domingo, 29 de maio de 2011

Dan Wheldon, 100 mais...

Faz quase seis horas que as 500 milhas de Indianápolis terminaram.
E estou até agora tentando entender o que aconteceu.
Will Power, Dario Franchitti, Helio Castroneves, Scott Dixon...não...Danica Patrick, JR Hildebrand, Oriol Serviá...
Dan Wheldon...
Foi o piloto da Bryan Herta com Curb/Agajanian quem cruzou em primeiro. Foi ele o vencedor da edição número 100 da prova.
Bebeu leite, mas poderia ser champagne e das mais caras.
Hildebrand deve preferir uma cachaça, daquelas bem fortes e em doses sem noção.
Porque a vitória era dele até as últimas voltas, até as últimas curvas.
Até a última curva.
Até encontrar o muro.
Até arrastar o carro avariado e tentar cruzar a linha de chegada com o carro zoado mesmo.
Não deu tempo.
Dan Wheldon chegou.
Dan Wheldon herdou.
Dan Wheldon foi o vencedor.
Porque não importa como foi, de que forma aconteceu. O primeiro a cruzar a linha é o vencedor e acabou, fim de papo.
E poderia ser Danica. Sim, a musa andou na frente a poucas voltas do fim, mas não tinha tanto cumbustível. Chegou em 10º.
Poderia ser Grahan Rahal, que andou na frente e chegou em terceiro. Poderia ser Serviá, que andou na frente e chegpu em 5º
Foi Wheldon, que andou lá atrás e chegou na frente.
Tony Kanaan foi o melhor brazuca, em 4º lugar. Vitor Meira foi o 15º. Hélio Castroneves o 17º. Bia Figueiredo chegou em 21º.
Dan Wheldon tem mais é que comemorar mesmo.
A vitória valeu por 100...

Monte de tudo em Monte Carlo

Até agora, a melhor corrida do ano havia sido o GP da China.
Não é mais.
Mônaco, com todas as possibilidades de dar sono, foi a que deixou todo mundo acordado.
Não por mais uma vitória de Sebastian Vettel, a quinta no ano, que só o deixa mais perto do bi antecipado.
Mas por tudo o que envolveu a etapa monaquiana.
Trocas de posições, três pilotos brigando pau a pau pela ponta, acidente, bandeira vermelha e tudo o mais.
Só Lewis Hamilton veio para destoar o negócio.
As coisas caminhavam como todos imaginavam até a 15ª volta. Vettel pulou na frente e deixou a briga para os outros. Alonso passou na frente de Mark Webber e Jenson Button se segurou em segundo.
Na 15ª volta, Button entrou nos boxes. Vettel entrou na volta seguinte e a Red Bull (sim, a poderosa Red Bull) se atrapalhou. O que seria um pit stop demorou demais. Webber entrou na mesma volta e as coisas pioraram mais ainda. Alonso entrou na volta 17.
Passada essa janela, a situação era Button, Alonso e Vettel nas primeiras posições. Até Button entrar de novo na volta 33 e Alonso assumir a ponta.
Aí apareceu Hamilton.
Lá atrás, muito atrás dos líderes, tentou passar Felipe Massa no hairpin (logo onde) e por dentro. O toque foi inevitável. Os dois foram para o túnel e, na briga pela posição, Massa caiu no lado sujo da pista. Suficiente para perder o controle e bater no guard rail. Massa fora da prova, safety car e drive-through para Hamilton.
Na mesma volta, a Mercedes de Michael Schumacher apagou na entrada dos boxes. Schumacher que foi ultrapassado de modo fácil por Rubens Barrichello na briga pela 9ª colocação.
Alonso aproveitou o safety car para ir aos boxes.
Vettel agradeceu.
Na volta 39, quando a prova recomeçou, o alemãozinho era o primeiro, com Button em segundo e Alonso em terceiro.
Button ainda entrou pela terceira vez na volta 48.
A partir da volta 50, a corrida virou...corrida. Vettel, Alonso e Button brigavam pela primeira posição por centímetros de diferença. Eram os três no enquadramento da transmissão. A Red Bull clamava pela presença do alemãozinho nos boxes e ele se fez de surdo. Não quis entregar a prova facilemente.
Acertada decisão.
Porque na volta 69 houve uma confusão entre líderes e retardatários. Os três mosqueteiros passaram, mas Vitaly Petrov subiu com a Renault na chicane pós túnel (a mesma de Rosberg e Sergio Perez no sábado) e acertou a Toro Rosso de Jaime Alguersuari. Os dois foram para o guard rail. Petrov, com fortes dores na perna, não conseguiu sair do carro sozinho.
Bandeira vermelha.
Beleza, carros no grid, com autorização para serem mexidos. Todo mundo trocou os pneus.
Inclusive Vettel.
Na relargada, a cinco voltas do fim, manteve a ponta.
Aí apareceu Hamilton,
Para se enroscar com Pastor Maldonado na entrada da Sint-Devote.
Na frente, Vettel administrou até vencer, com Alonso em segundo e Button em terceiro.
Barrichello em 9º. Dois pontos!!
E falta pouco para o alemão ser bicampeão por antecipação.
A rima foi boa.
Mas o GP de Mônaco foi melhor...

sábado, 28 de maio de 2011

Mônaco - Sergio Perez e o grid

Sergio Perez perdeu o controle da Sauber na saída do túnel.
Subiu na zebra e bateu no guard-rail.
E foi se chocar forte nos pneus da chicane.
Não saiu do carro. Não se mexeu.
Foi retirado de ambulância.
Disse o empresário dele que saiu consciente.
Mas que foi feio, foi.
O piloto não sair do carro preocupa. Não se mexer, preocupa mais ainda.
Parece e apenas parece que não tem nada mais sério.
É o que se espera.
E é o que se sabe até agora, 11 horas de Brasília.
O treino? O grid?
O pancão do Perez quebou totalmente o clima.
Mas vamos lá, porque há um grid formado.
Com Sebastian Vettel na pole, 1min13s556, Jenson Button em segundo, 1min13s997 e Mark Webber em terceiro, 1min14s019.
O caso é que Vettel muda a direção dos holofotes no momento em que realmente precisa.
Fernando Alonso tinha sido o mais rápido na quinta-feira e também na manhã de sábado (quando, por sinal, Nico Rosberg bateu de modo muito parecido com Perez). No Q1 de sábado as McLaren dominavam, com Lewis Hamilton em primeiro e Button em segundo. Vettel começou a aparecer no Q2, ao ficar em segundo lugar, ainda atrás de Hamilton.
Não se sabe porque cargas d'água o inglês demororou demais para trocar os pneus e entrar no Q3 com alguma possibilidade. Até aí, Vettel já tinha estabelecido o tempo da pole e era o primeiro a andar em 1min13s.
Quando o inglês achou que iria para a pista, bandeira vermelha em virtude do acidente com Perez.
Faltavam 2min26s para o fim do treino quando a pista foi liberada novamente.
E Hamilton não conseguiu ir além do sétimo lugar.
Alonso vai largar em 4º lugar, Felipe Massa em 6º e Rubens Barric hello em 12º.
E assim está formado o grid para o GP de Mônaco.
Compromissos me impedem de acompanhar melhor o estado de Perez.
Vou me informando e volto em outra hora para a gente debater.
Por enquanto, é o que temos.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Mônaco - quinta (sexta)-feira

Fernando Alonso foi o mais rápido nos treinos livres em Mônaco.
Sim, quinta-feira. Sexta é dia de papagaiadas em geral e não há treinos.
Portanto, agora só no sábado.
O espanhol mandou 1min15s123.
Lewis Hamilton foi o segundo, com 1min15s228 e Nico Rosberg o terceiro, 1min15s321.
Sebastian Vettel ficou em quinto, Felipe Massa em sexto, Mark Webber em oitavo e Rubens Barrichello em 13º.
É evidente que a Red Bull sabe crescer na hora certa, portanto, esperemos por uma "reviravolta" que fatalmente acontecerá no sábado.
Até porque Mônaco não permite erros e é muito pouco provável que Vettel vá errar no qualifying.
Na quinta, o treino foi muito, muito burocrático.
E muita gente adotou os pneus macios.
Não houve tanto desgaste, mesmo com a pista quente.
Só um ou outro errinho na entrada da Saint-Devote e nada mais.
No sábado, o grid estará definido.

Para entender

Libertadores funciona mais ou menos assim:
1 a 0 é pouco?
É.
É o fim do mundo?
Não.
Por vezes, é o suficiente.
Afinal, poucos, ao longo da história, ganharam a competição promovendo espetáculos.
Normalmente, os campeões jogam pelos resultados...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Tá tudo certo...

Clarence Seedorf renovou o contrato com o Milan e deu bau bau para o Corinthians.
Quem bancou a informação ficou com cara de...tacho...vamos resumir assim...
Digamos que foi mais um dos enormes balões de ensaio da gestão Andrés.
Assim como tantos outros...
O de que o Corinthians tinha um projeto para ser campeão da Libertadores, com preços de ingressos estabelecidos (e caros), dois times (um para o Paulistão e outro para a Libertadores), grandes nomes etc etc etc.
Isso desde 2010.
Quando chegaram Roberto Carlos, Iarley, Danilo e Tcheco.
O Flamengo agilizou as saídas de Iarley e Tcheco.
O Deportes Tolima abriu as portas para Roberto Carlos e foi a gota d'água para Ronaldo.
O Corinthians ficou três meses jogando só o Campeonato Paulista.
E não foi campeão.
E não jogou para ser campeão.
E o torcedor do Corinthians não abre os olhos.
É capaz de xingar o autor deste texto e não cobrar quem realmente deve ser cobrado.
Enfim...
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Lembram do pacotão do São Paulo de 2010?
Só ficou o Carlinhos Paraíba.
Marcelinho Paraíba, Léo Lima, André Luiz, Cléber Santana, Carleto...não ficou ninguém...
Ah, depois chegou o Fernandão...e já foi...
Mas o São Paulo é o que melhor contrata, não é mesmo?
Tem agora um presidente que lutou para se manter no poder.
Assim, como Alberto Dualib, Mustafá Contursi, Marcelo Teixeira, Eurico Miranda...
Desses quatro clubes, três foram rebaixados e um balançou bastante.
Em 2008, o traseiro do Gustavo Nery livrou o Santos da Série B...
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Todos iguais, mas uns mais iguais que os outros...

Caminhão...

Curva Saint-Devote; a primeira do Grande Prêmio de Mônaco.
E um caminhão pegou fogo na noite de terça-feira.
Danificou o asfalto, que naturalmente já não é essas coisas.
Porque Mônaco não é um autódromo.
Estão tentando recuperar, mas na quinta já têm treinos livres.
Vamos ver até quando os pneus irão resistir.
De qualquer forma, não é exclusividade do Porto de Santos, da Via Anchieta, do Rodoanel ou das marginais Tietê e Pinheiros.
Caminhão é igual elefante, que onde pisa f... tudo...

terça-feira, 24 de maio de 2011

Monte Carlo

Mônaco
Circuito de Monte Carlo
78 voltas
3.340 metros em cada volta.
Recorde da pista: 1min14s439, estabelecido por Michael Schumacher em 2004
Em 2010: 1º Mark Webber (Red Bull), 2º Sebastian Vettel (Red Bull), 3º Robert Kubica (Renault).
Programação (horário de Brasília):
Quinta-feira, 5 horas: Pratice 1
Quinta-feira, 9 horas: Pratice 2
Sábado, 6 horas: Partice 3
Sábado, 9 horas: Qualifyng
Domingo, 9 horas: Corrida
Curiosidades
São muitas, fatalmente algumas serão deixadas de lado, mas vamos às que forem lembradas:
- Treinos livres na quinta mesmo, não são na sexta. Em Mônaco, a sexta-feira é dedicada aos eventos organizados por e para pessoas que nada têm a ver com a Fórmula 1 (a popular papagaiada).
- O circuito está na Fórmula 1 desde 1955.
- Quase sem pontos de ultrapassagem, o circuito define seus vencedores nos treinos. Levar a pole é ter meio caminho percorrido. Vai exigir toda a carga aerodinâmica.
- Mônaco consagrou Ayrton Senna. Foram seis vitórias, uma quase vitória em 1984, quase ultrapassando a McLaren de Alain Prost com uma horrorosa Toleman, debaixo de um temporal e um erro ridículo (no dia 15 de maio de 1988, ao bater na entrada do túnel, sozinho).
- Às vezes, Mônaco consagra figuras pouco comuns. E, 1982, Ricardo Paretese venceu. Em 1996, foi a vez de Olivier Panis.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Depois de Barcelona

Sebastian Vettel será bicampeão do mundo com extrema facilidade.
Desde que nenhuma circunstância excepcional o atrapalhe.
E será bicampeão por antecipação não só por ser um piloto excelente ou por ter em mãos o melhor carro do grid.
O título antecipado virá também pelo trabalho da equipe e em equipe.
Vettel não largou na pole e, até onde se sabe, Mark Webber perdeu a primeira colocação por alguma bobagem cometida na hora da largada. Jamais para ceder a posição ao compenheiro de Red Bull.
Até porque seria um tremendo tiro no pé, pois Fernando Alonso assumiu a ponta.
Vettel venceu em Barcelona a partir de uma estratégia que depende de um carro espetacular e de um pouco de inteligência e ousadia do time nos boxes.
Antecipar o pit stop em uma volta, voar na pista quando os concorrentes diretos estiverem nos boxes e passar na reta principal antes que eles retornem.
Muitas das 91 vitórias de Michael Schumacher foram conquistadas com uma estratégia parecida.
Sim, um alemão que voava lá na frente e provocava a perda do interesse pelo esporte para muita gente.
Então Vettel voou no segundo setor e cruzou na frente na volta 18.
Na volta 19, na volta 20, na volta 21...na 66 também...
Ah, sim, aí a corrida estava encerrada...

*Menção honrosa para Felipe Massa. Não sei o que está acontecendo com o brasileiro. Nem de longe lembra o piloto que bateu na trave do título em 2008.
Não vou afirmar que há relação com o acidente na Hungria em 2009 porque não tenho em mãos dados científicos que comprovem esta afirmação.
Mas que há fatos estranhos, há.
Questões internas? Pode ser.
Só ele poderá revelar.
De qualquer forma, a corrida do brasileiro foi triste. Depois de ser ultrapassado por Sergio Perez e Nick Heidfeld, que largou em último, teve um problema no câmbio que o tirou da pista.
Estranho...
Seria um "câmbio, desligo"?

*A FIA vai rever a questão do uso da asa traseira móvel em Mônaco.
A ideia era liberar o uso da asa na área do túnel.
O problema: sai do túnel, vem aquele clarão nos olhos e uma chicane fechadíssima na sequência.
Você já deve imaginar o que vai acontecer...
Melhor não liberar mesmo...
Rubens Barrichello, como representante dos pilotos, já pediu...

* 23 de março é aniversário de Rubens Barrichello.
Completa 39 anos.
Dizem que é também o Dia Mundial da Tartaruga.
Muita gente aproveitou a coincidência.
Eu prefiro enaltecer o talento do cara.
Mesmo depois de uma série de coisas que ele fez nesses 18 anos de Fórmula 1, das quais eu discordei e ainda discordo.
Mas respeitar o talento é o mínimo...

domingo, 22 de maio de 2011

Vettel, no braço e na estratégia

Para muita gente, a temporada de 2011 da Fórmula 1 está sem graça, pois o quadro é Sebastian Vettel contra o resto.
Mas o alemão faz por onde.
A notícia direta "Vettel vence em Barcelona", assim, seca, pura e simples, encerra o interesse pelo texto.
Mas seria interessante ler.
Porque o alemãozinho não saiu na pole, porque foi superado na largada, porque contou com o próprio talento e com uma estratégia acertada da Red Bull.
O fim foi o mesmo, com meios diferentes...
Mark Webber saiu na pole. Pois é, não houve pitacos no sábado, mas foi o que aconteceu (um dia eu conto os motivos dessa ligeira ausência). Vettel era o segundo, Lewis Hamilton largou em terceiro e Fernando Alonso em quarto.
Em casa, o espanhol fez o inesperado: se mandou para a frente (até aí, normal) e conseguiu. Webber largou mal, Hamilton tirou o pé e sobrou para Alonso e Vettel atacarem.
Melhor para o espanhol, que catou a liderança.
Isso até começar o show de pit stops: com 33º na pista e todo mundo com pneus macios, o desgaste (leia-se farofa) foi imenso. Tanto que Vettel fez a primeira parada na 9ª volta. Na virada seguinte, entraram Alonso e Webber. Hamilton entrou na sequência e voltou à frente de Webber.
E sabe o que aconteceu nove voltas depois?
Mais pits.
Vettel na 18, Alonso e Webber na 19.
E Vettel venceu aí. Voou no segundo setor e deixou todo mundo para trás. Hamilton só foi entrar na volta 24, para voltar em segundo.
Na volta 29, Alonso e Webber foram mais uma vez juntos para os boxes. Saíram com os carros side by side e Alonso se deu melhor.
Na volta 34, Vettel entrou novamente e Lewis Hamilton na 35.
Logo depois, Jenson Button passou Webber para se garantir no pódio.
As últimas paradas foram de Alonso na volta 41, Vettel na 48 e Hamilton na 49.
Com pneus duros e mais resistentes.
Aliás, a McLaren vinha mais resistente.
Tanto que Hamilton colou em Vettel. Tentou por três voltas a ultrapassagem, usando asa móvel e kers. Não deu em nada.
Lá atrás, muito atrás, Felipe Massa foi levando ultrapassagens em série. Até de Sergio Perez e Nick Heidfeld. Estranhamente, ele parou na brita logo depois. Disse que foi o câmbio.
Para mim, foi um "Câmbio, desligo".
Vettel cruzou em primeiro, segiuido por Hamilton e Button.
Está com 118 pontos, contra 74 de Hamilton.
Vamos iniciar as apostas.
Em qual etapa a Fórmula 1 terá o campeão de 2011??