segunda-feira, 4 de junho de 2012

Uma data especial

Seria redundante dizer que o Toni Vasconcelos escreveu um belíssimo post no blog dele, mantido por A Tribuna Digital.
Assim sendo, o que chama a atenção é o tema do dia.
Vejam por aqui.

http://hotsites.atribuna.com.br/atribuna/f1/blogdaf1/

sábado, 26 de maio de 2012

E a TV vai a você

A Globo jamais transmitiu Fórmula 1.
A Globo deu atenção a uma categoria automobilística com predominância europeia e invadida por brasileirinhos defensores dos fracos e oprimidos durante duas décadas.
A Fórmula 1 jamais precisou do Brasil para sobreviver.
A Globo precisou e precisa dos brasileiros para a Fórmula 1 sobreviver no Brasil.
É a audiência. O que vale, o que importa. Só o que interessa. Deu? Continua. Não deu? Tira.
Nem tudo por culpa da Globo.
Porque a Globo não tem responsabilidade pelo fato de três brasileiros se destacarem em sequência. Não tem culpa se um começou a brilhar quando a luz do outro já não era a mesma, o que determinou espaços esclusivos para cada um deles.
Muito por culpa da Globo.
Porque a Globo criou a figura do herói nacional, do ser supremo, daquele que supera a tudo e a todos, dando lições de vida atrás de lições de vida. Do brasileiro que não desiste jamais. Do Davi que vive desafiando e por vezes vencendo os Golias ingleses, franceses, italianos e alemães. Jamais tratou os pilotos de Fórmula 1 brasileiros como...pilotos de Fórmula 1 brasileiros. Porque todos foram e são isso: pilotos de Fórmula 1 brasileiros.
Só que o mundo mudou, o Brasil mudou, a Fórmula 1 mudou, os pilotos brasileiros mudaram.
As potências europeias vivem em crise, a ditadura se fue junto com a inflação galopante no Brasil, em que pesem as desigualdades sociais, que permanecem, a Fórmula 1 viu figuras estranhas no pódio e o Brasil perdeu boa parte da genialidade no cockpit.
Houve quem assumisse a condição de herói nacional quando o último herói nacional saiu de cena ao vivo, em rede mundial. Os carros anteriores e os contratos posteriores não o permitiram tornar-se rei. Houve quem chegasse como quem não quer nada e esteve a uma curva de pegar a condição de herói nacional para si.
E a Fórmula 1 tupiniquim foi sobrevivendo.
Porque havia uns 3 ou 4 da comunidade "só vejo se tiver brasileiro na frente". E há uns 1.000 que gostam de automobilismo.
Só que os 1.000 permanecerão 1.000. Os 3 ou 4 viram milhões se tiverem os desejos atendidos.
E os brasileiros não andam mais na frente.
Não há heróis. Não há alegres manhãs e jovens tardes de domingo. Não se sai na rua na segunda-feira com o orgulho verde-amarelo no peito enquanto procura espaço em meio à multidão do transporte coletivo. Não se elege mais franceses e alemães como personas non gratas.
O que há são contratos a cumprir. Cobrados com rigor a cada cláusula. Custando milhares de euros em cada palavra. E sem proporcionar a menor possibilidade de descumprimento.
Não é o vôlei, que dá para encaixar na grade quando não tiver nada mais importante na manhã de sábado. Não é o Guga vencendo Roland Garros, que basta comprar os direitos para TV aberta e jamais transmitir, apenas para garantir que ninguém transmita e leve a audiência embora.
Com Tio Bernie é assim: assinou, pagou, transmite. Caso contrário...melhor nem saber...
Sem atrações, vamos trazer o telespectador para mais perto.
Não se abre mais a transmissão quando os motores estão ligados. Agora é com 20 minutos de antecedência. Mais um pouco e o fenômeno da Austrália se repetirá.
Será necessário explicar o que é volta de instalação.
Não se abre mais a transmissão do treino quando o cronômetro fica verde. Agora o narrador mostra a sua cara ao Brasil, as entrevistas no paddock têm imagem.
Deu-se um jeito.
Se o Brasil não brilha na Fórmula 1, a Fórmula 1 tenta brilhar no Brasil.
Seja pelos carros ou pelos contratos...

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Mônaco, quinta-feira

Foi sem graça. E não poderia ser diferente.
Mônaco, pelo simples fato de ser Mônaco, é aquela pista que oferece tudo e nada.
O nada está na pista, que nem pista é. O tudo está fora da pista.
Que nem pista é.
Aí você junta um circuito estreito, de baixa velocidade e joga um pouco de água da chuva nele.
Pronto, está aí um treino de quinta-feira
Ah, sim, também tem isso. A sexta-feira de Mônaco acontece na quinta, porque sexta é dia de papagaiadas e afins.
Em outras palavras: endinheirados tietando a pilotaiada.
Enquanto houve um pouco de pista seca, Jenson Button foi o mais rápido, com 1min15s746. O segundo foi Romain Grosjean, com 1min16s138. Em terceiro ficou um tal de Felipe, um que é criticado veementemente por ter nascido.
Mandou 1min16s602.
Bruno Senna ficou em 13º.
Parâmetro para sábado não tem como.
Vai ser aquela história: Vettel, McLarens, Alonso...
Mas sei lá, não é de hoje que vejo a Sauber e a Lotus colocando o bico nessa galeria.
A segunda é questão de tempo.
De um tempo um pouco menor...

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Em e na memória

Vários fios de cabelo estão mais claros que o normal. O mesmo acontece com a barba. Ao ver vários técnicos de futebol, lembro do tempo em que eram jogadores. Alguns eu vi no estádio, outros cheguei a entrevistar.
Em suma: estou ficando velho.
Velho e saudosista.
Nesse segundo quesito, sempre fui um pouco. Gosto de lembrar, reviver. E, de uns anos para cá, com maior intensidade.
Dizem que a idade deixa as pessoas saudosistas.
Mais uma prova...
Houve um tempo, do qual lembro com saudades, em que o futebol não era tão profissional.
Não que hoje seja, mas o sistema anda muito diferente de outros tempos.
Não que o profissionalismo seja ruim, mas tudo que é demais atrapalha. E enjoa.
E havia um tempo em que o torcedor, qualquer torcedor, podia acompanhar o treino de seu time.
Às vezes alguém pedia para ver a carteirinha de sócio, mas na maioria das vezes ninguém estava nem aí.
Era um tempo em que você via os caras de perto, pegava autógrafo, tirava fotos.
Não tinha segurança empurrando. Jogador não acelerava o possante em cima de quem estivesse pela frente. O carro do cidadão ficava do outro lado da rua, todo mundo sabia qual era e ninguém ia lá quebrar o vidro.
Às vezes era preciso esperar um pouco para falar com o jogador, pois ele concedia uma entrevista a algum repórter pentelho que fazia umas 2.624 perguntas. Não tinha (des)assessor vetando tudo...
"Isso deve ser legal. Trabalhar em rádio e no futebol", pensava o moleque que estava lá com o pai, em mais uma manhã de sábado.
Antes, o pai havia lhe mostrado um cidadão que o garoto nunca tinha ouvido falar, mas o pai rasgou elogios.
"Aquele é o Chico Formiga, um dos maiores jogadores que esse clube já viu".
Era estranho ver aquele senhor como grande jogador, grande ídolo. Jogador era o Pita, era o Juary, que estavam em atividade. Curioso saber que, antes deles, alguém tinha feito até mais que eles. Para o garoto, o tal Formiga fazia história comandando os jogadores que estavam em atividade.
Mas ele era o Formiga. E se fez muito pelo Santos, vira ídolo. Ótimo, muito obrigado.
Na quarta vez em que o pai foi mostrar quem era, não precisava mais.
"Já sei, pai. Aquele é o Formiga. Fez muito pelo Santos".
De certa forma, aquilo ficou na mente. Era estranho ver Formiga à frente de outro clube que não fosse o Santos. Mais estranho ainda era vê-lo enfrentando o Santos. Vê-lo como treinador do Santos era como estar próximo de alguém da família. Havia uma química, uma proximidade pessoa/clube.
Formiga parou de treinar. Continuou a trabalhar no Santos. Ajudava a captar talentos. E a lembrança permaneceu.
"Aquele é o Chico Formiga".
O garoto foi fazer o que era legal. Ser repórter e trabalhar no futebol. Só que o tempo havia passado, as idades avançado e chegou a hora de Formiga partir. E do repórter dar a notícia. Não só ao público, como ao presidente do Santos.
Seo Chico se foi. As lembranças ficam. Hoje não dá mais para o torcedor ver os treinos aos sábados. Mas nada vai tirar da memória a hora em que ele passava.
Porque aquele ali era o Chico Formiga...

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Frio, chuva, graça

O 14 de maio de 2012 nasceu com a mesma cara do 14 de maio de 2001.
Uma segunda-feira fria, chuvosa, sem graça.
O 14 de maio de 2012 nasceu muito diferente do 14 de maio de 2001.
Uma segunda-feira fria, chuvosa e com fortíssimas lembranças dos fatos ocorridos domingo, no Morumbi.
E a diferença a partir daí passa a ser brutal.
A Rádio Bandeirantes entrevistou um garoto nascido em 2000.
Ele tinha um ano de idade e fatalmente não lembra do 13 de maio de 2001.
Não tem ideia do que passou quem viu o chute de Ricardinho entrando no gol de Fábio Costa, no jogo que simbolizou o marasmo.
Porque aos 12 anos, no dia 13 de maio de 2012, ele acompanhou in loco mais uma conquista, a que simbolizou a chamada "rotina de títulos".
Ele tinha 2 anos quando as pedaladas surgiram. Tinha 4 na conquista do segundo título nacional. Aos 6, viu a quebra do tabu em estaduais. Aos 7, comemorou o bi regional. E dos 10 aos 12 foram três estaduais, uma Copa do Brasil e uma Libertadores.
Sim, uma Libertadores e três estaduais seguidos.
A rotina desse garoto é muito diferente de perder um brasileiro aos 6 anos, ganhar um paulista aos 7 e viver ou tentar conviver sem nada por anos e anos.
Muito diferente de ouvir as desculpas, as histórias, o "ah, mas..."
"Ah, mas teve o melhor de todos".
"Ah, mas é bi mundial".
"Ah, mas parou uma guerra".
Ah, mas levou um couro no clássico, não chegou na decisão, ficou feliz porque venceu um grande, carimbou a faixa do campeão mesmo sem saber o que é ser campeão, viu os adversários levantando taças, viu a torcida adversária crescer...
Esse garoto é feliz. O 14 de maio é feliz, a realidade é feliz.
Não é um título para justificar tudo. É uma rotina de títulos e decisões.
Não é o passado. É o presente.
Não é o que o time fez. É o que faz.
É mudar a história de uma geração, é criar uma geração nova, é proporcionar um déja vù a quem já tinha visto.
É colocar graça em uma manhã fria e chuvosa...

sábado, 12 de maio de 2012

Hoje sim

Manhã de 12 de maio de 2002.
Com apenas 10 dias de jornal, parti para a cobertura dos 10KM Tribuna FM.
Uma pauta tranquila: procurar as figuras que participam da prova fantasiadas, conseguir fotos exóticas. Mostrar a prova por um lado mais leve.
Foi fácil também porque esse tipo de matéria se faz na concentração, antes da largada.
Ou seja, depois da largada, eu só tinha que voltar para a redação e escrever a matéria.
E a largada era na porta do jornal.
Ou seja, a vida estava fácil.
Ao subir, encontrei a redação praticamente vazia.
Na verdade, só estava lá o Duda, contínuo, gente boníssima.
Estava concentrado em uma das televisões.
Porque Rubens Barrichello liderava o GP da Áustria.
Minutos depois, começamos a rir.
Um riso que não vinha propriamente do bom humor, mas da raiva, indignação.
Não por ser um brazuca, mas pelo fato em si.
Foi há exatos 10 anos.
O Duda lembra bem desse dia.
O mundo jamais o esqueceu...


terça-feira, 8 de maio de 2012

Gilles Villeneuve, 30 anos

Lá se vão 30 anos sem Gilles Villeneuve, lembrou o brilhante Reginaldo Leme.
Reginaldo divulgou uma foto no Twitter em que entrevistava o piloto e lembrou da loucura que foi aquele fim de semana in loco para ele.
Pra nós da banda de cá, ficam as imagens (fortes, por sinal).
Os 30 anos em 15 segundos, nada mais...

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Parabéns, Guarani!

Faltavam dois dias para o primeiro confronto entre Santos e Guarani pelas finais do Campeonato Paulista. O apelo jornalístico da decisão levou-me a Campinas, mais precisamente ao reduto bugrino, para contar a história pelo lado verde da decisão, o aque particularmente sempre considerei muito interessante.
Eis que se não quando, enquanto o Guarani se preparava para treinar em seu belíssimo estádio, surge um tal de Amoroso, já ouviu falar?? É um cara que jogou um pouquinho só, quase nada. Digamos que é mais um injustiçado por não ter ido a uma Copa do Mundo, por exemplo. Amoroso era o Neymar de 1994, quando só se falava nele. Deu azar de sofrer uma contusão no joelho. Teve tempo para brilhar aqui e na Europa.
Em suma, era craque. Jogava muito.
Além de tudo é gente boa. Bem-humorado, de boa conversa. Perguntei sobre marcação em Neymar, se é que isso é possível e a resposta dele foi.
"Tem que tentar parar na bola, nada de violência. Se não der pra parar na bola, deixa o menino jogar que o Brasil agradece".
No mesmo dia, Oswaldo Alvarez, técnico do Guarani, prometeu que o time dele faria quase tudo para evitar que Neymar brilhasse. Só não iria bater.
Pois chegou o domingo, o Guarani não bateu e Neymar marcou dois gols, fora algumas jogadas e arrancadas características dele.
Neymar fez o que sabe. E Vadão cumpriu a promessa. O Guarani não bateu. Chegou junto, chegou duro, o que é normal, faz parte desse planeta chamado Bola. Bater, jamais. E teve volume de jogo, sobretudo no primeiro tempo. Não deu sufoco, não criou a chamada "real chance de gol". Mas foi bem, muito bem. Marcou, não deixou o Santos jogar no primeiro tempo. O primeiro gol santista só saiu porque PH Ganso acertou um chute de fora da área. Entrar na área não dava. O Bugre tentou manter o mesmo sistema no segundo tempo, mas o primeiro gol de Neymar quebrou qualquer esquema.
E mesmo perdendo por 3 a 0, sem fôlego nem forças para tentar diminuir o prejuízo, o Guarani não bateu, não apelou.
Uma atitude que começou em um treinador de extremo caráter como Vadão e passou por um time formado por jogadores dispostos a mostrar que têm talento, que podem ir longe, que sabem jogar.
O Guarani perdeu com dignidade, sem apelar, sem ser humilhado. Está de parabéns por reerguer o nome de um clube que tantos jogadores espetaculares já revelou, que sempre deu trabalho aos chamados gigantes. Um bom perdedor, composto por jogadores que logo se mostrarão excelentes vencedores...

segunda-feira, 30 de abril de 2012

O árbitro? Esqueci...

E quem está ligando para a arbitragem??
Neymar deu espetáculo (mais um), marcou três, pediu música, homenageou o Juary, trocou uma ideia com a Marília...
O árbitro? Que árbitro? 
O Santos venceu, quem liga para o árbitro?
Não se fala do árbitro quando o time vence por 3 a 1, mesmo que esse 1 tenha saído em um impedimento de seu autor.
Difícil de ser marcado, sujeito a erros pela velocidade do lance, mas um impedimento.
E quando a placar de 2 a 0 passou a ser 2 a 1.
As redes sociais bombaram. O árbitro e sua família foram devidamente homenageados.
Mas veio o terceiro gol. Acabou, esquece o árbitro.
O time do 1 não vai esquecer.
Considerou absurdo o pênalti do primeiro gol do time do 3.
Lance discutível, dá dupla interpretação. Dá para achar que o zagueiro foi na bola e dá para achar que foi na perna do atacante.
De onde o árbitro estava, a visão foi de falta. Eu, se estivesse onde ele estava, daria.
Parando a imagem, voltando, é uma coisa. Na hora, em velocidade e sem replay é outra.
O 3 poderia virar 4, mas dizem que o árbitro deu um impedimento absurdo. 
Mas quem está ligando para o árbitro se o time venceu?
Esquece o árbitro.
Não seria esquecido se a vitória não viesse.
Não será esquecido pelos responsáveis pelas escalações dos árbitros.
Porque não foi a primeira do árbitro, não será a última.
As duas torcidas reclamam. Roubando, definitivamente ele não estava. Aí está a prova.
Mas continuará a ser escalado.
Porque sim.
Há 12 anos (12, eu disse 12) Márcio Santos pegou a bola com as mãos porque o árbitro tinha marcado falta. 
O árbitro deu pênalti contra o time de Márcio Santos, porque alegou ter mandado o jogo seguir.
Ele tinha apitado falta, ficou claro, nítido.
Trapalhada. E riem de Márcio Santos até hoje.
Acha que acabou? Que nada, continua, continuará.
Mas o time venceu.
Quem liga para o árbitro?

domingo, 29 de abril de 2012

Na Indy, de novo, outra vez

Fim de semana dedicado àquela desaparecida física e presença virtual básicas.
Estamos no Anhembi, para a SP Indy 300.
Tal e qual na Fórmula 1, você abandona questões secundárias como casa, família, vida social, para virar dias inteiros entre pista, boxes, pit lane, garagem, sala de Imprensa, café.
E achando tudo isso o máximo.
Porque na verdade é o máximo.
Cansativo, aborrecedor e extremamente gratificante.
Um pouco mais na Indy.
Porque na Indy não tem frescura, não tem proibição, não tem "não pode".
Sem abusos, nem interferências, tudo pode.
Pode chegar perto dos pilotos, pode ver os mecânicos trabalhando nos carros, pode circular por um paddock aberto, a poucos metros dos boxes.
A equipe não dá 5 minutos para o brazuca conceder entrevista em português. A organização reúne os brasileiros em uma coletiva e por vezes você fala com um deles na saída. E são todos solícitos. Sabem da importância de você estar ali. Atendem a todos da mesma maneira. Não privilegiam ninguém.
E evidente que o Grupo Brandeirantes goza de alguns privilégios. Nada mais justo, o evento é deles. Não fosse por eles e nada aconteceria. Estão no direito deles, nada a questionar.
Tem quem não valorize, seja a categoria ou o evento em si. É da vida, não dá para agradar a todo mundo.
Estou feliz. Quase pegando no sono, por incrível que pareça, mas feliz...