sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Pressão

Quase duas semanas depois, a Itália ainda não engoliu o desfecho da temporada 2010 da Fórmula 1.
E cobra mudanças.
Eu disse a Itália, não a Ferrari.
De acordo com a Autosprint,o australiano Chris Dyer, atualmente engenheiro-chefe e responsável pela estratégia do time de Maranello, vai rodar.
Luca di Montezemolo nega. Diz que só "a máquina" vai mudar para 2011.
A Ferrari parece ter aceitado a derrota, mesmo estando com o título praticamente ganho.
A Itália não aceitou.
E sabemos qual é a influência que o país exerce sobre a equipe.
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Vitaly Petrov teve sua página no Facebook invadida por fãs de Fernando Alonso.
Reclamaram e chegaram a fazer ameaças.
Parece brincadeira.
Pena que não é...

Pérola de Lata

Você pode até considerar a Desciclopédia um site humorístico.
Mas muitas verdades são ditas ali.
Sobretudo no artigo sobre a cidade de Guarujá.
Uma das mais completas e verdadeiras frases refere-se à política local.
"Democracia em Guarujá é bala na cabeça".
Mais um caso acontece.
O vereador Luís Carlos Romazzini foi assassinado em casa.
Por isso a cidade deixou de ser Pérola há anos.
Enchentes, péssimas condições de saúde e educação.
E os governos, sejam de direita ou esquerda, nada fazem.
Porque são tortos.
Porque a política local prefere defender os próprios intere$$e$.
Mas o que isso importa?
Os turistas chegarão em breve, achando tudo lindo e maravilhoso.
Ah, se conhecessem a verdade...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Voltou e falou

Lucas Di Grassi está de volta ao Brasil.
E participou do Pit Stop, programa exibido pela TV Uol.
Disse coisas interessantes.
Não sabe se corre no ano que vem, porque a Virgin ainda quer piloto que chegue com patrocínio e ele não sabe se é o caso dele.
E há propostas de equipes maiores para o cargo de piloto reserva, o que não seria ruim, pelo que ele deu a entender.
Disse mais:
É difícil conseguir patrocínio tendo um "inimigo" como Bruno Senna.
A gente explica.
Bruno vive a mesma situação de Lucas: ou arruma patrocínio ou arruma outro emprego.
Ou seja, são concorrentes.
Lucas não disse, nem quis dizer, mas eu digo, porque vejo a coisa assim.
Na hora de buscar um patrocinador, Lucas é um Di Grassi e Bruno é um Senna...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Para refletir

A semana começou com a Fórmula 1 em busca de novidades e o futebol com milhares de assuntos debatidos 50 milhões de vezes.
Considerando que ando numa semana meio complicada, com tempo curto e que não tenho o menor interesse em debater neste espaço assuntos como os candidatos ao título brasileiro, se o São Paulo entregou o jogo, se está havendo mala branca etc etc, vou mandar uma ligeira reflexão para iniciarmos a semana.
Na última sexta-feira, um comerciante de Santos inaugurou uma estátua em homenagem a Pelé, em virtude dos 41 anos do milésimo gol.
O cara é um fanático. Tudo na padaria dele tem referências ao Santos. Em 2004, enquanto este que vos escreve passava pelo local logo após a conquista do título brasileiro, os caras estavam fazendo churrasco no meio da Av. Epitácio Pessoa. Para conseguir passar, tive de meter a mão na buzina do carro e gritar "SANTOS!!".
Mas isso não vem ao caso. O fato é que estavam lá na cerimônia de inauguração e eis quem surge...
Sua Majestade!
Desceu de um carro comum e foi para os braços do povo sem seguranças.
Eu disse sem seguranças.
E inaugurou o monumento pessoalmente
Na mesma semana, eu havia feito um contato com Eder Jofre.
Ao identificar-me, o campeão mundial de boxe passou a me tratar da mesma forma que a um repórter da CNN ou do Washington Post.
Fica a reflexão.
Pelé vai para os braços do povo sem seguranças.
Eder Jofre atende a Imprensa de modo igual.
Enquanto isso...
...vocês já imaginam o que eu ia dizer...

sábado, 20 de novembro de 2010

Mais lento, mas Alonso

Deu Fernando Alonso no segundo dia de testes com os pneus da Pirelli.
Mandou 1min40s529.
Três décimos a menos que Felipe Massa na sexta-feira.
Michael Schumacher foi o segundo e Sebastian Vettel o terceiro.
O quarto foi Rubens Barrichello.
Pastor Maldonado foi o penúltimo com a Hispania, mas ficou à frente da Virgin de Timo Glock.
Se a primeira impressão for mesmo a que fica, consideremos a Ferrari otimista.
Mas claro que falta muito.
E é evidente que Alonso continuará a ser a prioridade em Maranello.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Borracha nova

Felipe Massa deve ter menos problemas com aquecimento do que tinha nos tempos da Bridgestone.
Tempos que ele prefere esquecer.
Quem viu a mudança no semblante do piloto em Interlagos ao ouvir a pergunta sobre os pneus, entendeu.
Ele não aguentava mais.
E em Abu Dhabi, parece começar a mudar essa história.
Junto com a Pirelli.
O brasileiro foi o mais rápido no primeiro dia de testes.
Cravou 1min40s170.
Sebastian Vettel foi o segundo, com 1min40s500.
O terceiro foi um dos moleques da McLaren: Gary Paffet, com 1min40s874.
Rubens Barrichello andou lá atrás, mas a Williams priorizou os testes aerodinâmicos e trabalhou com limitador de velocidade.
Foi só o começo, mas com um pouco de paz ao brasileiro.
Tem mais, tem mais...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Tudo novo

Daniel Ricciardo, 21 anos, australiano, conhece?
Iremos conhecer.
Pegou a Red Bull com a qual Mark Webber venceu na Hungria e foi o mais rápido em Abu Dhabi.
Tempo de 1min38s102, 1s3mais rápido que a pole de Sebastian Vettel no sábado passado.
Em segundo ficou Jerome D'Ambrosio, belga, que está com a Renault. Em terceiro, o inglês Sam Bird, com a Mercedes.
O único brasileiro, Luiz Razia, foi 12º com a Virgin.
E assim foi o teste de novatos pós-temporada.
Ainda participaram o mexicano Sergio Perez, confirmado na Sauber para 2011 (6º colocado) e o venezuelano Pastor Maldonado, praticamente certo como companheiro de Rubens Barrichello na Williams. Ele ficou em 8º.
Entre sexta e sábado, os artistas da Fórmula 1 do presente estarão de volta ao circuito.
Serão os testes de pneus.
A Pirelli chegou, a Bridgestone deu adeus.
E uma cara de anos 80 vai surgir.
Não sei se em virtude da Pirelli ou dos testes de pneus.
Coisas que há muito tempo estavam fora da F-1.

A culpa

Uma derrota para a Argentina só é desagradável por uma questão de rivalidade.
As circunstâncias não foram as que tornam o resultado uma tragédia.
Um gol no final, marcado por um craque como Messi, sobre uma Seleção Brasileira em formação e que não jogou tão mal assim.
O que causa estranheza é o tratamento dedicado a Douglas.
Proporcionalmente, o Felipe Melo do amistoso.
"Douglas, vai tomar no c...", gritou Mano Menezes, ao ver que seu pupilo havia perdido a bola de maneira infantil e deu início à jogada do gol argentino.
O áudio captado foi claro.
E muita gente entrou na onda de crucificar o jogador do Grêmio.
Como se a culpa fosse dele.
Vamos aos fatos:
A convocação de Douglas é, no mínimo, obscura.
Isso para não dizer outra coisa.
Se a Seleção é lugar para grandes craques ou jogadores que vivem momentos espetaculares, não é lugar para Douglas.
Ele jamais se encaixou nesses quesitos.
Nunca foi craque e viveu uma boa fase no Corinthians, em 2008. E só.
Jamais foi jogador para compor elenco de Seleção Brasileira.
Portanto, o primeiro erro estava na convocação.
A qual não sei e sinceramente prefiro não saber em qual critério foi baseada.
E Douglas é um jogador que perde bolas com facilidade.
E depois não volta para tentar consertar.
No jogo entre Grêmio x Santos, na semifinal da Copa do Brasil deste ano, Rodrigo Mancha ficou marcado por perder duas bolas que originaram dois gols gremistas.
Nunca mais jogou na Vila Belmiro.
Porém, se você pegar o VT da partida, verá Mancha voltando em desespero para recuperar a bola perdida nas duas ocasiões.
Algo que você não verá em Douglas, responsável por perder a bola que originou o segundo gol santista no Olímpico, na mesma partida.
Ele perde a bola, o Grêmio tenta de tudo para recuperá-la e Douglas volta calmamente, como se não fosse com ele.
E não esqueçamos: Douglas está no Grêmio depois de naufragar no Oriente Médio.
O histórico já mostrava.
Só não viu quem não quis.
Ou quem não quis ver...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O dinheiro, sempre ele

Se você gosta do circuito de Albert Park, se acha Melbourne bonita, se curte o GP da Austrália, aproveite.
Pode ser que acabe depois de 2014.
E, por incrível que pareça, Bernie Ecclestone não tem nada a ver com isso.
Embora o problema seja dinheiro.
Explica-se: desde 1996, quando a prova passou para o Ibirapuera melhorado, a corrida é financiada pelos contribuintes locais.
Adivinha...
Os amigos do Crocodilo Dundee estão achando caro demais, mesmo gostando do negócio.
John Brumby, ministro de estado de Victoria (onde está Melbourne) diz que pra manter a corrida, há um custo de 50 milhões de dólares australianos (Uns R$ 100 milhões) e ela não poderia ser viável para além de 2014, quando acaba o contrato com a Formula One Management.
Gosto de Malbourne. Gosto do GP da Austrália.
Não queria que acabasse.
Mas sou um saudosista.
Gostava mesmo era de Adelaide...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Depois de Yas Marina

Não foi um título resumido ao talento, pois essa característica é muito mais acentuante em Fernando Alonso.
Também não foi um título resumido ao melhor carro, porque Mark Webber tem a mesma máquina e não venceu.
Foi o título de Sebastian Vettel e da Red Bull.
De Sebastian Vettel por pular de improvável e precipitado para o real.
E foi o título da Red Bull pela política do "vão para a pista e se espanquem; que vença o melhor".
Cheguei à conclusão de que esse discurso de "ética na Fórmula 1" e "as coisas devem ser decididas na pista" é uma mania tupiniquim, sem passaporte. A Red Bull foi criticada em várias instâncias pelo sistema que adotou. Sim, meus amigos, muita gente defendeu o jogo de equipe.
O que não entendi foi a firmeza para a defesa de uma ideia momentânea. Primeiro, a Red Bull deveria ter priorizado Vettel, então à frente de Webber no campeonato. Em Interlagos, formou-se uma fila dos que defendiam a prioridade ao australiano. Diziam que o pessoal das asinhas poderia entregar o título para a Ferrari.
Poderia sim, se arriscou sim, mas venceu. Fato.
Sobrou para Alonso reclamar de Vitaly Petrov. Sim, ele queria que o russo abrisse caminho em uma disputa de posições porque..."is...faster...than...you". Tá bom, Alonso, só que o carro da Renault é amarelo.
Definitivamente, Alonso era o dono dos carrinhos na infância. Ou era do jeito dele ou ele não brincava mais.
A Williams renovou com Barrichello. Mais uma daquelas verdades que são mentiras até que se tornem verdades. Coisas da Fórmula 1.
E para onde vamos agora? Sei lá, para casa, mas os assuntos não acabam. Tem muita especulação para virar verdade ainda.
E um novo campeão...