segunda-feira, 7 de maio de 2012

Parabéns, Guarani!

Faltavam dois dias para o primeiro confronto entre Santos e Guarani pelas finais do Campeonato Paulista. O apelo jornalístico da decisão levou-me a Campinas, mais precisamente ao reduto bugrino, para contar a história pelo lado verde da decisão, o aque particularmente sempre considerei muito interessante.
Eis que se não quando, enquanto o Guarani se preparava para treinar em seu belíssimo estádio, surge um tal de Amoroso, já ouviu falar?? É um cara que jogou um pouquinho só, quase nada. Digamos que é mais um injustiçado por não ter ido a uma Copa do Mundo, por exemplo. Amoroso era o Neymar de 1994, quando só se falava nele. Deu azar de sofrer uma contusão no joelho. Teve tempo para brilhar aqui e na Europa.
Em suma, era craque. Jogava muito.
Além de tudo é gente boa. Bem-humorado, de boa conversa. Perguntei sobre marcação em Neymar, se é que isso é possível e a resposta dele foi.
"Tem que tentar parar na bola, nada de violência. Se não der pra parar na bola, deixa o menino jogar que o Brasil agradece".
No mesmo dia, Oswaldo Alvarez, técnico do Guarani, prometeu que o time dele faria quase tudo para evitar que Neymar brilhasse. Só não iria bater.
Pois chegou o domingo, o Guarani não bateu e Neymar marcou dois gols, fora algumas jogadas e arrancadas características dele.
Neymar fez o que sabe. E Vadão cumpriu a promessa. O Guarani não bateu. Chegou junto, chegou duro, o que é normal, faz parte desse planeta chamado Bola. Bater, jamais. E teve volume de jogo, sobretudo no primeiro tempo. Não deu sufoco, não criou a chamada "real chance de gol". Mas foi bem, muito bem. Marcou, não deixou o Santos jogar no primeiro tempo. O primeiro gol santista só saiu porque PH Ganso acertou um chute de fora da área. Entrar na área não dava. O Bugre tentou manter o mesmo sistema no segundo tempo, mas o primeiro gol de Neymar quebrou qualquer esquema.
E mesmo perdendo por 3 a 0, sem fôlego nem forças para tentar diminuir o prejuízo, o Guarani não bateu, não apelou.
Uma atitude que começou em um treinador de extremo caráter como Vadão e passou por um time formado por jogadores dispostos a mostrar que têm talento, que podem ir longe, que sabem jogar.
O Guarani perdeu com dignidade, sem apelar, sem ser humilhado. Está de parabéns por reerguer o nome de um clube que tantos jogadores espetaculares já revelou, que sempre deu trabalho aos chamados gigantes. Um bom perdedor, composto por jogadores que logo se mostrarão excelentes vencedores...

segunda-feira, 30 de abril de 2012

O árbitro? Esqueci...

E quem está ligando para a arbitragem??
Neymar deu espetáculo (mais um), marcou três, pediu música, homenageou o Juary, trocou uma ideia com a Marília...
O árbitro? Que árbitro? 
O Santos venceu, quem liga para o árbitro?
Não se fala do árbitro quando o time vence por 3 a 1, mesmo que esse 1 tenha saído em um impedimento de seu autor.
Difícil de ser marcado, sujeito a erros pela velocidade do lance, mas um impedimento.
E quando a placar de 2 a 0 passou a ser 2 a 1.
As redes sociais bombaram. O árbitro e sua família foram devidamente homenageados.
Mas veio o terceiro gol. Acabou, esquece o árbitro.
O time do 1 não vai esquecer.
Considerou absurdo o pênalti do primeiro gol do time do 3.
Lance discutível, dá dupla interpretação. Dá para achar que o zagueiro foi na bola e dá para achar que foi na perna do atacante.
De onde o árbitro estava, a visão foi de falta. Eu, se estivesse onde ele estava, daria.
Parando a imagem, voltando, é uma coisa. Na hora, em velocidade e sem replay é outra.
O 3 poderia virar 4, mas dizem que o árbitro deu um impedimento absurdo. 
Mas quem está ligando para o árbitro se o time venceu?
Esquece o árbitro.
Não seria esquecido se a vitória não viesse.
Não será esquecido pelos responsáveis pelas escalações dos árbitros.
Porque não foi a primeira do árbitro, não será a última.
As duas torcidas reclamam. Roubando, definitivamente ele não estava. Aí está a prova.
Mas continuará a ser escalado.
Porque sim.
Há 12 anos (12, eu disse 12) Márcio Santos pegou a bola com as mãos porque o árbitro tinha marcado falta. 
O árbitro deu pênalti contra o time de Márcio Santos, porque alegou ter mandado o jogo seguir.
Ele tinha apitado falta, ficou claro, nítido.
Trapalhada. E riem de Márcio Santos até hoje.
Acha que acabou? Que nada, continua, continuará.
Mas o time venceu.
Quem liga para o árbitro?

domingo, 29 de abril de 2012

Na Indy, de novo, outra vez

Fim de semana dedicado àquela desaparecida física e presença virtual básicas.
Estamos no Anhembi, para a SP Indy 300.
Tal e qual na Fórmula 1, você abandona questões secundárias como casa, família, vida social, para virar dias inteiros entre pista, boxes, pit lane, garagem, sala de Imprensa, café.
E achando tudo isso o máximo.
Porque na verdade é o máximo.
Cansativo, aborrecedor e extremamente gratificante.
Um pouco mais na Indy.
Porque na Indy não tem frescura, não tem proibição, não tem "não pode".
Sem abusos, nem interferências, tudo pode.
Pode chegar perto dos pilotos, pode ver os mecânicos trabalhando nos carros, pode circular por um paddock aberto, a poucos metros dos boxes.
A equipe não dá 5 minutos para o brazuca conceder entrevista em português. A organização reúne os brasileiros em uma coletiva e por vezes você fala com um deles na saída. E são todos solícitos. Sabem da importância de você estar ali. Atendem a todos da mesma maneira. Não privilegiam ninguém.
E evidente que o Grupo Brandeirantes goza de alguns privilégios. Nada mais justo, o evento é deles. Não fosse por eles e nada aconteceria. Estão no direito deles, nada a questionar.
Tem quem não valorize, seja a categoria ou o evento em si. É da vida, não dá para agradar a todo mundo.
Estou feliz. Quase pegando no sono, por incrível que pareça, mas feliz...

terça-feira, 24 de abril de 2012

Tempo curto

Jamais gostei da rotina.
Não nasci para fazer as coisas todos os dias no mesmo horário.
Teria problemas se trabalhasse das 8 às 12h e das 14 às 18h de segunda a sexta.
Fatalmente começaria a fazer as mesmas coisas nas horas livres.
Não haveria mais sentido nas coisas. Seriam feitas por osmose.
Prefiro o inesperado, as mudanças radicais e repentinas, as alterações nas programações.
Mas o preço é alto.
A Fórmula 1 chegou à quarta etapa e somente em uma houve um post correspondente neste espaço.
No GP da Malásia, as voltas finais foram vistas em lugar incerto e não sabido. Ou melhor, certo, sabido e não revelado.
Enquanto Rosberguinho vencia na China, a rota em direção ao aeroporto estava sendo elaborada.
Enfim, o ano tem alguns fatores especiais, que esgotaram com as horas dedicadas às pistas.
Continuo com a opinião de que não dá para cravar muita coisa.
O triunfo Mercediano em Xangai mostrou-se mais um lapso do que o retorno triunfante de Ross Brown. Mas prefiro aguardar a abertura da temporada europeia, com pistas conhecidas.
O mesmo vale para a vitória de Sebastian Vettel em Sakhir.
Não há como cravar se o alemãozinho voltou. A corrida foi vencida por quem soube estabelecer a melhor estratégia com os pneus.
Foram quatro etapas e há temporadas em que quatro etapas determinam como será o campeonato.
Não é o caso de 2012.
Porque ninguém sobressai. Tivemos quatro vencedores diferentes. Não há um domínio.
Agora sim, a coia toda começa. É na Europa, no quintal de mutia gente.
O que vamos observar:
1 - Vettel ainda é o mesmo? E a Red Bull?
2 - A Mercedes evoluiu ou mandou bem na China e só?
3 - Até quando a Ferrari aguentará Felipe Massa? O carro é ruim, Fernando Alonso venceu uma e tem andando muito na frente do brazuca.
Enquanto isso, vamos ao Anhembi cobrir a Fórmula Indy. Sem estrelismos, sem frescuras, com maior equilíbrio.
E que a chuva dê sossego neste ano...

sábado, 14 de abril de 2012

Feliz Aniversário

O garoto ficava assustado ao ver o pai gritar.
Muito assustado.
Chegava a torcer para a bola não entrar.
Era o pai motivado por uma partida de futebol. Uma das raríssimas transmissões para a praça onde era realizado.
Era um jogo em Santos, no Estádio Urbano Caldeira, ao mesmo tempo sendo mostrado na televisão do apartamento no Bairro Aparecida.
Era o Santos em campo.
O garoto não entendia, mas de alguma forma aquilo tudo mexia com o pai contido, discreto, elegante, que não expunha e dificilmente iria expor seus sentimentos.
Nunca foi obrigado a gostar daquele esporte que consistia em colocar 22 marmanjos atrás de uma bola e quem conseguisse acertar aquele retângulo branco ficava feliz. Muito menos foi forçado a gostar daquele time que ora vestia branco ora listrado em branco e preto e para quem as coisas pareciam difíceis, trabalhosas, mas que quando conquistadas davam um orgulho e uma felicidade indescritíveis.
Podem ter sido as manhãs de sábado dedicadas a ver os treinos in loco. Poder estar perto daqueles jogadores só vistos pela televisão, entrevistado por repórteres que eram de carne e osso e estavam ali, a centímetros de distância. Dificilmente foi a primeira partida acompanhada no estádio, quando o medo dos fogos de artifício disparados da arquibancada desviou a atenção do garoto e possivelmente do goleiro Marola, que, quando enfim localizado pelos olhos do garoto, buscava a bola no fundo das redes no gol de empate do Botafogo de Ribeirão Preto.
"Aí...não presta atenção", disse o torcedor ao lado.
Falava de Marola e, sem querer, falava do garoto.
Não foi fácil ao garoto atravessar os 90 minutos da semifinal do Campeonato Brasileiro de 1983. O Atlético Mineiro tinha um time maravilhoso e a partida era no Mineirão. O Santos se defendeu como pôde. O alento veio com a expulsão de Reinaldo. O alívio, quando a partida terminou. Claro que o Flamengo era melhor, mas o Santos tinha Serginho, aquele mesmo atacante que quando estava no São Paulo era odiado pelo garoto, por tantos gols que marcava no Santos. O mesmo Serginho que fez o pai do garoto ir à Vila Belmiro no dia de sua apresentação e ali, em meio à multidão e agora dando a mínima para os fogos, o garoto subiu no colo da tia para ver o futuro artilheiro de seu time ir embora em um Fiat 147.
O placar de 2 a 0 no Morumbi dava a certeza. O gol de Baltazar a tirou. Poderia pesar no Maracanã. Pesou. Estava 2 a 0 para o Flamengo e o garoto achando que dava para reverter. Ah, Adílio...deu o tiro me misericórdia aos 44 minutos do segundo tempo. Um chute no sofá simbolizou o sentimento. Não deu, não rolou, já era, Perdeu.
Mas quem liga? Foi no mesmo canto direito do sofá posicionado em frente à TV. Um pulo, um grito, mais pulos, pulos sem fim. Serginho havia marcado o gol. O Santos estava vencendo o Corinthians. O título paulista de 1984 havia chegado.
Depois dele, chegaram os anos seguintes. Derrotas, desesperança, amadorismo. Adolescência, competitividade, clássicos, vitórias, jogos decisivos, derrotas. Carimbar a faixa do campeão era suficiente.
Não, não era, mas tinha que parecer que era.
Algumas vitórias sobre o Corinthians, gol de voleio, Guga. Ser o único time a vencer o campeão Palmeiras no Brasileiro de 1993. Vencer por 1 a 0 o soberano São Paulo.
Sim, pensar pequeno. Não conseguir nada e achar que era feliz.
O dinheiro era curto. A presença no estádio, rara.
Derrota por 4 a 1 no Maracana.
"Já era, deu Fluminense".
Não, deu Giovanni.
"Agora ninguém tira".
Márcio Rezende de Freitas tira.
Aumenta a frequência no estádio. Frio, chuva, presença.
"Não posso ir hoje. Vai lá e cobre o dia do Santos"
Era manhã de sexta-feira. A Rádio Atlântica entraria com o programa de esportes no ar em 1h30. Fala o técnico Emerson Leão. Hira de gravar e reproduzir mais tarde, ao vivo para a rádio.
Jornalista. Repórter esportivo. Cobertura do Santos.
A partir de agora não se torce mais. Não tem cabimento. Não é profissional.
Curioso. Você não grita 'gol' e as coisas continuam como sempre estiveram. Legal esse negócio de ficar inerte ante a explosão de um estádio. Olha esses torcedores. Parecem uns bobos...iguais a mim, que até outro dia era mais um bobo ali em cima.
"Aê, repórter filho da puta! Tu deve ser corintiano!"
Meu Deus, torcedor pensa assim. O cara tem que falar bem do Santos a vida inteira.
E até outro dia eu era mais um bobo ali em cima.
Não se xinga mais o cara que perdeu o pênalti. Não se cobra mais o time que sai de campo derrotado. Se pergunta, para obter informações. Nada mais do que isso.
"Agora entrevisto o Robert. Outro dia estava na arquibancada e gritei por um gol dele".
Profissionalismo. Sorrir para a câmera da TV e gravar uma passagem dizendo que o Corinthians estava na final do Campeonato Paulista de 2001, que o gol do Ricardinho fez o Morumbi ruir.
Moído estava o repórter. Alegria fingida para a emissora que ia muito além de Santos e exigia a cobertura imparcial.
Imparcialidade exigia transmitir a notícia.
A notícia era a classificação do Corinthians.
E isso exigia sorrisos no gramado do Morumbi.
"Luciano. Acho que consigo sorrir por oito segundos. Liga a câmera e eu vou gravar a passagem de primeira. Se eu errar, vai sem passagem mesmo".
Foi. Com passagem.
Contar no jornal a construção de um título inimaginável naquele momento. Descrever a partida em que tudo aconteceu, até o inesperado: o dia da redenção. Sim, algumas lágrimas rolaram depois, às escondidas, longe de tudo e todos.
Só a geração de 2002 para provocar isso.
"Não, não vou comemorar esse título". E a buzina do Gol 97 preto ficou gasta com a comeoração do Brasileiro de 2004.
Alguns anos afastado do esporte. A taça veio de helicóptero.
O retorno. Ver o time campeão pela primeira vez in loco e logo uma Libertadores. Viagens ao exterior, oportunidades jamais pensadas, quase impossíveis de serem executadas em condições normais.
Obrigado, Santos Futebol Clube.
Vi 35% de sua vida. Espero ver e relatar muito mais.
Um feliz aniversário.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Sempre

Toda vez que alguém discute um lance em que jogador tirou a bola da mão do goleiro e coisa e tal eu lembro disto.

http://www.youtube.com/watch?v=52oEPba1MOo

sexta-feira, 23 de março de 2012

Sepang, sexta-feira (com sono)

Nem sei dizer por que cazzo acompanhei os treinos de sexta-feira em Sepang.
Vou dar uma desaparecida básica no final de semana, que compromete qualquer possibilidade de acompanhar a prova.
A coisa não mudou muito em relação à Austrália.
Nos dois treinos deu Lewis Hamilton.
À tarde, quando os tempos são avaliados com um pouco mais de seriedade, Michael Schumacher foi o segundo e Jenson Button o terceiro.
O pessoal das asinhas vai mal, obrigado.
Sebastian Vettel foi só o 10º. Mark Webber ainda ficou em 7º.
As Ferrari?
Lá atrás.
Fernando Alonso nem tanto. Ficou em 6º. Felipe Massa foi o 16º.
É, está perto de alterar o nome para Felipe Assa.
Porque a batata já assou...

quinta-feira, 22 de março de 2012

Se fosse possível

O dia 21 passou.
E acabou a onda de falar em Ayrton Senna.
Sim, entrei nela, postei o vídeo.
Estava esperando as acusações de ufanismo exacerbado, de ser manipulado facilmente, de ser levado pela mídia (leia-se Globo) e que teve muita gente melhor que ele.
Mas o que realmente intriga é a tentativa de responder a algumas perguntas.
A esta altura de um campeonato que insiste em não começar, eu já teria entrevistado Ayrton Senna? Em quais circunstâncias? O que perguntaria?
Provavelmente sim, já o teria entrevistado no paddock de Interlagos ou em algum evento o qual eu, sabendo dessa possibilidade, moveria mundos e fundos para ir.
A esta altura, conquentão, Ayrton seria provavelmente um pentacampeão mundial, porque os títulos de 1996 e 1997 eram dele. Teria encerrado a carreira na Ferrari, sabe-se lá se acertando ou não o carro. Não creio que seria comentarista da categoria, mas poderia das uns pitacos em algumas provas.
O gravador tremeria na mão na primeira entrevista. Assim aconteceu somente em três oportunidades: diante de Pelé, Romário e Nelson Piquet. Na segunda oportunidade talvez não tremesse e na terceira as perguntas já seriam na base do "E o Massa? Neste ano vai ou não vai?"
Ayrton não viu a nova safra de jornalistas chegar aos autódromos. Não virou trending topics todos os finais de semana. Não ganhou quadros e mais quadros no Facebook. Ayrton não foi fotografado no meio da rua e a foto não foi postada no twitpic. Não precisou criar o perfil @realsenna para ganhar 4 milhões de seguidores e combater os fakes.
Ayrton foi Ayrton no boca a boca, nas imgens da TV e só.
Talvez as perguntas básicas fossem feitas, talvez as menos comuns. Fato é que se fosse hoje, agora, não sei qual seria a primeira pergunta.
Só sei que seria a primeira entrevista. E o gravador iria tremer...

quarta-feira, 21 de março de 2012

Ayrton, 52

Bora ser parte integrante dos Trending Topics.
Sempre haverá um chato para chamar um post deste de aproveitador.
Sempre há o que não se curva à Rede Globo e acha que o Gabriele Tarquini foi melhor.
E quem disse que eu ligo?
O cara foi gênio e está na galeria dos gênios.
Não é ufanismo. É fato...

domingo, 18 de março de 2012

Trocas melbournianas

A McLaren virou Red Bull, a Red Bull virou Ferrari e a Ferrari virou Caterham.
A vitória de Jenson Button em Melbourne chegou no estilo Sebastian Vettel 2011.
O segundo lugar de Sebastian Vettel chegou no estilo Fernando Alonso em 2010.
O quinto lugar de Fernando Alonso chegou no estilo Fernando Alonso de ser. Tira leite de pedra de um motor de geladeira que a Ferrari resolveu chamar de carro de Fórmula 1.
Lewis Hamilton completou o pódio. E Mark Webber foi o quarto.
Kimi Raikkönen voltou à categoria para ser o sétimo colocado.
Os brasileiros? Bem...
Button teve a esperteza de pular na frente do pole Hamilton na largada. E a McLaren estava sobrando em Melbourne. Lembrou o time de 1988, a Williams de 1992/93. Os dois carros foram embora e deixaram a briga do terceiro para trás.
O terceiro era Michael Schumacher. Isso até a Mercedes deixá-lo sem suspensão.
Suspensão que também tirou Romain Grosjean da prova. O piloto da Lotus havia largado em terceiro, mas caiu lá para trás logo no início da prova.
Alonso, esse sim é um animal. Largou em 12°, tinha um carro (?) horroroso nas mãos e pulou para o quarto lugar. Foi perder a posição perto do fim.
Vettel deu sorte. Sim, porque Vitaly Petrov abandonou a prova na volta 38, mas deixando o carro na reta dos boxes, o que provocou a entrada do safety car. Foi a hora em que o alemãozinho entrou nos boxes. Quando voltou, estava em segundo lugar.
Logo depois que o safety car recolheu, Bruno Senna e Felipe Massa disputaram um honroso 13º lugar com tanta vontade que se tocaram com força. Para o ferrarista, uma quebra da asa traseira encerrou a prova ali mesmo. Bruno teve o pneu esquerdo traseiro danificado, trocou-o, deu mais algumas voltas e recolheu de vez.
Button só teve o trabalho de cruzar na frente.
Menção honrosa a Pastor Maldonado que iria entrar na zona de pontuação. Isso até bater forte na última volta.
Semana que vem tem prova na Malásia. Apostar nos destinos da temporada, por enquanto, não dá.