quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Ah, bom

Pouco antes do GP do Brasil, Bernie Ecclestone detonou as equipes pequenas, classificando-as como uma vergonha para a Fórmula 1.
Vem o dito cujo agora e muda o discurso, dizendo que é bom tê-las, desde que não andem com cuias de esmola.
Comecei a achar que o pau dado pelos assaltantes tivesse chacoalhado o cérebro do chefão da categoria.
Engano.
Ecclestone resolveu atacar Max Mosely, presidente da Formula One Management (FOM).
O mesmo que estabeleceu o teto de 40 milhões de euros por temporada, para atrair os menores.
Ou seja: em nome da política, mudou o discurso.
Ou seja 2: política é igual em todo lugar...

Aleluia, Pastor!

Essa é a Fórmula 1.
"Não, veja bem, não é assim, há negociações, pode ser, pode não ser".
E quase sempre é.
Então, a Williams anuncia Pastor Maldonado como companheiro de RubensBarrichello.
Estava mais do que óbvio.
Só que jamais se crava alguma coisa na Fórmula 1.
Os principais patrocinadores deixaram a ex-grande equipe.
O venezuelano chegou com dinheiro de petrolífera...é você mesmo.
Nico Hulkenberg rodou. A pole em Interlagos veio tarde demais.
E por que Barrichello fica?
Pela experiência e por ser um excelente arrumador de carros.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Apenas detalhes

Sobre a numeração da Fórmula 1 em 2011, alguns detalhes a serem destacados:
- Um monte de 'A definir'
- A Lotus tem o time completo, sem Bruno Senna, cogitado para ir para lá
- Aliás, nem Bruno nem Lucas Di Grassi aparecem na lista
- Muito menos Vitaly Petrov na Renault
Então, vamos lá:
Isso significa que, nem Bruno, nem Di Grassi se garantiram.
Por enquanto...
Tem uma vaga na Renault, uma na Williams e duas na Toro Rosso.
Acho (e apenas acho) que a vaga na Williams será de Pastor Maldonado.
Restariam Renault e Toro Rosso.
E por que não?
Se repararmos, nenhum dos dois está em pânico, achando que ficará fora do grid.
No ano passado, Bruno estava.
Podem estar aguardando o momento ideal para os anúncios.
Joguei duas possibilidades.
Existe uma terceira, lançada por Di Grassi.
Ser piloto de testes em uma equipe maior.
Sim, é frustrante para que já foi titular, mas não vamos esquecer que até 2005 o piloto de testes da Ferrari era Felipe Massa.
Se for uma equipe que valorize a base, talvez valha a pena.
Mas ainda acho que há vagas para os dois.
Vamos aguardar...

A definir

E a numeração da Fórmula 1 para 2011 fica assim.
Ou melhor: a definir...
Red Bull
1 - Sebastian Vettel
2 - Mark Webber
McLaren
3 - Jenson Button
4 - Lewis Hamilton
Ferrari
5 - Fernando Alonso
6 - Felipe Massa
Mercedes
7 - Michael Schumacher
8 - Nico Rosberg
Renault
9. Robert Kubica
10. A definir

Williams
11. Rubens Barrichello
12. A definir

Force India
14. A definir
15. A definir

Sauber
16. Kamui Kobayashi
17. Sergio Perez
Toro Rosso
18 - A definir
19 - A definir
Lotus
20 - Jarno Trulli
21 -Heikki Kivalainen
Hispania
22 - A definir
23 - A definir
Virgin
24 - A definir
25 - A definir

terça-feira, 30 de novembro de 2010

E o resultado...

Nenhum jornalista é bom em matemática.
Se fosse, não seria jornalista.
Naturalmente, no caso deste que vos escreve, o quadro permanece inalterado.
Talvez uma porta entenda mais do assunto do que eu.
Mas vamos recorrer ao terror dos responsáveis pela notícia e tentar chegar a uma conclusão.
Fernando Alonso disse que, em 2011, tudo será mais fácil. "Teremos uma grande temporada no próximo ano, com um carro muito competitivo".
Stefano Domenicali disse que Massa deve voltar a ser extraordinário, como foi em 2008. Assim, não perde tempo reclamando do aquecimento dos pneus. "É fundamental para ele, como piloto e como Ferrari".
Luca di Montezemolo foi pelo mesmo caminho. "Espero muito do Felipe no próximo ano. Estou certo de que voltará a ser o cara que vimos em 2008".
Vamos às contas:
Um ano mais fácil para Alonso representa, de modo natural, um ano mais difícil para Massa.
Sobretudo em uma categoria na qual só há lugar para um. Em uma equipe que normalmente trabalha só para um.
E esse um não é Massa.
Se a coisa será mais fácil para Alonso, como Massa será o cara de 2008?
A não ser que ele se supere demais.
E mesmo que consiga, estará sujeito às mensagens obscuras pelo rádio.
Ou seja...
Conhecemos o resultado final...

domingo, 28 de novembro de 2010

Desnecessário



Uma coisa estúpida e desnecessária.
Assim, Bernie Ecclestone definiu o assalto do qual foi vítima, ao lado da namorada, a brasileira Fabiana Flosi.
Em suma: os caras chegaram arregaçando, nem anunciaram assalto nem nada.
E se foi coisa encomendada, fizeram bem feito, porque levaram os brincos da menina.
A imagem (extraída do site Amigos da Velocidade) resume bem o que aconteceu.
É mais ou menos o que pode acontecer com você, se insistir em passar a temporada nas praias do Guarujá.
Na terra onde se mata vereador, você terá sorte se ganhar 'só' um hematoma no olho.
Se sair vivo, está no lucro...

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Pressão

Quase duas semanas depois, a Itália ainda não engoliu o desfecho da temporada 2010 da Fórmula 1.
E cobra mudanças.
Eu disse a Itália, não a Ferrari.
De acordo com a Autosprint,o australiano Chris Dyer, atualmente engenheiro-chefe e responsável pela estratégia do time de Maranello, vai rodar.
Luca di Montezemolo nega. Diz que só "a máquina" vai mudar para 2011.
A Ferrari parece ter aceitado a derrota, mesmo estando com o título praticamente ganho.
A Itália não aceitou.
E sabemos qual é a influência que o país exerce sobre a equipe.
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Vitaly Petrov teve sua página no Facebook invadida por fãs de Fernando Alonso.
Reclamaram e chegaram a fazer ameaças.
Parece brincadeira.
Pena que não é...

Pérola de Lata

Você pode até considerar a Desciclopédia um site humorístico.
Mas muitas verdades são ditas ali.
Sobretudo no artigo sobre a cidade de Guarujá.
Uma das mais completas e verdadeiras frases refere-se à política local.
"Democracia em Guarujá é bala na cabeça".
Mais um caso acontece.
O vereador Luís Carlos Romazzini foi assassinado em casa.
Por isso a cidade deixou de ser Pérola há anos.
Enchentes, péssimas condições de saúde e educação.
E os governos, sejam de direita ou esquerda, nada fazem.
Porque são tortos.
Porque a política local prefere defender os próprios intere$$e$.
Mas o que isso importa?
Os turistas chegarão em breve, achando tudo lindo e maravilhoso.
Ah, se conhecessem a verdade...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Voltou e falou

Lucas Di Grassi está de volta ao Brasil.
E participou do Pit Stop, programa exibido pela TV Uol.
Disse coisas interessantes.
Não sabe se corre no ano que vem, porque a Virgin ainda quer piloto que chegue com patrocínio e ele não sabe se é o caso dele.
E há propostas de equipes maiores para o cargo de piloto reserva, o que não seria ruim, pelo que ele deu a entender.
Disse mais:
É difícil conseguir patrocínio tendo um "inimigo" como Bruno Senna.
A gente explica.
Bruno vive a mesma situação de Lucas: ou arruma patrocínio ou arruma outro emprego.
Ou seja, são concorrentes.
Lucas não disse, nem quis dizer, mas eu digo, porque vejo a coisa assim.
Na hora de buscar um patrocinador, Lucas é um Di Grassi e Bruno é um Senna...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Para refletir

A semana começou com a Fórmula 1 em busca de novidades e o futebol com milhares de assuntos debatidos 50 milhões de vezes.
Considerando que ando numa semana meio complicada, com tempo curto e que não tenho o menor interesse em debater neste espaço assuntos como os candidatos ao título brasileiro, se o São Paulo entregou o jogo, se está havendo mala branca etc etc, vou mandar uma ligeira reflexão para iniciarmos a semana.
Na última sexta-feira, um comerciante de Santos inaugurou uma estátua em homenagem a Pelé, em virtude dos 41 anos do milésimo gol.
O cara é um fanático. Tudo na padaria dele tem referências ao Santos. Em 2004, enquanto este que vos escreve passava pelo local logo após a conquista do título brasileiro, os caras estavam fazendo churrasco no meio da Av. Epitácio Pessoa. Para conseguir passar, tive de meter a mão na buzina do carro e gritar "SANTOS!!".
Mas isso não vem ao caso. O fato é que estavam lá na cerimônia de inauguração e eis quem surge...
Sua Majestade!
Desceu de um carro comum e foi para os braços do povo sem seguranças.
Eu disse sem seguranças.
E inaugurou o monumento pessoalmente
Na mesma semana, eu havia feito um contato com Eder Jofre.
Ao identificar-me, o campeão mundial de boxe passou a me tratar da mesma forma que a um repórter da CNN ou do Washington Post.
Fica a reflexão.
Pelé vai para os braços do povo sem seguranças.
Eder Jofre atende a Imprensa de modo igual.
Enquanto isso...
...vocês já imaginam o que eu ia dizer...