sábado, 28 de maio de 2011

Mônaco - Sergio Perez e o grid

Sergio Perez perdeu o controle da Sauber na saída do túnel.
Subiu na zebra e bateu no guard-rail.
E foi se chocar forte nos pneus da chicane.
Não saiu do carro. Não se mexeu.
Foi retirado de ambulância.
Disse o empresário dele que saiu consciente.
Mas que foi feio, foi.
O piloto não sair do carro preocupa. Não se mexer, preocupa mais ainda.
Parece e apenas parece que não tem nada mais sério.
É o que se espera.
E é o que se sabe até agora, 11 horas de Brasília.
O treino? O grid?
O pancão do Perez quebou totalmente o clima.
Mas vamos lá, porque há um grid formado.
Com Sebastian Vettel na pole, 1min13s556, Jenson Button em segundo, 1min13s997 e Mark Webber em terceiro, 1min14s019.
O caso é que Vettel muda a direção dos holofotes no momento em que realmente precisa.
Fernando Alonso tinha sido o mais rápido na quinta-feira e também na manhã de sábado (quando, por sinal, Nico Rosberg bateu de modo muito parecido com Perez). No Q1 de sábado as McLaren dominavam, com Lewis Hamilton em primeiro e Button em segundo. Vettel começou a aparecer no Q2, ao ficar em segundo lugar, ainda atrás de Hamilton.
Não se sabe porque cargas d'água o inglês demororou demais para trocar os pneus e entrar no Q3 com alguma possibilidade. Até aí, Vettel já tinha estabelecido o tempo da pole e era o primeiro a andar em 1min13s.
Quando o inglês achou que iria para a pista, bandeira vermelha em virtude do acidente com Perez.
Faltavam 2min26s para o fim do treino quando a pista foi liberada novamente.
E Hamilton não conseguiu ir além do sétimo lugar.
Alonso vai largar em 4º lugar, Felipe Massa em 6º e Rubens Barric hello em 12º.
E assim está formado o grid para o GP de Mônaco.
Compromissos me impedem de acompanhar melhor o estado de Perez.
Vou me informando e volto em outra hora para a gente debater.
Por enquanto, é o que temos.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Mônaco - quinta (sexta)-feira

Fernando Alonso foi o mais rápido nos treinos livres em Mônaco.
Sim, quinta-feira. Sexta é dia de papagaiadas em geral e não há treinos.
Portanto, agora só no sábado.
O espanhol mandou 1min15s123.
Lewis Hamilton foi o segundo, com 1min15s228 e Nico Rosberg o terceiro, 1min15s321.
Sebastian Vettel ficou em quinto, Felipe Massa em sexto, Mark Webber em oitavo e Rubens Barrichello em 13º.
É evidente que a Red Bull sabe crescer na hora certa, portanto, esperemos por uma "reviravolta" que fatalmente acontecerá no sábado.
Até porque Mônaco não permite erros e é muito pouco provável que Vettel vá errar no qualifying.
Na quinta, o treino foi muito, muito burocrático.
E muita gente adotou os pneus macios.
Não houve tanto desgaste, mesmo com a pista quente.
Só um ou outro errinho na entrada da Saint-Devote e nada mais.
No sábado, o grid estará definido.

Para entender

Libertadores funciona mais ou menos assim:
1 a 0 é pouco?
É.
É o fim do mundo?
Não.
Por vezes, é o suficiente.
Afinal, poucos, ao longo da história, ganharam a competição promovendo espetáculos.
Normalmente, os campeões jogam pelos resultados...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Tá tudo certo...

Clarence Seedorf renovou o contrato com o Milan e deu bau bau para o Corinthians.
Quem bancou a informação ficou com cara de...tacho...vamos resumir assim...
Digamos que foi mais um dos enormes balões de ensaio da gestão Andrés.
Assim como tantos outros...
O de que o Corinthians tinha um projeto para ser campeão da Libertadores, com preços de ingressos estabelecidos (e caros), dois times (um para o Paulistão e outro para a Libertadores), grandes nomes etc etc etc.
Isso desde 2010.
Quando chegaram Roberto Carlos, Iarley, Danilo e Tcheco.
O Flamengo agilizou as saídas de Iarley e Tcheco.
O Deportes Tolima abriu as portas para Roberto Carlos e foi a gota d'água para Ronaldo.
O Corinthians ficou três meses jogando só o Campeonato Paulista.
E não foi campeão.
E não jogou para ser campeão.
E o torcedor do Corinthians não abre os olhos.
É capaz de xingar o autor deste texto e não cobrar quem realmente deve ser cobrado.
Enfim...
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Lembram do pacotão do São Paulo de 2010?
Só ficou o Carlinhos Paraíba.
Marcelinho Paraíba, Léo Lima, André Luiz, Cléber Santana, Carleto...não ficou ninguém...
Ah, depois chegou o Fernandão...e já foi...
Mas o São Paulo é o que melhor contrata, não é mesmo?
Tem agora um presidente que lutou para se manter no poder.
Assim, como Alberto Dualib, Mustafá Contursi, Marcelo Teixeira, Eurico Miranda...
Desses quatro clubes, três foram rebaixados e um balançou bastante.
Em 2008, o traseiro do Gustavo Nery livrou o Santos da Série B...
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Todos iguais, mas uns mais iguais que os outros...

Caminhão...

Curva Saint-Devote; a primeira do Grande Prêmio de Mônaco.
E um caminhão pegou fogo na noite de terça-feira.
Danificou o asfalto, que naturalmente já não é essas coisas.
Porque Mônaco não é um autódromo.
Estão tentando recuperar, mas na quinta já têm treinos livres.
Vamos ver até quando os pneus irão resistir.
De qualquer forma, não é exclusividade do Porto de Santos, da Via Anchieta, do Rodoanel ou das marginais Tietê e Pinheiros.
Caminhão é igual elefante, que onde pisa f... tudo...

terça-feira, 24 de maio de 2011

Monte Carlo

Mônaco
Circuito de Monte Carlo
78 voltas
3.340 metros em cada volta.
Recorde da pista: 1min14s439, estabelecido por Michael Schumacher em 2004
Em 2010: 1º Mark Webber (Red Bull), 2º Sebastian Vettel (Red Bull), 3º Robert Kubica (Renault).
Programação (horário de Brasília):
Quinta-feira, 5 horas: Pratice 1
Quinta-feira, 9 horas: Pratice 2
Sábado, 6 horas: Partice 3
Sábado, 9 horas: Qualifyng
Domingo, 9 horas: Corrida
Curiosidades
São muitas, fatalmente algumas serão deixadas de lado, mas vamos às que forem lembradas:
- Treinos livres na quinta mesmo, não são na sexta. Em Mônaco, a sexta-feira é dedicada aos eventos organizados por e para pessoas que nada têm a ver com a Fórmula 1 (a popular papagaiada).
- O circuito está na Fórmula 1 desde 1955.
- Quase sem pontos de ultrapassagem, o circuito define seus vencedores nos treinos. Levar a pole é ter meio caminho percorrido. Vai exigir toda a carga aerodinâmica.
- Mônaco consagrou Ayrton Senna. Foram seis vitórias, uma quase vitória em 1984, quase ultrapassando a McLaren de Alain Prost com uma horrorosa Toleman, debaixo de um temporal e um erro ridículo (no dia 15 de maio de 1988, ao bater na entrada do túnel, sozinho).
- Às vezes, Mônaco consagra figuras pouco comuns. E, 1982, Ricardo Paretese venceu. Em 1996, foi a vez de Olivier Panis.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Depois de Barcelona

Sebastian Vettel será bicampeão do mundo com extrema facilidade.
Desde que nenhuma circunstância excepcional o atrapalhe.
E será bicampeão por antecipação não só por ser um piloto excelente ou por ter em mãos o melhor carro do grid.
O título antecipado virá também pelo trabalho da equipe e em equipe.
Vettel não largou na pole e, até onde se sabe, Mark Webber perdeu a primeira colocação por alguma bobagem cometida na hora da largada. Jamais para ceder a posição ao compenheiro de Red Bull.
Até porque seria um tremendo tiro no pé, pois Fernando Alonso assumiu a ponta.
Vettel venceu em Barcelona a partir de uma estratégia que depende de um carro espetacular e de um pouco de inteligência e ousadia do time nos boxes.
Antecipar o pit stop em uma volta, voar na pista quando os concorrentes diretos estiverem nos boxes e passar na reta principal antes que eles retornem.
Muitas das 91 vitórias de Michael Schumacher foram conquistadas com uma estratégia parecida.
Sim, um alemão que voava lá na frente e provocava a perda do interesse pelo esporte para muita gente.
Então Vettel voou no segundo setor e cruzou na frente na volta 18.
Na volta 19, na volta 20, na volta 21...na 66 também...
Ah, sim, aí a corrida estava encerrada...

*Menção honrosa para Felipe Massa. Não sei o que está acontecendo com o brasileiro. Nem de longe lembra o piloto que bateu na trave do título em 2008.
Não vou afirmar que há relação com o acidente na Hungria em 2009 porque não tenho em mãos dados científicos que comprovem esta afirmação.
Mas que há fatos estranhos, há.
Questões internas? Pode ser.
Só ele poderá revelar.
De qualquer forma, a corrida do brasileiro foi triste. Depois de ser ultrapassado por Sergio Perez e Nick Heidfeld, que largou em último, teve um problema no câmbio que o tirou da pista.
Estranho...
Seria um "câmbio, desligo"?

*A FIA vai rever a questão do uso da asa traseira móvel em Mônaco.
A ideia era liberar o uso da asa na área do túnel.
O problema: sai do túnel, vem aquele clarão nos olhos e uma chicane fechadíssima na sequência.
Você já deve imaginar o que vai acontecer...
Melhor não liberar mesmo...
Rubens Barrichello, como representante dos pilotos, já pediu...

* 23 de março é aniversário de Rubens Barrichello.
Completa 39 anos.
Dizem que é também o Dia Mundial da Tartaruga.
Muita gente aproveitou a coincidência.
Eu prefiro enaltecer o talento do cara.
Mesmo depois de uma série de coisas que ele fez nesses 18 anos de Fórmula 1, das quais eu discordei e ainda discordo.
Mas respeitar o talento é o mínimo...

domingo, 22 de maio de 2011

Vettel, no braço e na estratégia

Para muita gente, a temporada de 2011 da Fórmula 1 está sem graça, pois o quadro é Sebastian Vettel contra o resto.
Mas o alemão faz por onde.
A notícia direta "Vettel vence em Barcelona", assim, seca, pura e simples, encerra o interesse pelo texto.
Mas seria interessante ler.
Porque o alemãozinho não saiu na pole, porque foi superado na largada, porque contou com o próprio talento e com uma estratégia acertada da Red Bull.
O fim foi o mesmo, com meios diferentes...
Mark Webber saiu na pole. Pois é, não houve pitacos no sábado, mas foi o que aconteceu (um dia eu conto os motivos dessa ligeira ausência). Vettel era o segundo, Lewis Hamilton largou em terceiro e Fernando Alonso em quarto.
Em casa, o espanhol fez o inesperado: se mandou para a frente (até aí, normal) e conseguiu. Webber largou mal, Hamilton tirou o pé e sobrou para Alonso e Vettel atacarem.
Melhor para o espanhol, que catou a liderança.
Isso até começar o show de pit stops: com 33º na pista e todo mundo com pneus macios, o desgaste (leia-se farofa) foi imenso. Tanto que Vettel fez a primeira parada na 9ª volta. Na virada seguinte, entraram Alonso e Webber. Hamilton entrou na sequência e voltou à frente de Webber.
E sabe o que aconteceu nove voltas depois?
Mais pits.
Vettel na 18, Alonso e Webber na 19.
E Vettel venceu aí. Voou no segundo setor e deixou todo mundo para trás. Hamilton só foi entrar na volta 24, para voltar em segundo.
Na volta 29, Alonso e Webber foram mais uma vez juntos para os boxes. Saíram com os carros side by side e Alonso se deu melhor.
Na volta 34, Vettel entrou novamente e Lewis Hamilton na 35.
Logo depois, Jenson Button passou Webber para se garantir no pódio.
As últimas paradas foram de Alonso na volta 41, Vettel na 48 e Hamilton na 49.
Com pneus duros e mais resistentes.
Aliás, a McLaren vinha mais resistente.
Tanto que Hamilton colou em Vettel. Tentou por três voltas a ultrapassagem, usando asa móvel e kers. Não deu em nada.
Lá atrás, muito atrás, Felipe Massa foi levando ultrapassagens em série. Até de Sergio Perez e Nick Heidfeld. Estranhamente, ele parou na brita logo depois. Disse que foi o câmbio.
Para mim, foi um "Câmbio, desligo".
Vettel cruzou em primeiro, segiuido por Hamilton e Button.
Está com 118 pontos, contra 74 de Hamilton.
Vamos iniciar as apostas.
Em qual etapa a Fórmula 1 terá o campeão de 2011??

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Barcelona - sexta-feira

Mark Webber no almoço, Mark Webber no jantar.
Mark Webber, barba e cabelo.
Enfim, Mark Webber nos dois treinos livres para o GP da Espanha.
Só deu o australiano no Circuito da Catalunha.
Pela manhã, 1min25s142.
À tarde, foi uma festa: 1min22s470.
Lewis Hamilton foi o segundo, com 1min22s509 e Sebastian Vettel o terceiro, 1min22s826.
O P2 foi chatinho, chatinho...
Fernando Alonso, de contrato renovado com a Ferrari até 2016 (falo sobre isso em outra oportunidade), chegou a andar na frente. Logo depois, foi a vez de Hamilton. Faltando cerca de 1 hora para o fim da atividade, Mark Webber cravou o melhor tempo.
Todo mundo foi de pneus macios e provavelmente manterão essa tendência nos treinos, porque a previsão do tempo indica sol em Barcelona no fim de semana.
Deu Red Bull.
Felipe Massa foi o 8º e Rubens Barrichello o 14º.
Deu Red Bull.
Mas ainda pode dar Vettel na hora H.
Só para variar um pouco...
Não garanto pitacos sobre o treino de sábado.
Questões particulares e projetos estão no roteiro.
Da corrida, falarei, certeza...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Pneu, 17 anos depois

Foi na terça-feira, mas só deu para repercutir agora.
Adrian Newey, projetista da Williams em 1994, disse ao "Guardian" que um furo no pneu traseiro direito do carro de Ayrton Senna pode ter sido a causa da tagédia do GP de San Marino em 1994.
Até hoje, tudo apontou para a coluna de direção. Newey admite que havia problemas ali, mas disse que o comportamento do carro na hora do acidente não se enquadrava a esse tipo de falha.
“A verdade é que ninguém jamais saberá exatamente o que aconteceu. Não existe dúvida que a coluna da direção falhou e a grande questão é se quebrou no acidente ou se causou o acidente. Existiam fissuras de fadiga e teria quebrado em algum momento. Não existe dúvida que o projeto foi ruim. No entanto, todas as evidências apontam que o carro não saiu da pista devido a uma quebra da coluna”.
Ele disse ainda que, pelos dados da telemetria, Senna teria sentido e tentado corrigir uma provável saída de traseira do seu Williams. “Se você olhar as tomadas das câmeras, especialmente do carro de Michael Schumacher, o carro não saiu de frente. Ele saiu de traseira, o que não condiz com uma quebra da coluna. A questão é por que a traseira saiu? O carro bateu no chão mais forte do que o normal na segunda volta, pois a pressão do pneu já deveria ter subido, o que faz você pensar que o pneu traseiro direito provavelmente furou devido a algum detrito na pista”.
Os dados da telemetria mostraram que Ayrton, em 13 décimos de segundo, ou seja, no exato instante em que a Williams ficou sem controle, vinha a 307 km/h, aliviou o acelerador, tentou corrigir o volante, encostou na embreagem, voltou a tocar o acelerador e freou bruscamente.
Bateu a 216 km/h.
Newey disse bem: ninguém jamais saberá o que realmente aconteceu.
Até porque as evidências foram apagadas no tempo devido.
E ele iria querer tirar o dele da reta, é lógico.
Em 2009, o mestre Cláudio Carsughi disse a este jornalista que houve uma sucessão de erros.
A começar por Ayrton, que, na ânsia de vencer e vencer, mandou a Williams mexer na coluna de direção em menos de uma semana, sem tempo hábil para testes.
O segundo, da equipe, que não o convenceu a esperar o período pós-Ímola, quando haveria um tempinho de folga e o trabalho poderia ter sido feito na sede do time.
"Foi um servicinho", resumiu o mestre, que não tem dúvidas em afirmar que o brasileiro morreu na pista.
Enfim...vê aí a imagem a partir da Benetton de Michael Schumacher.
Eu ainda acho que foi a coluna de direção...