terça-feira, 19 de julho de 2011

Foi em Hockenhein

O GP da Alemanha deste ano será disputado em Nürburgring.
Palco de várias edições do GP da Europa, que hoje acontece em Valencia.
Nürburgring é um excelente circuito.
Mas meu estilo saudosista e tradicionalista remete a Hockenhein.
Apesar que Hockenhein sem o trecho da floresta não é Hockenhein...
Enfim, foi lá que aconteceram três momentos marcantes da história.

1982



2000



2010

Nürburgring

Alemanha
Circuito de Nürburgring
60 voltas
5.148 metros em cada volta
15 curvas
Máxima de 297 km/h no final da reta dos boxes
Em 2010*
1º Fernando Alonso (Ferrari)/2º Felipe Massa (Ferrari)/3º Sebastian Vettel (Red Bull)
Programação (horário de Brasília)
Sexta-feira, 5 horas - Treino Livre 1
Sexta-feira, 9 horas - Treino Livre 2
Sábado, 6 horas - Treino Livre 3
Sábado, 9 horas - Qualifyng
Domingo, 9 horas - Largada, 60 voltas
*Em 2010, a prova foi realizada em Hockenhein

domingo, 17 de julho de 2011

Pimenta no Reino

O Barão dizia estar evacuando para os burburinhos.
Evacuou tanto que contagiou a muitos.
O ambiente e as atitudes, sejam elas técnicas ou não, tornaram-se autênticas pocilgas.
O Barão questionou o interesse público pelos assuntos obscuros.
E os assuntos públicos tornaram-se levemente desagradáveis.
O Barão enxergou um traço de maldade em seus opositores.
Os membros do reinado expuseram as consequências do governo diante de milhares, batendo nos picos.
O Barão só iria se preocupar se o órgão de veiculação das benfeitorias do reinado expusesse algo que eventualmente não lhe agradasse.
Talvez o Barão esteja realmente preocupado.
E os construtores da imagem do "tudo ótimo" também.
A mágica para apagar o que realmente aconteceu ou transformar essa verdade em um futuro promissor será difícil de executar...

Maravilhosa ilusão

Sinto-me um trouxa cada vez que penso que torci nesta Copa.
Principalmente ao constatar que aquilo que só veio à tona agora já acontecia naqueles tempos.
Resta o consolo de ter acordado cedo, sem que houvesse tempo para dar continuidade a essa ilusão.
Na França/98 já não se torcia mais.
Já se sabia como as coisas funcionavam.
O que veio depois foi apenas consequência.
Resta também a realização de ter visto, de saber como é, principalmente depois da frustração hispânica em 1982 e de só ouvir falar sobre 70, 70 e...mais 70...
É uma lástima, mas quem cuida da Seleção me levou a isso.
E levou muita gente junto.
Há quem ainda viva nesse mundo paralelo, esse mundo de "vai ser 3 a 0 Brasiiiiiiiiiiiil".
Normalmente, me acusam de não ser brasileiro.
Francamente, acho que sou mais brasileiro que eles.
Ao menos fico indignado ao ver meu dinheiro indo para as mãos de uns e outros.
Os mesmos que iludem e enganam os que me acusam de não ser brasileiro.
Estas cenas aconteceram há exatos 17 anos.
Dia 17 de julho de 1994...








quarta-feira, 13 de julho de 2011

No País da Copa (2)

Nacional e São Vicente se enfrentavam pelo Campeonato Paulista da Segunda Divisão.
Segunda, numas, porque na realidade é a quarta divisão paulista.
Jogo no romântico e tradicional Estádio Nicolau Alayon.
Aos oito minutos de jogo, o meia-atacante Luciano Ezídio da Silva, o Lutcho, de 23 anos, cai no gramado.
As travas da chuteira prenderam no gramado.
Fratura.
Isso acontece, faz parte dos acidentes do futebol.
Lutcho é colocado na ambulância, uma Caravan capaz de provocar tétano de tanta ferrugem que tinha.
O carro não pegou.
Carro empurrado por torcedores do Nacional, porque numa hora dessas a solidariedade fala alto.
Afinal, adversário não é inimigo.
Opa, pegou, só ir ao hospital...e...er...bem...mas...cadê o motorista??
Procura daqui, dali, de lá...sumiu...escafedeu-se...
A Polícia Militar chama o Resgate e proíbe a ambulância de sair, afinal, aquele pau véio poderia quebrar na primeira esquina.
Passam 45 minutos e nada.
O pai de Lutcho, não aguentando mais, assume o volante.
Mas para onde levar o filho?
O hospital mais próximo estava fechado. Era feriado.
Mais um pouco de solidariedade.
O dono da cantina do estádio vai para o banco do carona, ensinando o caminho ao segundo hospital mais próximo.
A PM acompanha. Se aquela lata velha parar, bota o Lutcho na viatura mesmo.
Lutcho será operado e deve voltar e jogar em seis meses.
Sabe o que é pior nisso tudo??
É que toda essa história foi verdadeira.
E sabe quando aconteceu??
No último sábado, 9 de julho.
DE 2011!!!
Viva o País pentacampeão!!
Viva a Copa do Mundo!!
Vai ser 3 a 0!!
BRASIL-SIL-SIL!!!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Sei lá, viu?

Os alemães do Bild estão colocando Kimi Raikkönen da Red Bull ao lado de Vettel a partir de 2012.
O contrato de Mark Webber vai até o fim da atual temporada e muita gente diz que o australiano vai se aposentar.
O finlandês já é funcionário do pessoal das asinhas, mas para o Mundial de Rali.
Apesar disso, acho essa contratação difícil.
Sebastian Vettel vai muito bem, obrigado, pilotando em uma equipe que definiu bem quem são o primeiro e o segundo piloto.
Mark Webber é um segundo piloto. Kimi jamais será. Jamais aceitará ser.
Primeiro por personalidade, segundo por currículo.
Título mundial por título mundial, ele tem o dele.
Outro detalhe: Kimi não parece lá muito incomodado por estar fora da Fórmula 1 há mais de dois anos.
Há quem diga que o finlandês ama pilotar e odeia todo o resto que envolve a categoria.
Leia-se papagaiadas, sobretudo de patrocinadores.
Nada é impossível, mas essa eu acho bem difícil.

As imagens

Demorou, mas aí estão as imagens go GP de Toronto.
Tirem suas próprias conclusões.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Roupa suja virtual

Dario Franchitti venceu o GP de Toronto da Fórmula Indy.
Lidera o campeonato com 353 pontos, com Will Power em segundo (298).
Mas a corrida, por mais confusa e polêmica que tenha sido, não vem ao caso, por incrível que pareça.
O que vale mesmo é falar do que veio depois.
Power teve sua Penske tocada pelo carro de Franchitti na briga pela quinta posição. E encontrou um culpado por ter sido obrigado a abandonar a prova.
E onde o cidadão foi expor seu ódio?
No Twitter.
Franchitti não gostou. E foi responder.
No Twitter.
Ou seja, lavaram roupa suja em público.
"Obrigado por ter me tirado da corrida", disse Power.
"Veja o replay e depois você me chama", rebateu Franchitti.
"Eu vi o replay e vi também que não tem uma corrida em que você jogue limpo", disparou Power.
A coisa ficou meio silenciosa até o reclamante dizer que ia ver um filme. Aproveitou para pedir desculpas aos seus seguidores.
Para quem está de fora, é complicado apontar um culpado por um toque entre carros.
Mas não é nada difícil ver como está o clima.
Dia 24 tem corrida em Edmonton.
Hora do trocadilho infame.
Em Edmonton, é de bom tom ficarmos de olho...

Depois de Silverstone

Em uma análise nua, crua, fria, seca e com uma dose de indiferença com relação ao assunto, algo que sinceramente eu abomino para quem lida com qualquer assunto, a vitória de Fernando Alonso em Silverstone é resumida em uma frase.
Alonso venceu porque a Red Bull errou.
Foi por isso, é verdade. Na análise mais fácil, aquela que só vê um lado da história e mata o assunto ali.
Mais difícil é enxergar que Alonso foi beneficiado com o erro rubro-taurino porque estava em segundo depois de ter largado em terceiro. Posição ganha na pista. Pegou a primeira colocação nos boxes porque a Ferrari ordenou seu pit stop na mesma hora que o de Sebastian Vettel. Trabalho em equipe.
E Alonso mostrou sua capacidade em pista molhada. Porque vamos e convenhamos. Silverstone foi secando aos poucos, mas começou molhada. Foi o instante em que Alonso pulou para segundo. O resto foi consequência.
É evidente que o bicampeonato só sai das mãos de Vettel em caso de uma hecatombe. São 204 pontos contra 124 de Mark Webber e 112 de Alonso. Pode até continuar sem vencer, mas com uns podiozinhos aí vai se garantindo.
E garante também um pouco mais de graça à coisa toda.
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Se houvesse um troféu de menção honrosa, deveria ser entregue a Lewis Hamilton. Saiu de 10º para 4º lugar e ainda teve que brigar com Massa nos últimos metros.
Hamilton por vezes é precipitado. Mas quando resolve ser apenas genial, merece os aplausos: clap, clap, clap!
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Foi o Maurício Branzzani quem me alertou sobre a ordem para Webber não ultrapassar Vettel. Confesso que estava tão entretido em saber quem chegaria em segundo que desliguei a atenção para a mensagem que viria.
Bati palmas para Christian Horner no ano passado, mas em Silverstone ele foi um Jean Todt de macacão azul.

domingo, 10 de julho de 2011

Silverstone - Alonso estava certo

Quando Fernando Alonso disse que Silverstone iria mostrar a real capacidade da Ferrari na temporada atual, parecia uma piada.
Não foi.
O espanhol venceu o GP da Inglaterra, quebrando a sequência do pessoal das asinhas.
Sebastian Vettel chegou em segundo e Mark Webber em terceiro.
É verdade que foi necessário um erro crasso da Red Bull nos boxes, caso contrário, Vettel levaria.
Mas quem vai lembrar disso agora?
A largada aconteceu exatamente como prevíamos. Mark Webber na pole, com Vettel em segundo e a primeira curva à direita. O alemãozinho nem precisou da curva. Acelerou, ganhou e virou em primeiro.
Um pouco mais para trás, Felipe Massa, em quarto, perdeu a posição para Jenson Button. Recuperou-a logo depois, mas o que nenhum dos dois esperava era a reação de Lewis Hamilton, que largou em 10º, veio passando todo mundo, chegou nos dois e ganhou, indo para 4º.
Michael Schumacher estava em 9º quando abriu a janela de pits na 10ª volta, mas de uma forma um tanto quanto forçada. O alemão tocou a Mercedes na traseira da Sauber de Kamui Kobayashi, provocando uma rodada do japonês.
De qualquer forma, Schummy aproveitou a troca do bico avariado para colocar pneus para pista seca. Mas seria punido com 10 segundos nos boxes; Kobayashi sairia na volta 25, com o motor estourado.
A partir da 12ª volta, o povo foi entrando nos boxes aos poucos. Começou com Button. Mark Webber e Fernando Alonso, na disputa pela segunda posição, entraram juntos. O australiano saiu na frente.
Na pista, Hamilton travava uma bela briga com Massa. Tomou-lhe a quarta posição, escorregou e Massa pegou de volta.
Vettel entrou nos boxes no final da 13ª volta, assim como Massa. O alemão, natural e evidentemente, voltou em 1º.
Na nova formação do grid, Webber voltou atrás de Massa e o ultrapassou depois de uma linda batalha. Na volta 15 foi a vez de outra McLaren em outra Ferrari: Hamilton passou Alonso e pegou a terceira colocação.O espanhol abriu a asa para recuperar a terceira posição na volta 24.
O inglês achou melhor ir para os boxes.
Na verdade, ele abriu a segunda janela de pits, que causaria a surpresa inglesa e a mudaça da história. No final da volta 27, Vettel e Alonso entraram. A Ferrari, enfim, mandou bem e contou com a colaboração do pessoal das asinhas, que se atrapalhou com o pneu esquerdo traseiro. O espanhol saiu antes para ssumir a ponta. E se o esquema era complicar a vida do alemãozinho, Hamilton se colocou entre os dois na pista e ficou em segundo.
Vettel entrou nos boxes novamente na volta 37. Hamilton foi na volta seguinte.E perdeu a posição para o alemãozinho. Pelo rádio, a McLaren chamou Button para os pits, numa tentativa de passar Webber e, digamos, dar o troco na Red Bull.
Só que aconteceu rigorosamente o oposto: Webber entrou e Button não.
Enquanto Vettel passava Massa na pista, Alonso entrou nos boxes, a tempo de voltar na liderança.Button foi entrar na volta 39 e nem saiu dos boxes. Quer dizer, saiu, mas não voltou para a pista. Por um desacerto com o mecânico responsável pela roda dianteira direita, Button saiu com o pneu solto. Andou uns 10 metros e parou de vez. Fim de prova.
Pelo rádio, a McLaren avisou Hamilton sobre possível pane seca, ou seja, uma ordem para o inglês aliviar o acelerador. Blefe ou não, Webber gostou, se aproximou, chegou e passou na volta 46.
Alonso seguiu para uma vitória mais que sossegada, bem à frente de Vettel. Webber cruzou em terceiro.
Boa mesmo foi a disputa Hamilton/Massa pela quarta colocação. Os dois chegaram a se tocar na penúltima curva e Massa saiu da pista na entrada da reta dos boxes. Melhor para o inglês.
Pode haver punição? Pode. Repercutirei assim que possível, o que não acontecerá tão cedo. Massa, logo após a prova, classificou como um "acidente de corrida".
Vettel ainda lidera o campeonato com folga. Será bicampeão. Mas que a coisa toda ganhou um pouco mais de graça, isso ganhou...