Kobayashi (Sauber) 1min39s398

15º Sergio Perez (Sauber) 1min39s603

16º Paul Di Resta (Force India) 1min39s625

17º Adrian Sutil (Force India) 1min39s809

18º Sebastien Buemi (Toro Rosso) 1min40s115

19º Timo Glock (Marussia) 1min40s866

20º Jarno Trulli (Lotus) 1min41s890

21º Narain Karthkeyan (Hispania) 1min43s197

22º Vitantonio Liuzzi (Hispania) 1min43s991

23º Heikki Kovalainen (Lotus) 1min44s866

quarta-feira, 6 de abril de 2011

No Galo é diferente

O Atlético-MG dispensou Ricardinho e Zé Luís. Não é coincidência de nomes: Ricardinho é o mesmo que defendeu Corinthians, São Paulo e Santos, enquanto Zé Luís é aquele que esteve no São Paulo recentemente.

De acordo com a diretoria do Galo, a decisão foi tomada no sentido de preservar a hierarquia no clube e manter o comando do treinador.

O técnico do time é Dorival Júnior.

Ricardinho e Zé Luís não eram ídolos no clube e dificilmente a diretoria sofrerá pressão da torcida por segurar o treinador e dar respaldo a ele, ao invés de ficar do lado do jogador.

Mas viram como não é tão difícil?

terça-feira, 5 de abril de 2011

Sepang


Sepang, Kuala Lampur (Malásia)

56 voltas

5.543 metros em cada volta

310,408 metros no total

15 curvas

Recorde da pista: Juan Pablo Montoya (Williams): 1min34s223, estabelecido em 2004

Em 2010: 1º Sebastian Vettel (Red Bull); 2º Mark Webber (Red Bull); 3º Nico Rosberg (Mercedes)

Programação (horário de Brasília)

Treino Livre 1: Quinta-feira, 23 horas

Treino Livre 2: Sexta-feira, 3 horas

Treino Livre 3: Sábado, 2 horas

Qualifying: Sábado. 5 horas

Corrida: Domingo, 5 horas

Roteiro em fase de finalização

Mais que um treinador de ponta, Muricy Ramalho é o fator que manterá o Santos respirando por aparelhos na área política.

Tornar-se-á o principal argumento para evitar a fúria popular se duas tragédias iminentes se confirmarem.

A eliminação precoce na Libertadores e a perda de Paulo Henrique Ganso.

Ainda mais se o jogador vestir a camisa do Corinthians num futuro próximo.

Em um ano de eleições, seriam os dois argumentos básicos que a oposição precisaria para abrir a campanha.

E seria muito mais fácil ao associado considerar essas duas questões do que levar em conta o primeiro semestre de 2010.

Memória recente é a mais forte. Sempre.

Por mais que o imbróglio com Ganso tenha origem na administração que hoje faz oposição, caberia à atual situação saber administrar.

Esse é o argumento.

Se o jogador for embora, terá ido na atual administração, não na anterior, que abriu o caminho para toda essa celeuma.

E a má condução do caso, junto com uma possível saída da Libertadores antes do esperado, podem provocar o óbito político do atual comando.

É aí que Muricy entra.

Com quatro títulos conquistados nas últimas cinco edições do Campeonato Brasileiro, o treinador daria uma esperança de que o segundo semestre vai andar como o torcedor quer e imagina.

Se vence o Brasileirão, acabou, porque as eleições acontecem no fim do ano.

Se perde, ainda cabe o argumento do "nós tentamos", o mesmo usado no final de 2001 e que reelegeu a gestão anterior.

Os 90 minutos diante do Colo Colo dirão muita coisa.

Darão um pequeno parâmetro de como serão os próximos meses.

Ganso e Muricy se responsabilizam pela finalização do script.

E o associado irá aplaudir ou vaiar no final do ano.

Antes disso, haverá grandes incêndios nesse teatro...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sem resposta

"Mas como você consegue gostar de um esporte tão perigoso quanto o automobilismo?"

Pergunta que ouço há algum tempo.

E para a qual até hoje não encontrei a resposta.

Ainda mais sabendo que, por vezes, quem faz essa pergunta está coberto de razão.

Gustavo Sondermann.

29 anos.

Mais um para as estatísticas.

Mais um nome na história.

Falta de sensibilidade do blogueiro?

Não.

Talvez de quem deveria zelar pela segurança no automobilismo...


Fala com a minha mão

Tenho evitado entrar em certos assuntos.

Até para evitar estresses desnecessários.

Futebol é paixão, é amor.

E o amor, com muita sorte, é apenas cego.

Normalmente, é cego, surdo e, acima de tudo, burro.

Mas, diante de alguns fatos, não dá para calar.

Paulo Henrique Ganso jamais deveria ter exposto o Santos publicamente.

Mas o fez, foi lá e cobrou o clube, disse que não era valorizado e blá, blá, blá...

Porém, entre os que o chamaram de mercenário, muitos estavam ficando de joelhos diante dele até outro dia.

Naturalmente, os mesmos que foram gritar o nome de Robinho quando o atacante voltou ao clube o qual ele mesmo havia chutado cinco anos antes.

Ganso se precipitou anteriormente, mas neste caso tem que fingir que é surdo.

Torcedor é isso mesmo.

Há os ponderados e inteligentes.

Mas há os fanáticos.

E há os que defendem interesses.

De quem?

Sei lá...


*Em tempo: nada disso teria acontecido com uma vitória santista no clássico...