terça-feira, 11 de maio de 2010

Gostou? Eu não

Goleiros
Júlio César (Internazionale)
Gomes (Tothenham)
Doni (Roma)
Laterais
Maicon (Internazionale)
Daniel Alves (Barcelona)
Gilberto (Cruzeiro)
Michel Bastos (Lyon)
Zagueiros
Juan (Roma)
Lúcio (Internazionale)
Luisão (Benfica)
Thiago Silva (Milan)
Meio-campistas
Gilberto Silva (Panathinaikos)
Felipe Mello (Juventus)
Josué (Wolfsbug)
Kleberson (Flamengo)
Elano (Galatasaray)
Ramires (Benfica)
Kaká (Real Madrid)
Júlio Baptista (Roma)
Atacantes
Luís Fabiano (Sevilla)
Nilmar (Villareal)
Robinho (Santos)
Grafitte (Wolfsburg)
E aí? Gostou? Eu não...
No meu time tem lugar para Ronaldinho Gaúcho. No meu time tem lugar para Paulo Henrique Ganso. Não sei se teria para Neymar, Alexandre Pato e Adriano, mas no de muita gente eles seriam até titulares. E, com todo respeito ao Doni, mas Victor é melhor.
Mas essa é a Seleção da Copa. Campeã, consagra o convicto Dunga. Derrotada, crucifica o teimoso Dunga.
O que você achou? Opine.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Uma pergunta

"Dunga, Neymar, Paulo Henrique Ganso, Ronaldinho Gaúcho e Alexandre Pato estão fora da lista. Por quê?"
Escreva a resposta que você acha que o treinador dará. Imagine que ele será extremamente fino e ponderado para usar bem as palavras corretas.
Só não vale palavrão...

Sem volta

Em pouco tempo, Dunga estará diante de câmeras e microfones para anunciar a Seleção Brasileira que buscará o sexto título mundial na África do Sul. E como será essa Seleção? Teremos um time pragmático, com nomes que não fazem muita diferença, mas que estão no grupo desde 2007, ou o treinador atenderá ao lobby e levará Ronaldinho Gaúcho, Neymar, Ganso...?
Conhecendo o sr. Carlos Caetano Verri, a esperança de uma renovação parcial do time na última hora é quase nula. Dunga vem da escola de Carlos Alberto Parreira e é tão teimoso quanto. Não convoca jogadores por apelos populares, ao contrário do que faria Zagallo, por exemplo. Por um lado, não está errado. Tem um grupo se formando há três anos e existe um certo entrosamento. E o fato de levar Neymar, Ganso e outros não lhe garante o título mundial, até porque eles não seriam titulares.
A Copa do Mundo é um risco sempre e Dunga vai se arriscar de qualquer forma. Digamos que atenda aos apelos e ganhe a Copa. Vira gênio. Porém, se perder, será criticado. Não teve personalidade para manter o time que tinha em mente, sabe que não se convoca seleção por lobby e queimou os garotos, que agora ficarão marcados pela derrota.
Agora, vamos inverter. Dunga não leva ninguém. Ganha a Copa e vira gênio. Teve personalidade e posições firmes. Perde e vai ter que morar em outro país.
Em tudo isso está a questão cultural. A Seleção de 1994 foi maravilhosa e a de 1982 um fracasso. Brasileiro vê o resultado final. Hoje, Zico é um gênio que poderia errar, pois acontece com qualquer um. Em 1986, era um amarelão que não sabia nem bater pênalti. Dunga sabe que enfrentará a fúria tupiniquim se não ver com o título, embora seja difícil levantar a taça. Não pelo time brasileiro, mas porque a Copa é difícil por natureza.
E insisto: será surpresa se anunciar algum nome implorado pela população. É mais provável que encha a boca para dizer "Josué, Felipe Melo..." e depois justifique suas escolhas daquela forma doce e ponderada como só o treinador sabe falar. Afinal, na opinião de um phd em Jornalismo como ele, a Imprensa são sabe nada. Ele sim...

Depois de Barcelona

Está mais do que claro o paradoxo criado pela entrada de novas equipes na Fórmula 1 em 2010. Ao mesmo tempo em que a categoria mostrou-se prestigiada e venceu a monotonia dos 20 carros no grid, um monstro foi ganhando forças e agora resolveu mostrar sua verdadeira face: a disparidade entre os times.
É possível dividir a Fórmula 1 de hoje em quatro escalões:
1- A elite: Ferrari, McLaren e Red Bull são os times que brigam pelo título. O Mundial de 2010 será conquistado por um entre seis pilotos e, fatalmente, um desses três times levará o campeonato de construtores.
2- A quase elite: Mercedes e Force India são equipes que iriam mais longe se não houvesse as equipes da elite. E aí temos um paradoxo dentro de outro. Enquanto a Mercedes vem com a fama da antiga Brawn GP, campeã de 2009 e candidata ao título até o início desta temporada, a Force India surge como um time que jamais conseguiria nada e hoje até que dá um trabalho. E aí aparece o empate entre as equipes.
3- Os figurantes: Williams, Toro Rosso, Renault e Sauber não estão nem lá, nem cá. Ficam ali, brigando pelo décimo qualquer coisa lugar e, quando vão ao Q3 nos treinos, comemoram.. Lamentável termos duas equipes campeãs do mundo neste grupo.
4- Os trapalhões: Lotus, Virgin e Hispania poderiam vir a público e dizer o que estão fazendo na Fórmula 1. Enquanto os projetistas elaboram carros com tanques menores, caso da Virgin, os pilotos passam vergonha nas pistas. Bruno Senna começa, injustamente, a cair em descrédito diante da inevitável e cruel comparação com o tio.
O grande problema neste momento é que a Fórmula 1 segue nesta semana para Monte Carlo. O GP de Mônaco, o mais antigo, bonito e tradicional da categoria, é um dos piores em termos de corrida. Se em Barcelona tivemos pilotos quase parando os carros na hora de tomar uma volta e os que tentavam ultrapassá-los tendo enormes dificuldades para vencê-los, o que vai acontecer nas ruas do principado, onde não há pontos de ultrapassagem? Vai ser em Mônaco que a Fórmula 1 enxergará na prática a disparidade entre as equipes e o quanto os candidatos à vitória vão sofrer nas mãos dos que buscam espaço.
Aliás, espaço é o que vai faltar para quem quiser vencer...

domingo, 9 de maio de 2010

A monotonia de Barcelona

"O ano vai começar agora". "Em Barcelona o campeonato inicia de verdade". "As equipes trabalharam para a fase europeia". "Os autódromos da Europa são muito melhores".
Muita coisa foi dita nas últimas três semanas. E o GP da Espanha foi uma das corridas mais chatas da temporada. Deu Mark Webber, de ponta a ponta. E praticamente uma fila indiana na pista. Não fosse o estouro do pneu dianteiro esquerdo do carro de Lewis Hamilton na penúltima volta e a prova seria ainda mais monótona. Fernando Alonso foi o segundo e Sebastian Vettel o terceiro.
Uma emoçãozinha básica só foi vista na primeira curva, quando Sebastian Vettel tentou tomar a primeira posição do companheiro e Alonso achou que dava para ir na carona. Webber não permitiu, fechou os espaços e foi embora para a vitória.
Os pit stops decidiram a sorte apenas de Vettel. Na saída da primeira parada, ele foi ultrapassado por Hamilton. Como o pit stop do alemão não foi bem sucedido, ele precisou entrar novamente. Fernando Alonso, que não tinha esse problema, ganhou a posição.
A fila, então, era: Webber, Hamilton, Alonso e Vettel. As contas já estavam feitas para definir a nova classificação quando o pneu da McLaren traiu o campeão mundial de 2008, que não teve outra opção senão bater no muro. Alonso e Vettel herdaram as posições.
Em tempo: Michael Schumacher foi o quarto colocado, Jenson Button o quinto e Felipe Massa o sexto. Rubens Barrichello e Lucas di Grassi ficaram lá atrás. Bruno Senna saiu na primeira volta. Massa ainda deu uma batidinha de leve na Hispania de Karun Chandhok e teve parte da asa dianteira danificada. Mas não se comprometeu na pista.
Button continua na liderança do campeonato, com 70 pontos. Alonso, que fez a festa espanhola em Barcelona, tem 67 e é o vice líder. Vettel tem 60 e Mark Webber, 53. Massa está lá embaixo, com 47.
Domingo que vem tem Mônaco. Bonita, charmosa e uma péssima corrida.

sábado, 8 de maio de 2010

Barcelona - o grid

Mark Webber não deixou ninguém sentir sequer o aroma da pole position. Saboreá-la então, pode esquecer. Ele se empanturrou com ela.
É do australiano a primeira colocação no grid do GP da Espanha. Em terra de Fernando Alonso, com uma nova concepção da Ferrari, a Red Bull mostrou que não tem muita conversa.
Webber foi o primeiro colocado nos três qualifying, sempre com Sebastian Vettel em segundo lugar. E, desta vez, baixando os tempos, algo pouco comum aos sábados.
Para fazer a pole, Mark Webber cravou 1min19s995 quando o tempo estava estourado. Vettel quase roubou-lhe a liderança, mas o australiano tirou até de onde não tinha mais. Na primeira parte do treino, fez 1min21s612 e, na segunda, baixou o tempo para 1min20s695.
Passadas as Red Bull, a briga ficou entre Ferrari e McLaren, especificamente Alonso e Lewis Hamilton. O dono da casa quase levou a melhor, mas o inglês o mandou na última hora para a quarta colocação. Hamilton larga em terceiro, com Jenson Button, na outra McLaren, em quinto.
E Michael Schumacher começa a melhorar. Sai em 6º, à frente do companheiro de Mercedes, Nico Rosberg, o 8º. Vamos entender que ele não tem mais uma Ferrari imbatível nas mãos.
Felipe Massa não foi bem, de novo. Raios de pneus que não aquecem nunca! Sai em 9º e olhe lá! Não falou nada sobre a influência do tal duto de ar da Ferrari. Agora, ele e Alonso ficam tomando vento no cockpit e a corrida vai dizer se a medida foi inteligente ou não. Ultimamente, a Ferrari anda tomando umas decisões tão estranhas que é melhor esperar.
Rubens Barrichello não passou nem do Q1. Disse pelo rádio que alguém da equipe o chamou na hora da volta rápida, ele não entendeu nada e ainda perdeu a concentração. Estava em 18º, mas sai em 17º porque Vitaly Petrov perdeu cinco posições. O russo da Renault trocou a caixa de câmbio após a última sessão de treinos livres. Ele marcou o 14º tempo, mas sai em 19º.
O pessoal da Virgin, leia-se Lucas di Grassi e Timo Glock, também entrou na dança da perda de posições. A equipe não comunicou a FIA a tempo sobre o sistema de marchas usado neste fim de semana. Di Grassi sai em último. Com isso, Bruno Senna acabou beneficiado. Sai em 22º, atrás de Karun Chandhok, seu companheiro.
Em tempo: na saída para o Q3, Alonso deixou os boxes da Ferrari e quase acertou a Mercedes de Rosberguinho, que ia passando. Algo parecido com o que vemos nos cruzamentos das grandes cidades. O sujeito entra na avenida e nem olha naquele acessoriozinho que fica do lado de fora, um tal de espelho retro....retro....retro qualquer coisa...pode vir punição, mas acho difícil.

1º Mark Webber (Red Bull)
2º Sebastian Vettel (Red Bull)
3º Lewis Hamilton (McLaren)
4º Fernando Alonso (Ferrari)
5º Jenson Button (Mercedes)
6º Michael Schumacher (Mercedes)
7º Robert Kubica (Renault)
8º Nico Rosberg (Mercedes)
9º Felipe Massa (Ferrari)
10º Kamui Kobayashi (Sauber)
11º Adrian Sutil (Force India)
12º Pedro de la Rosa (Sauber)
13º Nico Hulkenberg (Williams)
14º Sébastien Buemi (Toro Rosso)
15º Jaime Alguersuari (Toro Rosso)
16º Vitantonio Liuzzi (Force India)
17º Rubens Barrichello (Williams)
18º Jarno Trulli (Lotus)
19º Vitaly Petrov (Renault)
20º Heikki Kovalainen (Lotus)
21º Karun Chandhok (Hispania)
22º Bruno Senna (Hispania)
23º Timo Glock (Virgin)
24º Lucas di Grassi (Virgin)

Paguei minha dívida

Notaram alguma semelhança?
Pois é, o cidadão à direita é Nicolas Prost, filho do tetracampeão Alain Prost.
Completa 29 anos no dia 18 de agosto e pilotou em categorias como Fórmula 3, A1 GP, Le Mans Series e, no ano passado, foi o 14º colocado nas 24 horas de Le Mans.
O ápice da carreira foi o título da Fórmula 3000 Europeia em 2008.
No início do ano, Nicolas ocupou um espaço mínimo na Imprensa especializada porque foi cogitado para ser piloto de testes da Renault na Fórmula 1.
Está paga a minha dívida com alguns leitores que perguntaram por ele. Foi levantada a bola do rapaz ser piloto e minha obrigação foi checar os detalhes.
A carreira do Prostinho mostra que realmente o pai não tem, fora das pistas, nem 5% do talento que possuía quando estava no cockpit. Com os mesmos 29 anos, Alain Prost era um reconhecido piloto de Fórmula 1 e dirigia uma McLaren, com a qual venceu o primeiro de seus quatro títulos mundiais no ano seguinte.
Depois de encerrar uma carreira brilhante, se aventurou como dono de equipe.
E vocês lembram no que deu...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Brasileirão, o roteiro

Vai começar o Campeonato Brasileiro e, de cara, entra na fase mais chata. Jamais as primeiras rodadas mostram o que realmente vai acontecer no final, nunca determinam campeões e rebaixados e servem para enganar os menos atentos.
Quem está na Libertadores e na Copa do Brasil dará aquela ignorada básica nos primeiros jogos. Dorival Júnior já avisou que vários titulares do Santos não irão ao Rio de Janeiro para pegar o Botafogo. A preocupação é com o Grêmio, pela Copa do Brasil. Não achem que os gaúchos farão diferente. São Paulo, Cruzeiro, Flamengo e Inter estão, naturalmente, mais preocupados com a Libertadores. E adotarão a mesma prática.
A regra é quase sempre a mesma: uma zebra dispara na liderança, os comentaristas de ocasião dizem que sempre souberam que aquele time era muito bem estruturado, dirão que os grandes devem aprender com ele e, no final, um grande é campeão e aquele coelho se preocupa em não cair. Teremos times sendo desmontados em meio ao campeonato, já que a janela europeia vai escancarar, vamos ver lutas pelo título, por Libertadores e contra o rebaixamento e alguns clubes dizendo que estão se planejando para 2011.
Lá pela 15ª rodada, quem estiver na frente falará em título e depois irá se contentar com a vaga na Copa Sul-Americana. Pode ter alguém ressurgindo das cinzas e brigando pela taça, um prato cheio para a televisão.
Nestas primeiras rodadas, fica só o alerta para quem vai abrir mão do Brasileiro: não deixem os primeiros colocados irem embora. Pode ser que fique muito difícil ir buscar depois.
Quem vai ser campeão? Sei lá.

Barcelona - sexta-feira

A McLaren fez modificações nos carros, a Ferrari alterou o duto frontal, Nico Rosberg é o maior leão de treinos da década e a sexta-feira, em Barcelona, foi toda da boa e velha Red Bull.
Deu Sebastian Vettel no primeiro dia de carros na pista no Circuito da Catalunha. Mandou 1min19s965. Mark Webber pegou a segunda colocação. E em terceiro, outro fato novo: a presença de um certo alemão, um tal de Schumacher, que muita gente andava criticando pelo fraco desempenho nas primeiras provas do ano. A Mercedes também vinha com novidades e adotou a cautela. Tanto que o leão de treinos ficou em sétimo.
A Ferrari não conseguiu nada além da quarta colocação de Fernando Alonso. Considerando que a sexta-feira dificilmente dá um prognóstico do que vai acontecer na corrida, o resultado se torna um detalhe. Os italianos torcem mais para o motor aguentar até o fim da tarde de domingo.
Felipe Massa foi o oitavo e Rubens Barrichello o 15º. Lucas di Grassi e Bruno Senna...melhor seguirmos adiante...
Pela manhã deu McLaren, com Lewis Hamilton em primeiro e Jenson Button em segundo. Mas a primeira atividade foi praticamente só um teste. Tanto que Hamilton foi melhor com 1min21s134.
O sábado vai dar uma ideia do que acontecerá no domingo, mas está claro que será uma corrida aberta. Só aguardar...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Foco nele

O discursinho de Vanderlei Luxemburgo após a partida entre Santos e Atlético-MG, na Vila Belmiro, foi um novo caminho encontrado pelo treinador para chegar ao mesmo objetivo que ele busca nos jogos em que ele sai derrotado: desviar o foco.
Ao reclamar das provocações que recebeu dos santistas, palavras repetidas antes e depois da partida, Vanderlei não disse que o Santos foi melhor na Vila, assim como o Galo havia sido superior no Mineirão, semana passada. Ao não abrir espaço para perguntas, Luxemburgo não precisou explicar a apatia do Galo na Vila, não precisou admitir que chegou a Santos achando que a classificação era questão de tempo.
Os jogadores do Atlético não achavam isso. A Imprensa mineira não achava isso. Boa parte da torcida atleticana não achava isso. Mas Vanderlei achava. Iria se vingar do clube do qual foi chutado em dezembro, quando a diretoria mudou. A briga deixava de ser por uma vaga nas semifinais da Copa do Brasil, deixava de ser um duelo entre campeões estaduais. Passava a ser uma briga Luxemburgo/diretoria do Santos. A mesma diretoria que não permitiu a ele continuar, para tratar o clube como se fosse a casa dele.
Robinho provocou. Não precisava provocar. Vanderlei se doeu. Não precisava se doer. Entrou na Vila Belmiro obcecado pela vitória. Não para classificar o Galo, mas para a vingancinha pessoal.
Antes do jogo, deixou claro qual era o foco. Depois, tentou desviar esse foco. Não explicou a certeza que tinha de que o resultado obtido Belo Horizonte era bom, mas insuficiente. Não disse por que armou o time tão defensivamente. Não deixou claro o por que do time ser envolvido pelo Santos. Não. O problema foi Robinho. E quem fica de gravatinha no estúdio da TV e diz que foi só uma brincadeira.
Vanderlei disse que a história dele no Santos acabou. Para o Santos, já havia acabado faz tempo.
Torcida do Galo, Vanderlei é isso. Não liga para o clube, só para ele. E desvia o foco, chamando a atenção para ele. As linhas gastas neste espaço com esse assunto são a maior prova disso...