quarta-feira, 28 de julho de 2010

Xi! Deu zebra!

Copa do Brasil de 1989
Final: Grêmio x Sport
Campeão: Grêmio
Copa do Brasil de 1990
Final: Flamengo x Goiás
Campeão: Flamengo
Copa do Brasil de 1991
Final: Grêmio x Criciúma
Campeão: Criciúma
Copa do Brasil de 1994
Final: Grêmio x Ceará
Campeão: Grêmio
Copa do Brasil de 1999
Final: Botafogo x Juventude
Campeão: Juventude
Copa do Brasil de 2002
Final: Corinthians x Brasiliense
Campeão: Corinthians
Copa do Brasil de 2004
Final: Flamengo x Santo André
Campeão: Santo André
Copa do Brasil de 2005
Final: Fluminense x Paulista
Campeão: Paulista
Copa do Brasil de 2007
Final: Fluminense x Figueirense
Campeão: Fluminense
Copa do Brasil de 2008
Final: Corinthians x Sport
Campeão: Sport
É, a zebra passou algumas vezes pela Copa do Brasil. Por isso, nunca é demais projetar:
Copa do Brasil de 2010
Final: Santos x Vitória
Campeão: ...........

Ah, essa Copa do Mundo...

E finalmente chegou a decisão da Copa do Brasil.
Por causa de uma outra Copa, uma tal de "do Mundo", Santos e Vitória jogam só agora.
Para o Santos, o pior que poderia acontecer.
Faz o primeiro jogo da decisão uma semana após a classificação, com aquela vitória épica sobre o Grêmio nas semifinais, e o time baiano teria sido atropelado sem dó. Ali, o Santos estava no topo das questões física, técnica, tática e de concentração.
Ganharia na Vila Belmiro e no Barradão.
Não há como fazer esta afirmação neste momento.
Física você recupera, técnica não falta e tática você dá um jeito. Mas o Santos de agosto está infinitamente menos concentrado que o de junho.
Evidente que a fama e a badalação mexeriam com os principais jogadores. São garotos, é normal.
O problema foi ter afetado no campo.
O Santos não fez mais partidas memoráveis, não jogou mais por música, não encantou mais.
Ok, a Copa do Brasil não é para encantar. É para fazer o resultado e pronto. Mas o Santos não perderia se tivesse um futebol envolvente.
Hoje não tem esse futebol. E pode perder.
Primeiro porque o Vitória não é nenhum timinho, como não era em junho, quando o Santos estava sobrando. Segundo porque o Santos não tem mais aquela concentração.
Existe uma maneira básica para ser campeão: fazer um bom resultado na Vila Belmiro para jogar com o relógio a favor no Barradão.
Problema.
O Santos não faz mais tantos gols, mas continua levando um monte.
Na Copa do Brasil, o critério de desempate são os gols.
O Santos pode ser campeão? Sem dúvida, mas que poderia ser, digamos, menos difícil, poderia...

Oito anos depois

"Recebi todo tipo de comentario sobre o episodio de domingo...muitos entenderam [só agora]como foi em 2002 e entenderam tambem agora pq deixei a Ferrari um ano antes do final do contrato.Posso nao ter sido campeao na epoca mas fui sempre justo..."
"Pronto falei...agora pagina virada.Estou na equipe q quero estar ,a ponto de assinar por mais um ano...quero ser campeão com a Williams".
Essas foram algumas mensagens escritas por Rubens Barrichello no Twitter.
Sinceramente, não entendi nada...nem em 2002, nem agora...
Ainda acho que nada substitui a dignidade.
E bateria palmas para Barrichello se ele tivesse sido demitido por desobedecer a uma ordem da equipe, sobretudo uma ordem inescrupulosa.
Como bateria palmas para Massa se ele não fosse correr na Hungria, com o contrato rescindido.
Campeões têm mais do que talento e carro.
A Ferrari tem um bicampeão em um dos carros.
E vai ver se ele aceitaria...

Ilusão

Fernando Alonso não disse nada sobre Hockenhein.
"O importante é que usamos bem o carro, agora, vamos para a Hungria".
Felipe Massa nada disse sobre Hockenhein.
"Vou chegar na Hungria e cumprimentar a todos que me ajudaram no acidente do ano passado".
É, foi lá que veio a tal mola no capacete dele.
Isso foi o que os dois disseram ao site da Ferrari.
As últimas declarações antes da Hungria.
Ora bolas, pipocas, se nem na entrevista oficial, no domingo, eles falaram com clareza, por que cargas d'água alguém achou que eles falariam logo dentro do time?
Inocência!

terça-feira, 27 de julho de 2010

A minha sem cebola

- O presidente da FIA chama-se Jean Todt.
- A equipe a ser julgada chama-se Ferrari.
- O promotor da Fórmula 1 e dinheirista Bernie Ecclestone disse que é a favor do banimento da regra que proíbe o jogo de equipe.
- O GP da Itália acontece dia 12 de setembro. No dia 10, há o grande julgamento.
- Qual será o prato principal da noite de sexta-feira?

Surpresas esperadas

Pouca coisa a dizer sobre a tão falada primeira convocação da Seleção de Mano Menezes.
Nenhuma grande novidade; nada além do que todo mundo esperava.
Estava na cara que os três santistas estariam na lista. Qualquer treinador faria o mesmo.
Até Dunga, se continuasse.
É o tal do clamor popular, atendido com tanta frequência na Era Zagallo.
Jucilei, excelente volante, mas ainda reserva no Corinthians, está lá.
Valorização e Europa virão na sequência.
E a vez de Elias vai chegar.
Sandro (Internacional) e Hernanes (São Paulo) foram convocados.
Um dos dois estará na final da Libertadores. Aquece aí, Elias!
Se vai dar certo, não sei. Melhor esperar.

Penske bem

A Fórmula 1 provocou uma indignação tão grande (e justa) que a Fórmula Indy foi sendo naturalmente deixada de lado.
Por isso, falamos na terça daquilo que aconteceu no domingo.
E não foi menos revoltante.
Hélio Castroneves venceu o GP de Edmonton. Venceu, mas não levou.
A direção de prova entendeu que o brasileiro fez uma manobra um tanto quanto perigosa para evitar que Scott Dixon o ultrapassasse a três voltas do fim da prova.
E determinou que o brasileiro pagasse um drive-through.
Vi, revi, vi mais uma vez e, para não deixar dúvidas, vi de novo.
E não entendi nada.
Manobra normal, defesa de posição, apenas e tão somente isso. Nada de jogar para fora da pista, bater roda com roda, nada disso.
No mínimo um excesso de rigor dos organizadores.
A Penske recorreu.
E sabe qual é a equipe do declarado vencedor Scott Dixon?
A Penske.
Notaram alguma diferença em relação a uma outra categoria do automobilismo mundial?

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Primeira volta

26 de julho de 2010.
Nesta data, o Autobola completa 1 ano de existência.
Esta é a postagem nº 482 do blog.
Já discutimos sobre tudo neste espaço, de trânsito a política, mas jamais perdemos o foco dos termos 'Auto' e 'Bola'.
Estava há pouco revendo a postagem inaugural, na qual a promessa era debater essas paixões brasilerias.
Creio que atingimos essa meta.
No post inicial, agradeci apenas a Deus pela oportunidade.
Em um ano, a lista aumentou consideravelmente.
Agradeço aos que, direta e indiretamente, apoiaram a ideia antes da execução. Não é fácil pensar, planejar, desenvolver e executar uma ideia em 15 horas.
Sobretudo com o relógio trabalhando contra, como sempre.
Agradeço aos que acreditam na ideia e expõem seu nome neste espaço, como você pode observar do lado direito da tela.
E, principalmente, agradeço a você, que visita este espaço; a você que só lê os posts, a você que lê e comenta, concorda, discorda, dá ideia, faz sugestões e críticas.
Não fosse por você e não teríamos 482 postagens, muito menos 365 dias de existência.
Não há promessas a fazer, apenas dizer que continuaremos na luta.
E conto com você.
Muito obrigado!

Depois de Hockenhein

A Ferrari foi multada em US$ 100 mil pela marmelada em Hockenhein.
Pagaram com o troco do café que foram buscar para Domenicalli.
E a Fórmula 1 acordou mais triste. Triste e envergonhada.
Muito pior do que uma ordem para a execução de uma sujeira, muito pior que a obediência total a essa ordem, é a naturalidade com que as coisas são tratadas.
"Estamos pensando no campeonato e é assim que funciona".
Como funcionava em 2002, quando o segundo lugar de Schumacher na Áustria talvez adiasse por uma prova a conquista do pentacampeonato.
E ele seria campeão com cinco etapas de antecedência. Foi com seis.
Schumacher disse no domingo que a equipe tem mesmo que pensar no campeonato e que, se fosse ele, também cumpriria as ordens.
Por que será?
O mais desafiador, neste momento, é responder o título deste post: e depois de Hockenhein?
Algumas coisas são facilmente previsíveis: neste fim de semana, na Hungria, a audiência irá lá para baixo.
E não tiro a razão de quem está desiludido.
Ficarão os que acompanham porque gostam e ainda tentam acreditar que há alguma verdade em tudo isso.
Prefiro entender e dizer a quem tem dúvidas que tudo está resumido a uma só equipe. Há outras 11 na categoria, nas quais, se esse tipo de falcatrua acontece, vem de forma bem menos espalhafatosa.
Basta lembrarmos que a Red Bull entregou a vitória a Lewis Hamilton depois de Sebastian Vettel se enroscou com Mark Webber na luta pelo primeiro lugar.
Isso com Webber reclamando da falta de uma asa nova na Inglaterra.
Mas talvez uma queda na audiência não seja tão ruim para a Fóamula 1.
Mais interessante seria se alguns dos principais patrocinadores resolverem mudar de ideia.
Um dinheirista como Bernie Ecclestone é capaz de inverter a mão de direção de todos os circuitos para não perder esse pessoal.
Enquanto tudo for tratado como um jogo de equipe normal e uma multinha de 100 mil dólares resolver o problema, a Fórmula 1 continuará nesse descrédito.
Vamos para a Hungria agora.
Com o avião mais vazio.

domingo, 25 de julho de 2010

Hockenhein - Morreu a F1

"Vergonha, vergonha, vergonha, time sem-vergonha!"
Não, não estou na arquibancada, nem falando sobre futebol.
Estou falando do vermelho que dominou o fim de semana em Hockenhein.
Sexta e sábado, a genialidade da Ferrari. Melhor nos treinos livres com Fernando Alonso e perdendo a pole para Sebastian Vettel no sábado por dois milésimos.
No domingo, Felipe Massa faz algo estupendo ao sair do terceiro lugar para a liderança na largada. Tudo maravilhoso, um fim de semana vermelho.
Vermelho de vergonha, ou da ausência dela.
Eu já disse neste espaço, repitia e dizia quantas vezes fosse necessário sobre Fernando Alonso: poderia ser estupendo ou estúpido. Mas a frase vai mais além e, a partir desta data, estender-se-á à Ferrari e a Felipe Massa.
Oito anos e dois meses se passaram desde A1 Ring/2002. Foram 428 semanas, 2996 dias. Tudo estava adormecido, talvez esquecido na história. Fato isolado. Todos os personagens mudaram. Não tinha como acontecer novamente.
Aconteceu.
"Fernando está mais rápido que você. Deu para entender?", disse o rádio de Massa, em um inglês com fortíssimo sotaque italiano.
Deu. Massa entendeu. Menos de uma volta depois, entrou na reta e baixou o giro, a velocidade, as marchas, tudo. Alonso ultrapassou para conquistar a segunda vitória mais vergonhosa da história da Fórmula 1.
Outra vez a Ferrari. Outra vez pensando no campeonato ou em outra$ coi$a$ mai$. Outra vez deixando de lado tudo o que pode ser chamado de esportividade, competição, disputa, caráter, dignidade, honestidade. Outra vez pegando um brasileiro medroso e inescrupuloso como trouxa. Outra vez fazendo torcedores, jornalistas e patrocinadores de palhaços.
Na prova, Alonso venceu, com Massa em segundo e Vettel em terceiro. Mas e daí? O que isso importa agora?
Massa merecia todos os aplausos. Rigorosamente 1 ano após o acidente na Hungria. largou de forma espetacular. Enquanto um afoito Vettel se preocupou só em fechar a porta para Alonso na largada, Massa pegou a avenida e foi embora. Com Alonso em segundo. Mandou bem, mesmo enquanto tomava pressão do companheiro de equipe.
Houve até disputa direta, vencida pelo brasileiro. "Isso é ridículo", disse o espanhol chorão pelo rádio.
O mesmo rádio por onde viria a frase: "Fernando está mais rápido. Deu para entender?"
Entendido e cumprido. Sem nenhuma vergonha, Massa andou em terceira marcha na reta. Alonso, que não conhece essa palavra mesmo, foi embora para comemorar a vitória na maior cara-de-pau.
A segunda pior vitória da Fórmula 1. Não que a primeira tenha sido mais grave. Apenas aconteceu antes. O valor (ou a falta dele) é o mesmo. Um sem-vergonha dá a ordem dos boxes e outros dois nos carros a cumprem.
E o que aconteceria se não cumprissem? Demissão? E a Família Massa vai passar fome se isso acontecer? Acho que não.
Aí alguém fala mal da Fórmula 1 e eu vou calar a minha boca. Não há mais como defender uma categoria na qual euros compram até o caráter e a dignidade.
Parabéns, Ferrari! Você vai conseguir matar a Fórmula 1!