Porque o campeonato não acabou, só está decidido.
E neste final de semana o desembarque será na Coreia do Sul.
Confira os horários (de Brasília). E não se assuste com o horário da largada. O horário de verão começa na madrugada de sábado para domingo no Brasil.
Treino Livre 1 - quinta-feira, 22h
Treino Livre 2 - sexta-feira, 2h
Treino Livre 3 - sexta-feira, 23h
Qualifyng - sábado, 2h
Largada - domingo, 4h
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
No mundo encantado (2)
No mundo encantado não há abusos. Há lei e providências.
O esporte, por mais que represente diversão, por mais que simbolize o pão e circo tão conveniente para governos, federações e principalmente confederações, é tratado com seriedade.
Com a mesma seriedade com a qual é tratada a possibilidade de obter vantagens.
No mundo encantado não há agressões gratuitas a atletas.
Ou melhor, pode até haver, já que é difícil controlar apaixonados indignados valentes e corajosos travestidos de instituição organizada, capazes de tudo em nome do amor ao time de coração, até mesmo capazes de atacar homens maus, vilões e picaretas que se disfarçam de jogadores. E agem de modo valente, sempre em grupo, via de regra em maioria.
No mundo encantado não se ataca sozinho, não se ataca em minoria.
No mundo encantado as pessoas não faltam ao trabalho para cobrar, em nome do amor, o time de coração. Na verdade, esse é o trabalho. É para isso que recebem. Os patrões não aparecem. Não se pode quebrar o encanto.
No mundo encantado, clube que tem jogador solenemente agredido toma providências. Não viaja, não joga, corre o risco de ser punido. A TV vende uma partida e não a transmite, porque ela não acontece. Os patrocinadores não aparecem. A punição pode ser severa. Em cima do clube, é claro, que tem a possibilidade de terceirizar a culpa e passar para as mãos daqueles que o levaram a tal atitude.
No mundo encantado há leis. Jogador de futebol agredido gratuita e covardemente tem a possibilidade de sair, dar pista, vazar, rescindir contrato.
E sem pagar multa, é claro.
O clube perde um jogador e não ganha um centavo por isso.
E agradece, mais uma vez, aos apaixonados.
No mundo encantado tudo é possível.
O que não é possível está reservado para o mundo real.
E se torna uma realidade e cada dia...
domingo, 9 de outubro de 2011
Depois de Suzuka
Algumas razões para a Fórmula 1 continuar a receber atenção máxima, mesmo estando decidida:
1 - Ver se a McLaren vai se tocar que Lewis Hamilton e Jenson Button são escelentes, mas que neste momento Button é melhor.
2 - Verificar como fica a briga na zona intermediária. Cada ponto a mais representa milhares de dólares no orçamento para 2012.
3 - Saber como fica o futuro de Rubens Barrichello e Bruno Senna
4 - Ter certeza que Felipe Massa vai passar por uma reciclagem profissional. Está precisando...
O resto é festa de Sebastian Vettel...
1 - Ver se a McLaren vai se tocar que Lewis Hamilton e Jenson Button são escelentes, mas que neste momento Button é melhor.
2 - Verificar como fica a briga na zona intermediária. Cada ponto a mais representa milhares de dólares no orçamento para 2012.
3 - Saber como fica o futuro de Rubens Barrichello e Bruno Senna
4 - Ter certeza que Felipe Massa vai passar por uma reciclagem profissional. Está precisando...
O resto é festa de Sebastian Vettel...
O Campeão
Sebastian Vettel
24 anos (3 de julho de 1987)
Na Fórmula 1 desde 2007
Equipes: BMW, Toro Rosso e Red Bull
GPs: 77
Vitórias: 19
Poles: 27
Pódios: 33
Voltas mais rápidas: 7
Pontos: 705
Curiosidade: venceu o GP da Itália em 2008 com uma Toro Rosso, antiga Minardi
24 anos (3 de julho de 1987)
Na Fórmula 1 desde 2007
Equipes: BMW, Toro Rosso e Red Bull
GPs: 77
Vitórias: 19
Poles: 27
Pódios: 33
Voltas mais rápidas: 7
Pontos: 705
Curiosidade: venceu o GP da Itália em 2008 com uma Toro Rosso, antiga Minardi
Button, um vencedor; Vettel, um rei
Sebastian Vettel poderia coroar uma temporada praticamente perfeita com uma vitória. Seria a consagração definitiva no dia em que o alemãozinho se tornaria o mais jovem bicampeão do mundo.
A vitória não veio, mas e daí? O título virou realidade em Suzuka.
Não foi necessário vencer. O primeiro lugar ficou com Jenson Button. Fernando Alonso chegou em segundo. A Vettel restou o terceiro lugar, mais que suficiente para assegurar o título em uma temporada na qual ele sobrou.
O Grande Prêmio do Japão foi o retrato do que se previa no fim de semana.
Porque Button era o único que poderia derrotar Vettel. Precisava vencer e torcer para o alemãozinho não pontuar. Fez a parte dele. E porque Alonso invariavelmente tenta um algo a mais.
Para completar, Vettel fez o que foi possível. E suficiente.
Em sua 27ª pole na carreira, Vettel largou na frente e teve de dar uma espremida em Button, que saiu em segundo, logo na primeira curva. Lewis Hamilton se aproveitou, passou o companheiro e tomou-lhe a segunda colocação.
Na tentativa de colocar graça e expectativa em um campeonato que chegou a Suzuka decidido, a direção de prova abriu investigação sobre a manobra de Vettel.
Na humilde opinião deste que vos escreve, uma manobra de corrida, uma tentativa de se manter na frente, sem sujeira.
A investigação não deu em nada.
Na volta 6, Alonso, que largou em 5º, ultrapassou Felipe Massa, até então o 4º, como quis.
Estranho...
Na volta 8, Hamilton teve um dos pneus furados e precisou se jogar nos boxes. Com a temperatura da pista em 36ºC, o desgaste aumentou. Vettel entrou na volta 9, Alonso e Button em 10º.
E Alonso voltou à pista na frente de Hamilton.
A situação passou a ser Vettel/Button/Alonso/Webber.
Mais 10 voltas e uma nova janela de pits. Vettel e Mark Webber entraram na 20 (sim, na mesma volta). Button entrou na volta seguinte e voltou na frente do alemãozinho.
Na volta 22, a batalha da temporada se fez presente: Hamilton e Massa se enroscaram na entrada da chicane. Com o toque, um pedaço da McLaren voou.
A investigação não deu em nada, mas o safety car precisou entrar na volta 24, quando Button liderava a corrida, seguido por Vettel, Alonso e Webber.
Com a saída do safety car, na volta 28, a expectativa voltou para os boxes, porque os líderes precisavam colocar os pneus intermediários.
Vettel entrou na 34, Button na 37 e Alonso na 40. O espanhol voltou na frente do alemãozinho, àquela altura virtualíssimo campeão. O segurou o quanto pôde ou até o instante em que Vettel viu que não precisava forçar. O título era dele.
Button cruzou em primeiro e festejou. Vettel passou em terceiro e extravazou.
Button venceu quando e porque precisava.
Vettel comemorou porque se tornou, de fato, o dono da festa, das pistas, de todos os méritos.
A vitória não veio, mas e daí? O título virou realidade em Suzuka.
Não foi necessário vencer. O primeiro lugar ficou com Jenson Button. Fernando Alonso chegou em segundo. A Vettel restou o terceiro lugar, mais que suficiente para assegurar o título em uma temporada na qual ele sobrou.
O Grande Prêmio do Japão foi o retrato do que se previa no fim de semana.
Porque Button era o único que poderia derrotar Vettel. Precisava vencer e torcer para o alemãozinho não pontuar. Fez a parte dele. E porque Alonso invariavelmente tenta um algo a mais.
Para completar, Vettel fez o que foi possível. E suficiente.
Em sua 27ª pole na carreira, Vettel largou na frente e teve de dar uma espremida em Button, que saiu em segundo, logo na primeira curva. Lewis Hamilton se aproveitou, passou o companheiro e tomou-lhe a segunda colocação.
Na tentativa de colocar graça e expectativa em um campeonato que chegou a Suzuka decidido, a direção de prova abriu investigação sobre a manobra de Vettel.
Na humilde opinião deste que vos escreve, uma manobra de corrida, uma tentativa de se manter na frente, sem sujeira.
A investigação não deu em nada.
Na volta 6, Alonso, que largou em 5º, ultrapassou Felipe Massa, até então o 4º, como quis.
Estranho...
Na volta 8, Hamilton teve um dos pneus furados e precisou se jogar nos boxes. Com a temperatura da pista em 36ºC, o desgaste aumentou. Vettel entrou na volta 9, Alonso e Button em 10º.
E Alonso voltou à pista na frente de Hamilton.
A situação passou a ser Vettel/Button/Alonso/Webber.
Mais 10 voltas e uma nova janela de pits. Vettel e Mark Webber entraram na 20 (sim, na mesma volta). Button entrou na volta seguinte e voltou na frente do alemãozinho.
Na volta 22, a batalha da temporada se fez presente: Hamilton e Massa se enroscaram na entrada da chicane. Com o toque, um pedaço da McLaren voou.
A investigação não deu em nada, mas o safety car precisou entrar na volta 24, quando Button liderava a corrida, seguido por Vettel, Alonso e Webber.
Com a saída do safety car, na volta 28, a expectativa voltou para os boxes, porque os líderes precisavam colocar os pneus intermediários.
Vettel entrou na 34, Button na 37 e Alonso na 40. O espanhol voltou na frente do alemãozinho, àquela altura virtualíssimo campeão. O segurou o quanto pôde ou até o instante em que Vettel viu que não precisava forçar. O título era dele.
Button cruzou em primeiro e festejou. Vettel passou em terceiro e extravazou.
Button venceu quando e porque precisava.
Vettel comemorou porque se tornou, de fato, o dono da festa, das pistas, de todos os méritos.
sábado, 8 de outubro de 2011
Suzuka - o grid
Um prêmio para quem adivinham quem larga na pole position no GP do Japão.
Um segundo prêmio para quem acertar a forma como essa pole foi conquistada.
Exatamente...Sebastian Vettel, no apagar das luzes...
Mandou 1min30s466.
Em segundo sai o concorrente direto do alemãozinho, se é que essa figura existiu na temporada atual.
Jenson Button cravou 1min30s475.
O terceiro será Lewis Hamilton. Felipe Massa (sim!) é o quarto, à frente de Alonso.
Bruno Senna larga em 8º e Rubens Barrichello em 13º.
E olha que o quadro vinha se desenhando como interessante. Hamilton tinha a pole provisória e tinha Button em segundo, com Vettel em terceiro.
Ou seja, em qualquer equipe com estratégia, Button tomaria o primeiro lugar na prova e Hamilton seguraria Vettel.
Ok, foi apenas um devaneio. Reconheço.
O problema da McLaren foi a própria McLaren.
Os dois carros foram para os boxes, trocaram pneus, saíram em cima da hora e...e...
Vettel já tinha a pole. Para completar, Lewis Hamilton cometeu um erro e não conseguiu tempo hábil. Além disso, Button deu uma escorregada de leve na volta rápida.
Na realidade, Vettel levou a 12ª pole da temporada pela sucessão de fatores , pelo conjunto da obra, pelo histórico.
E domingo, portanto, confirma-se o bicampeão mais jovem da história.
Vettel e a Red Bull estão de parabéns.
Menção honrosa em Suzuka para Kamui Kobayashi, o mais rápido no Q1, com 1min32s626.
Ao menos, garantiu a festa dos parentes...
Um segundo prêmio para quem acertar a forma como essa pole foi conquistada.
Exatamente...Sebastian Vettel, no apagar das luzes...
Mandou 1min30s466.
Em segundo sai o concorrente direto do alemãozinho, se é que essa figura existiu na temporada atual.
Jenson Button cravou 1min30s475.
O terceiro será Lewis Hamilton. Felipe Massa (sim!) é o quarto, à frente de Alonso.
Bruno Senna larga em 8º e Rubens Barrichello em 13º.
E olha que o quadro vinha se desenhando como interessante. Hamilton tinha a pole provisória e tinha Button em segundo, com Vettel em terceiro.
Ou seja, em qualquer equipe com estratégia, Button tomaria o primeiro lugar na prova e Hamilton seguraria Vettel.
Ok, foi apenas um devaneio. Reconheço.
O problema da McLaren foi a própria McLaren.
Os dois carros foram para os boxes, trocaram pneus, saíram em cima da hora e...e...
Vettel já tinha a pole. Para completar, Lewis Hamilton cometeu um erro e não conseguiu tempo hábil. Além disso, Button deu uma escorregada de leve na volta rápida.
Na realidade, Vettel levou a 12ª pole da temporada pela sucessão de fatores , pelo conjunto da obra, pelo histórico.
E domingo, portanto, confirma-se o bicampeão mais jovem da história.
Vettel e a Red Bull estão de parabéns.
Menção honrosa em Suzuka para Kamui Kobayashi, o mais rápido no Q1, com 1min32s626.
Ao menos, garantiu a festa dos parentes...
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Garantido
Está no blog do Téo José, portanto não há o menor motivo para a dúvida.
Tony Kanaan renovou com a KV Racing.
Fica por lá mais duas temporadas.
E deve continuar a ter Takuma Sato como companheiro.
São dois brasileiros garantidos em 2012, pois Hélio Castroneves renovou com a Penske.
Ótimo, o Brasil precisa estar bem representado na Indy.
A etapa brasileira em 2012 acontece no dia 29 de abril.
A Fórmula 1 e os shows no Morumbi também provocam seus transtornos.
O problema não é o evento em sim, mas essa guerrinha de interesses, algo bem menor que a importância de cada evento...
Suzuka - sexta-feira
Vettel errou na primeira sessão, não se recuperou como poderia na segunda e Jenson Button, por enquanto, anda mais rápido em Suzuka.
Mandou 1min31s902.
Não que isso vá mudar a história do bi-mundial no Japão, pois o alemãozinho fechou o dia em terceiro.
Até o 10º assegura o título, não é?? Então tá...
Em meio ao sanduíche ficou Fernando Alonso, segundo colocado.
O treino foi chato, monótono, com a cara de um campeonato decisivo.
A Fórmula 1 que segue até o fim do ano ganha graça somente pelas equipes que querem encerrar a temporada com o máximo de aproveitamento possível.
Isso representa alguns milhares de dólares a mais by Tio Bernie em 2012.
Felipe Massa ficou em 5º, depois de liderar a segunda sessão, Bruno Senna em 14º e Rubens Barrichello em 18º, depois de dar um pancão com 45 minutos na segunda sessão.
A pista estava com 37º. Se a temperatura se mantiver, teremos uma corrida repleta de trocas de pneus.
E um campeão no fim...
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Mais um ano
Planejamentos para 2012, porque 2011 já era.
Sebastian Vettel precisa de um ponto em cinco provas. Vamos para o futuro.
A McLaren planejou, executou e anunciou Jenson Button por mais um ano.
Ou melhor, pelo menos mais um ano. O pessoal de Woking não tem o hábito de divulgar duração de contratos.
Vai manter a dupla em 2012.
E poderia dar uma atenção especial a Button.
Inglês por inglês, ele também é. Talento por talento ele tem. Campeão por campeão, ele é.
E, cá pra nós, tem mais equilíbrio emocional.
Então o que falta?
Primeiro, o respaldo e a mão apadrinhadora e amparadora de Tio Ron. Button não é cria da McLaren, não foi formado lá. Chegou experiente, inglês e campeão.
Segundo, com base no primeiro, a confiança de que pode ser tão ou mais que Hamilton.
O número 1 da equipe (porque a McLaren tem seu número 1) ganha de Button no quseito ousadia, o mesmo critério que diferenciava Senna de Prost no final dos anos 80. Perde, entretanto, no equilíbrio. Hamilton é o estilo Senna. Quer vencer a qualquer preço. É passional, busca o impossível. E por vezes essa característica cobra seu preço. Button é Prost, pau a pau no talento, sem a mesma ousadia e sabe planejar uma corrida e suas consequências para o campeonato.
Ganha a McLaren por manter o companheiro ideal para seu piloto número 1. Button não vai, pelo menos de maneira pública, gritar, xingar e chiar. É um cara gente boa, amigo de todos, não quer arrumar confusão.
Sim, 2007 ainda respinga em Woking.
Agora, vamos para a pista.
Agora não, só em 2012...
domingo, 2 de outubro de 2011
Dagoberto
Dagoberto não é craque. Nunca foi.
Poderia ser. Acharam que seria. Não foi.
É um bom jogador. Bom, útil, importante. Fundamental, não.
Era para ter sido em 2004. Disputava com Robinho a condição de craque do Campeonato Brasileiro.
A contusão o atrapalhou. O vice do Atlético-PR decretou o fim.
Voltou da contusão. "Agora vai".
Passa pelo São Paulo antes; dali, vai explodir para o mundo.
2005, 2006, 2007...2011, quase 2012.
Não foi...
Continua bom, últil, importante. Não se torna fundamental.
Joga para si, não para o time. Quer ser o melhor, não fala em ver o time campeão. Não toca a bola quando há companheiros em melhores condições.
Provoca arrepios no comportamento. Leva cartões vermelhos por motivos esdrúxulos. É multado pelo clube e reclama da multa.
Reclama da multa, do técnico, dos companheiros.
Marca um gol espetacular contra o Flamengo e tira a camisa para comemorar. Leva o amarelo. O vermelho, por uma falta desnecessária, não veio, com agradecimentos a Sandro Meira Ricci.
Agora, plantam a saída dele do Morumbi.
Não seria para o Real Madrid, Manchester United, Internazionale, Barcelona.
Seja onde for, seria para tentar, ao menos, mudar o estilo de ser.
Porque craque...não foi...
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